My wolf
4 My genius
Notas iniciais

Tenten queria matar seu parceiro.
Será que era mesmo proibido? Só uma mortezinha rápida, prometia ter compaixão por ele.
Bufou enquanto subia a colina que dava a estranha e agora melhor cuidada Mansão Uzumaki. Seu rei se casar com a doce e pequena Hinata realmente melhorou as coisas, lembrava que antes a mansão estava abandonada, bem como a cerca, o gramado não parecia mais com de uma casa abandonada; agora o imenso casarão ainda aparentava ser antigo, mas estava limpo, as janelas sempre abertas e a grama aparada. Entrou na mansão a passos largos, respirou fundo sentindo o cheiro da amiga na sala de estar da senhora logo ao lado do hall e agradeceu, estava sem o menor saco de andar aquela mansão inteira. Jogando-se no sofá ao lado de Hinata que lia um livro antigo sobre a cultura lupina.
Olhou para a amiga e bufou. Hinata estava lá, como sempre bela em seu vestido amarelo claro esvoaçante de algodão. Sentada na poltrona calmamente e elegante de pernas cruzadas tendo a sapatilha pendurada na ponta de um dos pés, estava totalmente em casa e mesmo assim tinha aquele ar altivo imperial, com a postura ereta e toque delicado quase sem tocar nos objetos, rosto sereno e os intensos olhos perolados agora a fitavam com discreta atenção e preocupação velada. Até nisso eles eram iguais. Malditamente iguais!
— Você sabe que odeio seu primo não sabe? – Começou Tenten vendo Hinata sorrir e negou com um movimento de cabeça.
— Tenten, você o ama, pare de besteiras.
— Não, eu o odeio, ele é machista e um estúpido além do maior tapado de todos os tempos.
— Tenten, ele é seu parceiro, e pelo que li o amor surge assim que o fareja no ar. — Disse deixando o livro de lado e sentando ao lado da amiga a tocando nas mãos suavemente. — Tenha calma. Pelo que li, a probabilidade da união entre os lupinos aumentam depois que seu alpha encontrou o parceiro. Naruto e eu estamos casados, então é só uma questão de tempo...
— Pois que mande às probabilidades a merda! Faz um mês que veio o solstício! E vocês deram aquela imensa festa, eu o convidei, só para ver a maldita Shion se acabar com ele a noite no quarto acima do meu! Porra que vontade de mata-la!
Hinata a olhou complacente.
— Eu realmente pensei que daria certo... Deu certo com as meninas, faltou só você...
— Deu certo naquelas né, afinal a Sakura quase foi marcada pelos Akatsuki.
Viu Hinata estremecer e teve de controlar o próprio impulso de fazer o mesmo, afinal como lupina não deveria temer os inimigos.
— M-mas no fim deu certo com Rock Lee... E se ela tivesse usado todos os acessórios que mandei, ela não teria passado por isso. – Disse a sua rainha como que para aliviar a própria culpa. – Vamos à cozinha para eu lhe servir um chá e você me conta o que meu descabeçado primo aprontou agora.
Hinata levantou-se com a graça que Tenten sempre invejou e segurando em sua mão com delicadeza a guiou pelos corredores escuros acesos por velas, até a cozinha imensa decorada em estilo colonial com uma pia gigantesca e um balcão central, além claro, do ambiente separado que dava para um dos jardins internos da mansão, mas pararam na cozinha, onde Karin fazia algum tipo de massa.
Tenten olhava para a ruiva a sua frente com um ar de interrogação imenso na cabeça, mesmo que Hinata agisse como se nada de mais estivesse acontecendo era muito estranho o estado da “sempre pronta para seduzir” Karin. Normalmente Karin estava de roupas curtas cabelos estonteantes vermelhos, maquiagem impecável e saltos agulha. Agora ela estava de short velho, meias, camiseta furada gigante, um lenço acabado na cabeça e completamente imunda de farinha e restos de alimentos.
— O que...
— Sasuke gosta de torta de tomates, não me pergunte mais sobre isso, por que já me arrependi! — Disse Karin limpando o suor. – Hinata como você consegue fazer comida para esse batalhão e ainda ficar linda e bela?!
Viu a amiga que fazia chá ficar rubra ao extremo.
— Eu... Eu gosto de cozinhar desde pequena e me soava muito errado deixar toda a limpeza, conservação e comida para Kakashi fazer sozinho... Tsunade já passou da idade também e tem o jardim para cuidar bem como a estufa com suas plantas e os elixires...
— Ele é um BRUXO! BRU-XO! – Disse Karin exasperada colocando a torta dentro do forno. – Ele balança lá aqueles dedinhos e pronto! Tudo feito.
Hinata bateu os dedinhos suspirando, logo depois pegou o chá colocou na bandeja junto com três xícaras.
— Bom, ma-mas mesmo assim... – Sentou à mesa que havia no jardim de inverno. – Karin, pode se juntar a nós? Acredito que Tenten precisará da nossa ajuda.
Foi à vez de Tenten ficar rubra se jogando na cadeira renascentista branca e pegando um dos pettit four de chocolate.
— Ainda não conseguiu pegar o cabeludo? – Disse Karin sentando-se à mesa e tomando da xícara que Hinata ofereceu. – Dá uma chave de pernas nele que está tudo resolvido.
— Não posso! Essa merda de regra está me ferrando viu! – Respondeu Tenten bufando aceitando também a xícara. — Bem que por mim já tinha o agarrado jogado na minha cama e me acabado nele. Mas nãaaaao preciso esperar o precioso tempo dele maturar… Como se aquele cara já não estivesse para lá de maduro!
— Podemos fazer um piquenique aqui nos jardins, chamamos só os casais e quem sabe isso ativa o lado romântico do meu primo? – Sugere Hinata. – Oh! Seria uma ótima oportunidad...
Mas a mente de Tenten já não a ouvia mais, agora olhava para seu próprio reflexo na xícara. Como alguém lindo e perfeito como Neji olharia para ela? Ela realmente sonhava com algo assim?
O rosto era arredondado e por diversas noites virar fazendo a ronda tinha olheiras imensas, olhos comuns castanhos e cabelo também comum, castanho, com os dois coques laterais para não atrapalhar nas lutas, sua pele era levemente bronzeada, mas de forma desigual afinal não ficava de biquíni na piscina tomando sol por igual nem ficava em casa protegendo a pele, sim tinha uma rotina corrida onde estava cada dia com um tipo de roupa o que fazia diversos níveis de marca. Não tinha também nem tempo nem saco de passar os mil cremes na pele para torná-la macia ou sedosa, no máximo de cuidado era lavar o rosto cada vez que entrava em casa, mas isso se dava mais pelo suor.
Enquanto suas amigas vestiam-se de forma delicada e feminina Tenten sempre vestiu mais roupas de homens, afinal convivia com eles em um nível absurdo, sendo a única fêmea da alcateia!
Como alguém de bom nascimento, ótima escolaridade, porte e postura, educação rebuscada poderia se interessar por ela? Ainda mais tendo diversas mulheres ao seus pés?
— Tenten? — Disse Hinata a cutucando. – Você está ai?
— Ah! — Deu um pulo na cadeira. – Oi?! Desculpe!
— Estava com a mente aonde? – Perguntou Karin já limpa e de cabelos arrumados, bem como de regata roxa. Quando sua amiga se arrumou que não viu?
— Estava... Estava pensando que acho que vou precisar mudar muito para Neji me notar.
Hinata torceu o nariz.
— Tem certeza que é isso que deseja? Mudar o que é por um homem?
— Não é qualquer homem, é meu parceiro ideal, ele foi feito para ser meu, e eu dele... – Disse a morena cabisbaixa. – Acho que por ele vale a pena.
— Deixa de ser idiota! – Disse uma voz vinda do quintal, Sakura entrou com sua roupa de Muay Thai, aquelas bermudas largas que caberiam três dentro, na cor preta e um top vermelho sangue tampando o projeto de seio, jogou a luva sobre a mesa e tomando a xícara da mão de Karin. – Você bem disse tudo, ele é SEU PAR ideal, ele foi feito para VOCÊ então pare de se menosprezar, sim? Ele vai perceber que te ama pelo que você é. Afinal, ele foi feito para que fosse tudo que você deseja e vice e versa. — Abanou a mão indicando esse fato. — Ele pode negar, xingar, reclamar, mas quando menos esperar vai estar de quatro implorando para você pegar ele de jeito enquanto ainda está suado do treino e por você em posições que…
— SAKURA! — Exclamou Hinata envergonhada. — A-acho q-que entendemos a… ideia...
