Mystery, Dear Mystery
18 Mystery 6 – O Ciclo 3/3
Notas iniciais
Narração por: Lucinda Winners
Diamont olhou para mim depois para ele, lentamente, parou o olhar no James.
– Não deve confiar na Lucinda, James, ela só quer jogar você contra mim, eu nunca ouvi falar nesse negócio de IK em toda a minha vida, e você sabe que eu sou da Máfia a anos, acho que desde de que eu nasci, e você mesmo tem provas disso tudo que eu estou falando, ela só está falando isso porque sabe que é fraca e não pode com a gente nem com a Máfia.- eu senti a raiva me dominar, cara essa vadia era uma filha da puta mesmo! Como ela pode esconder isso? Eles não eram “parceiros do crime”? Palavras do Lerman e não minhas, e de onde ela tirou que eu sou fraca?
– Sua vadia! Você que é fraca aqui, nem consegue admitir a verdade, para você mesma, muito menos para os outros, isso é ser fraca Diamont, seus pais não te ensinaram que mentir é feio?!- eu falei praticamente cuspindo as palavras na cara dela, ela me olhou como se fosse a minha morte na certa, e eu percebi que uma coisa que ela despreza é a fraqueza, porque provavelmente a IK preze só as pessoas fortes, não precisa ser um gênio para chegar a essa conclusão, em seguida me virei para o Lerman- Como você pode confiar nela?- eu repeti a pergunta, Diamont olhou para ele, e ele olhou no fundo dos meus olhos, com a expressão séria, parecia querer gravar o que quer que ele fosse falar a seguir no fundo da minha memória.
– Isso vai além de confiar.- e lá se foi a minha chance de oprimir a Diamont, no momento seguinte aconteceu uma coisa muito estranha, o teto (que era de vidro) se quebrou, eu senti os cacos caindo, mas ironicamente não veio nenhum em mim, mas percebi que um fez um corte superficial na testa da loira assassina, em seguida os cacos formaram as seguinte palavras:
“Revenge my dear”
Por algum motivo soube que essas palavras não eram para mim, Diamont encarava furiosamente as palavras, pela primeira vez vi certo medo em seus olhos, em seguida o seu olhar subiu para a parede cinza, ela proferiu sem um pingo de medo e uma determinação assombrosa, que não sei de onde ela tirou, porque para uma pessoa com qualquer tipo de medo ter uma determinação assim é porque o negócio está pesado:
– Eu também sei jogar. – ela olhou cinicamente para a parede e olhou para o Lerman.
– Vamos embora James, pega a abridora de cérebros que eu tenho que resolver umas coisas, eu te encontro na DM, não solta ela até eu chegar. – ele olhou para ela confuso mas assentiu, na hora eu pensei que isso iria dar merda.
Narração por: Diamont Hale
Aquela vadia! Me paga caro por isso, fui em direção ao outro depósito e peguei a minha “encomenda especial”, tirei o que eu queria lá de dentro e escondi no casaco, peguei o meu laptop e comecei a entrar no banco de dados da Máfia, sorrio com o que encontrei, como uma certa pessoa, ou um certo fantasma, disse “revenge my dear”.
Sai de lá, guardei o laptop e fui para a DM, localizei o carro do James nas portas do fundo, bati a janela e ele abriu a mesma.
– Então?- eu perguntei.
– Então que ela está aqui.- eu indiquei para ela ficar no carro, coloquei uma mini bomba no pneu do carro, que estava conectada no meu celular, dei um sorriso sarcástico, só um aperto de botão e a vida dela já era, fiz um gesto para o James abrir a janela de trás.
– É o seguinte Lucinda, eu instalei uma bomba no carro, se você tentar sair eu ativo ela, como eu vou saber se você saiu? À micro câmeras no carro, que nem se você tentasse achar iria conseguir, e também o James vai ficar aqui com você para garantir que você não vai fazer nenhuma besteira, e não vai ser só você que vai morrer, todas as pessoas ao seu redor também vão, por isso fiquei ai, eu sei que não quer ser a responsável pela morte de várias pessoas.- eu sai dali, apesar de achar que ela merecia morrer, e ela vai, vou tortura-la antes, tirar tudo o que ela preza e é importante para ela, ela vai aprender a não se meter com Diamont Hale, avaliei a DM, o prédio era enorme, branco, parecia ter uma segurança boa olhando de fora, mas eu sabia que a segurança daqui era uma piada, tinha câmeras em alguns pontos, mas isso não era problemas, eu já decorei todos os pontos e já até sei como e onde desativar, peguei o meu celular e comecei a digitar:
Eu estou aqui, nos encontramos na sala de reuniões 293.
