Mystic Secrets
9 Capítulo 9
Capítulo 9
Parte 1 – Rebekah Mikaelson
Eu já não era a pequena Bekah que sonhava ter um príncipe encantado. Sabia que todos tinham defeitos, as pessoas ideais só existiam nos filmes de desenhos animados ou nos típicos filmes de Hollywood, onde no final os bons ficam todos felizes e os maus têm a suposta justiça devida.
-Rebekah! – gritou Caroline e de seguida uma bola atingiu-me na cabeça, fazendo-me cair para o lado.
Uma roda de pessoas juntou-se à minha volta, e então ele apareceu. O meu anjo ruivo.
-Bekah, desculpa – disse ele, ajudando-me a levantar.
Uma tontura assolou-me e eu coloquei a mão na têmpora direita, onde a bola de basquetebol me tinha atingido. Os seus braços eram fortes e seguravam todo o meu peso.
-É melhor levarmos ela à enfermaria – sugeriu a número 32 com uma cara de preocupada.
-Não. Nada de hospitais.
-Elijah ainda está de plantão – falou Stefan. – Posso levar-te lá num instante.
-Stefan, já disse que nada de… — outra tontura e eu fechei os olhos por momento.
-Acabou a discussão – afirmou ele e pegou-me ao colo.
Outra tontura. Pronto, talvez eu conseguisse suportar o cheiro a Éter desta vez. Só para não morrer.
Parte 2 – Stefan Salvatore
-Então?
Rebekah saiu da porta das emergências, seguida de Elijah. Ela sorriu ternamente para mim, mas eu só fitava Elijah.
-Está tudo bem com ela, apenas uma pequena contusão. Não podes fazer nada que puxe muito pelo teu corpo na próxima semana.
Rebekah revirou os olhos.
-Sim, irmão.
Elijah olhou para mim.
-Leva-a para casa, por favor.
-Claro – concordei logo. – Vamos, Bekah?
-Até mais logo, irmão – disse Rebekah, dando um beijo na bochecha do irmão e passando por mim em direção à saída.
-Obrigado, Elijah.
Ele fez um meio sorriso.
-Eu é que agradeço. Ao menos assim tenho a certeza que nada de grave lhe aconteceu.
Voltou a entrar para a porta das urgências e eu saí do hospital.
Rebekah já estava à minha espera ao lado do carro.
-Vá, depressa! Ainda tenho que ir buscar as minhas coisas à escola!
-Nada disso! Levo-te a casa e depois passo por lá para ir buscar as nossas roupas.
-E quando é que mas entregas? Na segunda-feira? – ela semicerrou os olhos e cruzou os braços por cima do peito.
-Não. Entrego-tas mais logo. Prometi ao Kol que ia sair com ele hoje à noite.
-Rapazes… — resmungou ela e eu abri a porta do carro para ela.
-Por favor, Miss Mikaelson.
Olhou para mim com aqueles enigmáticos olhos azuis-escuros e entrou no carro.
Parte 3 – Matt Donovan
Entrei na casa dos Mikaelson e Stefan já estava na sala de estar. Rebekah estava lá a ver um programa de televisão qualquer. Mrs. Mikaelson também lá estava na sua habitual poltrona a ler uma revista de moda.
-Boa noite – falei.
Mrs. Mikaelson sorriu para mim por cima da sua revista.
-Boa noite, Matt – disse ela e Rebekah olhou para mim.
-Ah, se não é o outro festeiro.
-Na verdade, hoje é a minha vez de não beber – respondi-lhe.
-Oh, isso deixa-me muito mais tranquila – falou Mrs. Mikaelson e eu não percebi se estava a ser irónica ou não, já que quando Kol se embebedava, acabava com pelo menos duas raparigas na mesma cama.
-Ah, já chegaram! – exclamou Kol, entrando na sala. – Tenho uma má notícia para vos dar.
-O que é? – perguntou Stefan.
-Klaus vai lá ter.
-A sério? Com quem? – para Klaus não vir connosco era porque vinha com outra pessoa.
-Quatro pessoas – respondeu Kol e o seu sorriso aumentou. – E uma delas é Bonnie.
-E a Elena.
-E Caroline – disse.
-E Damon, claro – falou Rebekah, não desviando os olhos um milímetro do LCD.
-Até amanhã, mãe. Até amanhã, irmãzinha.
Deu um beijo de despedida na mãe e despenteou o cabelo de Rebekah.
