Mystic Secrets
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Boa leitura!
Capítulo 23
Parte 1 – Elijah Mikaelson
-Precisamos de conversar – disse Lexi subitamente e eu parei o filme. – É sobre uma coisa…
-Lexi, estás a assustar-me um pouco. Estás estranha há dias.
Ela acenou e olhou tristemente para as nossas mãos juntas.
-Querida, o que foi?
-É que… Surgiu a oportunidade de… de avançar com o meu curso.
-Isso é ótimo – falei, mas Lexi manteve a sua expressão preocupada. – O que foi?
-É que este programa de estágio para a minha tese é… em Inglaterra.
Não disse nada por alguns momentos, perscrutando a sua expressão.
-Quanto tempo é que é?
-São seis meses, Elijah. A contar a partir do mês que vem.
-E só agora é que me contas? Já estamos a meio do mês de outubro!
-Eu sei, eu sei! Desculpa, Elijah, mas eu não sabia como é que havia de te dizer… É tanto tempo, pode acontecer tanta coisa…
-O que estás a querer dizer, Lexi?
Ela olhou-me com aquele olhar que eu conhecia tão bem.
-Não, Lexi, isso não é justo.
-É o mais justo.
-Mas eu amo-te.
Os seus olhos encheram-se de lágrimas e eu abracei-a com força.
-Por favor, não tornes isto mais difícil.
-Não. Eu vou prender-te nos meus braços e não vou deixar-te ir – ela riu, retribuindo o abraço e depois desfazendo-o. Ajeitei uma madeixa do seu cabelo colocando-o atrás da orelha. – Isto é mesmo importante para ti, não é?
-Sim, é.
Suspirei alto e dei-lhe um beijo na testa.
-Então vai. E quando voltares, logo veremos como estão as coisas.
Lexi acenou e abraçou-me com força. Retribuí o abraço, tentando engolir as lágrimas que teimavam em vir. Não podia ir-me abaixo, sabendo que isso só iria desanimá-la. Isto era uma boa oportunidade para ela e no fundo, eu sempre soube que mais cedo ou mais tarde tal iria acontecer.
Eu só não pensava que fosse tão cedo.
Parte 2 – Caroline Forbes
-Caroline, acabou. Eu já esperei um mês, está na hora de decidires.
-Mas pai, eu já decidi, tu é que não sabes aceitar um não como resposta.
Ele respirou fundo, tentando controlar a sua impaciência.
-Eu tenho tudo aqui – justifiquei pela milésima vez. – Não vou a lado nenhum.
Ele tirou do bolso do seu casaco um papel retangular.
-Partimos hoje.
Arregalei os olhos, surpresa.
-O quê? Não!
-Faz as malas, não há discussão – ele usou aquele tom de voz que todos os pais usam quando não querem discutir mais o assunto.
Os meus olhos encheram-se de lágrimas. Eu não sabia o que fazer, estava desesperada.
-O avião não espera, Caroline.
-Eu não quero ir e eu não vou! – gritei para ele, mas agarrou-me o braço com força.
-Vamos embora e não falamos mais no assunto.
-Isto é rapto! Todos vão saber disso!
Ele resfolegou e largou-me o braço. Caminhou até ao meu quarto e eu segui-o.
-O que estás a fazer?
Arrancou os fios do meu computador e depois pegou no meu laptop que estava em cima da cama e atirou-o contra os meus troféus de líder de torcida.
-Não!
Os troféus desfizeram-se assim que caíram no chão, assim como o meu laptop.
-Pai, para! – gritei.
Mas ele pegou no telemóvel que estava em cima da minha mesa-de-cabeceira e atirou-o para o chão. Espezinhou o Nokia Lumia e ele ficou o ecrã partido. Não tinha volta a dar, de certeza que estaria também todo desfeito por dentro.
-Agora já não tens quaisquer ligações a esta cidade – entrou no meu closet, mas eu estava tão chocada que nem o segui. Olhava para o meu quarto que agora tinha a tecnologia completamente destruída. Ele voltou com um saco de ginásio. – Vamos.
Pegou no meu braço com força e eu tentei resistir, mas ele era muito mais forte do que eu e conseguiu empurrar-me até ao carro.
Parte 3 – Elena Gilbert
-Isto é muito estranho, Bonnie – disse, enquanto entrava no meu quarto.
-Eu sei, mas o IP não mente.
Uma rapariga da minha altura com cabelos encaracolados estava sentada na minha cama a ler um livro que era meu. Katherine.
-Tenho que ir, Bon Bon. Tenho visitas.
-Claro. Falamos melhor amanhã.
Desliguei o telemóvel e pigarreei. A minha gémea olhou para mim e sorriu angelicalmente.
-Olá, Elena.
-O que estás a fazer no meu quarto, sentada na minha cama, a ler o meu livro?
-Oh, é teu? Pensei que fosse… — olhou para a capa. – Da Suzanne Collins.
-Não brinques comigo, Katherine – fechei a porta do quarto e caminhei até ela em passos largos. Peguei no seu braço e ela gritou. Puxei-a de fora para a minha cama e ela continuou a gritar.
-Para, Elena! Para, por favor! – pelo seu tom de voz, parecia que ela estava a ser violada ou a levar uma grande sova. – Para!
Larguei o seu braço, mas ela continuou a gritar, atirando o livro para o outro lado do quarto e começando a descabelar-se toda.
-Elena! Para, por favor!
-Mas o que…
Os meus pais entraram no quarto, conjuntamente com Jeremy, que vinha já de telemóvel em riste. Eu não queria acreditar que o meu próprio irmão seria capaz de me trair.
-Elena, o que se passa? – a minha mãe agachou-se ao lado de Katherine, que tinha caído e chorava compulsivamente.
-Eu? Nada! Juro, eu não fiz nada!
-Katherine, isso é verdade?
-E-E-Eu só… estava a l-l-ler um l-l-livro.
-Sim, um livro meu, na minha cama! – explodi.
-Elena! – repreendeu o meu pai. – Mas que modos são esses?
-Pai, sabes que eu odeio que entrem no meu quarto sem a minha autorização!
Jeremy esquivou-se da discussão e ouvi a porta do seu quarto a fechar-se. Rangi os dentes e mexi nos cabelos, nervosa.
-Pai, eu não fiz nada, eu juro! – argumentei.
-Katherine, o que ela te fez? – indagou a minha mãe, afagando os cabelos dela.
Ela continuava a chorar e abraçou-se à mãe com força. Fiz um esgar e passei para o corredor.
-Elena, onde vais? – perguntou o meu pai, parando-me antes de conseguir descer as escadas.
-Para um local onde me compreendam – respondi mal.
-Não – afirmou. – Estás de castigo.
-Eu o quê?
-Isso mesmo, Elena. Estás de castigo. Entrega-me as chaves do carro e o telemóvel.
-Pai, não podes fazer isso!
-Tanto posso como vou – tirou-me o telemóvel da mão e desligou-o. – E agora, as chaves do carro.
©AnaTheresaC
Notas finais
Caroline foi raptada! Para onde vai ela agora?
E o que acharam da Kathbitch? Ela ainda não se tinha revelado...
Até para a semana!
XOXO
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