Notas iniciais
O primeiro capítulo de MHS é uma introdução ao universo místico sob a narrativa de Athenodora (Emeraud Toubia). Espero que vocês gostem desse formato de fic, onde a cada capítulo um personagem diferente narra, inclusive o seu personagem também narrará a história, claro que pra isso você precisa mandar sua fichinha, que vou estar deixando nas notas finas do capítulo. Espero que gostem ♥ Boa Leitura!

Athenodora

Finalmente o primeiro dia de aula. Já acordei com o relógio gritando ao meu lado, isso não foi legal. Mas pensar em rever todo mundo era sempre uma emoção muito grande, esse ano em específico, a emoção estava ainda maior.

Minha prima, Fellypa estava vindo direto da Coréia do Sul, ela estava lá a tanto tempo que nem sabia mais ao certo se nos reconheceríamos.

Felly e eu tínhamos um parentesco bem próximo, minha mãe era irmã do pai de Fellypa, mas basicamente nossos laços familiares haviam se rompido a mais de vinte anos.

Segundo minha mãe, antes de eu e Fellypa nascermos, houve uma grande guerra por poder na nossa família, que começou com a disputa incessante pelo posto de novo diretor do Mystical High School, a Propósito, eu sou Athenodora Van Black, umas das jovens da trigésima geração de místicos da família Van Black.

Eu era na verdade umas das mais famosas da família, e do mundo místico também, não que isso fosse algo bom, já que era devido ao meu raro “dom”.

Existem centenas de raças de seres sobrenaturais no mundo místico e também muitas subdivisões entre classes. Por exemplo, as bruxas e bruxos são divididos como:

Magas e Magos, aqueles que tem a magia dentro de si e controlam de acordo com os seus conhecimentos e vontades, como através de feitiços e encantamentos..

Alquimistas, que são pessoas que conhecem os segredos mágicos de objetos, plantas, seres da natureza...

Profetas, que são os bruxos com o dom de visões através de cartas, sonhos ou com visões em tempo real, um dom doloroso e arrebatador.

E ainda existem as pessoas como eu, os Sacerdotes e Sacerdotisas Elementares.

Pessoas que nascem com o dom de controlar um dos sete elementos da natureza.

Água, fogo, terra, ar, luz, trevas e o mais temido de todos, o espirito.

Geralmente um sacerdote tem o domínio total sobre um único elemento natural, e carrega consigo os dons que esse elemento agrega, dons esses que influenciam no corpo e na alma da pessoa em questão. Diferente das demais classes de bruxos, nós sacerdotes, não precisamos estar na presença de um dos elementos para controla-lo. Temos essa força e capacidade dentro de nós mesmos.

Como eu já havia citado, geralmente uma pessoa só consegue ser capaz de controlar um dos elementos em questão, porém, existem casos isolados e muitíssimo raros onde um sacerdote recebe a “benção” de controlar mais de um elemento.

Isso aconteceu comigo. Creio que devido a minha genética forte de gerações de sacerdotes e também devido a união dos meus pais, ambos sacerdotes elementares. Minha mãe controla a água e meu pai o fogo. Logo nasci com a capacidade de controlar ambos os elementos. Isso não é bem uma regra, e não necessariamente as pessoas nascem com dois dons por terem os pais com dons diferentes. Como eu disse, foi uma “benção”.

Mas isso tinha um lado negativo tremendo. As expectativas e responsabilidades foram sempre depositadas em mim desde muito cedo, eu manifestei meus dons ainda na infância e foi um grande alvoroço na sociedade mística.

Ah, sim... vamos falar um pouco sobre a nossa sociedade.

Temos uma alta cúpula de seres antigos e primordiais que são os governantes e criadores de todas as leis. Elas são chamadas de anciãs. São sete senhoras, cada uma delas controladora de um dos elementos primordiais, todas com poderes fantásticos e bem desenvolvidos. Nossa sociedade é matriarcal, sempre foi governada por mulheres e temos um papel importantíssimo e muito presente na vida de todos os cidadãos de nosso convívio.

Por isso desde cedo somos treinadas a vivermos de forma independente e muito bem capacitadas a exercermos quaisquer funções futuras de acordo com nossos dons e aspirações.

Hoje eu tenho dezessete anos de idade, estou no segundo ano do colegial na Mystical, já controlo de forma moderada os meus dons mágicos mas a estrada pela frente ainda é longa.

Depois de muito enrolar eu havia me levantado de baixo das minhas confortáveis e aconchegantes cobertas, o cheiro que vinha do piso térreo da casa era o de café recém feito e ovos com bacon, era de fazer o estômago implorar por descer.

Me dirigi até o banheiro, muito a contragosto, para realizar minha rotina de higiene matinal, esse era o pior lado da volta as aulas. A gente precisava levantar tão cedo que o sol nem havia nascido ainda.

Senti um tremendo calafrio ao tirar meu pijama de algodão com estampa de pirulitos e sentir a brisa matinal e úmida me penetrar a pele das costas. Meus grossos cabelos negros caíram sobre as minhas costas a medida que fui desprendendo o rabo de cabalo enredado.

