Máfia Italiana
1 Bem-vinda a Itália!
Notas iniciais
Itália… Terra da água, das gondolas e das gárgulas, terra da religião, terra de milagres e… terra da máfia… É uma terra onde qualquer coisa pode acontecer, agora podes estar no teu melhor, melhor do que alguma vez tiveste mas daqui a bocado podes estar caído num sítio qualquer. Em Itália é assim, basta teres azar.
Como por exemplo na praça, perto do aeroporto de Napoli, três homens descobriram que é preciso ter mesmo azar…
Um homem de fato preto e óculos escuros é mandado contra uma parede e cai ficando sentado no chão.
– Eu perguntei, onde é que está? – diz um rapaz nos seus 22 anos, com cabelo curto, liso e preto, uma fita verde escura na testa, um pequeno brinco argola na sua orelha esquerda, olhos verdes escuros, camisa cinzenta, casaco preto e verde, calças da tropa com cinto preto, luvas de meio dedo verdes escuras e botas pretas, e com uma anti-tank rifle às costas.
– N-Não-Não sabemos! – diz outro homem como o primeiro mas sentado no chão a afastar-se do jovem com uma expressão de terror no rosto.
– Não? Engraçado, porque eu ouvi-vos falar disso agora mesmo. – continua o rapaz com uma voz calma mas com um olhar um bocado frio.
– Estávamos a inventar… Por favor deixa-nos ir… — implora o homem debaixo do pé direito do rapaz.
– Estavam? Pois pareceu-me bastante certo, pelo que eu sei… Que pontaria. – comenta o jovem esborrachando a cabeça do homem mais um pouco, apoiando todo o peso do seu corpo no pé direito. Aproveitando o momento em que o segundo homem pensava que o ragazzo estaria distraído, saltou para as costas do rapaz com um punhal, mas num piscar de olhos o jovem desvia-se e o homem acaba por matar o colega que estava debaixo do pé dele. – Devias de ter mais cuidado, quase me acertavas. Mas se a tua intenção era matar-me, então não me podes culpar pelo que vai acontecer a seguir… — conclui o rapaz com um sorriso convencido. O rapaz acerta com a ponta do cano da sua anti-tank rifle no pescoço do homem, partindo-o.
– Merda… — diz o primeiro homem a acordar e levantando-se a custo apoiado na parede.
– Olha, a Princesa Adormecida acordou, e adivinha, és o escolhido! – o jovem aproxima-se do homem e bem perto da sua cara contínua — Tu vais dizer ao teu chefe que eu hei de encontra-lo nem que seja nos confins do inferno. – explica ele sempre calmo. – Agora desaparece da minha frente! – então o rapaz afasta-se. O homem começa a correr como se tivesse a correr pela sua vida, o rapaz olha para o céu – Nã! – murmura o jovem virando-se rapidamente – Ei, Strengo! – grita ele pegando num punhal, o homem dá um grito de desespero sem parar de correr e o moço manda o punhal que acerta nas costas do homem que cai estatelado no chão.
Em Itália as coisas são mesmo assim… Os mais fortes e inteligentes safam-se o resto, lixa-se… Especialmente se pertenceres á máfia porque o resto dos cidadãos raramente são envolvidos nestas confusões…
– O-Obrigado… — diz uma rapariga nos seus 16 anos, podia-se dizer que ela estava na fonte de isto tudo…
Confuso? Eu passo a explicar! Os três homens que estão agora mortos estavam-se a meter com a rapariga por parecer ser uma turista, para isso estavam a deixar fugir todo o tipo de informação e nem se aperceberam do rapaz a aproximar-se, foi assim que eles passaram de o que eles pensaram ser um dia de sorte para o dia da sua morte. Agora continuando com os acontecimentos!
– Huh? Tá… — diz o jovem com extrema indiferença.
– Ciao G.! – diz um rapaz loiro, também nos seus 22 anos, ao primeiro, aparecendo do nada, este outro rapaz tinha o cabelo curto e liso, uma fita preta na testa, olhos azul-marinho, uma cicatriz no olho direito, camisola cinzenta com uma caveira branca, casaco de fato de treino cinzento e azul-marinho, calças cinzentas com muitos bolsos, luvas de meio dedo em azul-marinho e botas pretas.
–Oh! Ciao D.J.! Tava a ver que nunca mais chegavas… Conseguiste? – pergunta G..
– Claro! Quem é que pensas que sou? Mesmo assim vejo que te mantiveste entretido. – diz D.J. num sorriso olhando em volta e referindo-se aos cadáveres dos Strengos.
– Bene! – continua G. sorrindo e levantando a mão direita, D.J. faz o mesmo e as mãos deles chocam, caindo e chocando novamente em baixo, neste movimento D.J. vê a rapariga que tinha agradecido a G..
– Mio Dio! Que bonita! Como é que tu, Sr. não-quero-saber, arranjas sempre estas raparigas? Isso é tão injusto! – resmunga D.J. voltando-se para a rapariga – E qual é o lindo nome de uma linda ragazza? – pergunta D.J. com voz de galã.