— E como em chiclete, nossa nem me fale! Quando Sasuke me pega de quatro, mamãe…
— Me-meni..-menina-as… — Hinata atingia novos tons de vermelhos ainda não descobertos pelo pantone. Tomou mais um gole e a líder voltou a falar — O… o problema da Tenten… o fato de Neji e ela serem um par….
— Ah! Verdade, perdão ai Hina, esqueci que ainda é toda puritana, mas enfim Tenten, a Sakura está certa, ele já te ama só acho que ele só é burro de mais para notar isso. – Concordou Karin tomando de volta a xícara.
— Impossível, ele é considerado um gênio. – Defendeu Tenten.
— Ele é meu primo, eu o amo, e sei de sua capacidade intelectual, mas no quesito amoroso ele é uma toupeira. – Disse Hinata envergonhada enquanto voltava da cozinha com mais uma xícara e dando a Sakura.
Todas riram.
— Ok, ok desisto de defender, ainda mais depois da última...
— O que ele aprontou? – Perguntou Sakura enfiando três peti fours de uma vez na boca enquanto Karin resmungava um “gorda” prontamente ignorado pelas demais.
— Vocês sabem do costume idiota dele de pedir para eu sondar e ajudar ele a ficar com as meninas que ele quer né?
— Claro, foi ai que descobri que meu primo era uma toupeira.
— Pois bem, ele decidiu que já está na idade de aquietar o fogo e ser um homem sério, afinal, o tio quer passar para ele a presidência, e pediu minha ajuda para não só conseguir um encontro com a Ino como também para conseguir descobrir o que fazer para ele namorar ela!
— Sério? — Karin perguntou bufando. — Ok, você deveria soca-lo.
— NÃO É?! Eu penso o mesmo, apoio e ajudo! – Disse Sakura. — E olha que o Rock adora ele hein!
— E por que a Ino? – Disse Hinata sem desviar os olhos dos olhos magoados da amiga.
— Segundo aquela ameba, por que ela é uma menina de família tradicional, que nem os Hyuuga, que não vem se envolvendo com ninguém desde o termino com o Sai o que já faz um tempo, então passa a imagem de menina séria, com boa aparência, sabe se portar em locais públicos e é inteligente.
Lutava contra as lágrimas, afinal era o completo oposto de si mesma, embora sua família seja de lupinos respeitados e conhecidos por serem os maiores conhecedores de armas do mundo sobrenatural, na cidade eram novos, ela e os pais mudaram-se para cá para ela fazer parte da alcateia de Naruto e hoje morava sozinha, já que os pais voltaram para seu bando original. Era uma forasteira, que agia e falava que nem um homem, nunca precisou aprender trejeitos sociais, e embora tivesse uma excelente inteligência não tinha tempo para se preocupar com notas, escola ou coisas do gênero.
As amigas a abraçaram.
— Ele não está pronto para você.. – Disse Hinata gentil alisando o cabelo da amiga.
— Por que você não desencana e cuida mais de si mesma? – Pergunta Sakura.
— Espera, não foi você mesma que falou para eu não mudar por ele?
— A Sakura quis dizer para deixar isso de amá-lo e dele ainda não vir até você de lado por hora, e focar-se mais em você e nas coisas que você gosta e quer fazer.
— Sim! Manda ele se virar sozinho com a Ino, vai estudar suas armas e essas coisas que gosta, vai tirar um tempo para você, é a única da alcateia que está sempre ajudando só outros e quando não, está lá, pronta para servir ao Neji sempre que ele precisa. – A rosada comentou desleixada terminando seu chá servindo-se de mais.
— Isso, deixa ele de lado um pouco, meu primo está com o ego nas alturas, ele precisa aprender a valorizar o que tem em volta. — Hinata apesar da voz meiga girava os olhos ao dizer.
Tenten suspirou pensando no que as amigas disseram, e era uma verdade.
— Estão certas! Vou mesmo me cuidar, minha casa não vê uma faxina há semanas e a loja coitada, está às moscas só com a Moegi por lá cuidando das armas. – Levantou de supetão. – Meninas, tenho muito que fazer, obrigada!
Viu as três acenarem a partiu para a cidade, sua casa ficava no centro. Como todos da alcateia, tinha um quarto para si na mansão e quando tivesse com o parceiro poderia morar lá para a segurança dele ou mesmo poderia continuar morando onde estava, e sinceramente por esse motivo nunca ligou muito para sua casa afinal, sabia que logo estaria morando na mansão, mas agora já não tinha tanta certeza.
Era pequena e simples, mas era sua. Comprou com seu suor e trabalho. Em baixo ficava a loja de armas brancas e subindo uma escada lateral estava seu pequeno apartamento de uma sala uma cozinha dois quartos com suíte. A loja vivia as moscas afinal não tinham muitas pessoas interessadas em armas brancas na cidade, isso não importava, era somente uma fachada, afinal a venda para a comunidade sobrenatural era excelente. Por isso sua aprendiz Moegi nunca tinha muito que fazer, sua única e real preocupação era uma vez ao dia ir aos correios pegar matérias-primas e levar os produtos.
— Pimpolha! Temos muito que fazer! – Disse Tenten entrando na loja e acordando uma Moegi que dormia no balcão e se estatelou no chão.
— Como assim mestra? Encomenda grande dos centauros de novo? – A pequena estremeceu. – Fiquei semanas com os dedos doendo por fazer aqueles arcos especiais.
Tenten deu um tapa na cabeça da menina.
— Fica quieta! Olha onde estamos.
— Que foi? Está vazio mesmo!
— Ora sua... Ah! Que seja, é verdade mesmo... Mas isso vai mudar! Vamos modificar o publico alvo!
— Como assim?
— Pequena, nós fazemos somente armas reais, então tirando um ou outro aprendiz do Gai, ninguém vem aqui, agora iremos fazer armas ornamentais também, para decoração! – Disse bastante empolgada. – E mascaras e outras peças do gênero, isso vai atrair o publico.
— E para que mestra? Tipo, já não vendemos bem? Não é só uma fachada?
— Ué e por que não uma fachada que me dê lucro no lugar de prejuízo e um canto para você tirar sua cesta? — Abraçou a prima distante e aprendiz pelos ombros. – Visualiza assim, que a loja física eu vou te dar 10% de comissão em cima das vendas.
— Oh! Mas então o que estamos esperando? – Moegi sorriu empolgada já indo aos fundos onde ficava a oficina e arrancando uma risada de Tenten.
Quando viu já estava no horário do crepúsculo, normalmente sairia para fazer a ronda, mesmo não sendo sua vez simplesmente por ser o horário onde Neji não tinha saído do serviço ainda e ela já tinha de fechar a loja, mas agora não mais.
— Moegi vem, vamos jantar fora.
— Você? Caramba! O que te deu hoje hein?
— Para de ser intrometida menina, e vamos!
Deu um novo tapa na cabeça da menina. Moegi morava com Tenten, que era “responsável” pela menina. Geralmente jantavam umas frutas e depois a morena descia para fazer mais armas a noite quando a magia da lua a auxiliava nisso e depois fazia sua ronda antes de dormir.
Foram à padaria que tinha perto de casa pedindo um lanche para cada uma e Chouji o filho do dono e seu amigo as serviu. Era um bom moço e amigo de Tenten da época da escola. Educado, gentil, compreensivo, era um cara forte de formas mais redondas e um rosto de bochechas grandes, o cabelo era comprido e geralmente o usava solto, mas agora por conta do trabalho estava preso com uma daquelas redinhas estranhas, o que tornava tudo divertido em conjunto com o uniforme branco e preto e a toquinha preta e amarela na cabeça.
— Posso sentar para jantar com vocês? Estou sozinho para comer e é chato.
— Claro, senta ai! – Disse Tenten dando licença à mesa.
— Cara hoje foi puxado, tive de acordar mais cedo ainda para entregar umas encomendas em tempo, estou morto! Sinto até saudade de trabalhar no refeitório da faculdade... – Ele disse dando uma boa mordida no seu imenso lanche. – Meu pai ficou até com dó de mim hoje, e me deu dispensa amanha.
— Ah nem me fale, vamos ampliar os negócios lá na loja então passamos o dia trabalhando que nem condenadas. – respondeu Tenten empolgada tomando um bom gole de refrigerante. – E amanhã tem mais, no meu caso, nada de folga.
— Poxa chefe, cê bem que podia me dar uma folguinha hein. – Moegi comentou. – Pegou pesado comigo hoje.
— Ué, mas a loja está sempre vazia, você nunca tem o que fazer Moegi. – Disse Chouji arrancando uma risada de Tenten.
