Mysteries in The Hunt
4 O inicio da missão
Depois de 30 minutos, estávamos na casa que a Carol havia nos falado.Parecia ter surgido de um filme antigo, mas quando nos aproximamos, vimos que a casa estava bem firme. Entramos e logo tomamos conta da sala de leitura, aonde cabiam todas e havia uma mesa grande suficiente para fazermos uma reunião. Pedi que duas caçadoras ficasse nas portas e janelas da sala.
– Fala tudo, Ty. – disse Stella.
–Isso . Você andou muito estranha há mais de uma hora. Não falou nada do que está realmente acontecendo.- disse Beatrice.
–Lá não era seguro para conversamos. – resmunguei.
– Então o que houve?- perguntou Stella.
–Eu fui ver como a Kath estava e não a encontrei, ao invés de estar tudo no lugar, como sempre, estava uma bagunça e havia dois bilhetes em um envelope vermelho...- disse tirando os bilhetes,agora amassados, do bolso. Dei-os para Beatrice que leu, e passou em diante.
– Não acredito.
–Mas que maldade.
–Quem é C.W.?
–E esse tal de Thomas?
– 6 horas para que?
–Porque isso a gente?
Todas aquelas perguntas eu havia repetido para mim mais de mil vezes, sem achar resposta lógica para qualquer uma.
– Garotas, eu sei que tudo não faz muito sentindo...- falei.
– Não faz sentindo nenhum. — Beatrice me interrompeu.
– ...mas acho que podemos achar algumas respostas, investigando. – terminei, ignorando o comentário da Bea, mas não por mal.
– O que está pensando em fazer, Ty?- perguntou... hum...Mary. Esse era seu nome. Mary.
– Eu pretendo fazer o que manda nos bilhetes. — revelei.
–E se for uma armadilha?- perguntou Violett.
–Vou ter que arriscar. Todo vilão que se prece, faz um discurso para seu inimigo após capturá-lo. — afirmei.
– Ty, antigamente assistia muitos filmes?- questionou-me Beatrice.
–Sim, porque?- perguntei, sem entender aquela questão que não tinha coerência com o assunto até então discutido.
– Isso não é como nos filmes. Você pode realmente morrer. – explicou Beatrice.
–Eu sei disso, mas se tiver que morrer, morrerei. Ninguém pode mudar isso. O que não posso suportar é as garotas sumindo e nós paradas, como vitimas da Medusa.- argumentei.
– Mas nada nos adiantará sem uma líder. Por isso temos você. Ártemis a escolheu.- discutiu Stella.
– E é por isso que farei o possível para deixar todas seguras. Como uma das garotas disse: isso jamais aconteceu na caçada...- comecei a dizer, quando reparei uma das meninas se afundar na cadeira que estava.
– Eu..eu não fiz por mal. – resmungou ela tão baixinho que se minha audição não tivesse sido melhorada com a caçada e com a ligação que tinha com Artie, nao conseguiria ouvir.
– Eu sei. Isso jamais passou pela minha cabeça, mas mesmo assim minha cara, você está certa.- expliquei.
–O bilhete disse que você pode escolher duas pessoas para acompanhá-la. Já sabem quem será essas pessoas?- perguntou-me Carol.
–É claro que não vou obrigar ninguém a ir comigo, mas caso alguém queria ser voluntária, já agradeço. Eu pretendia seguir sozinha, mas receio que com mais alguém teremos mais vantagens.- disse, olhando para o rosto de cada uma. Cada guerreira que estava sempre ao meu lado, não importando a besteira que eu possa fazer.
– Eu vou com você, Ty – se ofereceu Stella.
– Eu também me ofereço. –disse Beatrice.
–Eu também vou- disse Carol.
E assim todas se ofereceram.
– Eu preferia que todas ficassem...- disse eu cabisbaixa.
– Mas isso não é possível. Tenho uma idéia.- falou Beatrice, com um certo brilho no olhar.
–Pois bem, fale então.- disse a ela, fazendo uma reverencia com a mão.
–Você pode levar Stella e eu, que já possuímos uma certa experiência com seu jeito de viagem. Deixe Carol como responsável das garotas, pois caso aconteça, ela saberá a melhor rota de fuga para todas.- explicou-me Beatrice.
–Não é uma má idéia- e suas palavras começaram a fazer sentindo em minha mente. – Pensando bem, é uma idéia excelente. Faremos isso então.
– Certo- foi a única palavra que ouvi de Beatrice, mas percebi a comemoração em seus olhos. Ela adorava ser útil. Mas Carol, por outro lado, ficou triste. Prometi a mim mesma, que antes de sair, iria falar com ela.
–Mas para onde vamos e como começamos?- perguntou Stella, me fazendo retornar a realidade.
Peguei o bilhete de novo e pensei.
–Aqui fala para começarmos pelo hospital mais próximo.- e me virei para Carol:- Você, por caso, sabe onde é esse hospital?
–Sei sim. Fica na cidade, lado Oeste. Depois do supermercado, umas duas quadras.- orientou Carol, com uma certa tristeza na fala.
Fui até ela a abracei.
–Obrigada. Você é demais.- eu sabia que ela queria ir comigo, mas já estava ajudando muito. Não é porquê não iria comigo, que seu trabalho não era tão importante que o meu, certo?
Ela saiu do meu abraço tão vermelha que quase mandei Stella ir ajudá-la. Ela ajeitou a mecha escura do cabelo, a colocando no lugar de se endireitou.As meninas em nossa volta tentaram segurar os risos, mas foi quase impossível.
– Tá, já sabemos aonde fica o hospital,mas o que significa decesso?- perguntou Stella.
Parei para pensar um instante.
–É um sinônimo. Um sinônimo para morte.- afirmei ao lembrar da lista de centenas de palavras que tive que procurar o sinônimos.- Morte no hospital é...
–... no necrotério.- completou Beatrice.
– Tem um necrotério no hospital para onde vocês estão indo. – disse Carol.
–Então, vamos pra lá.Aposto que esse tal de Thomas é alguém que temos que encontrar e ele nos dirá pra onde ir. – afirmei.
– Pensou rápido, Ty. Perfeito. Vamos nos preparar e sair. Afinal, temos tempo contado pra fazer tudo que nos disseram — disse Stella.
– Verdade. Quanto tempo se passou até o momento que saímos da floresta?-perguntei.
–Quatro horas!- disse Mary, olhando para relógio.
–Temos 2 horas para partir. Vamos nos preparar.- afirmei, mas pareceu uma ordem.
Todas se movimentaram, ajudando Bea e Stella a preparar tudo e arrumando a casa para ficarem.Subi as escadas e segui para um dos quartos ali. Tudo tinha poeira,mas dava para usar. Segui para um banheiro e tomei um banho, que infelizmente foi gelado.Desde que entrei na caçada, o que mais senti falta foi dos banhos quentes. Em menos de 30 minutos estava pronta.Blusa cinza com raios pretos, calça azul-claro e um casaco leve prateado, já que era de tarde e estava esfriando.Desci e logo encontrei Stella e Beatrice me esperando, arrumadas e de mochilas nas costas.
–Vamos ?- perguntei-a a elas.
–Vamos. – falou Stella, jogando minha mochila em mim.
Beatrice apenas assentiu e sorriu.Virei para Carol.
–Conto com você para cuidar das garotas. Qualquer coisa me liga. E não fique triste, pois o que está fazendo é muito importante. — disse a ela.
–Obrigada pela confiança. – agradeceu ela.
Sorri e me juntei as duas que me esperavam na porta. Com um gesto de cabeça, sumimos no crepúsculo.
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