Mágica Nerfal
25 Capitulo 25
Notas iniciais
Demorei né???
mas quero agradecer a todos que estão acompanhando
Obg pelos reviews de vc *-*
— O que você quer? — Pergunta Juliana áspera. Sério não vou com a cara dela, mas infelizmente preciso dela.
— Preciso pedir um favor a todos vocês! — Falei parecendo desesperado.
— Fala logo o que você quer meu tempo é curto! — A vagaba replica amarga. Mesmo me apressando ela parecia curiosa. Os outros, no entanto estavam apenas olhando, observando atenciosos.
— Uma coisa terrível está a acontecer com Mágica Nerfal! — Falei de uma vez só.
— Como assim uma coisa? — Pergunta Billy e todos assentem.
— A algum tempo atrás, uma pessoa morreu, um homem...
— Um campista! — Afirmou Luce que pareceu bem informada nos jornais locais.
— Isso! — Sorri pra ela que logo abaixou a cabeça. —Esse campista era o pai do meu melhor amigo, Ruan Pourlet!
— E o que a gente tem haver com isso? — Pergunta Juliana batendo no chão impaciente com seu sapato de salto alto.
— Deixa ele terminar! — Reclama Sophia.
— Cala a boca, estou falando com ele sonsa!— A loira alfineta a ruiva.
— Olha aqui...— Sophia reclama pronta pra briga.
— Como eu ia dizendo!—Antes que ela devolvesse a alfinetada a impeço. Todas olham para mim, mas antes se fitaram furiosas, só Deus sabe do que essas duas são capaz numa briga.
— Fala logo então!— Reclama Billy.
— Vocês não deixam ele terminar!— Luce fala auto e nervosa.
— Olhaaaaa... Finalmente deu sinal de vida planta?— A loira com roupas vulgares alfineta a Luce desta vez. Eu quero de fato defender a Luce mas preciso das duas, que situação chata.
— Ok, parem! Por favor!— Pedi tentando ser neutro.— Como eu estava dizendo...— Elas me olharam franzindo a testa, e sério estou com muita sorte, se fossem outras pessoas teriam me dado as costas e me deixando aqui sozinho falando sozinho. Ótimo saber que eles estão me escutando.— Esse campista morreu de forma misteriosa e sei quem o matou!— Todos pareciam assustados mas ficaram quietos querendo ouvir mais.
— Uma forma de vida antiga chamada Bellator tenebrae...— Falei o nome original para convencer melhor.— Um guerreiro das trevas, não sei como está solto nos tempos de hoje! Ele precisa sugar a alma humana para ficar mais forte e atingir sua forma suprema!
— Espera aí nerd!— Mais uma vez Juliana.— Está dizendo que um dinossauro que chupa almas, tá por aí sugando a alma das pessoas? Você só pode estar drogado!— Ela rir secamente. No entanto não demonstrei expressão nenhuma.
— Isso é realmente difícil de acreditar Erick! Ao menos tem provas?— Fala Luce super relutante, aposto que desconfia de minha sanidade mental.
— Provas, acho que não tão concretas!— Ela fez biquinho de pena, Juliana riu como se eu fosse um palhaço, Sophia estava séria, não dava pra saber o que pensara e Billy estava de cabeça baixa.
— Eu acredito em você!— A voz do Punk, pareceu quebrar o constrangimento que eu estava tendo.
— Sério? Ah claro o maconheiro vai defender o drogado!— Rir Juliana como se estivesse falando mal de famosos, olhando suas fotos em revistas.
— Vai se fuder sua vaca de merda!— Ele gritou. Ela fez uma cara de patricinha frustrada, abrindo a boca e colocando uma das mãos para cima.
— Olhe aqui, seu lixo ambulante!— Ela balançava o pescoço enquanto falava, como se fosse aquelas mulheres que adoram fazer barraco.— Não sou obrigada a ficar aqui escutando suas ofensas! Então adeus!— Ela esbarrou na Luce e depois no Billy, andando para saída.
— Por favor não vá!— Eu implorei.
— Deixa essa vadia ir!— Fala Sophia.
— Não!— Falei alto fazendo com que a Juliana olhasse para mim.— Para mandar esse guerreiro das trevas preciso de dez bruxos, para fazer o ritual e é ai que todos vocês se encaixam! Todos!— Juliana me olhou nos olhos, parecia ofendida de mais, os olhos lacrimejavam, ela apenas limpou algumas lágrimas e me mostrou o dedo, num gesto obsceno.
— Danem-se!— E foi embora.
— Isso é loucura demais para acreditar, desculpe mas dessa vez ela tá certa! Perdão Erick!— Luce me dá as costas e sai do lugar.
