Máscaras
2 Capítulo I - O Baile
Olhou seu reflexo no espelho, a máscara em tom azul com detalhes dourados cobria parte de seu rosto, o que não o animava muito. De quem fora a genial idéia de esconder sua beleza? Bufou analisando o fraque nos mesmos tons do acessório para a face, ajeitou os fios dourados em cachos até um pouco acima da cintura. Perfeito.
Abandonou o vestíbulo. Com um grande sorriso percorreu as escadas que davam para o salão, o baile já começara. Música ao vivo, muita bebida, uma mesa com comidas típicas da Inglaterra e de sua terra natal.
Todos no salão voltaram sua atenção ao anfitrião que acabara de adentrar no recinto, alguns o cumprimentaram com acenos de cabeça, outros com sorriso. Milo percorreu o local com os olhos procurando, apesar da pouca iluminação, seu grande amigo, Aiolia. Já o amaldiçoava mentalmente quando julgou ver a um canto o leonino, “conversando” animadamente com um moreno de sotaque espanhol.
Um toque em seu ombro o fez voltar o rosto, seu mordomo chamava-lhe a atenção de forma discreta.
– Tenho que lhe apresentar todos os convidados, senhor.
Suspirou. Havia se esquecido da parte burocrática da festa. Anuiu com a cabeça, desanimado. Cumprimentou com falsa animação o primeiro convidado, chamando-o pelo nome que seu mordomo lhe sussurrava.
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Passando pelo hall de entrada já podia ouvir a música instrumental que provinha do salão onde ocorria o baile. Soprou o ar levemente antes de adentrar no local cheio de pessoas. Os olhares convergiram para si. Hyoga insistira em lhe colocar uma maldita a máscara vermelho carmesim junto de um fraque da mesma cor detalhado em prata. Como se seu cabelo ruivo já não chamasse atenção suficiente, cabelo que aliás estava preso em um rabo na nuca, uma tentativa tola de passar despercebido no ambiente.
Ignorou os olhares sobre si. Manteve o semblante imperturbável ao voltar sua atenção para o sobrinho. Analisou a roupa azul celeste que o mesmo trajava, em contraste com os cabelos loiros que ele mantinha solto, a máscara que cobria a metade destra do rosto ia até quase os lábios e era em tom acobreado. Isso não daria em boa coisa.
– Se eu te perder de vista, mesmo que por um segundo, não haverá outros bailes, ouviu?
Anuiu em resposta às palavras do mais velho mesmo sem ter ouvido ao certo o que ele havia dito, seu olhar percorria o local com uma contida animação.
– Tudo bem, Camus.
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– Você está muito bonito.
Aquela era sua sentença após analisar o irmão de alto a baixo. Entravam no salão da casa do escorpiano, seu semblante estava fechado, a frase não era em si um elogio, estava mais para uma repreensão.
– Obrigado, Ikki.
O mais novo sorria de forma doce, ignorando o acentuado toque de ciúme no tom do moreno.
– Você também está.
Ergueu as sobrancelhas mediante as palavras de Shun, acabou por amenizar a expressão.
Shun estava com vestes verdes, e uma máscara da mesma cor, enquanto o moreno vestia um fraque negro e uma máscara também negra com detalhes em prata que julgava ridícula. Recordava-se da “discussão” que tiveram quando Ikki percebeu que teria que usar uma máscara. “Isso é ridículo, Shun. Não vou sair por ai usando essa... coisa.”; “Mas é um baile de máscara, Ikki, deve-se usar uma máscara. A não ser que eu deva ir sozinho.” Por fim, ele acabou trajando aquele acessório que julgava inútil.
Ao centro várias pessoas dançavam ao som da música lenta orquestrada. Deu um breve sorriso para o mais velho, então dirigiu-se animadamente para o canto onde um loiro se encontrava com uma taça em mãos.
Ikki tentava recordar quem era aquele. Lembrava-se de já tê-lo visto em algum lugar, se não estivesse errado ele já fora tutor de Shun por algum tempo.
Sentou a uma mesa, braços cruzados sobre o peito, o olhar fixo no irmão que conversava, animado até demais com aquele cara.
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Enfadonho. Era aquela sua definição para baile. Não havia cumprimentado nem metade dos convidados e já queria ir para seu quarto, com uma garrafa de gin e uma dessas mulheres que faziam questão de segui-lo pelo salão.
