Mystic Secrets
11 Capítulo 11
Capítulo 11
Parte 1 – Elena Gilbert
Acordei com uma dor de cabeça horrível. Precisava de um comprimido e rapidamente. Para além disso, estava cheia de sede, mas só a ideia de ter que me levantar para ir buscar o copo de água, fez a dor aumentar.
Algumas partes da noite anterior passaram pela minha cabeça, e eu nem queria acreditar no que tinha acontecido. Caroline foi embora com Klaus porque estava fora de si. Enquanto isso, eu tive que dar boleia a Damon. Ou ele teve que me dar boleia, depende da perspetiva.
Flashback ON
-Dá-me as chaves do carro, Elena – pediu ele, impaciente, ao que eu ri alto.
-O carro é meu.
-Elena, não estás em condições de conduzir nem de andar de saltos altos.
Voltei a gargalhar. Damon estava com uma mão na minha cintura, impedindo-me de me espalhar no chão.
Tirou-me a bolsa da mão e eu ripostei, mas ele arqueou as sobrancelhas e arregalou os olhos. Como tinha auto preservação, fiquei calada e encostei-me ao meu carro.
Ele vasculhou na mala e eu não pude deixar de comentar depois de ele encontrar as chaves do meu carro.
-Não é de boa educação um homem vasculhar a mala de uma mulher.
-Bem, acontece que é de boa educação o homem querer que a mulher chegue a casa sã e salva.
Flashback OFF
Do resto já não me lembrava nada. Abri os olhos e deparei-me com o meu quarto. Menos mal, ao menos tinha chegado a casa. Na minha mesa-de-cabeceira estava um bilhete. Peguei nele e li-o.
Se queres o carro vem ter comigo. Sabes onde me encontrar, Eleninha – Damon.
Argh, seu arrogante de primeira categoria. Damon era irmão de Stefan, daí que percebi muito bem aquela parte do “sabes onde me encontrar”. E como é que ia ter com ele? Era impossível, já que estava sem carro e não teria a coragem de pedir a ninguém para ir à casa dos Salvatore. Já bem tinha bastado ter sido olhada de lado quando fiz aquilo ao Stefan. Não precisava de rumores que dissessem que eu e Damon estávamos juntos.
Mas que ia eu fazer?
Parte 2 – Damon Salvatore
O telemóvel tocou e eu atendi, reconhecendo logo o número.
-Elena Gilbert! Desesperada para ter o seu carro de volta?
-Trá-lo até mim, Damon, ou eu acuso-te de roubo. E isso não ficaria nada bem no cadastro de um arquiteto, estou certa?
Sorri. Ah, Céus, ela era tão previsível.
-Um encontro, Elena. É o que eu quero em troca do teu carro.
O silêncio do outro lado da linha foi ensurdecedor.
-Está bem. Mas traz o carro depressa.
Tinha conseguido! Finalmente iria conseguir um encontro com Elena Gilbert!
-Olha para a tua janela.
-Porquê? – perguntou ela desconfiada, ao que ela revirou os olhos.
-Olha lá para a janela, se faz favor!
Dois segundos depois ela arfou.
-Damon, como…
-A chave está na caixa do correio. Amanhã, almoço comigo no Mystic Grill. Está lá há uma da tarde. Até mais, Elena – desliguei o telemóvel, sentindo-me vitorioso.
Elena nem imaginava as coisas que iriam acontecer.
Parte 3 — Tyler Lockwood
-Bebe – mandei, entregando-lhe um grande copo com água e um comprimido.
-Obrigada – disse ela, engolindo o comprimido seguido da água toda. – Céus, não devia ter bebido tanto.
-Pois não, realmente não devias – falei, dirigindo-me para fora do quarto.
-Isto é sobre a Caroline, não é? – perguntou ela, mas eu nem me dignei a responder.
-Responde, Tyler! – ela atirou-me o seu telemóvel á minha cabeça.
Virei-me para ela, furioso.
-Não me voltas a fazer isso, entendido? – ameacei, entregando-lhe o telemóvel.
-Responde-me e isto não volta a acontecer – ripostou ela. Os seus olhos estavam encovados e a face pálida. Hayley estava com uma ressaca pior que a minha.
-Sim, Hayley, tem tudo a ver. O que aconteceu, aconteceu. Não há como voltar atrás.
-Ela traiu-te. Com o melhor amigo dela! E que também era o teu.
-Ele tratava-me mal, Hayley! – exclamei, ofendido.
Se ela pensava que eu fazia tudo o que ele me pedia por livre e espontânea vontade, estava errada. Ele era um rapaz violento na escola, sempre a ameaçar e a torturar quem não lhes fazia as vontades.
Hayley empinou o nariz e depois ripostou:
-Tu ainda tens sentimentos por ela!
-Claro que tenho! Antes de sermos namorados, éramos amigos, pertencíamos ao mesmo grupo!
-Ainda pertencem – disse ela, amargurada.
-É diferente, e tu sabes disso – respirei fundo, tentando acalmar-me. Hayley estava a tentar arranjar uma discussão que não iria dar a lado nenhum. – Volta a dormir. Mais logo vou levar-te a casa. E depois conversamos sobre isto, se ainda quiseres.
Ela assentiu e deitou-se na minha cama, amuada. Ajeitei os cobertores e dei-lhe um beijo na testa.
Saí do quarto e liguei a música do meu telemóvel. Rock soou aos gritos nos meus ouvidos. Exatamente o que eu precisava para acabar com a ressaca e esquecer a discussão com a Hayley: música aos berros e uma corrida pela minha propriedade.
©AnaTheresaC
Notas finais
Posso pedir-vos um favor? Podem passar no meu blog e responder á poll que está do lado esquerdo que pergunta qual é a vossa série favorita? http://asminhasfanfics.blogspot.pt/
XOXO
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