— E você Sophia?— Perguntei triste, já sem esperanças.
— Sei lá, eu gosto de você!— Ela disse sorrindo.— Então eu acho que posso acreditar!— Sorri contente. Olhei pro Billy e nunca pensei que ele concordaria com tal loucura.
— Você precisa mesmo de dez?— Ele me perguntou.
— Sim, a magia é muito poderosa, não conseguiremos só nós três e o Jhon!— Falei chateado.
— E se nós chamarmos nossos mentores?— Sophia parecia iluminar as ideias. Ela tem razão, como ninguém pensou nisso antes? Eu tenho meu mentor o Jhon que vai participar, junto com Sophia e Billy e seus mentores.
— É uma ótima ideia Sophi!— Ela riu e o Billy apertou sua mão de um jeito grosseiro, movimentando o braço da garota forte pra cima e pra baixo. Rimos enquanto ela segurava o braço cansado de ser balançado.
Mesmo a Sophia tendo essa ideia genial, ainda sim precisaremos de mais bruxos, tem que haver um jeito de convencer a Juliana e a Luce, precisaremos delas já que Lexa não pode mais usar magia.
— Gente! Só tenho uma coisa a dizer a vocês!— Sorri enquanto Billy me olhava sério e sem graça, e a bela ruiva sorria como sempre.— Obrigado por confiar em mim!— Billy em fim deu um sorriso sem graça, enquanto a Sophia só mostrou mais ainda os dentes.
— Entãocomo esse guerreiro das trevas se parece?— O punk perguntou.
— Com o Allan Damber!
— Com aquele imbecil?— Reclama ele.
— Você conhecia o Allan?— Perguntei surpreso.
— E quem não conhecia?— Fala Sophia. Eu sabia que o Allan é popular, mas não tanto.
— De onde vocês conhecem ele?
— Eu briguei com ele uma vez, a muito tempo! Estudávamos na mesma escola, Nerfal Centro! Ele chamou uns amigos que me seguraram, então o mala me socou!— Billy parecia indignado enquanto caminhávamos de volta pra casa, já chegando próximo a praça.
— E você Sophi! Conhece o Allan de onde?— Ela me olhou de lado mas respondeu depois de um silencio bastante tenso.
— Também estudo no Nerfal centro! O conheço desde o jardim de infância! Ele matou meu gato!— Não precisava ser um especialista para saber que o bichano, era o amor da vida da garota.
Como o Allan era tão mal? Eu sabia que ele não prestava, sempre ignorando as pessoas, bebendo e entrando em brigas, mas isso era o normal de adolescente mimado. Essas coisas que contam sobre ele, parece que estão falando do próprio Williams, só que em uma escala menos poderosa. Comigo ele não foi tão imbecil, talvez tenha sido o Ruan que não deixou, mais um motivo para eu me sentir arrependido de não ter ido.
— Ok! Me escutem!— Já estávamos muito próximos a praça, já dava pra ver a luz alaranjadas dos postes negros, eles pararam de andar e se viraram para me ouvir.— O Allan esta morto!— Esperei pra ver a reação deles mas entraram em choque.
— Como isso é possível?Vi ele perambulando na rua hoje de manhã!— Fala Sophia assustada. Me fez cair a ficha de que, o que aconteceu ontem não foi suficiente para matá-lo ou derrubá-lo. Billy só franzia a testa, esperando eu continuar.
— O Williams entrou no corpo dele!— Eles se entreolharam.
— Como assim?— Perguntaram simultaneamente.
— O campista que morreu, como sabem é o pai do Ruan! Naquela noite meu amigo foi se vingar do que tinha matado o pai dele! Chegando lá, o Allan já estava morto, e de algum jeito, o Williams que é o guerreiro das trevas, entrou no corpo Allan!— Cuspi toda informação de uma só vez.
— Cara que sinistro!— Billy estava muito surpreso.
— Nossa, que história! É até meio difícil de acreditar!— Sophia parecia mais abalada que o comum.
— Tenho como provar! Bem eu acho!— Falei para convence-los.
— Eu acredito em você, sério!— Soltou Billy me dando as costas e indo embora de vez. Olhei pra Sophia e ela falou.
— Bem, eu queria provas, se não for incomodo! Não que eu não confie em você, mas essa coisa toda é ruim de digerir!— Ela explicou calma.
— Ok!— Entendo totalmente a posição dela, eu mesmo não teria acreditado e ponto final, aliás isso é muita loucura pra digerir.