— VIU! Até ele que nunca tem tempo de ir lá concorda que você andava sem trabalho. – Comemorou vitoriosa Tenten.
— Me conta mais dessa ampliação.
— Ah! Então vamos fazer também armas e armaduras para decoração. – Comentou Moegi empolgada, afinal dali que sairia sua grana extra.
— Uou! Legal, sempre quis uma espada medieval!
— Será um prazer fazer para você.
— Será ainda melhor receber minha comissão! – Moegi comentou baixinho com os olhos brilhantes.
— Cara por que não fazem réplicas ficcionais?
— Como assim?- Perguntou Tenten perdida.
— Sabe, sabres de luz, a espada dos Thunder Cats...
— Eu,.. Eu não conheço muito dessas coisas. – Comentou Tenten constrangida.
— Não! Isso não pode! Eu preciso te apresentar e você vai ver tem todo um publico que compraria!
— CHOUJI!!! – Gritou o pai do moço. – Vem logo!
— Ai droga, deu minha hora, amanhã você tem tempo que horas, queria te falar essas ideias. – O moço disse colocando de volta o chapeuzinho da padaria.
— Só à noite, de dia estou arrumando a loja. – Respondeu Tenten com um muxoxo, estava mesmo interessada na ideia.
— Então vamos jantar e tals que te falo tudo, te pego lá na sua casa, pode ser? – Perguntou de pé já, mas sem de fato sair da mesa.
— Perfeito! E se as ideias forem mesmo boas a gente discute uma comissão.
— Que isso não precisa...- Disse envergonhado.
— CHOUJIIIII!
— Vai lá. Também deu nossa hora, vamos Moegi.
Tenten estava concentrada em meio a fundição de uma liga metálica quando o telefone tocou, amaldiçoando até a nova geração de quem ligou o atendeu colocando no viva voz.
— Fala.
— Atrapalho? — Aquela voz grossa e sensual retumbando por todo o ambiente não estava ajudando em nada.
— Não, estou só cuidando de umas coisas da loja.
— Tudo bem com você Tenten? – Perguntou educado e gentil como sempre.
— Tudo ótimo, estou planejando uma ampliação na loja para melhorar as vendas.
— Excelente! É verdadeiramente importante não parar nunca de evoluir os negócios. Como será?
— Farei materiais mais focados também em armas não funcionais para decoração e outras ideias do gênero.
— Muito bom! Tenten, conseguiu falar com sua amiga?
Suspirou, apoiando a liga no balcão. Estava demorando.
— Não Neji, e sinceramente nem vou falar.
— Por que motivo isso agora Tenten?
— Neji, como acabo de lhe falar, estou remodelando a loja então estou muito focada para ter tempo de ir à floricultura e falar com a Ino, você já é grandinho e já ficou com inúmeras mulheres, conhece a Ino e ela já é sua amiga, portanto, sabe como fazer.
— Mas Tenten eu...
— Neji, se você é meu amigo vai notar que esse não é um bom momento. – Cortou Tenten enquanto colocava a liga no molde.
— Tudo bem então, está certa, desculpe meu inconveniente de qualquer forma e obrigado por tudo que já fez nesse sentido, nos vemos amanhã, tenha uma boa noite.
— Boa noite Neji.
O telefone ficou mudo e Tenten se jogou no banco suspirando, negar algo a Neji era difícil, mas preciso, afinal seu coração não aguentava mais sofrer ao vê-lo com outras. Voltou ao trabalho que era mais saudável, perdendo-se em lembranças da infância e adolescência bem como em sua resolução atual. Quando notou já era hora de sua ronda da aurora e passara a noite toda trabalhando.
Depois da honra acompanhada de Itachi partiu para a academia aonde treinava com Rock Lee e Neji todos os dias logo cedo.
Logo após o treino os três partiram para a cantina tomar a vitamina de sempre.
— Seu giro está cada vez melhor Tenten! Isso que é bom de se ver! – Disse Rock Lee empolgado. – Uma verdadeira demonstração do fogo da juventude!
— Verdade, está melhorando em demasia sua elasticidade.
— Obrigada menos, mas você também anda bem elástico hein Lee, Sakura está te fazendo bem não é?!
— A minha flor de cerejeira é um doce que poucos conseguem lidar e sabe do que preciso para estar sempre melhor.
— Quanto amor! – Tenten disse rindo feliz pelo amigo. – Espero que a “flor de cerejeira” deixe um pouco de você para os amigos.
— Tenten está certa, quase não saímos mais com você. Que tal irmos ao boliche hoje a noite?
— Podemos ir amanhã, hoje tenho cinema marcado, mas não deixarei vocês de lado! Posso garantir. – Rock Lee respondeu prontamente.
— Então o que me diz hein Tenten, nós dois em uma boa disputa?
— Também não dá para mim hoje, já tenho compromisso. – Disse sem graça, normalmente concordaria e não perderia uma chance de sair sozinha com Neji depois iria logo ligar e desmarcar com Choji, mas agora não, agora iria sair com seu amigo para ver coisas do seu trabalho e ele que convidasse outra para o boliche.
— Tudo bem então, amanhã! – Disse Neji claramente mais que surpreso.
— Estou indo galera! — Disse Tenten enquanto arrancava a regata larga ficando somente de calça militar operacional e top, estava derretendo, pegou a garrafa de água e se deu um banho antes de sair do campo de treino e voltar para a cidade.
Chegando à loja encontrou Moegi debruçada no computador analisando móveis, preços e novas diagramações para a loja; deu um leve tapa na testa da menina antes de tomar seu merecido banho e descer.
— Você quer uma folga da loja pimpolha?
— Claro!!! — Disse Moegi já pegando sua bolsa.
Esperou a menina estar na porta antes de completar.
— Ótimo, como sua chefe te dispenso hoje e como sua tutora estou mandando você ir lá em cima limpar aquela casa que está um nojo, atenção ao banheiro viu.
— Aaah não! Isso já é trabalho escravo sabia?
— Não, não sabia, considere parte do seu treinamento para tonificar músculos .
— CRUEEEEEEEEEEEEEEL — Disse a menina subindo triste a escada.
— Terminando, você esta completamente dispensada dos deveres de hoje.
— Te amo! — Gritou Moegi do outro andar arrancando risadas de sua tutora.
Depois disso Tenten não se permitiu pensar, dedicou todo sua atenção ao trabalho de forma intensa e concentrada, queria até o final do próximo dia estar com tudo projetado, precisava juntar um dinheiro também, afinal precisava promover os novos produtos e a nova linha, além é claro de dar um nome para essa nova linha e investir uma graninha na remodelagem da loja.
Precisava também ver se Sai fazia um preço camarada do serviço de decorador, por que ia precisar de ajuda. Sai não era humano, ele fazia parte das alcateias selvagens e tinha vindo para proteger um pacote muito importante para as tribos selvagens, bem como Temari. Embora Temari não seja uma lupina desperta, mas isso não era da sua conta, não envolvia sua tribo e eles tinham conseguido o passe para viver ali. O que lhe importava mesmo era que Sai era um excelente arquiteto e decorador, e faria um trabalho ótimo ali, só era preciso saber negociar.
Mandou um e-mail para o outro feliz que estava com quase tudo já bem planejado, era só subir para tomar um banho e se arrumar para sair e encontrar Chouji, estava curiosa sobre a ideia.
Chegando à sua sala, encontrou Moegi deitada no sofá com um balde de frango frito sobre a barriga e vários pacotes de hambúrguer dentro do lixo logo ao seu lado.
— Você abusa do nosso sistema hein. — Disse encostando-se ao sofá e pegando um dos frangos.
— O que posso fazer se sou e sempre serei naturalmente gostosa? — Moegi responde carregada de irônica sinalizando seu corpo simples, mas magro.
— Só se você transformar, se não o gene não ativa. — Responde já se afastando, mas a menor faz questão de responder sem tirar os olhos da televisão.
— E ainda terei um sistema melhor que de muita gente por ai.
— Não abuse pirralha. — Fala antes de fechar a porta do banheiro.
Liga “Get The Party Stared” de Pink, para tocar e começa a tomar banho e dançar pelo banheiro lavando todo o cabelo feliz e massageando a cabeça, afinal no final do dia os coques as vezes doíam a cabeça. De reflexo enquanto cantava olhou-se no espelho e admirou, estava bonita assim espontânea e pela primeira vez em muito tempo leve. Por que não aproveitar esse momento para arrumar-se mais?
