Mystic Forks
7 Capítulo Seis: Meet The Demon
Stefan continuava imóvel, petrificado diante da porta, sem dar um pio sequer. O homem de preto nos encarava com um sorriso cínico no rosto, seus olhos pareciam diamantes extraídos do oceano de tão azuis que eram. Ele era uma figura encantadora, tão magnífica que às vezes parecia ser uma miragem, uma ilusão de minha cabeça se não fosse pelo fato de eu não ser a única a poder vê-lo. Stefan finalmente parecia ter voltado à realidade, apressou-se logo em balbuciar alguma coisa.
– Damon!
– Como vai, irmão? – perguntou Damon ironicamente.
Stefan parecia ter perdido a fala mais uma vez.
– Não vai me convidar para entrar? – vampiro. Damon Salvatore também era um vampiro.
– Não sou o dono da casa. –dissera Stefan irritado.
– Então chame o dono aqui!
– Não vou chamar ninguém.
– Você está me expulsando antes mesmo de me convidar para entrar? Que falta de educação, Stefan. Papai não iria gostar de saber que o filhinho preferido dele não tem um pingo de requinte, pena que ele está morto, não é?
Stefan fitava-me de modo desesperador. Estávamos em um beco sem saída, quer dizer, eu não conheço Damon Salvatore, mas o pouco que vi me deu a liberdade de ponderar algumas coisas sobre ele. Damon Salvatore era exatamente igual Aaron Summers, totalmente repugnante, petulante e ousado. Sabe se lá o que ele vai fazer se eu não o convidar para entrar, porém se eu o fizer, o que ele poderá fazer tendo acesso livre a minha casa? Algo me dizia que não era boa ideia convidar Damon para entrar, mas o sentimento de curiosidade e a sensação de perigo tomou conta de mim. Bom ou mau seria mais um estranho sendo convidado a entrar.
– Entre. – falei olhando diretamente para Damon que botava seu pé no degrau da porta para ver se a barreira invisível desaparecera, da mesma maneira que um pato coloca a patinha na água para ver se ela está fria.
– Valeu. Você ao contrário do meu irmão tem educação. – dissera Damon.
– O que você faz aqui? – perguntara Stefan.
Elena ao pé da escada parecia não acreditar que o cunhado havia voltado. Não conheço a história dos irmãos Salvatore, tampouco conheço o passado de Elena Gilbert, mas a expressão no rosto de Elena deixava transparecer a dedução mais lógica para aquele tipo de situação: Damon Salvatore era indesejado, ali e em qualquer outro lugar que fosse próximo a Stefan e Elena.
– Que pergunta mais idiota, Stefan. Vim te visitar. Cá entre nós minha vida sem meu maninho estava uma droga. – Damon se aproximara do móvel branco encostado na parede embaixo da janela, onde ficavam alguns drinks de Carlisle. – Posso? – perguntou ele pegando um dos copos ao lado da garrafa e pondo um pouco de whisky no copo.
– Claro... – falei um pouco espantada com a sua ousadia.
– Foi uma longa viagem. Esse lugarzinho que você escolheu para morar é longe, Stefan. – disse Damon enquanto tomava um gole de whisky.
Nessie estava sentada do meu lado no sofá e estava fazendo muitas perguntas. Mandei-a subir e ficar com os pais dela porque essa era uma conversa de adultos. Ela obedeceu.
– Tenha modos, Damon! Você não está na sua casa... Se bem que você nunca teve uma casa, porque aquela casa nunca foi nossa. – berrou Stefan.
– Stefan sabe falar grosso, estou chocado. – respondeu Damon bebendo outro gole de seu whisky – Olá, Elena. Não vai falar comigo? – Damon agora estava bem ao lado de Elena, tirando o cabelo de seu rosto.
– Fica longe dela! – Stefan aproximou-se deles e puxou Elena para perto dele.
– Acalme-se Stefan, eu apenas ia cumprimenta-la, já que ela não veio falar comigo. Vocês às vezes me magoam. Eu não sou o monstro que vocês acham que eu sou e a prova disso é que eu vou embora agora para minha nova casa. – falou Damon entornando o último gole de whisky para dentro e batendo o copo na mesinha central.
– Nova casa? Em Mystic Falls? – perguntou Stefan nervoso.
