Mysteriis Hotel
1 Somnolentus
Notas iniciais
Lentamente vou acordando de um sono que me pareceu durar uma eternidade, meus olhos embaçados conseguem distinguir a paisagem que se ergue a minha frente: Uma cidade de um céu azul com núvens brancas e fofas, que se aproximam... Percebo que estou dentro de um carro, um táxi para ser mais exato.
- O que aconteceu? — Pergunto, esfregando meus olhos.
- Você adormeceu enquanto passávamos pela rodovia. — Comentou o motorista. Ele tem um sotaque característico de mordomo desses hotéis chiques.
- Onde estamos indo? — Continuo, agora me arrumando no banco do carro, admirando a paisagem conforme o carro vai passando.
- Para o Habbo Hotel. O senhor me ligou a umas duas horas, lembra? — O motorista ergue uma das sombrancelhas, desconfiado.
Não me lembro de ter chamado um táxi, nem de pedir para ir para esse tal Habbo Hotel, estava prestes a protestar quando me vem uma vaga lembrança onde pego meu telefone e disco o número do táxi, pedindo para ir ao Habbo Hotel.
- Ah é... — Respondo, constrangido.
Entramos em um túnel iluminado por luzes azuis, eu não o conhecia mesmo sempre dirigindo por essa estrada, deve ter sido distração minha. Enfio minha mão dentro do bolso da jaqueta e encontro um envelope, com uma carte endereçada a mim.
" Prezado Sr. Matthew Aldjoy...
Temos o prazer de lhe Informar que sua reserva no Habbo Hotel está em estado de confirmação, tendo o prazo máximo de 48 horas para a sua ligação confirmando que aqdquiriu seu apartamento. Um táxi irá buscá-lo assim que contatar os nossos atendentes.
O Habbo Hotel conta com bons restaurantes, lazer especializado, opções para empregos, eventos personalizados nas temporadas, proporcionando o melhor para com seus clientes. Aproveite!
Atenciosamente,
Equipe do Habbo Hotel."
Deve ter sido isso, eu estava com problemas financeiros e contatei esse tal Habbo Hotel, não tenho nem tempo de demonstrar surpresa quando a luz da manhã surge novamente e contemplo um enorme Prédio laranja, com belas janelas e uma bela fachada com os dizeres "Habbo Hotel", árvores rodeiam o prédio, assim como diversos hóspedes que tomam sol, passeiam com seus animais e aproveitam um piquenique.
- Quantos andares tem? — Pergunto, maravilhado com a paisagem.
- Duzentos e trinta e dois. — Responde o homem, com certo orgulho na voz.
- E como não consegui ver isso? — Arregalo os olhos pensando nas vezes que eu passei ao lado do hotel e não o percebi.
Desço do veículo e sou amparado por um bagagueiro, que se oferece para tirar minhas bagagens do carro. Aceito e sou levado para a recepção do Hotel.
A recepção é magnífica, em tons de amarelo, há sofás para os hóspedes ocuparem, janelas no qual filtram o sol da manhã, e oi balcão de mogno onde um homem com roupa antiga de carregador de malas e bigode fica, leio no seu crachá que seu nome é Frank.
- Olá! Sou Frank, e vem vindo ao Habbo Hotel! — Ele me cumprimenta com um falso sotaque, que me faz rir.
- Olá, me chamo Matthew, e obrigado! — Respondo.
- Antes de tudo, você deve escolher um.. ér.. Apelido. — Ele me diz, meio perdido em suas palavras.
- Apelido? — Pergunto, perplexo.
- Sim, para melhor identificar você. — Ele me diz, com um sorriso amarelo, me entregando um notebook onde devo colocar o tal apelido, o perfil contém minha foto e meus dados.
Minuciosamente penso, até que decido, digito nas declas sofisticadas do notebook "17:12" e confirmo.
- Ah, bem vindo 17:12. Aqui suas chaves! — Ele me entrega um chaveiro no qual contém a chave para meu apartamento e me direciona a um elevador.
Que estranho, escolher um apelido — Penso, aturdido. - Porque não posso me chamar Matthew?
Aperto o botão do 14º andar e espero. Em questão de segundos o elevador se abre em minha frente e começo a procurar o apartamento de número 371. As portas são feitad de mogno e os corredores são revestidos com veludo e carpete, dignos de um hotel luxuoso. Em uma das portas há números dourados marcando "371", insiro a chave na fechadura e a giro. Agora estou no meu novo apartamento, mobiliado com os móveis novatos, já que depois eu devo decidir se compro novos ou não.
É sábado, dia de aproveitar, dou uma olhada no quarto e coloco minhas malas em um canto, pronto para conhecer o Hotel.
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