Mysterious Mountain
8 Capítulo Final - Final Shoot - Parte Final
Notas iniciais
- O que acha que a Suika está fazendo com seu próprio robô? — Yuugi fingia estar interessada na conversa.
- Acho que está usando para destruir os seus inimigos. — Satori respondeu rapidamente.
- Só espero que o inimigo tenha chance de descobrir o que o matou. — Yuugi bebeu um gole de café. — Afinal, a Mini-Suika é bastante rápida.
- Realmente, ela é rápida. — Satori realmente queria saber o que estava Suika estava fazendo. Aquele tédio ainda a matava.
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A robô não respondeu. Continuou parada, sem reagir. Estava confusa. Mas aí lembrou-se de certas coisas. Tinha poucas memórias de quando estava sendo construída, mas lembrou-se de algumas delas. Via Yuugi colocando peças na sua perna, tentando construí-la o mais rápido possível. Viu também Suika, animada, sorrindo para ela. Ela tinha dito algo: "Aguente firme. Em breve, nós duas vamos brincar juntas. Eu prometo". Mas não tinha sido bem isso o que tinha acontecido. Ela não tinha vontade de lutar, preferia se divertir com sua dona. Mas Suika cuidou tão bem dela enquanto estava sendo construída. Tinha que retribuir. E assim fez, atacando Aya ferozmente, com seus chifres bastante afiados.
- Isso. — sussurrou Suika. Não queria ter que lutar com ninguém, e tinha prometido a garota robótica que iria brincar com ela. Mas aquelas pessoas tinham invadido sua casa. — Continue. Use seus poderes.
Assim que Suika tinha terminado a frase, pequenas luzes apareceram ao redor da robô. E essas luzes mudavam de forma, até pararem. Se transformaram e pequenos clones da sua criadora. Eles faziam o mesmo que a robô: Atacavam sem parar.
Aya entendeu o que se passava na cabeça da pequena criatura. Ela tinha que defender sua dona, mas também não queria lutar com uma amiga. Estava indecisa, sem saber o que fazer. Enquanto isso, a fotógrafa desviava dos ataques. Direita, esquerda, direita, esquerda. Era só isso. A robô não era tão poderosa assim.
- A-acho que já está bom, Mini-Suika. — a dona estava bastante preocupada. Se importava com sua criação. Ela estava ficando agressiva, atacando cada vez mais rápido, e não parava. — Por favor, pare!
Mas ela não escutava mais. Só atacava, sem parar. Em sua mente, estava protegendo sua dona. Não pensava em mais nada, só nisso. Atacava cada vez mais rapidamente, cada vez mais furiosamente. Iria proteger a Suika, e não se importava de morrer por isso. Faíscas começaram a sair de diversas partes do corpo dela. Não era possível... Estava se desmontando? Morrendo?
- Mini-Suika, pare! — o grito de Suika surtiu efeito. A garota parou de atacar. Ficou imóvel; Aparentemente, algo de errado estava acontecendo. Seus pequenos clones tinham desaparecido. As faíscas não paravam de sair, até que...
- Não! — Algo de muito errado tinha acontecido. A pequena robô tinha se desmontado. Será que tinha parado de funcionar? Suika não pensou nas possíveis queimaduras, nem nada do tipo, e avançou sobre ela. — Você sobrevive.
Estava abraçada com um robô. Estranho. Nunca tinha feito isso nem com uma pessoa. As faíscas tinham parado, mas Suika continuava abraçada com seu pequeno robô. Hatate observava tudo da escada, assustada.
- Suika. — Aya estava triste, e não se importava com os ferimentos nos braços. Se aproximou da garota, e sentou-se. — Me desculpe. Eu não queria fazer isso.
- Eu sei que não foi culpa sua. — Suika estava segurando o choro. — Você só estava tentando se proteger. Mas eu adorava a Mini-Suika.
Aya suspirou. Seria um longo trabalho pela frente. Teria que reconstruir a Mini-Suika, ajudar Suika a se recompor, perguntar sobre o robô... Ainda bem que teria a ajuda de Hatate.
