Mystic Secrets
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Capítulo 14
Parte 1 – Jeremy Gilbert
Ah, Céus, outro dia de escola. E para começar, Sociologia. Apesar de ser uma aula que passava rápido, tinha bastante informação e por isso os testes eram muito difíceis.
-Oi, Gilbert – cumprimentou Anna, sorrindo para mim e sentando-se ao meu lado.
Logo entrou a loira seguida de April, a nossa antiga amiga. Sim, nós já fomos amigos, mas enquanto que Anna desistiu de vingança, April permaneceu com Rebekah e o seu plano de vingança contra a minha irmã. Eram nestas alturas que se sabiam quem eram as verdadeiras amizades.
-Oi, Anna – falei e o professor entrou.
Não tive oportunidade de falar com ela ao longo da aula, mas assim que a campainha tocou, decidi tomar a iniciativa:
-Ei, Anna – ela voltou-se para trás, sorrindo para mim. – Já ouviste falar do Baile de sexta?
-Sim – confirmou ela. – Porquê?
-Estava a pensar se já tinhas par.
Ela abriu ainda mais o seu sorriso.
-Não, não tenho.
-Então… gostarias de ir comigo?
Anna corou e baixou o olhar.
-Sim, gostaria muito.
Quem sorriu de felicidade fui eu. Mas alguém tinha que acabar com isto, como sempre.
-Que lindo. Um par de caloiros apaixonado – envenenou Rebekah, passando por nós, seguida de April, como sempre.
-Que lindo. Uma loira oxigenada que não tem miolos na cabeça – ripostei e vi o seu sorriso de escárnio desaparecer logo.
Parte 2 – Caroline Forbes
E mais um dia se tinha passado, e mais uma vez eu estava no balneário, com as minhas amigas. Desta vez, estávamos a falar do Baile de abertura do ano que iria ser na sexta-feira.
-E Miss Mystic Falls também está quase a chegar – comentou Bonnie, prendendo o seu cabelo bem no alto. – Quem são as nomeadas este ano?
-Não sei – confessou Elena, calçando os seus ténis. – Mas tenho a noção que é Rebekah que vai ganhar.
-Ai, Elena, não sejas pessimista! – exclamei, voltando-me para ela. – Não quero que ela seja rainha de nada.
-Nem eu, Car – disse ela. – Mas vamos encarar os factos: Rebekah está muito mais vingativa do que o ano passado.
Um arrepio assolou-me a espinha.
-Acham que ela poderia fazer algo contra nós? – sussurrei, assustada.
-Rebekah pode ser má, mas ela jamais faria isso – respondeu Bonnie, pegando na sua mala. – Estou pronta, vamos?
-Sim. Hoje na minha casa – disse Elena. – Tens que nos contar todos os momentos sórdidos com Kol.
-Já vos disse: estava tão bêbeda que só me lembro de no dia a seguir acordar na cama com ele. E estávamos vestidos, o que indica que não fizemos nada.
-Sim, sei – comentei, pegando nas minhas coisas e seguindo-as para fora do balneário que há muito já estava vazio.
Dirigimo-nos ao parque de estacionamento. Só lá estavam os nossos carros, o Bugatti Veyron de Kol, o Porshe de Stefan e a carrinha de Matt.
-Ei, Bennett!
Parámos todas e virámo-nos para a voz tão conhecida. Bonnie arregalou os olhos em pânico para nós.
-Ele não morde – disse.
-Dizes tu – resmungou ela baixinho. – O que queres, Kol?
-Não sejas assim para mim, Bonn – pediu ele, fazendo um olhar de cachorrinho abandonado. – Quero saber se já tens par para o Baile.
-Ainda hoje é segunda-feira! – exclamou a minha amiga, um pouco alterada. – É óbvio que não tenho!
