Acordei repentinamente no meio da madrugada. Sonhos perturbadores estranhos vem me obrigando a fazer isso tem um tempo. Não faço ideia de que horas possam ser, mas é tarde. Me apoio sobre os cotovelos e dou duas batidas no colchão, de modo que uma grande bola de pelos laranjas sobe em minha cama, miando tão alto que seria capaz de quebrar uma taça de cristal.

– Quieto, Sykes! — grito. — Cacete, é tarde! — agora estou sussurrando, por que me toquei que também não posso falar alto.

Me estico para alcançá-lo e o coloco no meu colo, enquanto me distraio acariciando seu pelo macio. O som da porta se abrindo me traz de volta à realidade.

– Rebecca? — minha mãe está escorada na porta, com a cara amassada, descabelada e nada feliz por eu ter acordado ela à essa hora. — Por que ainda está acordada?

– Eu queria usar a insônia como desculpa para faltar a escola amanhã, mas você estragou tudo.

– Pois de um jeito ou de outro, querendo ou não, eu te arrastaria para a escola. — ela se sentou na beira da cama.

– Escuta, mãe, nós quase nunca falamos sobre isso e eu quero muito saber...

– De onde os bebês vem? — ela disse, debochada.

– Que? Não! — respondi, dando um empurrão no braço dela. — Ai, cacete, desculpa. Não... é sobre meu pai.

Ela fechou a cara. Isso é um assunto muito delicado. Minha mãe não gosta de falar disso. Nunca conheci meu pai. Nem sei quando ele e minha mãe se separaram, muito menos qual o seu nome.

– Já disse que não vamos falar sobre isso, Rebecca. — ela se levantou e saiu apressada do quarto.

– Volta aqui, Genevieve! — gritei. E fiz merda de novo, ela não gosta que eu a chame pelo nome. — Quer dizer... esquece.

Me joguei no travesseiro, apertei Sykes em meus braços e fechei os olhos, torcendo para dormir logo, pois teria que acordar logo para a minha visita diária ao pior lugar da terra: a minha escola.

Notas finais
Taí, espero que gostem, crianços. That's all, folks!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.