*--*--*--*--*--*
Cheguei em casa o céu já estava escuro, a noite já havia dominado sempre pontual, sempre em seu horário, e estava trazendo sua graciosidade, reinando com as brilhosas estrelas que pareciam pontos de explosões mágicos, sobre um lençol de seda negro. Suspiro, a vida não tem sido fácil pra mim este ano, problemas estão aparecendo e sinceramente não queria estar envolvido neles. Se eu pudesse escolher, não seria bruxo, por mais que estou acostumado com isso, por mais que a magia agora me fascine, eu Erick Mackdayne se por alguma razão tivesse escolha, nada disso estaria acontecendo comigo.
— Erick, preciso falar com você!— Meu pai parece bem sério com essas palavras, eu nem tinha colocado o pé no primeiro degrau, e ele já tinha me interceptado.
— Fiz alguma coisa pai?— Ele não respondeu, apenas se vira e me chama com sua mão direita, fazendo um gesto para que lhe acompanhe-se. O segui, ele senta na poltrona e pede para eu sentar no sofá ao lado.
— Pai? O que foi? O que está acontecendo? Você está me assustando!— Ele franziu a testa num ar infeliz, como se prendesse um choro. Lágrimas já vinham em meus olhos, deixando a visão embaçada. Mesmo sem saber do que se trata, estava sentindo algo ruim, com um mau pressentimento.
— Sua mãe está com uma doença grave filho!— O choque ruim, emitido por essas palavras diretas, acertou meus ouvidos fazendo com que meu coração se apertasse, como se estivesse esmagando toda estrutura de meu ser. Senti uma vibração ruim parar meu coração, e por alguns segundos escutei todo meu sangue parar repentinamente de pulsar. Voltei, aos meus sentidos.
— O que ela tem?— As lágrimas desceram junto a minha voz tremula e falha.
— Filho preste atenção!— Ele segurou minhas mãos.— A sua mãe vai precisar muito de nossa ajuda a partir de hoje!
— Droga pai! O que ela tem?— Cuspi a pergunta num grito desesperado, tirando minhas mãos das dele. Meu pai suspirou ainda segurando um choro, juro que ele parecia nem ter mais forças.
— Ela está com câncer!— Ele se inclinou pra frente, com uma das mãos a frente do rosto, meu pai soluçava com um choro que estava engasgado. Levantei rápido, o choque também havia me atingido, mas um abraço era o que mais precisávamos. Abracei meu pai com toda força que podia, choramos juntos naquela noite, que estava maravilhosa e como se uma nuvem de tempestade cobrisse todas as estrelas naquele momento, eu me sentir desabar.
*--Floresta Nerfal--*
— Conseguiu o item que precisamos?
No meio de uma noite com uma escuridão densa, dois homens encapuzados caminhavam, vagando entre as árvores, que encobriam a luz da pouca lua no céu. Os dois encapuzados de preto, para dificultar a visão de qualquer um que quisesse descobrir suas identidades. Um era mais velho, aparentava um pouco mais de cinquenta anos. O outro no entanto, tem uma certa aparência de quase trinta e sete, sua barba estava mal feita e dava pra ver nitidamente um furinho hereditário em seu queixo.
O mais velho ergueu os braços, acendendo uma forte e alta fogueira, com apenas um movimento de suas mãos. A luz que era emitida pelo fogo, clareou o lugar onde estavam, dando uma visão avermelhada da floresta ao redor do dois. O homem mais jovem sentou num troco grande de árvore, que estava caído no centro do local, coberto por lodo e cogumelos.
— Está bem aqui!— Ele mostra ao mais velho seis tubos contendo um líquido denso e rubro.
— Ótimo! Vamos começar!— Tirando seu capuz, Kefrer pareceu dá um de seus sorrisos mais maliciosos, sabia o que estava para acontecer, mas não falaria, isso poderia assustar o outro ainda encapuzado que o estava acompanhando.
— Tem certeza de que vai funcionar?— Começa o interrogatório preocupado. Por sua vez ele também abaixa seu capuz, então Gabriel entrega para o ancião os seis tubos contendo o sangue de cada aluno. Kefrer lhe lança um sorriso satisfeito, seus olhos queimavam de um jeito mal.
— Claro que irá funcionar! Não sou ancião por acaso!— O Marcus Kefrer pega um grande graveto seco, e risca o chão envolta da alta e quente fogueira, fazendo o hexagrama.—Separatum flammas!— Fala ele separando uma mão da outra.
Gabriel não parecia surpreso, a magia que o ancião fazia aparentemente era simples. No entanto, a fogueira mágica criada por Kefrer se dividira em seis colunas flamejantes. Essas colunas começaram a percorrer as linhas da estrela de seis pontas, queimando as folhas secas que estavam no chão. As colunas caminharam vagarosamente, até cada uma delas atingirem uma das pontas.