Volveu a atenção para o próximo convidado, e um sorriso aflorou em seus lábios ao contemplar o jovem diante de si. Ruivo, pele alva, a expressão fria e distante. Milo o reconheceria em qualquer lugar.
– Camus Chevalier.
A surpresa foi evidente na face do francês, não conhecia ninguém naquela cidade. Perscrutava a feição do loiro em busca de reconhecê-lo, mas tudo que sentiu foi frustação, pela máscara que o impedia de divisar por completo o rosto grego.
– De onde me conhece?
Não se deixou abater pelo estranhamento do francês, apenas retirou a máscara por uns poucos segundos. Deixando a feição à mostra.
– Milo! Você aqui na Inglaterra. O que faz tão distante de casa?
Apesar de não demonstrar o francês ficou extraordinariamente contente em rever o loiro.
Repôs a máscara no lugar, ignorando o mordomo que pigarreava audivelmente tentando chamar sua atenção à uma loira, que o olhava com visível interesse. Ao que parecia alguma condessa queria falar com ele.
– Negócios e você o que faz aqui?
– Saturado da França. Depois que meu irmão morreu, resolvi recomeçar em outro lugar com meu sobrinho.
Enquanto conversava com o ruivo a visão de sua infância junto à ele na Grécia invadia sua mente, os dois com doze anos de idade brincando no quintal da casa de seu pai. Fora somente um verão, mas nunca mais havia esquecido o francês.
– Então está morando aqui?
– Estou sim. E você?
– Somente de passagem. Devo retornar à Grécia no fim do mês, se tudo der certo. Venha, vamos tomar uma bebida. Conte-me o que esteve fazendo nesses dez anos.
– Mr. Damián, você deve cumprimentar a senhorita Kido.
Tocou a mão do ruivo guiando-o até um canto onde o mordomo não iria incomodá-los. Seguiu Milo, não sem antes dispensar um olhar significativo para seu sobrinho.
Camus sumia acompanhado pelo anfitrião. Um meio sorriso aflorou em seus lábios ao se ver sem supervisão no ambiente. Pegou uma bebida de um garçom que passava, mas como não conhecia ninguém acabou dirigindo-se para o jardim.
O brilho da lua cheia prendeu sua atenção, acabou distraído com a beleza luminosa do satélite, voltou sua atenção à terra somente ao ouvir um farfalhar em ao seu lado.
Terminava de abrir o terceiro botão daquela veste infernal, a máscara jazia no chão alguns metros atrás de si, somente ao diminuir o desconforto daquela roupa voltou a atenção às coisas ao seu redor. Parado ao seu lado, observando-o com um misto de admiração e apreensão estava um loiro que nunca havia visto antes.
– Quem é você?
– Eu sou Hyoga. Hyoga Chevalier e você?
– Ikki Amamiya.
Analisava o loiro parado ao seu lado, logo em seguida voltava a atenção para a garrafa de whiskey que havia surrupiado de um garçom.
– Você bebe?
– Claro.
Sentou-se em um dos bancos de jardim ali presentes, indicando para o loiro fazer o mesmo. Tomou um gole da garrafa, em seguida estendeu ao aquariano.
Sentou ao lado do outro, tirando a garrafa de suas mãos. Tomou um curto gole do líquido ocre, antes de voltar sua atenção ao homem sentado ao seu lado. Metade da camisa estava aberta deixando a pele morena exposta, cabelos curtos, castanho escuro e despenteados retinham alguns flocos de neve que começavam a cair.
– Por que não está lá dentro?
– Não gosto de festas. – Tomou outro gole, analisando o mais novo. – Nunca te vi por aqui. De onde é?
– Moro aqui em Leeds, mesmo. Só não compareço muito aos festivais que ocorrem por aqui.
Hyoga pretendia esconder a informação de passar o dia inteiro lendo, mas algo em sua expressão deve tê-lo denunciado, pois logo fez-se ouvir uma risada. Provinha do leonino e continha uma saudável dose de irônia, que fez o mais novo fechar o semblante em desafio.
– O que foi, Amamiya?
– Nada. É só que fazia tempo que eu não conhecia ninguém tão... certinho.
– Não sou certinho.