-Ei! Eu tive uma contusão! Vê lá se não queres o senhor Elijah à perna! – reclamou ela, mas nós já tínhamos aberto a porta de casa e saímos mesmo no momento em que ela atirou algo contra a porta.
Gargalhámos e entrámos no carro de Stefan que tinha quatro lugares. Guiei até à discoteca que tinha uma fila enorme. Ainda bem que uma das filiações dos Mikaelson era com esta empresa de discotecas por isso tivemos acesso imediato ao interior.
Música: Calvin Harris – Feel So Close — http://www.youtube.com/watch?v=C4F-yiov8AE
-Wow – exclamou Stefan. – Isto está…
-A bombar! – completou Kol já com dois copos de shots nas mãos e um copo de Coca-Cola para mim. – Vamos lá! Hoje é para comemorar a nossa primeira semana de aulas!
-Ao início do fim – disse, levantando o copo.
-Ao início do fim! – falaram eles os dois e engolimos ao mesmo tempo o copo.
O líquido fresco refrescou-me por dentro. Engoli a pedra de gelo que estava no copo. Era ainda mais fria do que a bebida. Olhei para os meus amigos. Eles já tinham cara de divertimento no rosto, tal como eu. A noite era ainda uma criança.
Parte 4 – Bonnie Bennett
-Eu disse que isto não tinha sido boa ideia – falei pela milésima vez. – Quando chegar a nossa vez, a festa já acabou!
-Bonnie, para de ser tão dramática! – resmungou Caroline.
-Sim, Bonnie, para de ser tão cética. Mas Caroline, ela tem razão.
Sorri triunfante para Caroline que tinha os olhos arregalados.
-Ora, ora, quem são elas – cantarolou Klaus, aparecendo do lado VIP da fila. – Não conseguiram convite?
-Não precisamos disso – disse, cruzando os braços.
-Pois eu acho que precisam – falou o melhor amigo dele, Damon.
Ambos eram irritantes. Conjuntamente com o irmão e irmã mais novos: Kol e Rebekah. Nem sei como é que Damon e Stefan são irmãos, Stefan é tão puro e Damon é tão… vilão sedutor. Ainda bem que são tão diferentes! Quero dizer, Damon bem que podia ser um pouco menos convencido. Um pouco de sinceridade e modéstia naquela linda cara de universitário bem que lhe podia dar jeito.
-E se entrassem connosco? – sugeriu Klaus.
-Não, obrigada – apressou-se logo Elena a dizer.
-Meninas, por que não? – o quê? Eu estava a ouvir aquilo da Caroline? Que o ignorou durante dois anos? – O que foi? Tu mesma disseste, Bonnie: quando chegar a nossa vez, a festa já terá acabado!
-Sim, mas…
-Aceitamos sim o teu convite, Klaus – interrompeu-me Caroline, passando por cima da fita vermelha que ia até ao joelho e que separava a fila VIP (ou seja, fila nenhuma) dos que não tinham convite (ou seja, uma fila de dois quarteirões de comprimento). – Obrigada.
-Sempre às ordens – disse ele, sorrindo largamente para ela. Mas o que se passava entre eles os dois? O que Caroline não nos contou?
Eu e Elena trocámos um olhar. Ela encolheu os ombros e passou para o outro lado.
-Vá lá, Bonnie, só faltas tu – falou Damon.
-Não, obrigada. Eu não sou batoteira.
-Não estás a fazer batota, Bonnie – afirmou Klaus, sorrindo torto para mim. – O meu pai tem uma filiação com esta empresa. Tecnicamente, eu convido quem eu quero. Não há limites de pessoas.
-Bonnie, vá lá – pediu Elena.
-Tu mesma insististe em vir nesta discoteca! – exclamou Caroline, batendo o pé teatralmente. – Para passarmos um tempo como amigas, descontrair do stress da primeira semana de aulas!
-Caroline…
-Queres que eu peça a um dos guardas todos apessoados para te levarem como se fosses um saco de batatas? – ameaçou Elena, sorrindo manhosa.
Arregalei os olhos. Que grandes amigas que eu tinha, sim senhora! Uma que batia o pé e outra que me chantageava.
-Está bem! – disse e passei para o outro lado. – Pronto, já cá estou! Vamos?
-Assim é que se fala, bruxinha – Damon sorriu para mim, semicerrando os olhos. Coitado, se pensava que ia ter alguma coisa comigo estava enganado.
©AnaTheresaC
Notas finais
XOXO,até próximo domingo!
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