Mystic Life
3 03. Aonde estou?
Notas iniciais
Nathan abriu os olhos. Sua visão estava turva, e sua cabeça estava latejando. O máximo que pôde ver foi um quarto branco, e uma pessoa de cabelos muito cumpridos à sua frente, provavelmente Naya.
- Não tente levantar, você ainda não se recuperou o suficiente — disse ela, preocupada. Nathan encostou novamente sua cabeça no travesseiro.
- Aonde eu estou? O, o que aconteceu?
- Nathan, isso não importa agora, descanse. — disse ela, em um tom protetor — vou ver como está Kat.
Ouvir esse nome o fez piorar, e se debater na cama.
- Por que está acontecendo isso, quem é essa menina, me diz?!
- Nathan, Nathan, calma. Por favor, fique calmo! Você pode piorar!
As outras enfermeiras ouviram seus gritos e entraram as pressas no quarto, preparando uma bebida estranha*, e dando para ele beber. Isso lhe fez arrancar grunhidos de alívio.
- Naya, por favor. Eu preciso, saber — disse ele, calmo.
Naya suspirou.
- Ok... mas vá logo.
- Tudo o que eu lembro antes de apagar foi, minha professora se transformando em um monstro horrível. Isso... isso foi à quanto tempo?
- Dois dias. Você ficou inconsciente, por dois dias.
- E por que a presença daquela... menina, é tão forte.
- Pois vocês são um par, ou seja, foram destinados pelos deuses, ao amor eterno.
- Espera... deuses? Como assim?!
- Vocês, e aquela menina são semideuses, ou seja, filhos de deuses gregos com mortais. Por exemplo, você é filho de Apolo, o deus do Sol, já ela é filha de uma deusa menor, Hécate, a deusa da magia. Bom, depois eu volto, para te explicar mais sobre isso... — disse ela, levantando apressada.
Nathan não estava entendendo nada, mas decidiu descansar, pois estava exausto.
*Me referi ao néctar, que, segundo o livro, é uma bebida que cura semideuses, mas só pode ser consumida em poucas quantidades, pois pode queimar um semideus, e se ingerida por um mortal, pode matá-lo na hora.
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- ...Katrina, acorda! — ouviu uma voz familiar, dizendo em tom urgente. Ela abriu os olhos assustada, mas não conseguiria ficar acordada por muito tempo, pois sua cabeça estava, literalmente, explodindo de dor.
- Quem é você? — disse ela, ainda assustada, olhando para a menina, até então desconhecida. Usava uma túnica branca, sandálias e estava com o cabelo preso em um tranca cumprida, que caía sobre seu ombro. Poderia ter treze ou sessenta anos. — Quem, quem é Katrina?
Kat colocou as mãos na cabeça, pois não estava aguentando mais a dor, e sentiu grossos curativos sobre sua testa. Logo exclamou:
- Por que, eu estou aqui, e por que estou machucada?!
Kat estava desesperada, pois tentava vasculhar sua memória, procurando algum vestígio sobre aquela menina, sobre o que tinha acontecido, sobre quem era ela. Tudo o que sabia até agora, era o seu nome, Katrina.
- Kat, você... você perdeu a memória. — disse ela, perplexa.
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