Más Intenções - Litor

61 Capítulo 61 - 365 Dias


Apenas depois de três meses com Fatinha insistindo que Sal não dava notícias, Lia começou a parar de perguntar sobre e começar a seguir sua vida sem mencionar o nome de Vitor. Lia deixava bem claro para Lucas que ainda estava na do ex, e mesmo assim o garoto não pensava em desistir. Fatinha foi ao encontro dos dois em um dos intervalos, já bastante próxima do colega gato de Lia.

– Tenho uma ótima notícia pra você, roqueirinha.

– Manda, Fatinha, tô precisando.

– Consegui uma indicação pra você no O Globo. O estágio é seu.

– Para de brincadeira. – Disse Lia, sem nem dar muita moral pra notícia.

– Tá bom, tudo bem... – Disse Fatinha, olhando para o relógio e começando a falar mais alto. – 5, 4, 3, 2, 1. – E nada aconteceu. Lia e Lucas olhavam para Fatinha assustados, até que o celular de Lia começou a tocar, garantindo um sorriso satisfatório no rosto de Fatinha.

Lia voltou pulando de alegria e falando que haviam ligado pra ela e que era verdade, mas começaria assim que completasse um semestre na faculdade. Lucas abraçou Lia forte, a girando no ar. Ela quase chorava de tanta alegria. Fatinha explicou que um dos gringos do hostel tinha fortes contatos no Brasil e fez isso por ela.

Lia ficou um pouco mais feliz, porque além de estar no caminho que queria para a carreira, conseguia se ocupar ainda mais e pensar menos em Vitor. Já começava a esquecer o som da voz dele, o que a deixava satisfeita porque o que mais queria era esquecer.

Quando seu aniversário chegou, no fim do ano, uma esperança ainda vivia nela, de que Vitor iria se lembrar e dar um jeito de dar sinal de vida, embora ela não tivesse feito nada quando o aniversário dele passou. Lia aproveitou para passar o dia com Lucas, já que Fatinha estaria ocupada em tempo integral, conciliando trabalho e faculdade. O garoto a levou até a praia, em um ponto que gostava muito. Estendeu uma toalha, onde os dois se sentaram e a alcançou uma caixa, cheia de cds de bandas que ele e Lia gostavam.

– Isso é demais! – Ela disse, animada. – Sério, tem música suficiente pra eu ouvir pro resto da vida. – Ela sorriu. – Não tenho como agradecer.

– Na verdade... É só prometer que vamos ouvir alguns juntos um dia.

– Claro que vamos. Hoje? – Ele riu.

– Por mim... Podemos ir pra minha casa ou pra sua e ouvir. – Ele disse, lançando um olhar malicioso.

– Você não desiste, né?

– Nunca. – Disse ele, se aproximando e dando um beijo rápido em Lia, que ficou visivelmente desconfortável.

– Lucas, você...

– Eu sei... Vitor, Brasília, história... Tá. Mas a gente tá aqui. E ele tá lá. – Lia olhou para a areia. – Me dá uma chance. Eu tenho paciência.

– Não é justo.

– Se não tivesse ele, eu teria uma chance?

– Claro... Eu acho. Mas tem ele. Eu não tenho como saber.

– Tudo bem. Já demos um passo. Tentei te beijar e você não me deu um tapa. – Ela sorriu.

– Desculpa... Pelas vezes que eu te dei um tapa. É que eu sempre sentia que eu tava traindo ele, sabe?

– É, mas você não tava.

– Eu sei. As coisas tão começando a mudar... Você tem que ser paciente comigo.

– Eu sou a paciência em pessoa. Quando vale a pena esperar. E esse é um dos casos. – Disse ele, dando um beijo no rosto de Lia.

Logo que o fim do ano chegou, Fatinha pensou de planejar um reencontro da turma para ver como todos estavam, e todos concordaram em fazer logo depois do Natal, antes do ano novo, onde todos viajariam. Lia estava animada em rever os amigos, mas, ao mesmo tempo, triste por se dar conta de que faria um ano que Vitor estava em Brasília e quase um ano que ele não dava notícia alguma.

Fatinha fez toda uma decoração no Misturama, espalhando pelo ambiente fotos da galera durante o último ano e formatura. Enquanto Lucas estava ajudando Fatinha com os últimos preparativos, Lia fixou o olhar em uma foto dela com Vitor, na formatura. Os dois estavam com um sorriso enorme no rosto, aquele que ela lembrava bem, aquela sensação de que nada ruim poderia acontecer. Fatinha chegou silenciosamente ao perceber que a amiga olhava para a foto, a abraçando de lado e olhando junto com ela.

– Desculpa por isso... Eu acabei revelando todas de uma pasta que eu tinha, nem olhei direito.

– Tudo bem... Sem problemas.

– Mas vocês tão gatas, ein! – Elas ouviram uma voz gritar, e logo Orelha se revelou, com Fera e Pilha junto.

Aos poucos, todos os colegas foram chegando e botando o papo em dia. Uma pequena nostalgia tomou conta de Lia, e Lucas, prestativo como sempre, a puxou para um canto para tentar melhorar seu humor.

– Dá pra você sorrir? – Ele disse, puxando as bochechas dela.

– Ai, isso é estranho demais. Ver o pessoal do colégio. Dá vontade de voltar no tempo.

– Ah... Isso é normal. – Disse ele, olhando para os lados e fazendo expressões estranhas.

– Tá tudo bem? – Ela perguntou.

– Sim, é que... Eu queria muito fazer uma coisa.

– Me beijar? – Ela disse, pelo jeito que ele olhava para a boca dela.

– Também... Mas no momento, só pegar na sua mão basta.

– Pode pegar. – Ela disse, mesmo sem certeza, enquanto ele fazia isso. Lia se aproximou, e sem pensar deu um beijão nele, na frente de todos, tentando em vão sentir alguma coisa. Quando os dois se separaram, devido ao alvoroço que a galera estava fazendo com a chegada de alguém, ambos olharam na direção de todo o tumulto e viram ninguém menos do que Vitor, parado com sua moto na frente do Misturama e cumprimentando todos, sem tirar os olhos de cima dos dois, que ainda estavam no canto, imóveis. Lia nem lembrava mais que estava de mãos dadas com Lucas, mas ele sim, já que Lia esmagava seus dedos enquanto olhava pro ex, com cara de pânico.

Notas finais
Vou ver se consigo postar mais um hoje, já que tenho que escrever também a fic da Alice e do Gui. Se postar vai ser beeem mais tarde, fiquem ligados no http://leilice.tumblr.com para informações sobre o andamento!
Galera, vou pedir pra que, quem quiser continuar com contato ou dar dicas pro último capítulo (amanhã) que ainda não foi escrito, só deixar o facebook por mensagem aqui ou no tumblr acima (message), que serão adicionados pela minha pessoa querida. Beijo!