Mystic Life
7 07. Então, tudo começa a fazer sentido
Notas iniciais
PS. Vou tentar deixar esse um pouco mais grandinho, pois estou achando, em geral, meus capítulos curtos e com pouca emoção, muita explicação, e tal. ^^
- Então quer dizer que, você teve um sonho incrivelmente realístico com sua mãe divina, que disse que recebemos uma missão, direto de Nova York, do Olimpo, para irmos até Ottawa?
- Exato — disse Katrina, olhando para um ponto fixo no chão, distraída. Porém, depois de um tempo, ambos olharam para Naya.
Ela estava perplexa, com os olhos arregalados, sussurrando coisas sem nexo, como Claro, agora tudo... agora tudo faz sentido... tudo faz sentido...
Nathan também fixou seu olhar em um ponto fixo, pensativo, mas logo exclamou, animado.
- Eureca! — disse ele, logo em seguida pegando o notebook, que estava em cima do baú, encostado à cama. — Também tive sonhos estranhos e desconexos sobre o Canadá, e que coisas perigosas estariam prestes a acontecer, e isso envolvia... charme, alguma coisa do tipo... pois bem, olhem.
Nathan abriu algum site, que estava, em letras grandes, anunciando uma grande festa que teria, em Ottawa, no Canadá, para comemorar o aniversário do presidente, Stephen Harper. Com certeza vai ter gente muito poderosa nessa festa.
- Sim, e uma penetra. Hécate me disse isso, no sonho.
- Claro... claro... agora tudo... tudo faz sentido! Tudo! — disse Naya, de repente — A névoa no Canadá é muito mais fraca, comparando com outros países, então se essa penetra conseguir realizar qualquer que seja seu plano, conseguirá converter Ottawa em um grande caos, governado pelos monstros.
- E temos só duas semanas para isso — disse Nathan, assustado.
- Ei, agradeça por isso, é muito tempo. Bom, comparado ao prazo de outros heróis, como vocês. Quatro dias, no máximo.
- Bom, então é melhor já irmos comprando as passagens. Precisamos chegar antes, para descobrirmos como entrar nessa festa, já que não somos nada, comparados aos senadores, políticos que estarão nessa festa — disse Katrina.
- Mas nós somos parte essencial, pois vamos salvar essa festa — disse Nathan, otimista, com um sorriso no rosto.
- Então... o que estamos esperando? Vamos comprar as passagens!
(...)
Então, chega o tão esperado dia da viagem.
- Naya, não precisamos de... um acompanhante mais velho? — disse Nathan, se referindo a seu rosto jovem, e ao fato de que ela não tinha identidade, por não ser uma mortal... como todas as outras pessoas que tem identidade.
- Simples — disse ela, entusiasmada. Então estalou os dedos duas vezes, então uma luz amarelo-vivo surgiu de suas mãos, e envolveu todo o seu corpo. Katrina teve a impressão de que ele estava crescendo. Tinha razão.
Então, a Naya, que há alguns segundos era uma menina de quatorze anos, agora era uma mulher, com seus trinta anos. Cabelos louros e lisos, como o de Katrina, mas com os mesmos olhos de Nathan: verdes esmeralda. estava mais alta, e usando um vestido azul de alças finas, com uma jaqueta jeans e sapatilhas. E ah... claro, uma nova identidade surgiu em suas mãos, com o nome: Corinne Welsch. E claro, a identidade das crianças haviam mudado, agora eram Nathan e Katrina Welsch.
- Wow... você vai ficar assim pra sempre... ? — disse Nathan, quase choramingando. Nunca se esquecera do dia em que viu Naya pela primeira vez, no museu de história greco-romana.
- Não, esse efeito é temporário — disse ela, com a voz mais grossa — Pois bem, vamos ao aeroporto?
(...)
Todos já estavam acomodados no avião, que estava pronto para partir. Os três sentaram na primeira fileira de cadeiras da classe econômica.
Depois de um tempo, Kat sentiu um pouco de dor de cabeça.
- Tem muito poder... aqui... um semideus — disse ela, com as mãos na cabeça. Então olhou para trás e se deparou com uma criança produzindo fogo com as próprias mãos, como uma pessoa brinca com carrinhos, e sua mãe, logo ao lado, dormindo.
- Filho de Hefesto — disse Nathan, sorrindo.
Katrina havia sentado na janela, Nathan no meio e N... Corinne, na ponta. Assim que viu o avião decolando, soltou um gemido.
- Kat... O que foi? — disse Nathan, logo em seguida pegando em sua mão.
- Nada, é que... bom, eu nunca viajei de avião — disse ela , aflita. — aliás, esse não é o território de Zeus? Não é perigoso para semideuses?
- Acho que não... nossos pais, nem o pai daquele garotinho ali — disse ele, apontando para o menino que soltara fogo pelas mãos — não fizeram nada para provocar Zeus, que eu sabia, portanto... está tudo bem, calma — logo em seguida passando seu braço pelo ombro de Kat, que recostou sua cabeça em seu ombro, e logo dormiu.
Nathan a observou por alguns instantes, e percebeu que nunca tinha reparado em como Katrina era linda. Nisso, um choque percorreu seu corpo, e então teve uma lembrança repentina.
"Estava em um jardim vazio, com a grama verde viva, enfeitada de belas flores de variadas cores. Havia uma fonte, banhando um lago que havia por perto, de águas incrivelmente cristalinas. O céu estava de um jeito, como eu nunca havia visto antes: um azul mais escuro, sem nuvens, porém com uma mistura de cores, apesar de ainda ser meio dia. Então, eu assisti à mim mesmo, porém com 12 anos, correndo pelo gramado verde, ao lado de uma menina, com a mesma idade que eu. Espera... aquela era... Kat? Ambos estávamos usando roupas brancas, mas ela estava com flores enfeitando seus cabelos louros, cumpridos e soltos, que iam até a cintura. Então paramos, um de frente para o outro. Talvez tivéssemos pressentido que iria acontecer alguma coisa, pois logo em seguida um raio surgiu do céu — apesar de não haverem nuvens — e formou um círculo, envolvendo nós dois em um círculo elétrico, cor violeta. Kat me abraçou, com medo. Talvez tivessem apagado essa memória minha, pois com certeza foi um marco muito importante e perigoso em nossas vidas. Foi o que nos uniu, para sempre."
Notas finais
Deixem reviews, e até amanhã, com mais um capítulo! :33
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