– Ah sim... você é certinho. – Aproximou-se do outro para concluir seu raciocínio, a voz saiu em tom baixo e provocativo. Proferiu as palavras morosamente, próximo o suficiente para o outro sentir sua respiração. – Mas se quiser acho que posso lhe mostrar algumas coisas, Chevalier.
Apesar da proximidade do moreno, e das palavras que fizeram sua pele se arrepiar, manteve a pose altiva. Encarando o moreno com indiferença respondeu o mais friamente que pode ante a imediação deste.
– Não creio que tenha nada de interessante para me mostrar, Amamiya.
As palavras do loiro fizeram Ikki tomar aquilo como uma afronta pessoal, um desafio. Constatando que Hyoga levantava-se para ir embora, soergueu-se junto, puxou-o pelo pulso fazendo com que batesse contra seu corpo, um sorriso malicioso fixo em seus lábios.
– Mas o que? Me sol...
Não conseguiu terminar de proferir a frase, seus lábios foram tomados com volúpia e alvitre, uma mão segurava firme em seu cabelo loiro, enquanto a outra era mantida em sua cintura. Não havia escapatória. A língua atrevida invadia sua boca em movimentos circulares, serpeando por todo o local, apesar de resistir em um primeiro momento acabou por retribuir, fechando os olhos, envolveu ambas as mãos na nuca do leonino, acariciando os fios castanhos dele. Movimentava seus lábios, uma pequena batalha por poder acontecendo ali.
Aumentou a intensidade do abrupto ósculo antes de terminá-lo com uma mordida nos lábios do russo. Sem soltá-lo, voltou com o sorriso malicioso ao observar a face corada do mais novo.
– Se ainda acha que eu não tenho nada interessante para lhe mostrar...
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Finalmente conseguira fazer o ruivo sorrir, lembrava-se de como era difícil tirar um sorriso dele, mas ali estava. Um belo sorriso. Discreto, era verdade, mas não deixava de ser um sorriso. Tomou um gole de sua taça antes de prosseguir.
– Então você agora é escritor?
– Sim, já escrevi alguns livros com relativo sucesso. Essa é a minha paixão. E você o que faz?
– Estou tomando conta dos negócios da família. Nada de muito empolgante.
Naquele momento chegaram duas jovens atraentes, ambas olhavam do loiro para o ruivo com interesse. Camus ouviu nitidamente quando a que aparentava ser mais velha sussurrou para a outra: “Eu fico com o loiro”.
– Olá sou Saori Kido, você deve ser Milo Damián, o anfitrião. Estive em contato com seu pai.
Voltou a atenção às recém-chegadas a contra gosto. Não se deu nem ao trabalho de sorrir, apenas ergueu uma das sobrancelhas a expressão fechada pela interrupção.
– Boa noite, Ms. Kido.
A loira abriu seu melhor sorriso sedutor, passando os olhos pelo grego, enquanto indicava para a prima tirar o ruivo dali.
– Eu sou Freya, adorei seu cabelo mister?
– Chevalier.
Sentiu quando a loira com cabelos enrolados e olhos azuis celestes, tocou o cabelo avermelhado com admiração. Em resposta apenas suspirou, com o semblante indubitável retirou a mão dela de seus fios.
– Não faça isso.
No momento que viu a mulher mexendo no cabelo do francês algo subiu por seu corpo. Uma fúria repentina, quente, passou correndo por suas veias.
– Então o que acha de irmos para um local mais reservado...
– Acho que não.
Sem nenhuma cortesia despediu-se da grega. Voltou-se para a acompanhante dela.
– Não ouse tocar no Camus, ouviu? Ele é meu.
Tomou Camus pela mão sem pronunciar um único vocábulo. Somente quando estavam no segundo andar voltou-se para o ruivo, seu olhar visivelmente tempestuoso.
– Que história é essa de “seu”?
Encarava o escorpiano com indignação, os braços cruzados sobre o peito à espera da resposta dele. Presenciou em silêncio ele hesitar um pouco antes de responder, mordendo os lábios.
– Ela estava dando em cima de você, Camus...
– E o que tem?
– Não gostei.
Uma leve confusão se apoderou de si, ficou pensando por alguns minutos no que aquela sentença implicava, soergueu a face para responder quando sentiu seus lábios tomados.
