Mysteries
1 Capítulo 1
Notas iniciais
#Sah é o apelido da mesma
#Samantha Smith era a irmã dela. Sam era seu apelido.
“Dois meses se passaram desde a morte de Samantha. Sarah ainda anseia pela vingança. Fez uma promessa de que iria vinga-la e depois quem sabe, não seria a hora dela de ir? Mas isso quem vai dizer é o destino, ou a própria Sah.”
Acorda um pouco assustada com o despertador. Em um movimento rápido se levanta e olha pela janela. “Hm...Tempo perfeito para uma viagem para Londres” pensa. Caminha ate o espelho do banheiro e ensaia tudo o que vai falar ao pedir a ‘’permissão’’ da mãe. Toma seu banho e continua ensaiando. Faz sua higiene matinal e se prepara psicologicamente para tudo. Ao habitar novamente seu quarto, já pronta, pega o papel da autorização e desce as escadas.
Apartamento, Seattle, 08:00 AM
“Bom dia!” a mãe e o padrasto falam em coro ao vê-la descer as escadas. “Bom” ela responde num tom um pouco mais baixo que o deles. Senta-se a mesa e toma um gole do café, o que lhe lembra da permissão. “Mãe, eu quero conhecer Londres e...” sem ao menos concluir a frase a garota é interrompida pela mãe. “E o que é que eu tenho haver com isso?” a mãe pergunta meio que sem paciência. “Você tem haver que eu ainda sou menor de idade e eu preciso da merda da sua permissão pra poder viajar. Se não for muito incomodo é só assinar isso aqui e você se verá livre de mim.” Sah falou entregando a ela o papel da autorização para a mãe, que assinou sem nem pensar duas vezes. “Já comprou as passagens? Onde vai morar? Como vai se sustentar?” o padrasto perguntou preocupado. “Bom, não lhe devo satisfações, mas... já comprei a passagem de ida, que por sinal é daqui a três horas, já aluguei o apartamento e meu pai mesmo sumido continua depositando trezentos reais em minha conta, então posso me sustentar. Mas qualquer coisa eu arranjo um emprego...” diz. O padrasto ficou surpreso com a capacidade da garota de se virar sozinha, mas ele sabe que isso já era provável ate porque a mãe não dá a mínima pra filha. “Já arrumou suas malas? Vou te levar no aeroporto!” o padrasto diz ainda surpreso. “Já arrumei, mas não quero que você me leve, posso muito bem pegar um taxi...” Juh diz secamente. “Se ele não te levar você não vai !” a mãe diz impaciente. “Agrr” a garota rosna e sobe as escadas batendo a porta com toda a força quer tem. Ao habitar seu quarto, pega suas malas e as coloca em cima da cama. Entra no banheiro e se encara no espelho. Ela tem que parecer forte, por mais que seja difícil, ela precisa. Sabe que deixar aquele lugar será doloroso porque foi lá que ela viveu os momentos bons ao lado de sua irmã, mas sabe que também deve vingá-la.
Escova os dentes e passa uma maquiagem leve. Pega suas malas, olha pela ultima vez para o seu quarto e sai. Desce as escadas e vai a caminho da porta, já que o padrasto esta esperando ela lá fora. Despede-se da mãe, que por menos que pareça ela a ama. Entra no carro e olha pelo vidro, sua casa e sua mãe. Talvez essa seja a ultima vez em que verá tudo isso.
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