-Então… — ele ajoelhou-se e pegou na mão dela, ali mesmo, no meio de todo o estacionamento. – Bonnie Bennett, gostarias de ser o meu par no Baile? Seria com toda a honra que te levaria.
Tentei não rir e troquei um olhar com Elena, que estava divertida, assistindo à cena toda.
-Vou pensar com carinho no teu caso, Mikaelson – respondeu Bonnie, tirando a sua mão da de Kol. – Agora vou embora.
O seu olhar brilhou de felicidade e abriu o seu melhor sorriso, mostrando os seus dentes brancos e perfeitos.
-Já é um passo para o sim.
-É igualmente um passo para o não – argumentou Bonnie e virámos-lhe as costas, andando até aos nossos carros.
-Pensa com carinho, Bonn! – gritou ele, quando já estávamos do outro lado do parque.
-OK, agora tens mesmo que nos contar tudo o que te lembras – murmurou Elena, rindo baixinho.
Parte 3 – Rebekah Mikaelson
Já era terça-feira e ainda ninguém de me convidar para o Baile. Todos já tinham par, menos eu e os cromos da escola. Não me podia dar ao risco de entrar sozinha no primeiro evento da escola se quisesse manter o meu plano para destronar o Trio Maravilha.
Entrei na aula e sentei-me no lugar do costume. A professora de Biologia entrou, seguida de April que se sentou ao meu lado.
-Está tudo bem? – perguntei baixinho para ela, que estava com um semblante triste.
-Não – respondeu ela, mas percebi que não se queria alongar, por isso tomei atenção à aula.
Ouvi tudo o que a professora dizia, tomando nota de cada detalhe e acompanhando a matéria no livro. Apesar de não ser a minha disciplina favorita, tinha que manter as boas notas, senão o meu pai tirava-me o carro. O mesmo acontecia a todos os meus irmãos. Na escola, se baixasse a minha média para 14 valores, teria que sair da claque e eu não queria isso. Fazia tudo parte do meu plano para destronar o reinado da número 32, da loira e da baixinha.
A campainha tocou e April saltou da cadeira, correndo para fora da sala. Peguei nas minhas coisas e corri tentando apanhá-la, mas não consegui.
Entrou na casa de banho e eu segui-a. Trancou-se num dos cubículos. Duas novatas estavam lá, mas eu fitei-as e mandei:
-Saiam. Agora.
Elas olharam para mim assustadas e saíram. Encostei-me à porta e ouvi o seu choro.
-April, fala comigo.
Soluçou.
-Estamos só nós aqui. O que se passa, April?
-A minha mãe, Rebekah! Ela vai morrer! – exclamou ela e recomeçou a soluçar.
-Muito bem, abre essa porta agora! – disse, preocupada. – Abre a porcaria da porta, April!
Ouvi o trinco abrir-se e adentrei para o lugar minúsculo. Abracei a minha amiga com força.
-Vai ficar tudo bem, April.
-Não, não vai! Ela tem o grande C, Rebekah! – ela soluçou nos meus braços, e eu não sabia o que havia de fazer.
Parte 4 – Bonnie Bennett
Entrei na casa de banho e ouvi Rebekah dizer:
-Vamos encontrar uma solução, April. Os meus pais têm meios para cuidar de tudo para a tua mãe.
-Não posso aceitar…
-April, somos amigas. Se fosse o contrário, não farias o mesmo por mim?
-Sim, faria.
Espreitei para o espelho, que ficava de frente para as casas de banho e vi April abraçada a Rebekah, como se ela fosse um recém-nascido à procura de apoio. Uma irmã.
-Vou falar com os meus pais depois das aulas – prometeu Rebekah e abraçou April com mais força.
Era isso. April seria a nossa arma contra Rebekah.
©AnaTheresaC
Notas finais
Estou sem ideias, por isso, se tiverem, digam-me, está bem? Não queria acabar com a fanfic tão prematuramente, mas estou mesmo sem ideias :(
XOXO
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