Saindo do banho passou a fazer caretas enquanto se maquiava, somente para rir, assim era mais divertido, nada muito pesado somente uma base para esconder os dez mil tons que tinham em sua pele devido ao som que tomava de forma irregular e o ressecamento por nunca hidratar uma sombra clara para acender os olhos e disfarças as olheiras das noites mal dormidas e um bom batom vermelho, por que, bom gostava de vermelho! Oras! Prendeu o cabelo só pela metade deixando dois pequenos coques e o resto solto e vendo que já estava atrasada vestiu um de seus três vestidos, o primeiro que veio na mão, um preto sem mangas com gola em “v” justo em cima e solto da cintura para baixo, uma vez Ino explicou que a saia seria algo como “godê” ou algum termo em francês assim idiota, ia até o meio das coxas, querendo ser prática vestiu suas botinhas baixas também vermelhas e pegou a bolsa vermelha sobre a cama, a única mais ajeitadinha que tinha.
Olhou-se com pressa no espelho da porta do armário e sorriu, não é que ficou bom?!
Quando chegou à sala Moegi e Chouji dividiam um saco de salgadinhos e viam Teen Wolf na televisão.
— Não íamos… jantar? — Perguntou Tenten vendo o amigo devorar os salgadinhos e atraindo a atenção de ambos.
— UOU Tenten tá gostosona! — Disse Moegi cuspindo salgadinho por toda a sala limpa.
— E vamos, isso só um aperitivo para abrir apetite. — Disse Chouji levantando.
— Mas não servem isso no restaurante? — Perguntou Tenten com o rosto vermelho prontamente “ignorando” o comentário da prima sem deixar de mostrar o dedo do meio para a pequena enquanto caminhava.
Já na rua enquanto caminhavam lado a lado aproveitando a brisa fresca da noite, Chouji comenta.
— Sabe, não deveria ser tão dura com a menina, você está mesmo bonita.
Tenten olhou para o amigo esperando ver se era brincadeira, mas não era; ele somente a olhava sorrindo gentil, tão pouco parecia uma cantada. Era somente um comentário gentil e sincero.
— Obrigada... Eu sei que ela falou por bem, mas o exagero foi só para me constranger. — pontuou Tenten enquanto rolava os olhos, essa mania de Moegi falar sem pensar as vezes cansa.
— Oh! Mas é claro, se não for insuportável não é um adolescente, só que relaxe, é uma fase. — Chouji disse abanando a mão sinalizando ser pouca coisa.
— Ela sempre foi assim. — Tenten bufa enquanto diz, afinal, sabe que nem de longe é uma fase. O que atrai um olhar de pena de Chouji que dá os ombros enquanto responde.
— É, então melhor acostumar-se e entregar para Deus.
Ambos riem e voltam a falar de suas próprias adolescências. Era gostoso conversar com Chouji o papo era leve e engraçado, ele não forçava para ser algo que não era e tentava levar a vida da melhor maneira possível.
Em dado momento do caminho até pensou que se sua vida fosse de uma humana normal daria uma chance para o moço, era uma excelente companhia. Pena que seu mundo não funcionava assim.
Já era meio do jantar quando Chouji passou a falar sobre as replicas ficcionais, explicando existir um universo de obras criadas de ficção e onde muitas tinham tema medieval ou de guerras e lá existiam: armas, armaduras, escudos, e todo o tipo de arma branca possível. Portanto, caso Tenten conseguisse as patentes e os direitos de criar réplicas as venderia muito para esse publico fã.
— Mas Choji, eu não sei se conseguiria fazer isso. — Tomou um gole do vinho branco. — Não que eu não saiba fazer as armas, mas digo a parte de entrar em contato com os donos das obras e pedir autorização e como fazer todos os tramites legais.
Suspirou dando uma garfada em seu filé mignon ao molho de laranja, estava mesmo uma delícia e realmente Choji acertou em dizer que ela ia gostar.
— OH! Mas isso você pode pedir ajuda ao Neji, ele não fez direito? Então, ele deve saber quais os procedimentos legais e, quanto aos donos das obras, acho que isso é só uma questão de buscar informações na internet, não? Moegi deve saber fazer. — Chouji comentou devorando seu segundo prato, algum tipo de massa pelo visto.
— Sim! Verdade! — Apontou o garfo para Chouji empolgada. — Você é um gênio!... Mas precisarei de sua genialidade mais um pouquinho.
— Não estou aqui a disposição?! — Pergunta o moço rindo. — Manda lá.
— Eu não saberia sozinha, quais armas têm potencial para ser compradas ou não, afinal eu posso achar uma muito boa ou muito bonita, mas não ter tanto apelo perante aos fãs… e pelo visto você faz parte desses fãs, você seria esse meu consultor para assuntos da cultura pop?
— As suas ordens my lady ! — Chouji diz fazendo uma mesura exagerada arrancando uma risada de Tenten.
— Oh! Seus trabalhos serão indispensáveis meu caro! — Tenten comentou com um ar de dama entrando na brincadeira. — No entanto se não executar com primazia, cabeças irão rolar!
— Neste caso, amanhã mesmo receberá um memorando de minha pessoa, com os principais e mais nobres armamentos de todos os histórias e reinos, via mágica eletrônica! — Chouji pôs a mão no peito e bateu decidido de leve na mesa. — Por minha honra! Por sua senhoria! Por vosso vasto reino!
— Sim, meu vastíssimo reino de quatro de frente por seis de largura! Imenso e vai até aonde a vista da janela para dentro vê!
Ambos gargalham com a piada, enquanto Tenten percebe que fazia tempo que não se sentia assim leve e livre, onde não precisava se preocupar com invasores, ou com entregas, muito menos com se o outro está a olhando admirado e dando sinais ou não. Era só um momento divertido. Sorrindo gentil ao seu amigo pegou em sua mão colocando a gordinha e grande mão entre as suas.
— Chouji, muito obrigada viu por tudo que está fazendo por mim, esta noite mostrou ser uma das melhores dos últimos tempos.
O moço foi tingido de vermelho e sorriu também compreensivo.
— Para isso temos amigos, não? — Colou sua outra mão sobre o aperto e fez carinho. — Pode sempre contar com meu apoio viu!
— É, estou vendo que anda bem… ocupada! — A voz grossa grave e máscula de Neji soou atrás de Tenten fazendo ela e Chouji saírem da cúpula de companheirismo e o olhar o Hyuuga.
Tenten estranhou a face de seu amado, mostrava-se sério, compenetrado e com uma fúria contida.
— Ah sim! Tinha marcado com Chouji um jantar hoje, por isso não pudemos sair para o boliche. — Tratou de explicar a morena para logo ver a sua amiga loira estonteante chegar. Corpo curvilíneo, magro, com formas delicadas e nada volumosas, mas proporcionais, pernas cumpridas e alta, cabelos longos na cintura soltos e uma mecha solta displicente sobre a face.
— Neji, achou uma mesa? — Perguntou Ino, para logo ver a outra e sorrir correndo para abraça-la. — Tenten! Quanto tempo! Poxa nunca mais foi a minha floricultora, estou morrendo de saudades!
— É. Sabe, eu vou ampliar meus negócios, então ando meio sem tempo, mas caramba! Também estou morrendo de saudade! — Tenten abraçou a amiga em um abraço apertado estava mesmo com saudade da loira descabeçada, mesmo que a ver ali com Neji doía fundo em sua alma. — Venham, sentem conosco! — Então lembrou-se de Chouji.- Sem problemas né?
— Claro, sentem ai os dois! — Disse seu amigo já fazendo sinal para o garçom trazer mais duas cadeiras.
— Maravilha! — Disse Ino dando palminhas. — Assim colocamos os assuntos em dia!
Neji nada falou somente puxou as cadeiras de Ino e Tenten para sentarem antes de dar a volta e sentar na própria. Seus olhos não desviavam da morena que já estava incomodada com isso, afinal não entendia o que podia ter feito para atrair a raiva do amigo.
Pensava sobre isso enquanto via Chouji e Ino amigos de infância contando histórias do seu passado junto com Shikamaru. Não tinha menor sentido essa raiva, o treino foi normal. Se bem que segundo a pontuação dele sobre ela estar ou não ocupada, era um sinal claro de que estava realmente irritado por ela tê-lo trocado por Chouji.
Mas ele devia compreender que não tinha menor sentido desmarcar com um amigo para o outro. E outra, ele devia parar de encara-la e ficar contente, afinal tinha conseguido seu precioso encontro e agora o estava perdendo para ver Chouji e ela conversarem sobre, o que raios mesmo eles conversavam.