Ele estava parado diante de si, a face inocente pensativa. Somente aquilo fora o suficiente. Autocontrole nunca fora seu ponto forte. Invadiu os lábios macios do aquariano com intensidade, desejo descrito nos movimentos circulares da língua na cavidade úmida do outro. Suas mãos seguravam de forma firme a cintura delgada, empurrou o mais novo contra a parede, colando seu corpo contra o dele, sua canhota subindo pela lateral do corpo suave.
Eram macios e ferozes, doces e selvagens os lábios do escorpiano. Haviam deixado os seus e agora percorriam a tez de seu pescoço fazendo todo seu corpo se arrepiar, um leve suspiro lhe escapou com aquelas carícias, acabou levando as mãos ao cabelo dourado dele, segurando levemente.
As carícias se intensificaram, o grego distribuía mordidas pela pele imaculadamente alva, desabotoara as vestes rubras do outro deixando entrever, entre o tecido, ainda mais o corpo para que pudesse explorar. E o fazia com veemência. Marcava o francês como sua propriedade.
– Milo... chega.
Apesar do ardor em seu olhar, das faces ruborizadas e do seu corpo que pedia mais, sua mente ainda falava mais alto. Colocou ambas as mãos sobre o peito do escorpiano, empurrando-o levemente.
– O que aconteceu Camus?
À muito contragosto parou o contato, afastou-se alguns passos do ruivo procurando clarear os pensamentos.
– Mister Damián, Miss Kido lhe procura lá embaixo. Acho que seria uma boa idéia ir falar com ela.
Terminada a frase o mordomo se foi, não sem antes dispensar um olhar duro à Camus.
Começou a fechar suas vestimentas, se preparando para descer de volta ao salão quando sentiu a mão do escorpiano capturar seu pulso. A feição dura do loiro denunciava sua impaciência com o mordomo.
– Pois diga à Miss Kido que estarei ocupado o resto da noite.
Mal terminou as palavras e se retirou para o próprio quarto. Trancou-se lá dentro com o aquariano que não havia proferido um único som. Ligeiramente agitado caminhou até a estante, serviu dois cálices de vinho tinto francês. Entregou uma à Camus, provou do seu, ouvindo o aquariano.
– Ela parece bastante interessada em você.
Fitava sua taça procurando demonstrar indiferença pelo ocorrido.
– Pois alguém devia avisar à ela, que estou interessado em outra pessoa.
Foi categórico em suas palavras, o olhar firme sobre o francês o fez desviar o rosto.
– Milo, tenho que ir. Meu sobrinho deve estar me procurando.
Deixou o cálice sobre a mesa, ajeitando os fios rubros para se retirar dali. Foi quando sentiu seus movimentos vetados, por dois braços fortes que envolviam sua cintura. Milo voltara a lhe beijar, desta vez sua nuca.
– Fique, Camus... Eu quero você aqui.
Não havia como o francês negar, apenas assentiu. Mãos percorriam seu colete desabotoando-o com pressa, logo a vestimenta se encontrava no chão, junto ao resto do fraque. Camus foi levado com ímpeto até a cama, onde foi empurrado sem cerimônia.
Suas costas bateram contra a superfície macia do colchão, lhe arrancando um leve gemido. Sentia-se cada vez mais à mercê dos caprichos do grego, sua calça havia sido retirada, estava completamente nu. Enquanto o escorpiano acariciava seu corpo com volúpia.
Instantes depois o grego se encontrava dentro do ruivo, estocava de forma firme e ritmada, arrancando gemidos do francês. Camus mantinha os olhos semicerrados, as mãos seguravam os lençóis com força, Milo lhe acertava em seu ponto mais profundo diversas vezes e de forma certeira. Após algum tempo nenhum dos dois aguentava mais e acabam por chegar ao ápice juntos, o líquido quente do escorpiano se derramando dentro do ruivo.
Deitou sobre a cama ligeiramente ofegante, o grego abraçou-o logo em seguida. Logo estavam adormecidos, o corpo de ambos envolvidos pelo calor do que acabara de acontecer.
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Sua roupa encontrava-se no chão, os olhos fechados, mãos imóveis contra a parede ao lado de sua cabeça pelo homem que o beijava com luxúria.
Ikki mantinha as pernas entre as do aquariano, ao passo que distribuía mordidas pela pele alva, sorriu com malicia ao levar sua destra ao membro do outro, massageava vagarosamente, os lábios colados no ouvido dele, sussurrando palavras mordazes.
