Mágoas do Passado
7 Capítulo 7
Pov. Weller
Depois de juntarmos as acusações contra os Hale, pelo seu negócio ilegal. Pellington já tinha encaminhado todo o processo e por isso pediu pra focar em achar quem atacou o comboio. Ele também pediu que tentássemos achar Jane, já que ela e Ian os únicos membros conhecidos vivos da Sandstorm. Ian deveria ter uma ideia de quem estamos atrás e mesmo que não tenha, ele tem muitas informações importantes que podem nos ajudar muito.
A ideia do Pellington era muito, mas só tinha um problema. Jane jamais aceitaria vir pra NY, principalmente pra nos ajudar. A reação dela aos nos ver na cafeteria me deu certeza o suficiente disso.
Nossa única alternativa era tentar convencê-la, eu já tinha uma viagem marcada pra Los Angeles, eu viajo na quinta, mas como ainda é terça tenho tempo o suficiente de criar argumentos válidos para ela me ouvir.
Já era quase meio dia quando Tasha veio me chamar pra almoçar, Ed e Patt iriam também.
— Hey Kurt. – Me cumprimentou. – Eu e Ed estamos indo almoçar você quer vir conosco?
— Quero sim, vamos agora? – Perguntei me levantando.
— Vamos sim, só preciso que você vá chamar a Patt. Eu acabei de lembrar que não estou com a minha carteira aqui. – Disse-me Tasha enquanto ia corredor a fora sem esperar minha resposta.
Fui então atrás da Patterson, mas quando cheguei em sua sala ela não estava. Provavelmente ela estava no laboratório. Eu já estava saindo da sala quando o toque de um celular, o dela, me chamou atenção. Não queria ter invadido a privacidade dela dessa forma, mas foi mais forte que eu, então eu voltei pra olhar quem era e tive uma grande surpresa.
Era Jane quem ligava pra ela. Eu não sabia o que fazer só fiquei ali, com o celular tocando na mão, encarando a foto dela. Minha primeira reação foi ter raiva, raiva por Patterson ter o número da Jane esse tempo todo e não ter nos contado. Mas então, eu caí na real. Se eu fosse a Patterson, jamais me entregaria o número dela.
Ainda surpreso acabei deixando a ligação se encerrar sozinha. A impulsividade tomou conta de mim e insistiu que eu pegasse o número de Jane. Quando a tela do celular se apagou fiquei pensando em como faria isso.
Patterson já havia me dito uma vez que seu celular tinha um sistema no qual após 5 tentativas do desbloqueio de tela ele travava completamente e mandava um aviso pra ela.
Olhei para o celular dela mais uma vez, lembrei-me de que ela há uns seis meses atrás ela havia dito sua senha pra Tasha já que ela estava longe e precisava mostrar uma coisa no celular pra Tasha.
Puxei na memória por alguns segundos e consegui lembrar o que era.
Com meus dedos segurei meu celular em uma mão e o da Patt em outra, ativei minha câmera e digitei com muito cuidado a senha no celular da Patt, rezando para que aquela ainda fosse a senha. Um alívio enorme me invadiu quando a tela do celular desbloqueou, fui até os contatos, achei o número de Jane e bati uma foto.
Segundos depois ouvi passos no corredor, então coloquei o celular de volta no lugar e fui atrás de Patterson.
Como eu tinha imaginado Patt estava mesmo no laboratório e mesmo eu estando magoado por ela ter me escondido o telefone da Jane, eu agi normalmente. Chamei-a e fomos ao encontro de Tasha e Reade.
Depois do almoço o dia transcorreu calmamente. Como não tínhamos mais muito trabalho a fazer dispensei a equipe e fui pra casa.
Tomei a pior decisão da minha vida desde que Jane se foi, eu liguei pra ela. Foi egoísta da minha parte, mas eu precisava ouvir a voz dela de novo. Eu preciso tê-la comigo.
Terminei a ligação arrasado, Jane ainda estava muito magoada e eu jurei pra mim mesmo que ia fazer ela me perdoar.
Por agora ficar remoendo esses sentimentos não era o que eu queria então pra me distrair tentei ligar pra Mel, já que eu estava com muitas saudades dela e infelizmente não conseguíamos mais manter contato diário. Allie e Connor trabalhavam na parte da noite e por isso nem sempre estavam em casa e por consequência Mel ficava com uma babá, então eu tinha que ligar muito cedo.
Tentei ligar duas vezes e nada da Allie me atender. Disquei o número mais uma vez e acabei desistindo quando a ligação caiu na caixa postal. Droga, mesmo ligando cedo não consegui falar com a Mel. Achei melhor tentar no fim de semana já que de certeza eles estariam em casa.
Frustrado por não poder falar com minha filha resolvi sair, eu estava precisando mesmo espairecer.