O resto do jantar passou em um flash para a Mitsashi que tentava a todo custo não ficar pensando nos olhares insistentes de Neji sobre si. Na hora de ir embora espantou mais ainda ao ver Neji sugerir Chouji de levar Ino já que eram vizinhos que ele levava Tenten já que moravam para o mesmo lado.
Foram caminhando em silêncio.
A noite estava mais gelada que o normal e atingia seu corpo com força pegou seu fone de ouvido de dentro da bolsinha e colocou no ouvido tocando “Try” da Pink, olhou para o céu e a lua crescente aparecia, se permitiu sorrir plena como somente a lua a fazia se sentir e murmurou junto com a música:
— You gotta get up and try, and try, and try — Balançou um pouco a cabeça no ritmo da música.
— Nossa o encontro foi bom mesmo hein, está até cantando… — Comentou de forma irônica Neji a chamando de volta a terra e olhando espantada e bem confusa.
— Hein?! Que encontro?
— O com o Akimichi lógico! — Respondeu ele parando na porta da casa dela e cruzando os braços, de maneira altiva.
— Eu não estava em um encontro Neji, ele estava me ajudando com a loja, me deu uma ideia muito boa de réplicas e estava me explicando como fazer. — Ela explicou feliz enquanto apontava para a loja, era só um mal entendido fácil de resolver.
— É, notei todo o apoio “muito obrigado viu, por tudo que está fazendo por mim, esta noite mostrou ser uma das melhores dos últimos tempos”... — Ele respondeu a imitando na voz de forma fina e completamente pedante. — Deu as mãozinhas e ainda o cara solta “Pode sempre contar com meu apoio viu!”
— Pelos Deuses Neji! Você decorou o que falamos? — Tenten passou a mão pela cabeça inconformada, o que raios estava acontecendo ali?
— Logico que não! — Respondeu exasperado descruzando os braços abrindo um sorriso sarcástico e frio. — Só fiquei espantado com toda essa intimidade, e que para ele você tem tempo, agora está explicado por que você não pôde me ajudar, ou mesmo tem tempo para sair com quem diz ser seu melhor amigo, está toda assanhada para o Akimichi.
Furiosa olhou bem fundo nos olhos dele apontando o dedo em sua face.
— Primeiro, que eu não preciso e nem devo ser seu mascotinho adestrado que vai lá e facilita sua vida sexual como sempre fui! Isso não é função de amigo e sim de capacho! Segundo, você nunca valorizou em primeiro lugar nossa amizade, quantas vezes não marcamos coisas, mas você desmarcou por que iria sair com outas meninas, ou por que seu tio pediu para você rever um caso, ou qualquer coisa que considerava mais importante que nossa amizade era SEMPRE EU que tinha de abrir mão e sair correndo da onde eu estava para te ajudar. — Apontou acertando o dedo no peito dele. – Terceiro, que eu não me assanhei com o Akimichi ele é um grande amigo que vendo que eu estava buscando novos horizontes, no lugar de só ficar chateado por não ter mais quem agite meninas, pelo contrário, me apoiou e não só isso, como decidiu ser ativo e ofereceu ajuda! Esse jantar só foi marcado por que ambos estávamos sem tempo! E eu não vou mais pôr você em primeiro lugar quando você não me valoriza Neji.
Sentia os olhos marejados e doía fundo ao ponto de ficar difícil de respirar brigar com ele. Mas já não aguentava mais os abusos.
— Eu estou sempre aqui por você Neji, sempre estive e tudo que você fez foi pisar e lidar comigo como uma peça descartável, que quando era interessante pegava e usava. Você nunca me viu como uma menina que precisava proteger, era a Hinata que merecia proteção, e eu? Eu era chamada para bater nos moleques junto com você. Enquanto você queria coisas sofisticadas ou fazer cursos de vinhos, cursos de arte e coisas assim, nunca lembrava de mim, nunca pensou se gostaria de ir junto ou não, mas para arrumar seu quarto, me jogar no sofá e ver filmes ruins, para treinar, para ajudar na mudança, eu servia.
Não acreditava que estava assim, explodindo tudo que sentia e Neji só ficava lá com aquela cara de espanto olhando hora para o chão ora para ela perdido e pálido. Virou-se de costas.
— Eu cansei de ser segunda, terceira ou mesmo última para você, enquanto você sempre foi o primeiro para mim… Cansei de você sempre esperar o pior de mim e achar que o que eu faço podia ser melhorado, e que eu não estou agindo certo, como achar que vou me jogar para alguém, quando na realidade só estava me divertindo com um amigo… Me procure só quando me ver de verdade Neji, e não antes, me procure quando eu puder ser uma das primeiras para você, se não, mantenha distância... Por que eu... — Fungou doído. — Eu cansei.
Sem se importar com mais nada saiu correndo para dentro de sua casa, jogou-se na cama e lá ficou chorando, queria morrer. Estava por escolha própria afastando e mandando pastar seu parceiro.
Por que tudo com ela tinha de ser tão mais complicado, desde nova, existiam poucas lobisomens fêmeas, existem menos ainda iguais a elas que conseguem manusear armas transformadas. Enquanto todas as meninas podiam preocupar-se com seu amor ela precisava preocupar-se com guerras. Enquanto podiam correr atrás de quem ama, ela era obrigada a esperar, e pelo visto esperar pelo impossível.
Só queria ser feliz…
Os dias passaram como um borrão para Tenten que só se preocupava com sua loja e com as rondas. A lua cheia veio e partiu e, pela primeira vez, Tenten não a aproveitou como gostava só desejava que acabasse logo para voltar a sua rotina.
Nos primeiros dias imaginava que Neji apareceria em sua porta com um pedido de desculpas, mas com os dias passando a esperança foi morrendo rapidamente junto e simplesmente deixou de existir um dia quando viu o rapaz e Ino passando de mãos dadas na rua.
Agora lutava para se acostumar com a solidão e com o fato de saber uma verdade dura, estaria sempre só, afinal não tinha escolhas, não havia como colocar outro no seu lugar.
Um dia antes da lua cheia do mês seguinte, aproveitando que tudo estava acertado na loja e que fariam a reinauguração dai há dois dias em um sábado, decidiu finalmente ir à biblioteca da mansão Uzumaki, pesquisar sobre sua situação.
Deveria ter algo documentado sobre o que acontecia com os lobos que não ficavam com seus parceiros uma vez identificados.
Foi um dia todo pesquisando e boa parte da noite, mas achou mais dois casos, em todos, a imortalidade com o tempo os abandonava e passava a envelhecer e portanto, faleciam de velhice. Aparentemente o fato de marcar seu parceiro não só dava imortalidade ao parceiro como também reafirmava a do lobo que portanto, envelheceria após a idade de acasalamento passasse ao parceiro.
Sorriu amarga, é quando Neji ficasse velhinho e impotente ela ia saber, afinal passaria a envelhecer. Eram também esses dois casos de lobos que se afastam de matilhas e ficam só.
Grande o seu futuro, solitária, lobo solitário, velho e morte.
Tenten ficou por algumas horas jogada sobre o chão da biblioteca, pensando na sua vida e percebendo que por mais triste que fosse, era a sua vida e somente teria essa a viver e portanto, era importante se reerguer e lutar para torna-la a mais aceitável possível.
Levantou num pulo e foi para sua casa para dormir, até por que a primeira noite de lua-cheia era sua obrigação exclusiva e ia precisa estar inteira. As vezes tinha inveja do Alpha que podia se transformar, completo com todas as habilidades, quando desejasse.
Por que, fora da lua cheia, só caso o parceiro tivesse em risco ou em solstício… Transformações sob seu controle só as medianas que a tornavam um lobo.
Pegou o Jipe na mansão e partiu para a cabana, que ficava na floresta que circundava a cidade. Era a cabana para lua cheia, velha com madeira bem gasta e escura e uma pintura ainda mais velha desgastada vermelha, sem janelas de vidro ou qualquer infraestrutura, do lado um pequeno caixote aonde existia o gerador de força, foi até ele e o ligou e deu um chute para funcionar. Era velha, cheirava mal, e vivia com infiltrações, mas simplesmente adorava aquela cabana. Afinal durante uma semana todas as noites eles tinham o maior poder possível, mesmo que perdendo o controle da transformação. Era uma cabana simples com três quartos, um para os meninos, um para Naruto e um para ela. Entrou no seu pequeno quarto com um colchão velho no chão e o armário, deixou os produtos de higiene e voltou para a sala deixando, dentro da geladeira velha, o estoque de carnes.
