My new crazy life! - Vancouver Baby!
8 You better run, run, run...
Notas iniciais
P.O.V Lisa
Stalker, do dicionário de Elizabeth A.M significa ‘pessoa que não me deixa em paz na escola e parece não ter coisa melhor para fazer que não seja me incomodar e arrancar risadas de Cat’. Pois é, acho que arrumei um Stalker particular aqui em Vancouver e ele se chama Joey. Aquele loiro desgraçado me persegue cara! Todos esses dias na escola, nos intervalos, nas aulas que temos juntos (Por que o professor dele deu um trabalho de fotografar a aula prática de Dramaturgia?), em tudo o garoto insiste em ficar perto de mim e puxar conversa.
– Lisa, para te encarar a janela e termina de se arrumar. – Michele entrou em meu quarto e sentou na poltrona. – Nós vamos ou não passear por Vancouver?
– Ela é lerda, fica pensando e encarando um ponto fixo de repente. – Cat deu de ombros enquanto prendia o cabelo.
Já falei que vamos passear pela minha nova cidade? Já estudei e fiz todos os meus trabalhos da faculdade, então nós três estamos livres para conhecer Vancouver. Outro dia fui ver os livros e anotações da loira e fiquei com uma cara de retardada tentando entender sobre o que aquele professor queria dizer, sério, nunca farei Medicina, prefiro passar fome ou viver à custa do meu pai do que TENTAR fazer essa merda. Lembra que dizia que Matemática era macumba? Bem, achei algo pior que macumba.
– Lisa. – Loira mais velha estalou os dedos na minha cara. – Acorda cara, ou vamos te deixar aqui.
Pisquei os olhos rapidamente e olhei para as duas, eu to que to hoje né?
– Simbora negada! – Falei indo em direção a porta. – Michele, vamos usar o seu carro.
– Ah não, o Nigel não! – Reclamou me seguindo.
– Nigel? – Cat arqueou a sobrancelha. – A família Marie tem algum problema mental.
Chegamos até a garagem e praticamente me joguei no banco de motorista, mas fui empurrada brutalmente pela minha irmã, indo para o banco do lado.
– Não, quem dirige essa merda sou eu.
Fiz um muxoxo e depois suspirei, olhei para trás e Cat já estava bem acomodada.
– Só avisando: Não vamos à praia de nudismo. – A mais velha avisou ligando o porsche.
– Tem uma praia de nudismo?! – Falamos juntas rindo. – Vamos?
– Não, estranhas!
Eu sempre quis ir a uma praia de nudismo! Não para ficar nua na frente de outras pessoas, mas deve ser hilário passar na frente de uma. Sei lá o porquê, mas algum dia ainda irei visitar essa praia. / Mas existe o risco dessas praias / Risco? / Imagina, uma mulher vai abraçar um homem e... BUM! Engravidou. / Hã?! / E os homens ainda não podem esconder quando estão exc... / Celeste, cale a boca. Apenas cale a boca.
...
Somos tipo aqueles turistas sabe? Vamos apenas aos lugares mais famosos e coisa e tal, então o primeiro local de nosso passeio foi... False Creek! Se eu fiquei impressionada com a vista de N.Y, estou quase desmaiando ao ver esse local. Tipo, uou! Nem consigo descrever direito como esse lugar é bonito e... Oh, que esquilo fofo.
A água azul, junto às árvores de um verde vivo deixa a vista tão perfeita! Cat trouxe sua câmera fotográfica (Que ganhou de Natal de seus pais) e está tirando várias fotos.
– Eu pensei que esse tipo de lugar não existia. – Falou a loira.
– É lindo né? Quando papai me trouxe aqui pela primeira vez fiquei encantada. – Michele suspirou e jogou os cabelos para trás. – Aqui perto tem um cara que vende um ótimo sanduíche.
– Comida? – Perguntei arregalando os olhos. – Hohoho, isso ficou melhor ainda.
Fomos até uma barraquinha próxima e minha irmã fez o pedido, pelo visto é um sanduíche normal de salmão.
– Que sem graça. – Falei.
– Pare de reclamar e experimenta Elizabeth. – Cat mordeu seu sanduíche.
Dei de ombros e mordi meu sanduíche com força de vontade, dei uma mordida tipo de tubarão. C-A-R-A-L-H-O! Isso é muito bom cara! Parece que estou beijando um anjo e ele se chama Castiel, tão gostoso, especial, diferente... Uou. Nunca comi um salmão tão gostoso como esse em toda a minha linda e divosa vida! / Sua vida não é linda e nem divosa, essa palavra nem existe / Existe sim! No dicionário da Lisa ela existe! / Eu preciso de férias, longas e relaxantes férias...
– Ok, é muito bom. – Concordei.
– Eu disse, irmãzinha tola, eu sou foda. – Michele bateu em minhas costas e fiz cara de bosta. – Não tente piorar sua cara, ela já é feia do jeito normal.
