Mágoas do Passado
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Pov. Kurt
Meio que levei um susto ao acordar já que fazia algum tempo em que eu acordava sozinho.
Sentir o calor do corpo da Jane contra o meu era uma sensação única. Jane ainda estava em meus braços com sua cabeça repousando em meu peito.
Me concentrei em não me mexer muito, não queria que ela acordasse, nossa posição estava muito confortável. Assim que Jane dormiu me ajeitei no sofá com ela e agora eu estava deitado no sofá com Jane sobre mim.
Coloquei minha cabeça sobre a sua e me deixei aproveitar dessa calmaria, mesmo que momentânea.
A coisa que mais me fascinava em Jane, além dos seus olhos, era seu cabelo tão escuro quanto a noite. Agora com ele mais comprido ela estava ainda mais impressionante, mais leve, era quase outra Jane.
Uma parte minha estava extremamente feliz em ver Jane tão relaxada, tão feliz porém minha parte egoísta ficava inconformada por não ser eu o motivo daquela felicidade. Felizmente tudo estava para mudar. Agora que eu realmente tenho seu perdão farei de tudo pra que quando ela sorrir, seu sorriso seja direcionado a mim.
Sem sombra de dúvidas, eu daria minha vida para fazer ela e nossos filhos sorrirem. Meus filhos, só de pensar neles um sorriso automaticamente surgia em meu rosto. Meu coração apertou um pouco também, de saudades da Mel. Tudo o que eu queria era ela por perto, infelizmente só nos víamos nas férias e no feriado por causa das suas aulas.
Quem diria que aquele menininho cheio de ressentimento pela amiga perdida e a família destruída reencontraria o significado de família depois de tantos anos?
Uma parte ainda tinha medo, medo de que eu pudesse estragar tudo como meu pai.
Meus filhos não mereciam aquilo, por isso quando Mel nasceu prometi pra mim mesmo que jamais faria nada que a fizesse me odiar do jeito que um dia já odiei meu pai, agora estenderia minha promessa a Amy e Ben.
Divaguei mais alguns minutos sobre como seria ter meus filhos por perto até que meu telefone tocou na mesinha de cabeceira.
Era Patterson.
— Ei Pat, aconteceu alguma coisa? – Ainda estava com voz de sono.
— Kurt Weller dormindo as 19h da noite?
— Quieta Pat. – Jane de remexeu em cima de mim e eu paralisei. Ainda não estava preparado pra esse momento. Ao contrário do que eu pensei, Jane se espreguiçou e se deitou novamente sobre meu peito, ainda zonza do sono. – Achou alguma pista?
— Pior Kurt, o Bureau sofreu um ataque. – A preocupação em sua voz me pois em estado de alerta.
— O que aconteceu Patterson?
— Um pacote estranho com o seu nome foi enviado pra cá a mais ou menos uma hora atrás. O pessoal do antibombas acabou de terminar a inspeção, o pacote foi aberto e tenho certeza de que você precisa ver o que está dentro. Traga Jane também. – Pat me respondeu determinada, mas não disse o que havia destro do pacote.
— Tudo bem Pat, em 30 minutos estaremos aí. – Disse antes de desligar.
— O que aconteceu? – Jane murmurou sonolenta levantando sua cabeça do meu peito para me olhar.
— Eu não sei, mas precisamos ir pro FBI. – Fui sincero.
— E Ben e Amy? – Perguntou preocupada.
— Eu tenho uma babá confiável que sempre fica com a Mel quando ela está comigo e eu preciso sair. – Respondi já discando o número no celular.
Acertei tudo com a babá e Jane foi verificar as crianças e se aprontar. 10 minutos depois Jackelyn chegou. 5 minutos depois e várias recomendações da parte de Jane e várias promessas de que logo voltaríamos as gêmeos finalmente partimos para o FBI.
Depois que virei diretor do FBI comprei um apartamento maior e mais perto do serviço, aumentando minha comodidade em casos de emergência.
Ao adentrarmos o prédio encontramos Tasha e Ian que vinham discutindo pelo caminho.
Jane foi falar com o irmão e Tasha me encarou irritada. Conhecendo ela como eu conheço aqueles dois devem ter passado a tarde inteira discutindo pelas coisas mais bobas.
Subimos junto para o nosso andar e Pat já nos esperava em frente ao elevador.
— Que bom que chegaram. – Respondeu com seu inseparável tablet em mãos, já nos dirigindo pra sua sala.
— Então, onde está o pacote com o meu nome? – Ian perguntou a ela de uma forma tão educada que fez ele parecer outra pessoa, porque ele jamais me tratara assim.
— Seu nome? – Ergui minha sobrancelha e Pat corou.
— Contei a vocês só metade da verdade. O pacote está endereçado a Jane e o Ian mas colocou como local de entrega o seu escritório.
— O que diabos tem dentro desse pacote. – Zapata perguntou.
A cara que Patterson fez foi nada satisfatória.
— Vejam por si mesmos. – Respondeu e apontou em direção a porta do seu laboratório.
Ao entrar levei um grande susto. De todas as coisas que poderiam ser ali estava Rich Dotcom em sua plena forma dormindo dentro de uma caixa que parecia ter alta tecnologia.
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