– Não seja tolo, Stefan. Desde que você e Elena foram embora eu fiquei muito solitário, nem a vadia da Katherine liga mais para mim... – Damon fez uma pausa e disse olhando fixamente para mim – Ops tem criança na sala — Criança? Quem esse babaca pensa que é? Ele está na minha casa, como ele se atreve a falar assim comigo? — Enfim, decidi que vou morar em Forks próximo a vocês. – continuou ele.
– Você só pode estar ficando louco. Eu saí de Mystic Falls para me ver livre de você e de repente você aparece mais uma vez para infernizar a minha vida. – gritou Stefan.
– Também amo você Stefan, tenha uma boa noite. E você aí – ele apontou para mim – obrigado pelo whisky e pelo convite. A gente se vê. — Damon Salvatore cruzou a sala e foi embora.
O que foi isso? Eu estava completamente embasbacada com aquilo. Eu já vira pessoas ousadas, mas nunca vira pessoas como Damon Salvatore, o pior é que o que ele fez aqui não deve ter sido nada ao que Stefan está acostumado a ver. Eu posso até estar tendo pensamentos errados sobre ele, mas o que eu vi diante da minha frente não era nenhum Senhor Simpatia, ele era o demônio em pessoa. Claro que quando você se transforma em vampiro você não é nenhum anjo ou santo, todavia, Damon Salvatore era um exemplo vivo de ousadia e perigo. Ele conseguia ser pior que Aaron e bastava apenas olhar para ele para deduzir que ele não valia um centavo. Será que tinha como ele ser pior? Talvez sim.
Stefan estava completamente envergonhado, eu podia ler seus pensamentos mesmo sem poder, ele queria sumir no mundo. O problema era que em qualquer lugar que ele fosse se esconder Damon sempre irá acha-lo. Era como se Stefan possuísse algum tipo de rastreador que avisasse Damon a cada vez que ele tentasse fugir. Stefan tentava a toda maneira se desculpar pela falta de respeito do irmão.
– Eu sinto muito, Selena. Conhecendo Damon como eu conheço, eu devia imaginar que ele não iria dar o braço a torcer.
– Não precisa se desculpar... – disse eu sem muito encorajamento.
– Agora você sabe o porquê de eu não querer falar sobre ele.
– Lamento. – dei de ombros.
– Precisamos ir embora. – disse Stefan olhando para Elena.
– Vocês vão para onde? – perguntei.
– Outro país de preferência. Selena me escuta, quanto mais rápido sairmos daqui melhor, você e sua família ficarão em paz. Meu irmão é perigoso, quando ele quer ele faz de tudo para conseguir.
– Não temos mais para onde ir Stefan... – a voz de Elena estava trêmula – Não aguento mais isso. Damon sempre arruma um jeito de acabar com a nossa felicidade.
Damon Salvatore era bem pior do que eu imaginei, quer dizer, que tipo de pessoa suplica por se mudar porque o irmão está na cidade? Ninguém que tenha um irmão comum. Estou começando a achar que Damon possa ser um estripador perverso sem humanidade.
Com toda essa cena, esqueci até que havia outras pessoas em casa. Carlisle escutara a conversa, ele aparecera do alto da escada fitando-nos com um olhar que dizia “Preciso conversar com os três”. Stefan, Elena e eu nos entreolhamos e depois subimos para ir até a biblioteca, Carlisle sempre que precisava conversar algum assunto sério conosco, nos mandava ir para biblioteca, talvez seja porque as paredes abafam o som.
– Já sei que Damon está em Forks. Na verdade soube desde ontem quando saí para trabalhar e me deparei com alguns corpos sem sangue a beira da estrada principal que cerca a floresta. Não imaginei que fosse ele o autor daquilo até eu o ver se esgueirar para floresta novamente. – disse Carlisle bastante sério.
– Por que o senhor não me avisou Dr. Cullen? Eu poderia ter impedido Damon de entrar aqui. – protestou Stefan.
– Não, Stefan, você não podia impedi-lo. Conhece Damon melhor do que qualquer um nesta sala e sabe bem do que ele é capaz. –disse Carlisle.
– Dr. Cullen, acho melhor Elena e eu irmos embora. Vai ser melhor para todos. – falou Stefan.
– Stefan, eu não posso ir embora... Não, mais uma vez. Deixei Jeremy sozinho em Mystic Falls com a Bonnie, que tipo de irmã eu sou? – disse Elena.
– Jeremy já é maior de idade e ele vai concordar se souber que é para sua própria segurança. – disse Stefan.
