Notas iniciais
Oláaaaaaaa
É minha segunda fanfiction e espero que gostem!!!
Quem ler, por favor, deixe um review com seu comentário sobre o que achou.
É isso, boa leitura =D

Julho de 2002
Nuray penteava seus belos cabelos negros cumpridos com a ajuda de sua mãe, enquanto sua irmãzinha brincava de boneca em cima da cama dos pais.
- Hoje é seu aniversário de 12 anos, e logo você será uma mulher. Me sinto tão orgulhosa de você, querida. — Falou Pelin, terminando de trançar os cabelos lisos e negros da filha, olhando orgulhosa para a mocinha que estava em frente ao espelho.
- Será que papai comprou algum presente para mim? — Perguntou Nuray, ficando de frente para a mãe. Pelin mordeu os lábios finos e balançou a cabeça, sem dizer nenhuma palavra. Seu marido não estava trabalhando e era ela quem estava sustentanto os quatro e não havia sobrado dinheiro algum para um presente para a filha. — Eu gostaria de ganhar uma boneca de cabelos loiros, que nem as da Tv.
- Com certeza seu presente será muito especial, querida. — Falou Pelin. — Pronto, sua trança está linda. Você pode ir brincar lá fora. — A mulher robusta, de cabelos negros, presos por um lenço, pegou a neném de 2 anos no colo e saiu do quarto, sendo seguida por sua filha mais velha, que invés de ir para a cozinha como a mãe, foi para a rua ficar com seus amigos, Ozan e Uner.
- OZAN! — Berrou Nuray, embaixo da janela azul da casa de Ozan. Não demorou muito para um rapaz de cabelos negros, ondulados que iam até o queixo, aparecer na janela.
- Achei que fosse ajudar sua mãe hoje. — Falou Ozan, dando um sorriso ao ver Nuray.
- Hoje é meu aniversário, esqueceu? — Falou Nuray, colocando os braços atrás do corpo, chaqualhando levemente de um lado pro outro.
- É verdade! — Ozan bateu com a palma da mão na testa e deu um risinho. Ele não havia esquecido nada. — Eu vou pegar os sapatos de sair e já volto. — O rapaz moreno entrou e foi até seu quarto, que era compartilhado com seu irmão caçula e pegou o presente de Nuray, que estava dentro de uma sacola rosa e grande, embrulhada com fitilho vermelho.
- Ozan, você está demorando!- Falou Nuray, se pendurando na janela para poder falar com o amigo.
- Calma! — Falou Ozan, aparecendo com o presente atrás de si. Nuray olhou para o grande embrulho, arregalou os olhos e sorriu, curiosa com aquilo que o amigo escondia.
- O que é isso aí, Ozan? — Perguntou Nuray, dando a volta para entrar na casa do amigo.
- Segredo.
- Ah, para! É pra mim? — Perguntou Nuray.
- É sim. — Falou Ozan, dando um sorrisinho bobo ao entregar o presente para Nuray. — Abra com cuidado, gastei meu salário nesse presente.
Nuray sentou no sofá da madrasta de Ozan e abriu devagar, contendo-se de emoção, e assim que conseguiu retirar o embrulho, viu que seu presente era um frasco de perfume de fragrancia doce, uma pulseira com olho turco e um lenço azul com florzinhas brancas. A garota sentia-se imensamente feliz pelos presentes e não se conteve em pular nos braços do amigo para agradecê-lo.
- Acredito eu que você não brinca mais de bonecas. Izzet me disse que depois dos 12 as meninas não brincam mais porque já são mulheres. — Nuray queria desmenti-lo, ela gostava sim de bonecas, mas tinha que parecer mais velha do que era, bonecas eram para crianças e ela já era uma adolescente.
-Eu amei os presentes, Ozan! Você comprou sem ajuda de ninguém?
- É, comprei sozinho. — Falou o rapaz, olhando terno para a garota.
- Eu amei mesmo!
- Eu tenho mais um presente pra te dar, Nuray e acho que agora é o momento certo pra lhe dar isso. — Nuray olhou curiosa para o amigo.
- Pode me dar então. — Ozan respirou fundo e pegou o rosto moreno de Nuray, segurando-o com as mãos e devagar, selou os lábios pequenos da menina, que primeiro se assustou com o contato,e se rendeu depois.
- Você gostou desse presente? — Perguntou Ozan, após terminar o beijo com Nuray.
- Sim — Respondeu Nuray, ainda tonta com o contato.
- Esse é o primeiro de muitos que ainda virão.