Faltava uma hora para dar o horário. Voltou para o quarto retirando totalmente a roupa e fazendo os exercícios de aquecimento para diminuir a dor da transformação a primeira da semana era sempre a mais dolorida. Bufou, odiava que enquanto seu corpo estava todo dolorido era ela que fazia a primeira vigila, nos outros dias não, ela podia fazer como seus companheiros e simplesmente aproveitar a floresta, correr, caçar, viver livre como o animal dentro dela pedia e outro assumia essa chata tarefa de se manter mais “racional”.
Caminhou nua pela floresta até o alto do monte sentando sobre a pedra que dava vista ao vale onde estava a cidade, Era linda a vista. Estonteante. Viu o laranja assumir e sair e a lua surgir ainda com o dia caindo, suspirou sentindo vir.
O corpo inteiro doía e rasgando a pele com as próprias unhas surgia a pelagem marrom médio achocolatado da sua “loba” uma imensa loba do tamanho de um cavalo com formas levemente humanoides conseguindo parar em duas patas a mão ainda estava lá, peluda com unhas imensas e garras.
Permaneceu deitada na pedra até sentir o corpo parar de doer seu coração pulsar mais rápido que um tambor, o calor corpóreo subir e sua respiração ficar acelerada. A garganta arranhava e o estomago doía de fome.
Queria caçar, queria carne queria sangue queria morte.
Foi então que ouviu o uivo alto e forte do seu alpha ergueu os olhos para a lua e uivou em resposta coordenada com os demais, correu sobre as quatro patas até a clareira da cabana encontrando com os demais. Eles eram maiores, mais fortes, com tórax mais largo e corpos mais musculosos, ela era mais curvilínea, menor e também a mais rápida.
Alinhou-se como os demais em um circulo em volta ao imenso lobo albino a sua frente era sem duvida majestoso seu alpha maior que todos com a pelagem loira dourada grossa. Assim como os demais, baixou a fronte e depois rolou de barriga para cima em sinal de rendição para então um a um ir se afastando para a mata correndo para aplacar a própria fúria sobrando somente ela e o alpha que a olhou profundamente dentro dos olhos resgatando seu eu humano de dentro.
Afinal por hoje seu dever não era brincar e aplacar o lobo interno. Não, por hoje era proteger a cidade, proteger a floresta para que ninguém entrasse e fosse caçar os lobos e principalmente proteger para que nenhum deles entrasse na cidade.
Até por que, nada melhor que carne humana, sentia pena e ao mesmo tempo felicidade em nunca ter provado.
Correu pelo que seriam duas horas, agora a noite ia longe quando na extremidade norte sentiu um odor diferente vindo do lado da cidade, desviou de um pequeno lago e partiu em disparada, nada a preparara para o que viu, era uma invasão de harpias descendo desesperadas sentindo a cidade vindas das montanhas ao norte, eram muitas! Centenas delas, ela diria. Iria precisar atrapalhar os planos dos demais, deu um uivo alto de aviso e já partiu para a luta, pequenas em tamanho batendo no que seria um ombro humano, mas mortais com garras, asas e bicos afiados se chegassem a cidade era o fim daquelas pessoas.
Lutava incessantemente sentido diversos cortes pelo corpo, suspirou de alivio ao sentir o odor dos seus companheiros se aproximando e logo os outros quatro estavam ali, comparado com algumas matilhas mais antigas por ai com mais de dez ou vinte lobos, a de Naruto era pequena, porém forte. Iria levar a noite toda, mas sem duvida conseguiriam limpar todas as harpias.
Lutava em sincronia até notar três harpias fugindo para o lado da cidade, correu atrás. Uma Tenten conseguiu saltar e pegar no bote já arranco sua cabeça fora ao fechar a mandíbula sobre o pescoço, mas as outras desceram mais chegando aos fundos de uma empresa que ficava na saída da cidade.
Engoliu em seco, conhecia aquela empresa, era a empresa Hyuuga.
Foi ao estacionamento já que conseguiu alcançar as harpias e via uma delas dando um rasante de bote em alguém. Alguém de corpo alto e másculo com longos cabelos castanhos. Alguém por quem Tenten daria a vida sem nem pensar.
Deu um salto pulando sobre a harpia que passou a rodar e lutar com a mesma, aquela era mais forte que as demais parecia um pouco maior e lhe acertou um dos olhos o furando. Urrou de dor.
— MALDITA! — o Berro do Neji a despertou, voltou-se para Neji e o viu na porta do seu carro tentando se defender da Harpia com golpes, chegou nela dando um giro para trás com as patas e acertando sua nuca arrancando com as garras, boa parte de sua cabeça a fazendo cair morta aos pés dos dois.
Aproximou-se de Neji preocupada e ele a olhava assoprando e ao mesmo tempo admirado, parecia analisa-la e suas intenções. Mansamente encostou o nariz em seu tórax respirando fundo para sentir se havia cheiro de sangue e não, havia somente o cheiro de ervas e café, que Neji exalava.
A mão tremula e receosa dele tocou seu focinho e entre os olhos.
— Mas q... – A voz cautelosa dele foi cortada por um grito alto, Tenten só teve tempo de virar a cabeça para cima e ver uma imensa harpia um pouco maior que um humano descendo em um rasante, enquanto a sentia se chocar com sigo jogou com uma pata Neji para dentro do carro em que estavam encostados.
Estava ferrada, era a Harpia Alpha além de maior era venenosa, portanto, se aquele bico imenso que tinha a acertasse morreria de forma agonizante em poucas horas, seus companheiros estavam longe lutando e estava sem um dos olhos, cansada, ferida, e logo mais o sol surgira... O melhor mesmo era lutar o quanto aquentar para Neji fugir e se tivesse com sorte conseguir durar até o sol surgir e queimar a harpia um ser da noite.
Foi quando ouviu o estrondo.
Alto forte e poderoso som de uma bala e seu corpo foi completamente respingado de sangue, metade da cabeça da harpia não exista mais, largou o corpo e olhou para o lugar da onde veio o tiro. Ali estava Neji, com uma doze em punho e um olhar determinado no rosto, ele largou a arma e foi à última coisa que Tenten viu antes de apagar.
Sabia que estava viva.
Malditamente viva.
Por que não morreu ali mesmo hein?
Sabia que estava viva por um simples motivo, seu corpo inteiro doía. Principalmente a cabeça.
Seu reino por um analgésico forte. Sua alma por uma maldita morfina.
Bom, se desejava esse tipo de coisa mesmo o melhor á fazer era acordar e encarar a dura realidade de que não morreu e tinha um corpo bem dolorido.
Abriu os olhos e suspirou. O Teto de madeira antigo e desgastado já era um velho conhecido, estava na mansão Uzumaki, mas claramente em seu quarto por que aquelas cartas de pandas colado bem acima de si comprovava isso.
Adorava pandas, eles eram fofos meigos e com olheiras imensas, além é claro, de estarem em risco de extinção, serem ursos e comerem bambu.
Bom, se via tão bem significava que Tsunade conseguiu recuperar sua vista, ainda bem!
Foi tentar erguer sua mão para ver como estava o rosto, mas algo a impedia de erguê-la, mais especificamente uma mão, uma mão quente grande e com calos. Olhou para baixo e para o lado e se espantou ao ver sentado ali ao seu lado Neji com um ar cansado, olheiras e um sorriso pequeno nos lábios a olhando intensamente.
— Pensei que nunca acordaria. – Ele disse simplesmente. – Mas a senhora Senju estava certa, você acordou hoje.
— O que... — Sua voz saiu baixa e sofrida, seus olhos estavam esbugalhados.
— O que eu faço aqui? Bom eu que te resgatei. E temos muito oque conversar quando você estiver melhor Tenten. – Ele disse com uma leveza que não tinha antes, parecia mais calmo como nunca viu. Sem largar de sua mão pegou um copo de água no criado mudo de sua cama e a ofereceu. – Tome.
— Eu quero analgésico, por favor. – Disse Tenten acanhada por pedir algo.
— Ah! Claro, aqui tem umas pílulas para dor que a senhora Senju produziu. – Ele pegou de dentro de um pequeno prato rebuscado em sua cômoda uma já conhecida pílula rosa. E ergueu até próximo ao rosto da morena. – Abra a boca Tenten – Ele disse com uma voz rouca a olhando dentro dos olhos dela, foi impossível para a morena não obedecer sentindo aquela mão colocar sobre sua língua a pílula e ela fechar os lábios sobre seus dedos o sentindo puxar lentamente.
Ele estava brincando com fogo, seu interior gritava por ele.
— Á água... – Ele disse com um sorriso brincalhão e poucas vezes visto na face.