Envolveu as pernas na cintura firme do leonino, suas costas apoiadas contra a parede, seu corpo arqueou de prazer ao ser penetrado pelo mais velho. Resoluto, firme, em um só movimento tomou o corpo do aquariano, fazendo-o ofegar.
Cingiu o corpo do moreno, abraçando-o com força enquanto acostumava-se com o volume que o preenchia. Lentamente começou a se movimentar, levando o maior consigo.
Impelia com força e virilidade contra o loiro, arrancava gemidos roucos e palavras desconexas dos lábios rubros, as mãos seguravam com firmeza a cintura dele, aumentando a intensidade dos movimentos.
Uma estocada mais forte, um gemido mais alto, e o líquido do aquariano escorria por sua pele, logo em seguida foi sua vez de preenchê-lo com o símbolo do seu prazer.
Soltou-o da parede com cuidado, procurava normalizar a respiração a medida de que ajeitava suas vestes.
– Meu... tio... deserdar...
Volveu sua atenção ao loiro, que já estava vestido, apesar de um pouco desarrumado e corado. Não pode deixar de rir diante da sentença do outro.
– Vamos procurá-lo, quem sabe ele nem deu pela sua falta.
A dúvida era evidente em seu olhar, Camus não notar sua ausência? Ele devia estar procurando-o por todas as partes, isso sim. Apesar de recear o encontro com o ruivo, dirigiu-se para o salão, procurando-o com os olhos.
Parado logo atrás do loiro perscrutava o salão, buscando o irmão com os olhos. Foi quando sentiu um toque em seu ombro.
– Ikki, Shun pediu para lhe avisar que já foi para casa. Ele não te encontrou para avisar pessoalmente.
A malícia no tom do outro fez o moreno fechar a expressão, mas antes de ter tempo de responder ele já havia se retirado em meio ao aglomerado de pessoas.
– E então achou seu tio?
– Não...
Seu olhar percorria de um lado para o outro, procurando em vão a figura rubra que era seu congénere. Começou a preocupar-se com a possibilidade dele ter ido para a casa e o deixado ali.
– Venha, eu te levo para casa.
Pensou por um momento na proposta, se Camus realmente houvesse ido embora, teria levado a carruagem.
– Vamos.
Acompanhou o mais velho até a entrada, onde o coche estava à espera dos dois. Entrou, no que foi seguido por Ikki, ouviu o cocheiro fechar a porta. No segundo seguinte estavam à caminho da residência Amamiya.
Hyoga franziu o cenho diante da entrada completamente desconhecida, imaginava que iria para a própria casa.
– Esta não é minha casa.
– Você não me disse onde morava.
– Não posso passar a noite aqui.
– Por que não?
Enquanto falava Ikki abria a porta deixando a passagem livre para o loiro que apesar de hesitante acabou por entrar.
– Camus deve estar me esperando em casa.
– Amanhã você aparece lá. Não há problema.
Titubeou por um instante, mas por fim deixou-se guiar até o segundo andar.
– E este é o quarto de hóspedes. Mas não creio que vai querer ficar por aqui.
Voltou-se novamente para o loiro, um sorriso maldoso em lábios, segurou o queixo dele, deferindo um beijo quente antes de prosseguir.
– Vou lhe mostrar meu quarto.
Suspirou mentalmente, antes de seguir o leonino para o aposento. No que estava se metendo? Camus iria lhe matar.
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Ergueu a cabeça do travesseiro alvo, logo que se movimentou na cama sentiu os braços em volta de si o apertarem em um abraço obstinado. Aconchegou-se contra o corpo do grego. Não sairia dali tão cedo. Foi quando seus olhos recaíram sobre o relógio. Onze e quinze. Havia deixado Hyoga sozinho naquele baile a noite inteira!
Notas finais
O lemon saiu sozinho. Não foi minha culpa. Culpa desses pervertidos ai. Briguem com eles. n-n
Ah, e eu queria a opinião linda de vocês. Eu achei que ninguém ia reparar (?), mas algumas pessoas notaram a presença do Shura. Eu ia fazer só Camus x Milo, Ikki x Hyoga, mas se vocês quiserem uma presença mais ativa desse espanhol lindo e do Aiolia, eu faço com prazer. Até porque também amo esse capricorniano. O mesmo vale para o Shun, só não garanto lemons. Espero que tenham gostado. ;3
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