Se tem uma coisa que eu odeio é o fato de não ter minha filha aqui comigo. Me arrependo agora de não ter me oposto a ida da Allie pro Colorado. Bufei irritado, só mais uma das minhas más decisões que tenho para me arrepender.
Não prestei atenção ao caminho que segui, mas também não fiquei surpreso quando me vi parado em frente ao bar, no fim das contas eu precisava era afogar as mágoas.
Entrei no bar e fui direto beber. O bar estava cheio e por diversas vezes fui convidado pra dançar. Recusei todos os convites já que não estava no clima, eu só conseguia pensar na Jane.
Senti a bebida entorpecendo meus sentidos e não dei a mínima, só continuei bebendo. Até que uma certa lembrança me veio na cabeça.
#Flashback On
Olhei para a garrafa vazia em minha frente ainda sem conseguir acreditar. Allie está grávida, droga o que eu faço agora?
Sem ideias do que fazer resolvi abrir mais uma garrafa. Bebi metade da segunda garrafa até que uma ideia passou pela cabeça. Eu não queria estar sozinho, então fui atrás da única pessoa com quem eu queria estar.
Como minha visão já estava meio turva resolvi pegar um táxi. Não demorou muito e eu já estava em frente à casa segura da Jane. Eu não sabia se ela estava em casa ou em missão para Sandstorm, mas resolvi arriscar.
Bati três vezes na porta até ser atendido. Jane olhou pra mim muito surpresa, mas não lhe dei tempo de falar. Grudei meu corpo no seu enquanto lhe beijava ferozmente e mesmo estando surpresa Jane retribuiu o beijo. A empurrei pra dentro e fechei a porta com os pés, tudo isso sem nos soltarmos. Suspirei em meio ao beijo, nossa como estava com saudades de beijá-la.
Continuamos nos agarrando loucamente até que por impulso a peguei no colo e subi as escadas com ela.
Jane apesar de perceber as minhas intenções não fez nenhuma objeção.
A deitei o mais delicadamente na cama e perguntei se ela tinha certeza, depois de ela responder que sim me entreguei totalmente.
Fizemos amor a noite toda. E tudo o que eu podia pensar é no quanto eu estava onde eu queria estar.
Não sei a que horas fomos dormir só sei que já estava amanhecendo. Acordei 13:00 meio perdido, mas aos poucos as lembranças foram voltando e o arrependimento bateu forte. Desgrudei Jane gentilmente de mim, me vesti e fui embora sem olhar pra trás.
#Flashback Off
Me senti um canalha ao lembrar disso, como eu pude fazer isso. Eu usei Jane pra apagar minha dor e no fim a mais machucada disso foi ela. Me lembro como fui estúpido fugindo dela depois disso até o momento em que ela desistiu.
Frustrado por não poder falar com minha filha e pelas lembranças recentes resolvi sair, eu estava precisando mesmo espairecer.
Se tem uma coisa que eu odeio é o fato de não ter minha filha aqui comigo. Me arrependo agora de não ter me oposto a ida da Allie pro Colorado.
Não prestei atenção ao caminho que segui, mas também não fiquei surpreso quando me vi parado em frente ao bar, no fim das contas eu precisava era afogar as mágoas.
Entrei no bar e fui direto beber. O bar estava cheio e por diversas vezes fui convidado pra dançar. Recusei todos os convites já que não estava no clima, eu só conseguia pensar na Jane.
Senti a bebida entorpecendo meus sentidos e não dei a mínima, só continuei bebendo.
Até que uma certa lembrança me veio na cabeça.
#Flashback On
Puxei Tasha pelo braço até o corredor.
— Tasha deu, deixa a Jane em paz um pouco.
— Não Kurt, sou eu quem decide quando já deu. Ela merece isso, isso e muito mais.
— Olha, eu sei que você tá zangada eu também tô, mas ficar atacando a Jane o tempo todo não é a solução.
— Pra mim é a solução sim, desse jeito nem parece que você tá com raiva.
— Eu tô com raiva sim, você acha que eu gosto de olhar pra ela e lembrar que ela nos traiu e que por causa dela a Mayfair morreu? Eu odeio isso tanto quanto você. Eu não perdoei a Jane, eu só aturo ela aqui. Quanto mais cedo terminarmos com a Sandstorm mais cedo ela some de vez das nossas vidas. — Despejei tudo irritado comigo mesmo, principalmente por ter me deitado com ela na semana passada. Tasha não teve a chance de me responder, Jane nos interrompeu.
Seu rosto ostentava uma careta e havia raiva em seu olhar, muita raiva.
— Podem ter certeza que assim que eu puder vou embora e nunca mais olho pra trás. Patterson terminou a análise e tá chamando vocês. — Apesar de toda a sua raiva visível Jane deu o recado e saiu pisando firme.