TK
Fui em direção a sala de reuniões, me sentei na cadeira e aguardei o quartetinho nada fantástico chegar, não demoraram nem um minuto e trinta segundos, assim que entraram o Stones logo perguntou:
– Cadê a Lucy?- alerta de glicose aqui! Como eu já disse, e insisto em continuar falando: enjoativa e clichê, cadê o vazo sanitário para mim vomitar? Vão por mim, triângulos amorosos só dão certos em livros, ainda mais quando se tem uma das pessoinhas presas nas garras da psicopata, agora é só eu mexer nas peças do xadres e claro deixar o tabuleiro ao meu favor.
– Calma Stones, não é porque vocês ficaram na maior pegação no corredor que você tem que ficar todo preocupadinho e desesperado, porque falando sério, daquele jeito que vocês estavam era bem capaz de rolar um sexo selvagem, e como era mesmo que a Lucy disse? Ah é lembrei “vocês nutrem sentimentos um pelo outro”.- eu falei na maior cara de pau, tentando imitar a voz da Lucinda, Megan olhou incrédula para ele, vai rolar treta agora! E nem preciso falar que depois eu vou rir pacas com isso, preciso?
– VOCÊS SE BEIJARAM?!!- A chatinha e histérica da Megan já começou gritando, viu vai rolar treta! Eu amo tretas de agentes, falando sério, ainda mais quando isso pode colocar um fim na equipe, Diamond estava certa os defeitos mandaram um “oi” para eles, e cara isso vai ser divertido, muito divertido!
– Não, quer dizer sim.- o Stones falou baixinho, eu abri um sorriso sarcástico, mas logo fechei a cara.
– Chama aquilo de beijo Stones?! Eu chamo de tensão sexual reprimida...- a Megan e ele arregalaram os olhos, minha vontade foi de me rolar no chão de tanto rir, mas me segurei, afinal tinha que manter a posse e parecer séria se queria convencer a Min, isso estava sendo hilário!
– VOCÊS TRANSARAM??- ela gritou furiosa, e eu fiquei pensando em como ela caiu nessa, caraca essa dai sofre de ciumite agudíssima nível 1.0000.
– Não.- ele logo falou tentando acalmar a chatinha, mas não adiantou nadica de nada, chata essa guria, não tem coisa melhor para fazer além de estourar os tímpanos das pessoas?!
– Mas quase.- me intrometi de novo, olhando para as minhas unhas, como se fossem a coisa mais interessante no mundo, que no momento com certeza não eram.
– AHHHH QUER SABER?! A LUCINDA QUE MORRA!!- agora a porra ficou séria! Todos encararam ela chocados com a reação da chatinha, ah o que o ciúmes não faz?! Acho que nada, minhas risadas interna aumentaram bastante, deu vontade de me trancar no banheiro só para dar risada desses idiotas.
– COMO ASSIM A LUCY QUE MORRA?!- uh o Stones se estressou agora, ele não era o Mrs. Calm? Parece que é só mexer uns pauzinho que a calma dele vai embora, bom saber disso, muito bom, muito bem mesmo.
– MORRENDO RILEY, NÃO CONHECE O SIGNIFICADO DESSA PALAVRA?? SERIA ISSO QUE TERIA ACONTECIDO NAQUELE DIA POR CULPA SUA!- aí essa doeu até em mim, Riley olhava tudo perplexo, parecia que as palavras dela o atingiram como um tapa na cara, eu não consegui evitar e abri um sorriso sarcástico no rosto, e dessa vez não tirei ele.
– AH QUER SABER MEGAN?! EU DEVIA TER DEIXADO VOCÊ MORRER MESMO!- não era isso que eu esperava, achava que eles tinham mais um pouco de alto-controle, mas isso é ainda melhor! Foi a vez da chatinha ficar perplexa, deu para ver as lágrimas começarem a se formar no rosto dela, se eu fosse apostar daqui ela iria correr para o quarto chorar, como naqueles filmes românticos e idiotamente babacas e clichês, cara essa é a Dear Mystery ou é a Dear Clichêssismo? Deu para ver também a expressão de arrependimento no Stones, Nicholas se levantou, veio o meu lado, e falou com raiva:
– CHEGA OS DOIS!- ele se virou para mim, com uma expressão séria e furiosa- E você Hale não se meta onde não foi chamada.- eu me levantei também fazendo nossos rostos ficarem próximos, deu para mim sentir a respiração dele alterada, eu encarei ele com desafio.
– Você me meteu nisso Trent, a uns anos atrás, tenho certeza de que se lembra disso.- eu tirei o colar que estava escondido sob a meu casaco, deixando ele amostra, nenhum de nós dois recuamos, meus olhos estavam presos nos dele, azul tempestade no azul piscina, um ótimo condutor de eletricidade.
– E você veio terminar imagino.- eu abri um sorriso sarcástico e irônico.
– Foi demais para a sua mente limitada chegar a essa conclusão?- eu falei como se fosse verdade, arqueando as sombrancelhas com o meu ar superior.
– Não, vindo de um Hale não me surpreenderia.- eu senti um vento gelado soprando na sala, o que foi estranho, porque o ar condicionado não estava ligado, me senti tentada a... Não, não preciso disso agora.