Março de 2011
Nuray e Ozan conversavam a porta da casa do rapaz. Ozan havia acabado de fazer 26 anos e havia conseguido um emprego na famosa rede de farmácias Routine de santé e comemorava seu novo emprego com a ''amiga'' Nuray.
- Eu vou juntar dinheiro e comprar uma casa.
- Uma casa? Mas é bastante dinheiro mesmo! Pra quê você quer uma casa? — Perguntou Nuray, colocando os grandes fios negros para trás.
- É, uma casa! Acho que assim seu pai deixa você se casar comigo. — Falou Ozan, dando uma risadinha no final.
- Você não tira isso da cabeça, né Ozan?- Falou Nuray, rindo.
- Você não sai da minha cabeça, Nuray. A culpa é sua! — Nuray franziu os cenhos e olhou cética para Ozan.
- Eu quero saber por que eu, Ozan? — Ozan mordeu os lábios e respondeu a amiga.
- Porque é você a pessoa que eu quero pra ficar comigo. Tá bom ou quer mais? — Nuray sorriu.
- Tá ótimo. — Os dois se aproximaram e se beijaram, como costumavam fazer. Nenhum deles assumia que eram namorados, mas viviam como tal, preferiam se chamar de ''amigos''.
De repente, Pelin apareceu na janela, chamando por Nuray.
- NURAY! Que pouca vergonha é essa?! FALA-ME DEUS! Entre já! — Falou Pelin, interrompendo o beijo da filha.
- Já vou. — Nuray ficou de pé e ajeitou o vestido vermelho com bolinhas brancas. — Podemos ir ao cinema mais tarde, para comemorarmos. — Ozan sorriu.
- Tudo bem. Às 19 hrs eu passo lá na sua casa. — Falou Ozan.
- Tá bem. — Nuray atravessou a rua e entrou, encontrando seu pai, Enis e sua mãe Pelin, sentados à mesa. Enis mantia no rosto uma expressão de poucos amigos e sua esposa tomava chá devagar. Ambos pareciam muito preocupados.
- Quer que eu faça algo, mamãe? — Perguntou Nuray.
- Sente-se, querida. — Pediu Enis e Nuray acatou o pedido do pai.
- O que houve? — Perguntou Nuray.
- Lembra daquele problema que eu tive na cabeça? Aquele tumor? — Perguntou Pelin.
- Sim. — Respondeu Nuray.
- Ele expandiu e atingiu metade do meu cérebro, ou seja, se eu trabalhar posso correr risco de morrer a qualquer momento.
- Não se preocupe mamãe, eu vou trabalhar e ajudar a senhora, o papai, a Inci...
- Sua mãe precisa de tratamentos caros e decidimos que trabalhar agora é dispensável para você, porque já encontramos outra saída pra você. — Nuray olhou curiosa para o pai.
- Que saída? — Perguntou a jovem de 21 anos.
- Você irá se casar, querida. Conseguimos um noivo pra você, que irá nos ajudar com meus tratamentos e nossas despesas.
- Casar?Eu não vou me casar com nenhum estranho, mamãe! — Falou Nuray, ficando de pé, com os braços apoiados na mesa de madeira. — Isso é loucura! Eu posso trabalhar até morrer, mas não vou fazer isso jamais!
- Não adianta, nós já conseguimos o noivo e você irá se casar com ele no inicio do ano que vem.
- Vocês não podem fazer isso comigo! NÃO PODEM! — Gritou Nuray, deixando a cozinha para ir até a casa de Ozan, chorar nos braços do único homem que ela amava.

Maio de 2011
Nuray cortou seus grandes fios negros e deixou seus cabelos na altura dos ombros, tudo para dar uma impressão boa para seu noivo desconhecido. Inci, Pelin e Enis estavam sentados no sofá da sala, esperando o noivo de sua filha mais velha chegar.
Enis soube que um grande empresário do ramo farmaceutico procurava uma noiva e logo empenhou sua filha, que era bela, educada e prendada e não demorou para o homem aceitar o casamento arranjado. Apenas Nuray não conhecia seu noivo.
De repente a família escutou o barulho de carro e Inci foi até sua janela ver se era o noivo de sua irmã quem havia chegado, e era o próprio que estacionou seu carro 4x4 na calçada da casa simples da família Resnt.
- Seu noivo chegou. — Falou Inci. Nuray estava aborrecida e triste. Sentada na posição que estava dava para ver Ozan olhando tudo pela janela. Com certeza era um dia triste para os dois.
Pierre Lavigne retirou as chaves do carro e olhou em volta da casa, dando uma risada antes de começar a conversar com seu amigo, Erol.
- Então é aqui que a senhora Lavigne mora? — Perguntou Pierre, irônico.
- Sim, Pierre. Ela é bem bonita, eu a vi pessoalmente uns dias atrás.
- Imagino que seja. — Pierre olhou seu reflexo no retrovisor e nele enxergou um homem branco, de cabelos castanhos e enormes olhos azuis, emoldurados por belíssimos cílhos incurvados. Pena que aquilo era apenas a casca.
- Vamos conhecê-la então. — Falou Erol.
- Claro. — Pierre desceu do carro junto com seu amigo e os dois foram até a casa onde a noiva morava.
Erol bateu na porta de madeira revestida de verniz e não demorou muito para Enis abrir a porta para seu futuro e desconhecido genro.
- Seja bem-vindo. — Falou Enis ao desconhecido.