Eu geralmente evitava me olhar no espelho pela manhã, era uma visão que não fazia jus a minha aparência real. Eu era uma menina com atributos físicos bastante atraentes, cintura fina, cabelos ondulados, olhos amarelados, traços faciais de uma cigana, minha pele era de um tom de cappuccino e meu olhar era muito profundo. Eu apreciava isso, me sentia bem dessa forma. E sendo sincera, sempre atraí muitos olhares dos rapazes.

Ah, outra coisa meio injusta na nossa sociedade era que as mulheres sacerdotisas elementares jamais poderiam se relacionar com homens que também não fossem sacerdotes. Por sermos uma sociedade governada por mulheres elementares deveríamos procriar mais mulheres com esses dons, logo, uma mulher híbrida não seria aceita no governo.

Esse era o caso de minha prima, Fellypa, por exemplo.

Sua mãe era uma sereia, e meu tio, pai de Felly, era um sacerdote elementar que tinha afinidade com a água, eles tiveram um romance as escondidas na época em que meu tio lecionava em Mystical High School, e dessa união nasceu Fellypa.

Felly além de ter a afinidade com a água também tem os dons de sereia de sua mãe, não, ela não tinha uma cauda o tempo todo, as sereias tinham pernas ao saírem da água e só retornariam a ter cauda quando assim quisessem. Fora isso Felly tinha um dom chamado de Miragem, ela pode fazer qualquer pessoa se convencer de tudo o que ela diz se olhar a pessoa profundamente nos olhos. Era meio que o “canto da sereia”. Um dom poderoso mas muito perigoso se usado da forma errada.

Ser uma sereia na sociedade escolar também era um peso nas costas de algumas garotas, as sereias tinham uma fama péssima de “vadias”, coisa de homens, era bem menor hoje em dia devido nosso posicionamento feminista e pressão por sermos uma sociedade matriarcal mas os homens como seres inferiores que são, sempre acabavam espalhando boatos maldosos sobre as sereias.

Fellypa não se importava, ela era uma menina muito forte.

Eu estava ansiosa no fundo pelo nosso reencontro, Fellypa e eu só nos falávamos por redes sociais ou através de ligações e isso era muito frio, a gente tinha muita necessidade de ficar mais próximas pois nossa família já era separada demais.

Enquanto procrastinava na banheira pude ouvir o salto da minha mãe batendo nos degraus da escada e se tornando mais próximo a cada segundo.

— Querida eu saio em vinte minutos, não quero que se atrase pro primeiro dia de aula. – Ela falou adentrando o banheiro com seu terninho cor de chumbo e os cabelos escuros presos elegantemente.

Como eu já havia dito, houve uma disputa grandiosa pelo posto de diretoria da Mystical, entre minha mãe e meu tio.

Minha mãe venceu.

Ela era diretora da escola a cerca de dez anos e ser filha da diretora não era assim, minha parte favorita da escola. Obviamente eu amava minha mãe mais que qualquer coisa, porém, os papéis de mãe e diretora eram muito confusos com relação ao comportamento dela comigo. As vezes ela relevava por ser minha mãe mas os demais alunos enchiam o saco e ela então era rigorosa demais. Nunca havia um equilíbrio, e isso era cansativo.

Meu pai havia morrido a cerca de oito anos, sua morte nunca foi bem explicada, ele era um homem bondoso e responsável que sempre lutou ao lado da minha mãe para melhorar a escola. Ele deva aulas de pirocinese pros alunos com afinidade com o fogo. Sinto muito a falta dele.

— Vou me arrumar e já desço. – Ela me encarou desconfiada ao ouvir minhas palavras. – Sério, já vou descer.

Ainda com o olhar desconfiado ela saiu do banheiro e pude ouvir ela se afastando escada abaixo.

Bem vindo de volta ano letivo.

Uniforme? Confere.

Material didático? Confere.

Meu celular tocou bem no meio do meu raciocínio. Uma mensagem de Fellypa avisando que já havia chegado e que tinha novidades. Um aluno novo.

Novas aventuras? CONFERE!

Notas finais
Bom se você chegou até aqui não custa nada deixar um comentário amigo. E se quiser deixar uma fichinha então, dai só melhora. Os capítulos serão mais longos à medida que a história for se desenrolando. Aguardo ansioso sua ficha! Beijujubas e até o próximo capítulo! ^^^^ Ficha^^^^ Nome do personagem: Idade: Raça: (Bruxo, lobo, vampiro, fada, elfo, sereia...) Classe: (No caso de bruxos, se magos, sacerdotes, alquimistas, profetas...) História: Aparência: (Somente serão aceitas imagens de pessoas reais ou descrições detalhadas) Personalidade: *Os dons, aspirações e talentos desse personagem serão desenvolvidos no decorrer da trama, tudo é um processo de progressão, por isso é uma escola :D