A rapariga corou, calculando que o rapaz se tivesse a dirigir a ela e gaguejando muito respondeu…
– E-Elizabeth! – disse um bocado a medo a rapariga tinha os cabelos longos em castanho claro com leves ondas e com um gancho amarelo, olhos castanhos-escuros, brincos de ouro trabalhados, camisola roxa com botões de alto abaixo á frente abotoados perfeitamente, mini-saia roxa com uma espécie de dois rasgões, um em cada lado da saia, mala de ombro também roxa e botas de cano baixo roxo escuro.
– Como eu imaginava! Um lindo nome sem dúvida… — comentou D.J. agora com o olhar um bocado distante… Mas depressa voltou ao seu ‘eu’ normal quando ouviu o G..
– D.J.! Vamos! Deixa-te de parvoíces! – resmunga G. já mais á frente.
D.J. afasta-se de Elizabeth e segue atrás de G.
– Porque é que a salvaste? – pergunta D.J. numa voz séria ao alcançar G..
– Eles eram Strengos. Uma coisa simplesmente levou á outra. – explica G. sem sequer desviar o olhar para D.J..
– Não me venhas com essa! Já nos conhecemos há muito tempo, eu sei que para a teres salvo algo te levou a isso. E não penses que eu não reparei que nem sequer olhaste para ela… — continua D.J. também sempre a olhar em frente.
– Não comeces. Foi só… sorte… — responde G. desviando o seu olhar para a sua esquerda, oposto a onde estava D.J..
– É… Também senti o mesmo… E o nome dela… — divaga D.J. não querendo seguir com o assunto.
– Por falar nisso. Não pensei que ela fizesse o teu género… — comenta G. num sorriso gozão.
– Não comeces…! – responde D.J. a rir-se.
Os dois amigos iam distraídos, contentes com a sua conquista, D.J. tinha jeito para ladrão, era algo que lhe assentava bem apesar de ele preferir o termo, “mãos leves” ele era um excelente mãos leves…
– Giovanni Cavallonne! Donatelo Cavallonne! Como vão? – pergunta uma voz grossa vinda de um telhado.
– Mas o que…? – pergunta D.J. confuso.
Com isto D.J. (Donatelo) e Giovanni (G.) viram-se rapidamente na direção da voz e olham para cima, quando as figuras no topo do telhado se começaram a definir, os dois amigos reconheceram logo duas das cinco figuras. Uma delas era um “Sargento” do Strengos, um homem teimoso que já há muito tempo que tentava apoderar-se dos Cavallonne (como muitos outros), mas era um “fato” típico, ele vinha acompanhado de mais três homens de fato, como os Strengos sempre andavam. A outra era Elizabeth com as mãos atadas atrás das costas e com dois dos “fatos” a segurá-la, um em cada braço.
– Larguem as armas! Se não… — avisa o Sargento apontando um revolver á cabeça de Elizabeth.
– E o que te faz pensar que vamos abdicar do que conseguimos até aqui por uma miúda que nem sequer conhecemos? – pergunta Giovanni sem se mexer e olhando friamente para o Sargento. Na verdade, ultimamente o olhar do Giovanni era muito frio, calculista e distante. O Sargento, apesar do que se poderia pensar, ele manteve-se calmo e puxou a culatra do revólver.
– Então vamos ver… — quando acaba de dizer isto puxa o gatilho, ouve-se um ‘clack’ e nada acontece. D.J. fecha os olhos e só os volta a abrir depois do som passar, discretamente o Giovanni suspira depois de ver que nada acontece e nota-se em Elizabeth que o seu coração saltou umas quantas batidas e que o ar lhe faltou por uns segundos. – Que rapariga cheia de sorte. Queres tentar outra vez? – pergunta o Sargento voltando a puxar a culatra atrás e olhando para Giovanni, ele espera uns segundos, talvez a pensar mas acaba por tirar a sua arma das costas e pousa-a no chão sempre com os olhos fixos nos olhos do Sargento, já este faz um sorriso convencido. – É para se separarem de TO-DAS as armas! Os dois! Não me tomem por parvo bambini. – diz o Sargento.
Nisso o Giovanni tira uma seal knife de cada bota, duas pequenas lâminas da fivela do cinto e a lâmina escondida na sua luva direita, então os olhos do Sargento viram-se para o D.J..
– Eu não tenho armas. – disse o rapaz olhando para o Sargento.
– Ah não? Tu. Vai lá ver! – comanda o Sargento ao seu homem disponível. Quando o fato chega ao chão, D.J. abre os braços e afasta ligeiramente as pernas, estando na posição perfeita para o fato o revistar, mas nesse momento o Sargento apercebeu-se de alguma coisa – Pára! Volta cá pra cima! – ordena ele ao fato – Tu… Tu és o Bone Breaker! – conclui o Sargento e mesmo que não fosse assim prevenia-se. – Bem de qualquer das maneiras… — aponta o revólver para o D.J. e dispara fazendo a bala raspar na sua bochecha direita deixando um corte. – Vocês são um trio cheio de sorte. – diz o Sargento num tom vitorioso.
Agora perguntam: E agora? O azar passou a ser deles?
E eu vou responder: Sim…
Estamos em Itália… Tudo pode acontecer… Qualquer coisa, mesmo que te pareça impossível…
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