– Ele é maior de idade, sim, mas tem irmã Stefan. Eu sou a única família dele. Eu não posso ir para outro país. Não posso deixa-lo sozinho. – disse Elena quase gritando.
– Elena tem razão, Stefan. Se mudar agora não parece uma boa opção tendo em vista que Damon pode usar pessoas para se vingar de vocês. Eu realmente sugiro que fiquem, os dois são muito bem-vindos aqui e sabem disso. Tenho até uma sugestão a fazer se me permitirem. – eu admirava demais Carlisle. Ele era um homem extremamente competente, sábio, habilidoso e muito inteligente, não é a toa que era médico. Se ele tivera tido uma ideia, com certeza não há de falhar.
Nós assentimos.
– Vamos dar um jantar aqui em casa e vamos chamar Damon... – dissera Carlisle.
– Dr. Cullen, eu não acho que seja uma boa ideia... – Stefan fora interrompido por Carlisle.
– Stefan, estou sugerindo isso com um único objetivo: Ganhar a confiança de seu irmão. É disso que precisamos agora, ter sua confiança. Sei que Damon não se deixa ser manipulado, mas temos de tentar trazê-lo para nosso lado. Não estou dizendo que vai funcionar, todavia, devemos arriscar, é óbvio que se algo der errado eu não vou hesitar em proteger a minha família... – dissera Carlisle.
A ideia de Carlisle era fantástica, no entanto, seria como armar mil ratoeiras com queijo para pegar um rato e o rato é claro sempre se dá bem no final. O fato é que se Damon Salvatore é tão cruel assim como dizem, ele é frio e calculista o bastante para perceber um plano arquitetado para ganhar sua confiança. Eu particularmente acho que não vai dar certo porque o que eu vi de Damon Salvatore foi o suficiente para acreditar que ele seja irrevogavelmente esperto.
– Mas o senhor realmente acha que dará certo? – perguntou Stefan.
– Como eu disse, não sei se vai funcionar, mas acho que devemos tentar. Selena vai com você até lá... – ótimo, agora eu virei mensageira.
– Vai com a Selena, Stefan. Eu vou ficar aqui e brincar com a Nessie. – dissera Elena abraçando Stefan.
– Tudo bem então, mas quando será? – disse Stefan.
– Amanhã à noite. Avise a ele que ele não será o único vampiro de fora convidado. Assim ele não se sentirá acuado. Acho melhor irem agora. – Carlisle apertou a mão de Stefan e me deu uma piscadela.
Legal, virei mensageira. Pensei. A cada minuto que passa, eu vou odiando mais esse tal de Damon Salvatore. O cara acabou de chegar e já está transformando tudo em um caos, quem realmente ele é? Eu não sei, não sei mesmo que tipo de gente era esse cara para todo mundo temer estar no mesmo ambiente que ele.
Stefan estava se despedindo de Elena, dando-lhe um beijinho e sua testa e dizendo que desta vez Damon não iria acabar com a felicidade deles. Carlisle dissera que iria comunicar a todos sobre Damon Salvatore, assim que nós fossemos embora. Alice é claro irá se encarregar da decoração, Rosalie e Emmett irão juntar alguns dos vampiros que vivem as escondidas em Forks, Jasper e Edward se encarregarão das bebidas e, Stefan e eu ficamos com a função de convidar o monstro Salvatore.
Stefan telefonou para Damon para sabermos onde encontrá-lo. Damon falou que estava em sua casa nova que não ficava muito longe daqui – uma quadra apenas. Embarcamos no carro de Stefan, claro que poderíamos ir andando, mas quanto menos tempo demorarmos naquele lugar, melhor. No carro de Stefan, havia uma pilha com aproximadamente dez CDs de banda de rock jogados perto da marcha. No meio deles avistei um dos CDs do Nirvana “Nevermind”, uma das minhas bandas de rock favoritas.
– Você gosta de rock? – perguntei, admirando a pilha de CDs.
– Gosto. E você?
– Amo! Acho que é minha válvula de escape para aguentar tudo isso.
– Vamos por para tocar então. Qual você quer?
– Nevermind, Nirvana.
– Ótima escolha.
Stefan pôs o CD para tocar no rádio de seu carro. Logo começou a tocar “Smells Like Teen Spirit”. Stefan começou a cantar junto com o maravilhoso Kurt Cobain.
– Load up your guns and bring your friends
It's fun to lose and to pretend... – Stefan cantava enquanto tamborilava os dedos no volante – Ah, vamos. Eu sei que você sabe cantar!
