Más Intenções - Litor
43 Capítulo 43 - Proposta
Na manhã seguinte à festa de despedida de Dinho, Ju foi acordada desesperadamente por Lia, que andava pelo quarto da amiga de um lado para o outro, sem conseguir parar.
- Mas o que que foi? — Disse Ju, tentando se sentar, passando a mão nos olhos.
- Aconteceu uma coisa muito, muito estranha ontem. Eu preciso conversar, Ju.
- Ok, calma. Senta. Vou lavar o rosto. Você tem que me amar por não te esguelar pela manhã. — Ju levantou e foi até o banheiro, voltando rapidamente e encontrando Lia sentada na beira de sua cama, batendo o pé rapidamente em sinal de ansiedade. — Agora conta que eu tô curiosa. — Disse ela, voltando a se sentar perto da cabeceira.
- Seguinte. — Lia respirou fundo. — Acho que o Sal pode estar interessado em mim.
- Tá, agora conta uma novidade. — Disse Ju, calmamente.
- Pra mim isso é uma novidade! — Ju revirou os olhos. — Tá. Ontem, quando ele me largou na frente do prédio, ele meio que... Me beijou.
- Como assim?!
- Não foi bem um beijo beijo... Foi mais pra um selinho no susto. Deu pra ver que foi meio que impulso dele.
- Nossa, então vocês tem algo parecido... São impulsivos!
- Sério, Juliana, eu tô em pânico. Isso é muito estranho.
- Não sei porque! Você não acha ele bonito?
- Claro que sim.
- Engraçado?
- Sim.
- Gente boa?
- Claro, né. Quer chegar onde? — Perguntou, impaciente.
- Quero chegar no óbvio: Acho que você deveria dar uma chance pra isso.
- Tá maluca... Ele é irmão do Vitor, esqueceu? Irmão.
- E daí? O Vitor não é seu ex mesmo. — Lia parou pra pensar. — Seria uma ótima maneira de se vingar, ainda por cima. Mas claro, eu acho que você deve dar uma chance sem pensar no Vitor ou em vingança. Ele é legal e se você sente atração, porque não? — Terminou ela, fazendo Lia pensar.
Vitor acordou com uma dor de cabeça desgraçada, já que, logo que o irmão voltou para a festa na noite anterior, ele deu um jeito de arranjar umas bebidas pra conseguir dormir em paz. Pegou suas muletas e foi até a sala, incomodado com a luz do sol na cara. Sal estava cantarolando pela cozinha, fazendo um café na mesa pros dois, coisa raríssima. Vitor estranhou e acabou por se sentar, faminto. Sal voltou até a sala, sorrindo entusiasmado para o irmão.
- Bom dia, seu bêbado! — Disse Sal, abrindo os braços.
- Bom dia, alegria.
- Então, como tá essa cabeça? — Sal se sentou do lado oposto da mesa, que era enorme.
- Explodindo. Alguém se deu bem. — Ele sorriu pro irmão. — Por acaso não tem nenhuma garota no seu quarto, né? — Sal riu.
- Quem dera, rapaz! Mas vamos dizer que tem a ver com mulher.
- Hmmm, Fatinha?
- Quase.
- Ju?? — Disse Vitor, se assustando com a falta de opções.
- Lia! — Disse Sal, fazendo Vitor engasgar com o pão. — É, eu sei. Parece não fazer meu tipo e tal. E eu sei que você não gosta dela, tá? Mas cara... Tenta gostar, por mim. Chega dessa implicância sem sentido.
- O que exatamente aconteceu? — Disse Vitor, sentindo o coração quase parar.
- Ah, eu beijei ela ontem. Foi estranho. Um impulso mesmo... Mas acho que ela curtiu. Eu espero, né... Tô só esperando uma resposta. Eu nunca pensei em ficar com ela, francamente. Mas ela é uma garota legal, por que não?
- Meio nova pra você, não??
- Ah, você é de maior e pegou também. E você me conhece, não tenho más intenções... A não ser que ela queira! — Ele sorriu, fazendo Vitor fechar o punho para segurar a raiva. No instante em que achava que poderia estourar com Sal, o celular do irmão toca.
- Ahhh, muleque! Falando nela... — Disse Sal, se retirando da mesa para atender o telefone. Quando o irmão estava distante, Vitor socou a mesa.
- E aí, Lia! Tudo bem? — Disse Sal.
- Sim, tudo! E aí, Sal?
- Tudo sim. A que devo a honra dessa ligação?
- Ah... Tenho uma proposta. Queria saber se você quer fazer algo hoje. — Sal fez um sinal de comemoração com a mão, mas tentou parecer o menos abalado com a proposta quanto fosse possível.
- Claro! Que horas te busco?
- Ah, depois do almoço.
- Certo. Umas 14h30 tô aí, fechou?
- Combinado. — Respondeu ela.
- Vai pensando no que a gente vai fazer. Beijo!
- Pode deixar. Beijo. — Desligou ela.
Sal desligou, fazendo uma dancinha de comemoração até a sala. Vitor estava bufando de raiva, pensando no que fazer, cuidadosamente para não se dar mal na história. Mas sozinho não poderia pensar direito. Sal parecia feliz demais, Lia poderia estar interessada nele? E se Vitor ficasse simplesmente quieto, no que isso poderia dar? Era muita informação pra poucos minutos, então ele decidiu agir com mais calma.
- O que houve? — Perguntou ele, sem certeza de que gostaria de saber a resposta.
- Ela me chamou pra sair, acredita?
- Não. — Disse ele, grossamente.
- Para de mau humor, cara.
- Foi mal. Dá pra você me largar na Fatinha quando for buscar ela?
- Claro. Fica pronto pras 14h a gente já estar na estrada. Vou lá tomar um banho. Aproveita o café aí. — Disse ele, se retirando.
Notas finais
Beijos, tenham um ótimo feriado (amanhã não tem fanfic porque vou ficar o dia todo fora!) :DD
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