Tenten balançou a cabeça tomando um longo gole fechando os olhos e respirando fundo. O Efeito foi mediato sentindo todas as dores passarem, agora podia sair dessa posição de doente meio recostado. Portanto, sentou-se direito na cama recostando as costas na cabeceira vitoriana. Com esse movimento percebeu que seu corpo estava já inteiro novamente. Sentia a preocupação exalar de Neji e notou era melhor reagir logo para ele saber que estava bem, ainda mais por que deseja conversar urgente.
— Eu estou bem Neji, muito bem por sinal, mas... Agora quero as respostas e você é inteligente o suficiente para saber as perguntas.
— Tenten você não prefere esperar para estar melhor? Acabou de acordar, o certo era lhe dar um tempo para recuperar.
— Neji, eu estou perfeita eu sinto isso, Tsunade é boa no que faz, e a única coisa que não está bem é não ter a menor ideia do que aconteceu depois que apaguei, o porquê está aqui e por que está com essa calma entre outras mil coisas. – Disse já sem paciência a morena, afinal ela não era conhecida por ser dona de uma paciência muito grande mesmo.
— Certo vamos conversar então. – Ele pontuou segurando com suas duas mãos a mão pequena e delicada dela. – Eu sempre soube sobre os lobisomens da cidade. Não sabia quem eram todos, mas sabia que o líder era Naruto Namizake. Afinal, somos descendentes da mesma família e, apesar de mínimas, havia uma pequena chance de eu nascer com o poder lupino, então desde pequeno fui informado, e tudo só piorou quando Hinata nasceu e Naruto a farejou no berçário ainda. A família dele informou a nossa do ocorrido, bem como quem ele seria no futuro, por isso, logo eu, meu pai e meu tio ficamos responsáveis por cuidar dela, e por isso sempre fui super protetor em relação a ela. Não somente por ser a pessoa especial que é, mas também por que a paz na nossa cidade dependia de Naruto saber que ela estava bem e segura. – Ele suspirou a olhando para ver se tinha duvidas, mas Tenten não mostrava nenhuma face se não a de surpresa. – Eu só fui desconfiar que você era uma lobisomem quando Rock Lee casou com a Sakura do nada, da mesma forma com que o Uchiha pareceu casado com Karin, afinal foi o mesmo que aconteceu com minha prima e eu lembro que você, as vezes, conversava com o menino Uchiha, além de claro andar sempre com o Rock Lee. Então quando aquele lobo apareceu lutando com aquelas duas coisas com asas...
— Harpias...
— Isso! Harpias eu soube que era você naquele instante, mas fique com medo por você ali lutando. Acho que dar o tiro correndo o risco de lhe acertar foi à coisa mais difícil que já fiz na vida. Quando caiu eu sabia que você precisava vir para essa mansão que talvez eles lhe ajudassem. E estou aqui desde então, faz mais de uma semana, foi difícil de você acordar, pois toda noite seu corpo transformava e abria novamente as feridas. E transformada o remédio para o olho não fazia efeito. Os outros tinham outras preocupações e pareciam tranquilos de sua recuperação, mas eu não consegui ter essa calma. Nem sei como eles podem ficar tranquilos assim, vendo você novamente ferida todo dia de manhã!
— Por que você se importa?
— Hein? Tenten, você é minha amiga lógico que me importo.
— Mas antes nunca se importou Neji... – Tenten o olhava ferida, mas depois se suavizo. – Olha eu entendo que você quis me salvar, eu entendo até que me trouxe aqui, e muito obrigada por isso, serei eternamente grata, mas Neji, isso que você demonstrou agora era o que sempre esperei de você, o que eu sempre quis e que sempre me doeu você não dar, você nunca perderia uma semana de serviço por mim, nunca passaria uma semana sem sair com alguma menina por mim, e nem pararia sua vida por mim, nunca fez bem menos que isso, então não entendo por que isso agora, por que se importa agora?
Primeiro Neji a olhava estarrecido para por fim a olhar dolorido.
— Por quê? ... Olha... – Neji largou sua mão a fazendo sentir-se vazia e passou as mãos pelos longos cabelos levantando e olhando para a janela fechada voltando a dizer ainda de costas. – Por que não aguento mais! – Ele voltou-se de frente e ela viu o desespero em seu olhar. – Simples assim, eu não aguento mais. Olha, eu sempre, sempre e sempre lhe admirei, enquanto a maioria das adolescente estão preocupadas em ficar, você se preocupava em aprender o ofício da família, a maioria teria partido com os pais mas você não, você bateu o pé e ficou sozinha aqui numa cidade longe de tudo que conhecia com apenas dezessete anos! E Bancando-se, enquanto eu ainda vivia sobre as asas do meu tio, enquanto a maioria de nós estava curtindo a juventude na faculdade você dava seu melhor e abria seu próprio negocio, eu me matava na faculdade para conseguir boas notas, mas o que era uma boa nota quando voltava de uma saída nossa e via você comentando de ter pago mais uma prestação da casa? No ano em que me formei na faculdade, onde a maioria de nós está começando uma vida adulta, você já era dona do seu próprio negócio, dona de sua casa e ainda recebeu uma prima para criar! Você fez tudo sozinha, você é independente, determinada, não é frágil e precisa ser protegia, por que se protege sozinha, você sempre soube o que quis e foi atrás, e não deixa de ser você mesma, não precisa ficar fazendo mil cursos para tentar descobrir do que gosta, você sabe. Enquanto eu preciso aprender a falar, me portar, me arrumar, pedir sua ajuda para ter noção de como lidar com cada moça por não ter a simples noção do que cada uma espera de mim, você é estupidamente sensual sem fazer esforço, caramba quando treinávamos juntos e você no final jogava água sobre a cabeça e corpo eu tinha vontade de.... Nossa! — Tenten nunca tinha visto Neji tão desesperado na vida, nem tão vermelho. – Olha eu sei que eu sou um nada, eu ainda trabalho na empresa do meu tio, eu ainda moro debaixo do teto dele, eu ainda sou ultra inseguro, e eu sei malditamente que como loba você deve ter seu parceiro te esperando, e espero sinceramente que aquele inútil do Choji faça por merecer, mas vendo quão fantástica você é, fica impossível não te amar Tenten. – Ele sentou na cama, ela podia ouvir o coração dele batendo, podia sentir o suor escorrendo por sua testa e ver suas mãos tremendo. – E caralho como eu te amo! – Ele exclamou a assombrando nunca o imaginou falando palavrões. — Mas eu me afastei e eu tentava ficar com cada menina minimamente interessante dessa cidade para te esquecer Tenten, principalmente quando sobe do enlace da minha prima e minhas suspeitas sobre você ser lobisomem surgiram, ainda mais depois de você me chamar para a festa, eu sei que logo você vai estar com seu parceiro e eu preciso te esquecer por isso tentei com a Ino, mas entenda, eu só estava tentando o tempo todo estar a sua altura e te merecer e depois te esquecer por que amar o que não podemos ter dói de um jeito que você nunca poderá imaginar.
Tenten sentia seus olhos brilharem e as lágrimas descerem.
— Oh! Tenten, não queria que chorasse, não precisa ficar triste por mim eu ficarei bem, eu vou ficar bem.
— Não idiota, eu estou chorando por que você é mesmo uma toupeira! — Ela disse agora rindo. – Claro que eu entendo o que é amar alguém que não posso ter por que eu tenho o parceiro mais estupidamente burro de todos os tempos... – Ela o abraçou apertado escondendo o rosto no pescoço dele e sentindo o cheiro forte, sentindo ele a abraçar apertado de volta, sentindo lágrimas molharem seu ombro. — Estúpido, eu te amo e você que é meu parceiro.
— C-como? – A voz dele soava surpresa e risonha.
— Isso que você ouviu, é você... – Afastou o rosto e subiu a mão pelo pescoço até segura no rosto o fazendo olhar dentro de seus olhos. – Sempre foi você, desde que cheguei a essa maldita cidade e me colocaram em sua sala no jardim.
Neji não esperou por mais nada e a beijou, beijou com vontade e o melhor beijo que Tenten poderia sentir, entrou-se totalmente ao beijo fazendo carinho naquela nuca apertando ele pelo ombro. Ele a segurou pela cintura e a puxou para seu colo com delicadeza a apertando contra si. O beijo foi findando com inúmeros beijinhos que Neji dava pelo rosto de Tenten, lentos, delicados e úmidos.
— Então quer dizer que sempre pude ter você para mim? – Ele perguntou acariciando seu rosto.
— Sim. – Disse vermelha pela primeira vez.
— Era só uma questão deu chegar em você? – A sobrancelha dele ergue-se em descrença.
— Sim. Eu não podia atravessar a vontade do parceiro...