– She's overbored and self assured
Oh, no, I know a dirty word – cantei com um pouco de timidez.
– Hello, hello, hello, how low
Hello, hello, hello, how low
Hello, hello, hello, how low
Hello, hello, hello...
With the lights out its less dangerous
Here we are now entertain us
I feel stupid, and contagious
Here we are now entertain us
A mulatto, An albino, A mosquito
My libido
Yeah! – Stefan e eu cantávamos loucamente, estávamos nos divertindo mesmo que por alguns instantes, mas deveríamos cair na real, isso não era um passeio.
– Eu adorei a nossa cantoria, formamos uma dupla e tanto, mas realmente devemos nos concentrar. – disse eu.
– Olha Selena, eu sinto muito que tenha que estar fazendo isso, isso é tudo culpa minha se eu não tivesse vindo para Forks, não precisaríamos agora estar indo encontrar o diabo.
– Não acha que é forte demais usar essa palavra? Quer dizer, sei que não somos puritanos de alma livre, mas ele é tão ruim assim?
Stefan analisava minha fala atentamente enquanto desligava o rádio.
– Selena, a minha história é bem longa, porém eu posso te adiantar uma única coisa que já vai fazer você tentar entender o resto. Meu irmão não presta e a culpa disso é inteiramente minha.
“Meu irmão não presta e a culpa é inteiramente minha”. O que Stefan estava tentando me dizer com isso? Por que era culpa dele o irmão ser do jeito que é? A cada dia que passa eu fico mais confusa e mais intrigada sobre o passado dos Salvatore. Há um minuto eu estava cantando Nirvana com Stefan feliz da vida e agora eu já estou começando a pensar mil coisas a respeito dele. Stefan deu um nó bem grande em minha mente. A vida dos irmãos Salvatore é como um quebra cabeça eu tenho que juntar as peças para resolver, mas se por acaso ficar faltando alguma peça, eu jamais resolverei o quebra cabeça.
Eu dei de ombros.
Finalmente chegamos à casa de Damon Salvatore. Era enorme olhando de fora, tinha uns dois andares, um jardim bem cuidado — que provavelmente daqui a uma semana estará todo morto-, a varanda da casa era feita de tábuas de madeira e possuía um banco do lado esquerdo, portas e janelas também de madeira. Stefan e eu admiramos o jardim bem cuidado, em seguida observamos a varanda que estava em ótimas condições. Toquei a campainha. Damon não demorou muito para nos atender.
– Ah, é você... Achei que tivesse se perdido no caminho. – disse Damon como se só Stefan estivesse ali.
– Podemos entrar Damon? – perguntou Stefan.
– Claro, mas comportem-se porque a casa é nova.
Stefan e eu adentramos a casa. A sala era bem iluminada, bem grande; As janelas estavam bem abertas e possuía enormes cortinas feitas de seda vermelha; Possuía dois sofás marrons- um na horizontal e um na vertical- e uma poltrona avermelhada de frente para uma lareira e do lado ficava um móvel com uma televisão de tela plana de aproximadamente 40 polegadas; Ao canto um móvel horizontal de madeira de três portas que já estava bem decorado com duas garrafas de whisky. Damon Salvatore era um bêbado, mal chegamos e ele já estava pegando um copo para por uma dose de whisky.
– Stefan, Elena não vai gostar nem um pouco de saber que está ganhando um acessório novo para usar na cabeça. – dissera Damon apontando o copo de whisky para mim.
– Ela é só minha amiga, Damon. – dissera Stefan tentando manter a calma para não partir para cima do irmão.
– Claro... Amiga. Eu também tive várias amigas, só que 15 minutos depois nós estávamos indo para cama. – Damon estava me constrangendo com suas ironias.
– Chega Damon... – Stefan fora interrompido por Damon.
– Para de ser mal educado Stefan, me apresenta a sua “amiga” – dizia Damon enquanto fazia aspas com os dedos.
– Me chamo Selena e somos apenas amigos, mas se por acaso eu tivesse alguma coisa com ele isso não seria da sua conta, seria? – falei olhando diretamente para aqueles olhos azuis encantadores.
– Afiadinha, estou começando a gostar mais de você agora. E é claro que eu não teria nada a ver com isso, mas isso é uma tremenda sacanagem com a cunhadinha, Stefan.