— Vá para o meio do circulo Gabriel!— Ainda receoso, o sacerdote deu pequenos passos para o centro da estrela.
— O que tenho que fazer?— Perguntou muito redundante.
— Beba os tubos!— Kefrer joga os tubos para que ele pegasse.
— O que? Isso é nojento! Eu não vou beber sangue!— O sacerdote anda para sair do circulo, mas é impedido por uma parede de fogo. As colunas criavam uma parede muito quente, sempre que ele pensasse em desistir do ritual.
— Uma vez que está neste circulo meu caro, é impossível sair!— Rir o ancião contente cm sua façanha. Gabriel apenas o olhou irritado mas voltou para o centro da estrela.
Ele abriu cada um dos tubos de ensaio, cada sangue continha um gosto diferente e ele realmente não entendeu o porque. Uns eram mais doces, outros mais cítricos e um em especifico era um doce ácido que parecia fervilhar energia.
— Está sentindo a diferença de sabores?— Perguntou Kefrer como se já tivesse experimentadoesses gostos várias vezes e não apenas uma.
— Sim! Do que se trata isso?
— Você deveria saber disso, o sangue contem mana mágica! Como cada um dos casulos, tem um tipo de mana diferente, é obvio que seus gostos sejam diferentes!— Ele falava com as mãos para trás das costas, enquanto circulava a estrela e olhava Gabriel.— A ultima que você provou, ao jugar seu rosto amargo, só pode ter sido a do Erick!— Um sorriso malicioso ferveu rápido e logo ele voltou a explicar.— A muitos anos atrás, nós bruxos fazíamos remédios com nosso sangue! É quase a mesma coisa que usar magia negra, mas essa é mágica branca! Já que estamos usando para o bem e não para o mal de outro ser!
— Vamos direto ao assunto!— Gabriel basicamente graniu as palavras se ajoelhando no chão. Seus olhos ficaram pretos, sem nenhum indiciode brilho ou luz.
— Está começando a fazer efeito meu caro! Primeiro as manas misturadas em seu organismo, começaram a brigar entre si!— E era verdade, o sacerdote agora uivara de dor, levantando sua cabeça para olhar o céu estrelado.— Agora seu sangue pegara a mana de todos os outros sangues!— Gabriel agora empurrava sua cabeça para em um punhado de folhas secas ao chão, se inclinando com força enquanto rangia os dentes.— Não lute contra isso!— O ancião ordenara, olhando Sr Soliver sofrer como se visse algum episódio de algum desenho bobo infantil.—Umbrae exploratores!!!— Gritava o ancião erguendo os braços.
Um grito ecoou no centro da floresta enquanto Soliver parecia se contorcer no meio do circulo, as chamas haviam aumentado, aumentando também a sombra emitida pelo corpo de Gabriel no chão. Logo ele ficou deitado no circulo mágico, com os braços e pernas abertos. Cada membro de seu corpo apontando para uma das pontas da estrela. Sua cabeça estava direcionada para o lado das trevas e seu corpo estava ignorando a ponta da luz. Estava obio que o que faziam era um alto uso de magia negra. A coluna de fogo que estava erguida na ponta da luz se apaga, como um sopro rápido num vela de algum bolo de aniversário.
O ancião entra no circulo e ordena sério.
—Ignis manducare umbrae!
As colunas emitirão uma linha de fogo que caminhou por todo circulo, do alto podia se ver uma estrela de seis pontas pegando fogo, muito alaranjada e esbanjava um calor quase infernal. Como se jogassem óleo fervente em seus dois braços, Gabriel sentiu o fogo consumir as sombras de seu corpo. Ele já não tinha forças para chorar, muito menos para gritar, estava desesperado, mas era impossível ficar de pé para correr. O fogo comeu os dedos de suas sombras, comendo as mãos e depois os braços lentamente, como se consumisse pólvora em câmera lenta. Depois do fogo engolir as sombras de seus dois braços, todo fogo presente é rapidamente engolido pela terra, sumindo, deixando tudo escuro novamente.
Gabriel consegue se levantar e sentia como se pudesse olhar para todos os lugares, como se ele fosse vários e como se ele pudesse estar em qualquer lugar. Ele olhou em volta de si, e lá estavam elas as sombras. Seis sombras com o mesmo porte físico de Gabriel, curvando-se para ele como se ele fosse o mestre delas e que de certa forma era.
— Dê boas vindas aos seus novos olhos meu caro!— Sorri Kefrer com o sucesso de seu doloroso ritual. O sacerdote no entanto estava aliviado por a dor ter passado, mas estava assustado com que realmente aquilo significaria.
Notas finais
e será o Erick *-*-* ...
Graças a ideia da NIK *-*
:P até o próximo capitulo
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