— E todo esse tempo que sofremos separados poderíamos estar juntos? – Enquanto falava Neji fazia carinhos sinuosos em suas costas.
— Sim. – Ela riu sapeca com o comentário dele o vendo ficar desolado.
— É, eu sou mesmo uma toupeira. – O cabeludo negou com um movimento de cabeça prendendo o riso.
— Sim- Ela já disse tirando uma onda com a cara dele o vendo suspirar e dar um sorriso sacana muito atraente.
— Então vamos matar o tempo perdido?
— Sim... – Respondeu mordendo o lábio inferior o fazendo suspirar fundo.
— Oh, vou amar você dizendo sim, sim, sim enquanto morde os lábios dessa forma debaixo de mim, em cima e em todos os locais dessa casa!
Ela gargalhou em resposta enquanto ele a beijava com vontade. Ele passou a sugar sua língua enquanto apertava suas coxas e em resposta ela sentou de frente para ele fazendo suas partes roçarem uma na outra. As mãos passearam para a parte de dentro da delineada coxa feminina e apertou a fazendo gemer.
— Você tem cert...
— Nem ouse Hyuuga! – Foi a resposta da Mitsahi antes de puxá-lo novamente para seus lábios iniciando um rebolado e infiltrando as mãos dentro camisa dele; Neji gemeu de prazer acompanhando o movimento. Eles estavam em combustão e sem a menor vontade de diminuir esse calor.
Tenten sentiu Neji rodear sua cintura e a deitar beijando sua boca com vontade, mas aquelas roupas já estavam atrapalhando muito, sem perder tempo, abriu os botões apressada da blusa social dele o sentindo tirar os braços e enfim pode acariciar aquelas ombros e braços que amava ver fazendo os movimentos dos golpes. Não resistiu e desceu os lábios beijando aquele ombro e dando mordidinhas enquanto a mão fazia carinho com as unhas na base da coluna.
Neji atacava com vontade sua clavícula e apertava com as mãos sua bunda com uma força que a assustava esfregando um corpo no outro os fazendo gemer em meio aos carinhos e a mente de Tenten ficar cada vez mais turva.
Pouco depois a calça já estava em algum lugar perdida e quando a morena ia tentar tirar-lhe a cueca ele a parou sorrindo sacana de uma forma que Tenten nunca viu, mas causou um delicioso arrepio pela coluna.
— Minha vez... De costas Mitsashi... – Aquela voz rouca falou em seu ouvido enquanto passava a língua pelo lóbulo e ela passou a agradecer aos céus pela experiência.
Obviamente que nem pensou em negar. Ela lá era besta?
Deitou-se de costas para ele sentindo a cama macia sob si ansiosa e excitada.
As mãos grandes foram ao seu pescoço segurando ali e fazendo um carinho com o polegar.
— Sabe que sempre achei muito sexy essa camisola estilo de hospital?... Principalmente em você... — Ele disse mordendo sua nuca enquanto as mãos abriam o primeiro nó afastando o tecido ao máximo e fez carinho sobre suas costas por inteiro.
— Mas, você Tenten, poderia estar vestindo um macacão laranja com listras verdes e ainda seria fodidamente sexy... – Oh! Como amava ouvir aquele homem sempre sério falando essas palavras sujas. Sentiu ele abrindo o segundo nó o que deixava até sua cintura livre e ele passou aquelas imensas mãos por suas costas tocando nas laterais de seus seios a fazendo suspirar.
— Sabe o que há de mais sexy no seu corpo todo? Sua deliciosa bunda redonda, grande durinha... – Agora ele desatava o ultimo nó acariciando seu traseiro de cima a baixo descendo as mãos até suas coxas e passando-as para a parte de dentro subindo novamente e roçando os dedos em sua vagina já úmida separando as pernas e em uma subida lenta e torturante até atingir o traseiro novamente. – Tão perfeita que me enche de tesão, quer bater nela. – E ele bateu e um tapa ardido. – Quero morder ela. – E ele mordeu forte certeza que ficaria marcada. – Quero lamber. – E ele lambeu sugando com vontade aquilo ficaria roxo. — E principalmente quero foder ela. – E com esse aviso duro Tenten sentiu Neji invadir com tudo sua vagina para lá de excitada puxando com a mão em seu quadril seu corpo de encontro ao dele. – Tão apertada, — Ele estocou fundo. — tão quente- Ergueu as mãos subindo por seu contorno dando uma nova estocada. – Tão molhada. – Apertou seus seios e tudo que pode fazer foi gemer alto.
Começou a mexer seu corpo contra com vontade seguindo o ritmo dele as mãos dele saíram de seus seios e subiram por seus braços agarrando e entrelaçando os dedos sobre a cabeça aumentando a velocidade.
Nunca se sentiu tão viva, sentia o odor de sexo no ar e o cheiro delicioso do suor dele misturado ao seu, via o brilho que batia pelo quarto quando os raios cortavam o céu e iluminavam as frestas da janela fechada, o barulho da chuva batendo contra o vidro quase fazendo uma música para seus próprios sons.
Sentiu o tronco ser erguido e agora sentava sobre os joelhos, sobre Neji sentindo ele ir fundo enquanto uma das mãos ainda entrelaçadas a segurava pela cintura e a outra descia para tocar em seu clitóris fazendo um carinho delicioso e nada delicado, tentando manter-se sã segurou-o pela nuca puxando aqueles longos cabelos e gemendo seu nome.
A velocidade cada vez maior e a ânsia dentro de si cada vez maior até que explodindo e enquanto sentia o orgasmo vindo virou o rosto e mordeu Neji aonde deu, com força sorvendo seu sangue e vendo estrelas.
Desabou no colchão com ele sobre si, tentava recuperar o ar. Sentiu Neji deitado sobre si e só soltou um resmungo leve e feliz. Estava feliz completa e realizada.
Virou o corpo ficando de barriga para cima acolhendo Neji entre os braços com a cabeça em seus seios.
— Sabe... Eu queria ser um cavalheiro e fazer com todas as preliminares que você merece, lhe mostrar que sei muita coisa além de só entrar furiosamente em você, mas com o tesão que estava de anos, e com você tão gostosa assim a minha mercê foi impossível, quem sabe em um mês ou dois eu consiga fazer diferente.
Tenten gargalhou gostosamente com aquilo fazendo carinho nos cabelos dele.
— Não me importo se for mais, temos tempo. Também quero primeiro aplacar todo esse fogo.
— Então vai demorar mais ainda.
— Provável.
Ficaram assim um bom tempo até que em um momento Neji inverteu as posições a colocando em seu peito fazendo carinho em suas costas.
— Tenten só uma pergunta boba.
— O que? — Perguntou preguiçosa sem querer de fato conversar.
— Coisa de nada. — Por que Neji estava enrolando no lugar de ser direto como sempre?
— Fala logo homem.
— Eu sou um cara pequeno? — Tenten ergueu uma sobrancelha.
— O que? Não! Seu pau tem um bom tamanho, gosto do tamanho do seu pau. — Disse pegando no pau de Neji para examinar o tamanho dele murcho o sentindo reagir levemente entre seus dedos.
— Não estou falando do meu... falo! – Olhou para cima e o viu ficar vermelho. Como ele conseguia ficar vermelho depois de tudo que fez na cama? – Estou falando de mim como um todo.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Você é um homem grande Neji, menor que os meninos, mas para um humano tem um excelente porte.
— Então por que de todo meu corpo, que não é pequeno então tem espaço de sobra, por que na testa?
— Como? – Perguntou confusa até ver ele afastar os cabelos e mostrar a mordida bem feita já cicatrizando bem no meio da testa do homem. – Oh!
— Sério, por que na testa? – Ele perguntou aparentando estar inconformado.
— Olha... Eu não... Eu nem notei onde tinha ido... Mas, bom... A culpa é sua! – Disse também vermelha.
— Minha? – ele a olhou com as sobrancelhas erguidas. – Me explica como você, morder minha testa com uma marca perene, pode ser culpa minha?
— Digamos que na hora não existia muito de você disponível para eu morder já que estava me comendo pelas costas. – Disse rindo. – E outra, acho que isso no fim você mereceu. Foi muito lerdo.
— Ora sua! Vou te mostrar quem que lerdo aqui! — O moreno disse enquanto já a puxava para cima atacando seus lábios.
— Ah eu quero ver! Relaxe a Tsunade dá um jeito na mor... – Sua fala foi engolida pela língua de Neji que invadia sua boca e Tenten só pôde pensar que ainda bem que marcou-o na testa, assim todos veriam de quem ele era.

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