Mysteries

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Se tiver algum erro favor comentar, na hora eu ajeito hahaha

#Peter Price, mais apelidado de PP. Ex-namorado da Sam

“Não me importo se vai haver o amanhã. Pois me deram uma vida, não uma eternidade.” – Bob Marley

Civic prateado, 10:00 AM, Seattle.

Ao longo do caminho, se concentra em pensar no que vai fazer quando chegar a Londres. Mas, seus pensamentos são interrompidos quando seu padrasto diz algo que chama a sua atenção. “Eu sei pra que você quer ir para Londres. E não adianta dizer que é pra visitar porque eu sei que é pra descobrir quem assassinou sua irmã, já que a policia não fez nada alem de enterrá-la.” Ele diz deixando Sarah um pouco surpresa. “Co... como você descobriu?” pergunta. “Mesmo estando a pouco tempo na família, eu te conheço bem. Sei dos seus planos e se você me permitir eu gostaria de te ajudar.” Ela não sabia como ele poderia ajudá-la, ele nem conheceu a Samantha, como poderia simplesmente ajudá-la? Mas ela arriscou assim mesmo. “Como?” perguntou. “Sua irmã morava em um apartamento no centro de Londres. Sua mãe guardou a chave reserva, que a própria Samantha lhe dera, na gaveta. Quando soube do seu plano eu a guardei e a trouxe comigo hoje. Sua irmã tinha um namorado que fazia a mesma faculdade que ela, o nome dele era.. hum... Peter... Peter Price. Ele tem uma banda, o nome é Guard Modern eu acho. Eles namoravam a um tempo, você sabia né?” Ela afirmou com a cabeça e ele prosseguiu. “O celular dela deve estar lá no apartamento, no dia assassinato, sua irmã estava indo encontrar o namorado, pois eles iam assistir a uma Ópera onde toda a classe da faculdade iria comparecer. Sua irmã teve que sair por um minuto para atender uma chamada importante. Lá, nos fundos do teatro, ela foi assassinada, a policia não deu caso. Eu creio que o assassino fazia a faculdade e estava naquele lugar assistindo a mesma Ópera. Sua irmã era muito amigável, pelo que eu sei não tinha inimigos. Qualquer coisa me ligue. Ah, aqui esta a chave do apartamento dela.” Ele diz entregando a chave para a garota. Ela fica surpresa com tudo o que ele sabe, consegue dizer apenas um “Obrigada”. Com todo o seu foco na conversa, ela nem percebeu que já estava estacionando. Desceu do carro e com a ajuda do padastro, que por incrível que pareça ela agora gostava dele, pegou as malas e entrou no aeroporto.

Aeroporto Seattle, 10:35 PM.

Fez o check-in e agora só aguarda pela chamada do vôo. Eles caminharam um pouco, mas resolveram se sentar num banco próximo a sala de embarque. “Obrigada mesmo!” Juliana disse iniciando uma conversa entre ela e o padastro. “Obrigada pelo...?” ele pergunta sem entender o motivo dela. “Obrigada por me ajudar com isso, outras pessoas não fariam o mesmo, não me ajudariam como você esta me ajudando.” diz sorrindo. “De nada, sei que você quer muito descobrir quem matou sua irmã e tal, mas ao mesmo tempo não quero que você vá porque você pode... er...” ele procurava as palavras que não pusessem medo nela. “Morrer?” pergunta. Ele, como gesto de resposta, apenas afirma com a cabeça. “Como disse o Bob Marley, Não me importo se vai haver o amanhã. Pois me deram uma vida, não uma eternidade.” diz deixando o padastro sem palavras.

O vôo da garota é chamado e o momento da despedida chega. “Acho que é hora de ir.” diz a garota. “Pois é. Então, boa sorte pequena!” diz. “Obrigada e se algo me acontecer, diga a minha mãe que eu a amo. Cuida bem dela”. Em forma de resposta, ele afirma com a cabeça. Sarah entra na sala de embarque e logo depois no avião.

Deixar a família é triste, mas para ela não foi. Quer o quão antes vingar a irmã para quem sabe ir também? O que o destino queira, assim será...

Vôo Airlines, 10:55

“Esse avião é um saco. Que merda, não tem nada pra fazer.” Pensa a garota enquanto mexe no menu do celular. O vôo vai ser longo, ela sabe, mas ainda sim fica ansiosa para aterrissar na terra da rainha.

Espera, mas e se tudo não correr como esperado? E se o Peter não ajudá-la? E se Peter estiver com outra namorada e não estiver nem aí para a morte da Sam? E se ela não encontrar o assassino? E se ela morrer também? E se... Chega de “e se...” ela confia nela e sabe que nada disso vai acontecer, sabe que ela vai conseguir e vai vingar a irmã, mesmo que para isso ela tenha que morrer depois.

Em meio aos seus devaneios, Sarah finalmente consegue dormir. A viagem será longa e ela precisa descansar para estar disposta quando chegar lá.


Cemitério Highgate, Londres, 06:05 PM



“Que encontre seu caminho láno céu.” Peter lê o que há escrito no tumulo de Samantha. Com rosas na mão as deixa cair sobre o mesmo. Sim, ele sente saudades, mas sabe que tem que seguir sua vida, não pode viver lamentando pela morte da amada. Ele não pensava como Sarah, ao contrario dela, ele queria viver. Já ela, queria vingar a irmã e bom, “seguir com o mesmo caminho” como diz a mesma. Com os olhos inchados, pela noite anterior, Peter deixa uma lagrima cair. Ele não sabia que Sarah iria vir, na verdade ele só conhece a mesma pelo nome por causa de Samantha, que às vezes comentava sobre a irmã.


Caminhando lentamente, sem saber o que o destino lhe deseja, Peter vai ate o seu carro e entra, já chorando. Sentiu-se ridículo ao fazer isso, ele odiava chorar, mesmo que só tivesse ele ali. Ligou o carro e deu partida. Não sabia para onde iria, na verdade, não sabia o que seria de sua vida, mesmo depois desses curtos meses. Olhava de vez em quando para o carona, imaginando Samantha ali novamente, linda como sempre, sorrindo para ele, olhando cada detalhe seu, cada pequena imperfeição que para ele a tornava mais perfeita. Seus pensamentos lhe torturavam, isso era terrível, ele teria que parar, ou então, a morte era sua única escolha...


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.