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Os outros meses se passaram rapidamente. Suika decidiu que não tentaria reconstruir o robô. Ela iria sofrer mais ainda, pois não poderia brincar com a dona, que estava sempre envolvida com outras coisas. Depois de uma longa conversa com Hatate e Aya, ela se decidiu:
- Não farei as pessoas sofrerem. — e suspirou, triste. — Me desculpem por tudo.
As duas fotógrafas se entreolharam. Claro que desculpariam Suika. Ela não estava tentando fazer nada de ruim, só não pensou nas possibilidades que aquele robõ poderia fazer. Comovidas, as duas decidiram ajudar a garota sempre que ela precisasse. E com isso, viraram grandes amigas.
Tudo estava bem agora. Quer dizer, para a Suika, Yuugi e Satori. Pois Aya estava com sérios problemas. Ainda não tinha tirado as fotos necessárias para o jornal Bunbunmaru. Pensando nisso, pediu um último favor a Suika.
- Eu preciso de fotos. — e sacou sua câmera, sorrindo. — Você pode me ajudar?
- É claro, Aya. — Suika suspirou, rindo. — É claro.
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Acho importante dizer o que aconteceu com as pessoas de Gensokyo durante esse tempo. Vamos começar do começo, é claro.
- Por favor, coloque esse jarro ali. — disse para uma de suas várias marionetes. — Na mesa.
Alice continuou sua vida normalmente, com suas bonecas, que sempre a ajudam. Ela ajudou Reimu a reconstruir sua caixa de doações. Estava vivendo perfeitamente bem. As vezes, ela se escondia quando Aya aparecia, com medo de encrencas. Mas isso é só um detalhe, claro.
Por sua vez, Reimu estava com a vida mais agitada. Depois de aparecido no jornal Bunbunmaru, ela finalmente recebeu várias doações, e em breve faria uma nova comemoração.
- O Dia dos Namorados está chegando. — Ela não cansava de repetir isso para Marisa. Estranhamente, ela não tinha um namorado, mas comemorava do mesmo jeito.
- Pois é. — Marisa já sabia disso, e não gostava muito desse dia. Não entendia direito para que deveria comemorar. Mas então, ela teve uma ideia.- Reimu. Você quer passar o dia dos namorados comigo?
Por que não? Não perderia nada de bom passando um dia com a Marisa. E por causa disso, aceitou:
- Tudo bem. — Não que elas estivessem namorando, mas seria divertido passar um dia com a amiga. — Mas só naquele dia, tá?
Tenshi continuou a viver sua vida tediosa. Mas, justamente por ser o dia dos namorados, ela pôde se divertir, observando as pessoas namorando. Isso não era coisa de pevertido, na opinião dela. Era só... Engraçado. E ela fez as estações voltarem ao normal, para o bem da Reimu.
Nitori decidiu ajudar as pessoas que queriam presentar seus namorados, construindo diversas coisas, desde máquinas até corações feitos de materiais diferentes. Nunca pensou que ficaria tão rica por causa disso.
- Esses humanos. — e riu. — São tão estranhos.
Não é muito importante avisar, mas Hina foi fotografada por Hatate, e apareceu no jornal, com um artigo maldoso.
- "Não se pode confiar em quem faz você se perder". — Aya riu. — Só podia ser coisa da Hatate mesmo.
Enfim, Gensokyo nunca foi mais normal. As demais pessoas continuaram sua vida normalmente. E fugindo da Aya, é claro.
- Hatate? — Aya aproximou-se da garota, e sentou-se do seu lado.
- Hm? — Aya estava escondendo algo. — O que é isso?
- É para você. — Aya mostrou. Era uma caixa com chocolates. — Eu sei que você não liga. Mas de todo jeito... Feliz dia dos namorados.
Hatate ficou observando a garota, com aquela caixa na mão. Realmente, a Aya era muito estranha.
- Eu já lhe disse que você é estranha? — tirou a caixa das mãos da outra, e agradeceu.
- Já. — Aya riu. — E você é mais estranha ainda.
- E antes que eu me esqueça. — Hatate sorriu. — Feliz dia dos namorados para você também.
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