Tasha e eu nos encaramos e sem ter mais o que fazer fomos atrás da Patterson.
# Flashback Off
Depois dessa lembrança a raiva me atingiu então resolvo voltar pra casa antes de fazer alguma besteira. Me levantei cambaleando um pouco e fui em direção à rua. Não me arriscaria dirigindo sendo que nem conseguia ficar em pé direito, por isso chamei um táxi.
Devo ter cochilado por que quando dei por mim estávamos na frente do meu apartamento e o motorista me sacudia tentando me acordar.
Levantei, paguei o motorista e fui direto pro meu apartamento.
Depois de lutar com a fechadura eu consegui finalmente abrir a porta.
Não tive forças pra ir pra cama, então me joguei no sofá e peguei no sono.
—-----
Fui de táxi até o bar pra buscar meu carro e depois fui pro trabalho. Não me importei de chegar atrasado, já que eu era o chefe.
No caminho pro meu escritório vi um bando de agentes reunidos em frente a uma TV, mas não dei bola e fui trabalhar normalmente.
Patterson entrou correndo na minha sala com o tablet em mãos.
— Weller você tem que ver isso. Hoje mais cedo houve um ataque a uma creche. Um homem entrou lá atirando. Ele matou pelo menos 3 dos seguranças antes que conseguissem pará-lo. – Disse me mostrando fotos do sujeito algemado.
— E o que ele tem a ver conosco. – Perguntei meio grosso, minha cabeça explodia por causa da ressaca.
— Isso. — Ampliou a foto. – Tá vendo o broche?
Meus olhos se arregalaram ao ver a mesma imagem que Jane tem no pescoço, o símbolo da Sandstorm.
— Onde foi o atentado?
— Los Angeles.
— Ok, vou ligar pro Pellington. Avisa o Reade e a Zapata porque acho que sairemos ainda hoje. Você consegue reunir mais informações do que aconteceu tanto nesse caso quanto no do comboio? – Vou tentar chefe.
Patterson saiu da sala e eu fui ligar pro Pellington.
—--
Fitei meu relógio de pulso, já era 22:00. Não fazia muito tempo que o helicóptero pousou. Fomos pra delegacia pra assumir o caso.
Falei com o delegado do departamento de polícia e ele nos passou todas as informações que eles tinham.
Ele nos contou que o atirador é russo e que ele foi contratado de forma anônima e suas vítimas era duas crianças da creche. Quando ele foi preso acharam com ele a foto das crianças e uma outra folha com o endereço da creche e o horário que saiam e chegavam lá.
Ele também nos entregou a ficha de todos os feridos, mas faltava a ficha de uma moça, que de acordo com eles foi baleada pelo atirador enquanto tentava pará-lo. Parece que a ficha dela estava criptografada e eles não tinham o programa certo pra acessa-la.
Peguei a ficha dos feridos e a cópia das fotos das crianças e fui pro hospital.
Reade estava dirigindo então tive tempo de sobra pra olhar os arquivos. Não tinha nada de muito suspeito das vítimas então fui dar uma olhada pra foto das crianças. Mais tarde teríamos que ir atrás dos pais deles.
Assim que pus os olhos na foto uma sensação de familiar me atingiu. Eu conhecia aquelas crianças só não sabia de onde.
— Hey Weller, chegamos. – Tasha me deu um tapinha no ombro enquanto me chamava. Acabou que fiquei encarando a foto o trajeto todo.
Entramos no hospital e fomos direto pra recepção. Patterson tinha seu tablet em mãos e digitava furiosamente.
— Patt o que você tá fazendo? – Reade perguntou aos sussurros.
— Invadindo o sistema do hospital e tentando descobrir quem é a mulher misteriosa.
Zapata lançou um olhar julgador em sua direção, mas antes que ela abrisse a boca eu fui mais rápido.
— Ótimo, só não seja pega.
— Assim você me insulta Weller. – Disse Patterson com um sorriso sapeca e um falso tom magoado.
Nossa conversa morreu ali e nos dirigimos num silêncio tranquilo pro balcão da recepção.
Tentei diversas vezes mais a enfermeira disse que não podia divulgar o nome da moça.
— Olha, eu sou o diretor assistente do FBI, essa moça seja lá quem for eu preciso pelo menos do nome dela pra tentar solucionar o caso. – Esbravejei me controlando o máximo pra não gritar. Nem mostrando o distintivo ela cedeu.
— Ei Weller, calma cara. – Reade puxou meu braço. – Se ela não pode ajudar daremos outro jeito. Obrigado. – Se dirigiu a enfermeira, sem alternativas eu fui me sentar junto com a Tasha e a Patt.
Tasha apenas observava enquanto Patterson digitava furiosamente no tablet num estado de completa concentração. Esqueci completamente que Patterson estava invadindo o sistema do hospital. Respirei um pouco mais aliviado e fui me sentar com elas, Reade me seguiu.
