Mystic Secrets
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Trailer da fanfic (mais ou menos): http://www.youtube.com/watch?v=WJT0cnpvjTs
Capítulo 1
Parte 1 – Elena Gilbert
-Até logo, mãe. Até logo, pai. Até logo tia Jenna – falei e saí de casa, com Jeremy e Margaret no meu encalço.
-Feliz primeiro dia de aulas! – exclamou a minha mãe do alpendre da nossa casa, com uma caneca de café na mão. O meu pai apareceu atrás dela e enlaçou a sua cintura.
Entrei no carro e acenei-lhes. Como eu queria um dia poder ter uma felicidade como a deles.
-Põe o cinto, Margaret – mandei, olhando para a minha irmã de oito anos pelo espelho retrovisor.
Assim que ela o fez, liguei o carro e dirigi-me para a escola primária.
Parte 2 – Caroline Forbes
-Até logo, mãe! – dei-lhe um beijo no cabelo e ela pegou na minha mão.
-Feliz dia de aulas, filha.
Sorri.
-Obrigada, mãe.
Saí de casa e peguei no meu carro. Ela tinha-mo oferecido quando ganhei o concurso de Miss Mystic Falls. E o meu pai também tinha contribuído, apesar de não viver connosco. Ele era o nosso grande escândalo e os jornalistas tinham-se aproveitado disso. Aqueles meses foram os piores da minha vida: um pai que deixa a esposa e a filha de dezasseis anos para ir viver com um homem.
Entrei no parque de estacionamento e encostei perto do carro ecológico de Bonnie. Ela não fazia bem parte da elite de Mystic Falls, mas era minha amiga. Bem, eu naquela altura também não fazia bem parte da elite, mas Elena e os rapazes são nossos amigos desde que nascemos, e apesar de já não ter a família perfeita, eles continuaram a incluir-nos no grupo. Sim, aquela cidade pequenina era quase uma monarquia. Tudo que fosse diferente era uma aberração e excluída imediatamente. Mas nós éramos o futuro da nossa cidade e estávamos a começar a mudar as coisas.
-Olá, Bonnie – falei, abraçando-a. – Como foram as tuas férias?
-Entediantes. O lado da família do meu pai é como tinta de parede que nunca mais seca.
Ri e calei-me logo, porque Kol Mikaelson tinha acabado de fazer a sua entrada triunfal no parque de estacionamento com o seu Bugatti Veyron. E a sua irmã mais nova, Rebekah, estava logo atrás dele com um BMW conversível vermelho.
-Eles têm sempre que fazer uma entrada em grande – comentou Bonnie.
-Sempre.
Parte 3 – Stefan Salvatore
Os Mikaelson eram os Mikaelson. Ou eles faziam tudo em grande, ou não faziam nada. Preto no branco, para eles era assim. Tudo ou nada.
Kol saiu do seu carro e sorriu para Bonnie, que estava com Caroline. Elas não pareciam muito felizes por aquele sorriso. O meu amigo era meio chanfrado da cabeça, engatava todo o rabo de saia que lhe aparecesse à frente. Para lhes dificultar as coisas, era um perfeito cavalheiro. Ele sabia que ter bons modos era um grande passo para conquistar qualquer rapariga.
Aproximei-me dele e demos um aperto de mãos só nosso.
-Ah, meu amigo! Como foi Itália? – indagou ele, piscando o olho a Bonnie.
-Quente, como sempre é no verão. E Inglaterra?
Ele revirou os olhos quando Bonnie lhe virou as costas.
-Chuvosa, como é sempre nos 365 dias do ano.
-Olá, Stefan – cumprimentou a irmã mais nova dele.
-Olá, Rebekah.
Ela tinha um fraquinho por mim, mas uma vez que é irmã do meu melhor amigo, jamais me atreveria a encostar um dedo num fio de cabelo dela. Já vi Kol a dar lições a rapazes que fizeram muito menos.
-E aí vem a tua amiguinha – comentou ela, olhando para além de mim.
Virei-me e vi Elena, Caroline e Bonnie virem na nossa direção. Kol abriu o seu sorriso debochado. Ele era maluco por aquela Bonnie desde que a viu pela primeira vez, mas jamais iria admiti-lo.
Parte 4 – Rebekah Mikaelson
Vi as meninas da claque aproximarem-se. A loira vagabunda por quem o meu irmão mais velho, Klaus, era vidrado, a versão anã, também chamada Bonnie e a morena que vestia um 32, ou seja, Elena.
Eu não gostava delas. Facto. Todos sabiam isso, então Caroline… a loira irritava-me.
-Olá, Bonnie! – exclamou o meu irmão, fazendo-me querer vomitar o pequeno-almoço que ainda estava no meu estômago.
E depois os olhinhos de Stefan brilharam e fixaram-se só no número 32.
-Vou embora – murmurei, virando-me e entrando na escola.
April apareceu-me logo.
-Bekah! – exclamou ela, abraçando-me com força. – Estamos no liceu!
Algumas pessoas olharam para nós com rostos duvidosos.
-Chiu! – disse-lhe, num tom muito mais baixo do que o dela. – Sim, estamos. Não é ótimo?
Ela enrugou a testa.
-Não sei se estás a ser irónica ou não.
Revirei os olhos.
-Estou a ser verdadeira e irónica. Sabes que agora as coisas ficam muito mais complicadas para o meu lado. Qual é a tua primeira aula?
-Ah, o Stefan. É Sociologia, e a tua?
-Também! – começámos a andar pelos corredores, e passámos pela equipa de futebol americano, que tinha Matt.
- Oi, April. Oi, Rebekah – os olhos dele tornaram-se mais azuis só de ver a minha amiga. Céus, será que todos andavam com lentes de contacto brilhantes?
-Oi, Matt – falou a minha amiga, corando numa questão de milésimo de segundo.
-Olá, Matt – disse e peguei no braço de April, que não sabia onde se havia de meter.
A campainha tocou. Estava na hora de conhecer o meu novo futuro. Virei-me para April.
-Preparada para esta nova etapa, amiga?
Ela acenou e reafirmou:
-Vamos a isto.
©AnaTheresaC
Notas finais
Domingo há mais! XOXO
Fale com o autor