Más Intenções - Litor

5 Capítulo 5 - Noite


Vitor não pensou duas vezes, puxou Lia e a beijou. Lia batia nos ombros de Vitor mas Vitor a agarrava forte. Vitor ia soltá-la mas percebeu que a garota parou de lutar, acalmou o beijo e parou de segurar com força. Lia se deixou levar e beijou Vitor pra valer. Vitor a beijava sem pressa, coisa que nunca fazia. Ao contrário do normal também, ele estava muito nervoso com o beijo, de um jeito ótimo. Lia não dava tanta trégua e apenas botou as mãos nos ombros dele e quando sentiu a mão de Vitor em sua cintura e em seguida entrando por debaixo de sua blusa, se afastou imediatamente.

— Você só pode... Estar brincando, né. – Lia o olhava seriamente, tentando recuperar o ar.

— Desculpa, Lia. Foi automático, eu me animei e... – Nisso Lia já dava as costas pra ele.

— Você conseguiu o que queria, pode me levar pra casa agora?

— Lia, eu só queria... Só queria te fazer sentir melhor.

— Ah, o beijo do Vitor-olhos-azuis faz qualquer uma se sentir melhor, né? Se enxerga, cara...

— Não é isso! Eu só queria conv... – Lia o interrompeu.

— Tá, tanto faz... Só me leva pra casa.

— Como quiser.

Vitor caminhou brabinho pra moto e botou o capacete, sem falar nenhuma palavra o caminho todo até o apartamento de Lia. Parou na frente do prédio e esperou Lia descer.

— Vitor, desculpa... – Disse Lia, se enrolando pra falar e entregando a ele o capacete.

— Tudo bem.

— Olha pra mim. Eu não quis dizer que você se abriu comigo só pra se aproveitar.

— Mas foi o que disse.

— Foi mal, de verdade. – Vitor olhou pra ela dessa vez e deu um sorriso sem graça.

— Tudo bem, você tem razão de pensar isso, até... Vamos dizer que eu sou geralmente assim. – Lia ficou sem graça e ficou apenas parada na frente de Vitor, que se preparava para dar partida de novo na moto. Lia segurou a mão dele para que ele não fizesse.

— Que se dane.

Lia nem sequer deixou Vitor reagir e dessa vez o pegou pela jaqueta e o beijou. Vitor ficou sem reação por uns momentos mas adorou a atitude de Lia. Dessa vez Lia se entregava e Vitor não queria a soltar mais. Quando parou de beijar o motoqueiro, Lia deu um tapa na cara dele e sorriu. Ele ficou sem entender e ela só ria da cara dele.

— Idiota, não me beija mais a força assim, tá? É o segundo de hoje. — Disse ela, brincando. E sem falar mais nada foi para o prédio, deixando Vitor sorrindo feito um idiota, porém ainda sem entender.

No dia seguinte, Vitor chegou no colégio mais cedo, e se sentou em uma das mesas do bar, que dava uma boa vista para a entrada do colégio. Nem ele acreditava que estava ali impaciente por causa de... uma garota. Pra surpresa de Vitor, Lia entrava dessa vez de mãos dadas com Gil, sorridente e dando um beijo no grafiteiro. Vitor não sabia o que fazer, ficou apenas parado e desviou o olhar. Nem percebeu quando alguém sentou na mesa com ele.

— Hello cat dos olhos azuis. – Fatinha sorria maliciosamente para Vitor.

— Ah, oi... Fatinha. – Vitor ainda não tinha reação.

— Que foi gato, tá chocado com a minha beleza, né? Pode falar! – Vitor mal conseguia sorrir.

— Ah, olha, to com uns problemas aí... Não vou conseguir ser muito feliz com você hoje, tudo bem? Não leva a mal...

— Tudo bem, gato... Todo mundo tem seus dias... Se quiser conversar, ir lá no hostel mais tarde, pra gente se conhecer melhor... – Fatinha se inclinava na mesa para chegar mais perto de Vitor. — ... te faço sentir melhor.

— Valeu, Fatinha. Agora, acho melhor a gente ir pra aula, né?

— Como quiser, gato.

Vitor não curtia muita facilidade e isso ele tinha com Fatinha. Quando entrou na sala evitou olhar para Lia, deu oi para os amigos e se sentou. Lia conversava com Gil perto da classe dele e logo se dirigiu para sua mesa. Logo olhou pra trás para conversar com Vitor.