– Já falei que amo sua irmã? – Cat riu enquanto engolia mais um pedaço de seu sanduíche.
Trazer essa praga para o Canadá foi uma péssima idéia, mas como eu ia saber que ela e minha outra loira iriam se juntar e ficar contra mim? Agora tenho não apenas uma, ou duas, tenho TRÊS pessoas para acabar com minha paz e o resto de minha sanidade. / Não se esqueça do Joey e do Liam. / Ah não, ainda tem o meu Stalker Joey e do meu professor macumbado! / Quatro pessoas te irritando, pelo menos você não tem mais amigos para acabar com sua vida / É, não ser popular é bom ás vezes...
– Lisa, você vêm ou não? – Gritou minha melhor amiga de longe.
As duas estavam caminhando para longe enquanto eu conversava com Celeste. É, preciso parar de me desligar do mundo enquanto falo com ela.
– Calma! – Gritei de volta, correndo até elas.
...
Depois de muito passeio pela cidade, fomos até um dos aquários mais bonitos daqui. O aquário fica dentro do Stanley Park (Que iremos visitar totalmente na primavera) e é incrível! Tem todo o tipo de animal marinho aqui, já vimos baleias, leões marinhos, focas, tubarões... Agora estamos na área da Amazônia, que pelo visto é um lugar no Brasil. Sei lá onde fica isso, só sei que lá é quente e eu queria estar em um lugar quente.
– Sério que lá é quentinho assim? – Perguntou minha loira mais nova sorrindo. – Esses aquecedores são fodas.
– Eles simulam a temperatura tropical. – Explicou nossa guia, vulgo Mich.
– Que bichos fofinhos, algum dia ainda visito o Brasil. – Falei olhando um mico alguma coisa aí. Sim, aqui tem também animais terrestres. – Aposto que lá deve ser maneiro.
Claro, imagine como quiser... / Disse algo? / Não.
– O que são esses, Michele? – Perguntou minha amiga.
Olhei para onde estava apontando e rachei de rir com o bichinho. Eu sei que é sacanagem, mas ele é feio para caramba! Parece que porquinho-da-índia e um macaco tiveram um filho e ele tem lepra. Maldade? Não, imagina!
– Lisa, não ria da capivara. – Minha irmã fez cara feia enquanto me repreendia. – Elas são bonitinhas.
– Bonitinhas? Parece que elas têm lepra. – Voltei a gargalhar.
– Quer saber, vamos sair do Brasil. Ele não faz bem a Lisa.
As duas me arrastaram até uma área, eu continuei rindo de minha própria observação, até ver onde elas tinham me levado.
Nunca gostei de golfinhos, em toda a minha vida nunca fui adoradora desses malditos seres aquáticos. Desde pequena tenho esse ódio gratuito pelos mamíferos, no meu aniversário de dez anos não lembro quem me deu um golfinho de pelúcia. Eu o joguei no chão e pisei em cima dele umas vinte vezes, depois arranquei seu estofado com meus dentes e o deixei irreconhecível. Fui uma criança muito amável, sério.
O negócio é o seguinte: Golfinhos têm muitos neurônios, reconhecem palavras humanas, são mamíferos e estão na água, um povinho russo treinou golfinhos para o combate que FUGIRAM... Ou seja, eles são inteligentes para porra. Só Deus sabe o que eles estão fazendo no fundo do mar, no lugar onde nenhum ser humano já chegou. Eles podem muito bem estar tramando a próxima revolução mundial. Nós não éramos seres aquáticos em uma parte da evolução? E depois evoluímos para a terra! QUEM DISSE QUE ELES NÃO ESTÃO TRAMANDO ISSO BEM AGORA VELHO?!NINGUÉM SABE! NEM JESUS SABE DISSO!
– GOLFINHOS SÃO OS HITLERES AQUÁTICOS! – Gritei bem alto.
Todo esse discurso que mostrei, eu estava gritando no lugar do aquário. Sem perceber, subi em uma mesa e comecei a gritar essas coisas. Ás vezes isso acontece, fazer o que?
– Lisa, – Cat me chamou arregalando os olhos. – acho que essa última comparação foi meio pesada.
Olhei ao redor e todos estavam assustados e as criancinhas pareciam com medo de minha cara psicótica. Talvez, só talvez, eu não devesse ter comparado os golfinhos com um ditador que massacrou dezenas de milhares de judeus e fez muitas coisas erradas. Eu disse talvez.
– As senhoritas poderiam nos seguir? – Perguntou um segurança junto de três outros.
As duas me fulminaram com o olhar e foram seguindo os seguranças, mas eu não agirei como elas.
– NUNCA IRÃO ME PEGAR! – Gritei pulando da mesa e começando a correr.
O segurança parrudão falou algo no Walkie Talkie e todos que estavam lá desistiram das meninas e foram atrás de mim. Mas eu corro rápido, muito rápido.
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