— Ok, já conseguiu Patt?
— Sim, mas ainda falta decriptar o arquivo da mulher. – Tasha me respondeu por Patt, que de tão concentrada nem me ouviu.
Demorou mais uns 15 min até Patterson conseguir.
— Droga, droga. Não pode ser, isso tem que tá errado. – Patt se lamentou com o tablet em mãos, desesperadamente pegou o celular e ligou pra alguém. Foram 5 tentativas até ela desistir e lagrimas começarem a rolar pelo seu rosto.
Tasha perguntava freneticamente o que tinha acontecido mas não recebeu resposta, nenhum de nós obteve. Tirei o tablet de suas mãos, o entreguei pro Reade e a abracei gentilmente. Não deu muito certo porque ela só chorou mais forte.
Fiquei abraçado com ela até ela se. Acalmar e depois a levei pra tomar água e ela foi pro banheiro lavar o rosto.
Voltamos até as cadeiras e Zapata e Reade tinham uma cara nada boa.
— Ok, o que aconteceu? Por que essa cara? – Perguntei, a expressão no rosto dos três estava começando a me assustar.
— Weller... – Reade começou. – É a Jane, a mulher desconhecida é a Jane.
De início eu não tive reação e então a raiva veio. Raiva do maldito atirador, raiva de mim por ter deixado ela ir embora. Senti as lágrimas chegando e as segurei, não queria chorar agora. Primeiro eu tinha que saber como ela estava.
— Ela... Ela tá bem? Ela não pode... Ela TEM que ficar bem. – Minha voz desafinou um pouco no final, estava difícil me segurar emocionalmente.
— Calma cara, pela ficha do hospital ela está bem. O tiro não pegou em nenhum local complicado, ela já tá até em um quarto. – Reade disse. Podia ver em seu rosto que ele também estava preocupado. Todos estávamos. Todos nós arrependemos do rumo que as coisas tomaram no passado.
Me acalmei um pouco, mas ainda estava preocupado.
— Patterson era pra ela que você estava ligando? – Não tinham acusações em minha voz, apenas cansaço.
Ela me olhou surpresa e os outros dois me encararam confusos.
— Como você sabe que eu tenho o número dela? – Gaguejou um pouco e suas bochechas enrubreceram.
— Semana passada quando eu fui te chamar pra almoçar eu fui primeiro na sua sala. Você não estava lá e seu celular começou a tocar. Quando eu peguei ele na mão era a foto da Jane no contato. – Expliquei omitindo a parte em que liguei pra Jane.
— Então você tinha como falar com ela esse tempo todo e não avisou ninguém? – Zapata não berrou, mas acusação era explícita em sua voz.
— Você tem noção do que tá dizendo Tasha? Você se ouviu? Você acha mesmo que ela iria para NY por nós? Mesmo depois de vocês passarem meses tratando como lixo? Ela não é um maldito objeto pra vocês usarem ela quando quiserem e depois jogar de lado como um brinquedo quebrado. Jane tem uma vida aqui, uma vida muito feliz e é puro egoísmo vocês exigirem que ela deixe tudo isso pra trás só porque vocês querem.
A raiva nas palavras da Patterson era tão densa que seria melhor se ela tivesse gritado horas a fio conosco.
Ela o dedo em riste e apontava a pra nós. Ninguém retrucou o que ela disse. Tudo era verdade, a mais pura verdade. Acusamos Jane de ser uma má pessoa pela sua traição e toda a sua vida pé FBI e conseguimos ser ainda pior. Hoje eu consigo reconhecer que tudo o que ela fez foi pra nós proteger e só ganhou raiva e ingratidão em troca.
Baixei a cabeça, Tasha se remexeu inquieta e Reade coçou a cabeça. Todos muito envergonhados.
— Vamos, eu conheço o diretor do hospital, vamos falar com ele e ver se ele nos deixa falar com a Jane.
Conversamos com o diretor e ele me autorizou a ver Jane. Infelizmente só eu estava autorizado e Patterson teria que esperar um pouco mais pra vê-la.
Estava tudo certo até as enfermeiras não me deixarem passar. Falei mil vezes que tinha a autorização do diretor e não adiantou. Uma das enfermeiras foi checar com ele mas como eu estava sem paciência entrei do mesmo jeito.
A cena que eu encontrei foi muito inesperada. Jane estava deitada com Ian do seu lado. O mais estranho é que as crianças da foto estavam com ela. Me lembrei então do dia da cafeteria, são as mesmas crianças. Cada um de um lado. Foi então que me toquei, nas anotações dizia que as crianças estavam perto de fazer 4 anos e faz 4 anos e meio que ela sumiu.
Pensei na noite em que passamos juntos e fiz as contas. Eles são meus filhos.
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