– Ok. Já chega! Eu realmente queria ir embora e nunca mais ver a sua cara, mas infelizmente eu não posso.
– Não pode por quê? Não tem ninguém te segurando. Ah, claro. O médico babaca está te manipulando, abre o olho Stefan.
– Não fala assim do meu pai, idiota. Nós tentamos ser gentil, mas agora eu entendo o Stefan e todos os outros que falaram que você não presta. Desculpa Stefan, mas eu estou caindo fora. – falei.
Eu não ia mais permanecer naquele lugar, Damon Salvatore era desagradável e asqueroso. Eu já estava tomando um ódio profundo dele, ele insultou meu pai. Por mim, Damon não pisava naquela casa nunca mais, só que eu fui burra e o convidei para entrar e por quê? Eu realmente não sei por qual motivo. Às vezes fico perplexa com a minha capacidade de atrair coisas ruins, foi só eu perguntar se tinha como ficar pior que ficou. O que faltava acontecer? Damon matar alguém? Nem me surpreenderia se ele o fizesse. Na boa, Aaron é um santo perto de Damon Salvatore.
Fiquei esperando Stefan no carro, enquanto ele não voltava pus o CD do Red Hot Chili Peppers para tocar. Rock me acalmava. Eu estava cantando Other Side quando Stefan estava saindo da casa e vindo para o carro.
– O que aconteceu depois que saí? – perguntei pausando a música do rádio.
– Damon quis saber o que fomos fazer lá, aí eu expliquei e ele concordou. – disse Stefan entrando no carro.
– Concordou? Vai me desculpar, mas seu irmão me enoja. Mesmo depois de ter falado mal do meu pai, ele ainda aceita ir a casa dele? Hipócrita. – disse eu com muita raiva.
– Somos dois então. Mas pensa pelo lado bom, você pelo menos não teve que conviver com ele durante um século. – disse Stefan dando partida no carro.
– É... Vou agradecer por isso.
– Selena, você por acaso já pensou se vamos mesmo fazer aquilo com aquele cara que você namorava?
– Já... Mas não tenho certeza.
– Bom, eu andei pensando... Vamos dar um jantar com sei lá, uns 20 vampiros estando na casa e, nesse jantar a maior das atenções estará voltada para Damon, o que eu estou querendo dizer é que se você convidar Aaron para o jantar ficará fácil de realizarmos o serviço...
– Stefan, o plano parece ótimo... Só que Aaron parece uma árvore de natal ambulante, aonde quer que vá ele chama atenção. Acho que as pessoas notariam o sumiço repentino de um vampiro com um topete loiro ridiculamente assegurado com gel.
– Eu discordo. Com Damon lá, sua árvore de natal ambulante nem vai ser muito notada, enfiar uma estaca de madeira nele vai ser muito fácil.
– Eu não sei Stefan. Sei que pedi para você fazer isso e sei que disse com todas as letras que iria mata-lo, mas...
– Tudo bem então, vamos mudar de assunto, estava ouvindo Red Hot Chili Peppers? Estava em qual música?
– Other Side.
– Vamos ouvir.
Stefan cantarolou o CD completo do Red Hot Chili Peppers por todo o caminho. Era uma ótima maneira de se desprender um pouco dos problemas, é claro. Fiquei deliberando sobre o que Stefan me disse a respeito de Aaron, parece ser uma ótima ideia, faltando alguns detalhes cruciais, mas ainda sim uma ótima ideia. Poderia até dar certo se não fosse por uma coisa. Damon Salvatore. Ele era meu mais novo problema, ele poderia sim estragar a ideia perfeita de Stefan ajudando Aaron a fugir ou ajudando Aaron a nos matar. Damon não tinha nada a perder e, seria só mais um assassinato em sua longa ficha criminal. Damon e Aaron poderiam formar uma dupla de estripadores e, se isso acontecesse eu estaria perdida e não haveria mais população humana no mundo. Eu estava no meio de um fogo cruzado de uma batalha antiga cravada pelos irmãos Salvatore, não podia imaginar quem sairia vivo ou morto, o fato é que eu não queria me envolver na briga deles, mas eu não tinha escolha, eu já tinha sido arrastada para a guerra. Querendo ou não, eu havia de lutar agora para sobreviver.
Damon Salvatore. Lindo, porém ordinário. Não vale um centavo. Rei das ironias. Cruel. Perigosamente sexy. Aparência altamente sedutora e acima de tudo...
Meu pior pesadelo.
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