– Quer a sua amiguinha de volta Nicholas? Tenho mais umas condições.- ele trincou os dentes com força, o mesmo vale para os punhos.
– O que você quer?- eu me afastei dele ficando de frente para a enorme janela que tinha atrás de mim.
– James entra comigo na DM e você Nicholas fica de fora da equipe.- todos me olharam chocados, provavelmente pensando o porque disso.
– Porque?- o Nicholas questionou, exatamente como eu previ, eu dei de ombros fazendo pouco caso.
– Quero a minha garantia que você não vai colocar uma faca no meu coração enquanto eu estiver dormindo.- eu falei desafiadora e com sarcasmo, era obvio que eu não queria estar no mesmo ambiente que esse dai, ele abriu um sorriso zombador.
– Está com medo de mim Hale?- foi a minha vez de trincar os dentes com força.
– Não, só não suporto respirar o mesmo ar que você Trent.- eu afirmei.- Sabe porque? Porque você é um covarde.
– Eu sou o covarde? Não fui que fiquei mandando mensagens no anonimato para certas pessoas, se tivesse tanta coragem assim teria mostrado a sua cara desde o começo.- eu encarava ele com ódio, nossos rostos estavam próximos de novo, e ele retribuía o olhar com a mesma intensidade, os dois pombinhos estavam quietos só olhando a nossa cena de “quem olha mais feio por mais tempo”.
– Exatamente Trent, mostrava a cara, o que você fez? Fico as escondidas em uma sombra, se era para matar, matava, mas tivesse a coragem de ir lá e sentir o sangue da vitima escorrendo nas suas mãos, olhasse nos olhos dela e visse a vida dela se esvaziando, sentisse o seu coração parando de bater, ouvindo as suplicas pela vida, e não ficasse escondido pro fogo fazer todo o trabalho sujo e depois fugir, como um verdadeiro covarde, eu nunca fiz isso, já não posso dizer o mesmo de você.– eu cuspi as palavras na cara dele, demostrando todo o meu ódio por ele, toda a minha vingança, toda a minha raiva, e por mais que nunca admite em voz alta toda a minha tristeza, todo o meu rancor por aquela noite, toda magoa que eu acumulei, tudo por culpa dele, só dele, se hoje a minha vida é um inferno é por culpa dele.
– Sinto muito.- eu encarei ele incrédula, ele estava se desculpando? Eu olhei para o chão, minha cabeça estava prestes a explodir por causa de duas palavras, quando foi a ultima vez que alguém disso isso para mim? Acho que nunca, senti alguma coisa se agitando dentro de mim, alguma coisa que eu não sentia fazia muito tempo, me senti fraca por isso, fraca por estar submissa a sentir isso de novo, e fraqueza não está no meu vocabulário, até porque Nicholas na pensou duas vezes antes de acabar com a minha vida.
– Não quero o seu perdão, quero você o mais longe possível de mim, só isso, guarde as suas desculpas para alguém que possa aceita-las.- eu me sentei de novo na cadeira e cruzei os braços, irritada- Mas estamos fugindo do assunto, eu vim aqui para falar da Lucinda, eu solto ou não? Megan se quiser que ela morra...- Riley logo falou.
– Solta logo, concordamos com os seus termos, menos o de que o Nick está fora.- trinquei os dentes, juto o mais importante ele me nega, olha a minha sorte!
– Então podem dar adeus a Lucinda.- eu peguei o meu celular prestes a ativar a bomba, porque entre a destruição da DM e ficar um segundo a mais que o necessário com o Trent a destruição da DM é a minha opção.
– Espera!- o Nicholas me chamou, eu bufei irritada e olhei para ele.- Eu não vou fazer nada com você, não até o trato acabar, prometo. – eu bufei irritada, de novo, porque ele acha que eu confio nele?
– Não confio em você, que isso fique claro, e quero a minha garantia que você não vai encostar um dedo em mim.- eu olhei para ele sarcástica, ele suspirou e veio para perto de mim, tirou um anel do bolso e me entregou, eu o reconheceria e qualquer lugar, tinha um H entalhado, era luxuoso, não pude deixar de sorrir e de ficar com raiva dele, tinham sobrado vestígios daquela noite, e ele fez questão de pegar eles.
Peguei o meu celular e disquei o número do James.
– Oi.
– Oi, traz a Lucinda aqui na sala 293, e sobe junto, vou desarmar a bomba daqui a dois minutos.- dito isso eu desliguei, e desarmei a bomba., Riley suspirou aliviado, Megan olhou de esgueira para ele enciumada, Nicholas se sentou na cadeira com os braços cruzados, também não parecia muito feliz.
Assim que a Lucinda entrou ela logo foi abraçada por todo mundo, menos eu o James e claro a Megan que olhava para ela como quem quer mata-la, eu dei um sorriso e falei na maior simpatia, a simpatia que eu não tinha.
– Então é isso, equipe.
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