My new (crazy) life!
7 Uhu! Barraco, barraco, barraco!
Notas iniciais
P. O.V Lisa
Meu fim de semana foi um lixo comparado a minha sexta. Mamãe me pôs de castigo e tive que ficar trancada em casa sem assistir anime e sem poder ler livros! Resumindo, tinha duas opções: Ou ficar vegetando no sofá, ou ficar vegetando em minha cama.
Cat ligou me convidando para sairmos novamente, dessa vez com o Jake, mas contei a ela sobre o castigo, acreditam que aquela desgraçada riu e disse “Há, se fudeu!”. Ocultei a parte da babá, já era muito humilhante sem isso.
Por falar na babá, minha mãe a contratou, irá começar a me seguir a partir de quinta-feira, então ainda tenho alguns dias de “liberdade”.
Estou na escola agora, é segunda e estou quase chorando pelo clima depressivo que todas as segundas têm. Acho que as maiorias dos suicídios acontecem nas segundas, ou, um fato interessante: O lugar onde mais ocorrem suicídios no mundo é a Ponte Golden Gate, em São Francisco, Califórnia. Mais de 1.500! Assunto mais deprê esse né Lisa?
– Posso fazer dupla com você? – Perguntou Jake.
– Como assim?
– A professora de Ciências mandou que fizéssemos duplas. Realmente, como você pode tirar notas boas sendo que é tão avoada? – Disse colocando a cadeira do meu lado para fazermos à dupla.
– Ah, tem dois motivos. Primeiro: Quando chega época de provas eu estudo e presto atenção no professor. E segundo: Sento do lado da pessoa mais inteligente na hora da prova!
Rimos e começamos a fazer os exercícios da página 144 do livro. Argh, que bom que em Jornalismo não terei que saber nada sobre isso, se não tava ferradinha da Silva!
– Quando iremos fazer o trabalho de Português? – Questionou enquanto rabiscava em meu livro.
– Não sei, tem que ser antes de quinta! Que tal amanhã? O trabalho é pra quando mesmo? – Estou agindo igual uma idiota.
– Quarta. – Respondeu sorrindo.
– O que?! Já éramos para termos feito! Meu Deus devia ter escrito isso na minha agenda...
– Fique calma, podemos fazer amanhã. Não é tão difícil!
Respirei fundo.
– Combinado, amanhã ficaremos até mais tarde na escola para fazermos esse trabalho.
Ele parou de rabiscar em meu livro, fui ver o que ele tinha feito. Tinha desenhado alguns passarinhos voando.
– Eu tenho uma tatuagem assim. – Comentei para mim mesma rindo. Mas acho que ele escutou.
– Você disse que tem uma tatuagem?!
– Ér... Não!
– Eu ouvi, você murmurou que tinha uma tatuagem de pássaros!
– Não, eu não murmurei isso!
– Murmurou sim!
Revirei os olhos, ele estava se divertindo com isso.
– Ok, você venceu! – Levantei os braços em sinal de rendição. – Fiz uma tatuagem escondida aos meus 15 anos.
– Por que escondida?
– Minha mãe é muito certinha com certas coisas. – Não vou falar pra ele que em uma das crises de patricinha de minha mãe ela disse que a filha de Nicole Marie não iria fazer uma coisa de marginal como uma tatuagem. Por pura rebeldia fiz no dia seguinte a tatuagem. – Não gosta que mulheres façam tatuagem.
– Engraçado, nunca reparei nessa tatuagem, onde ela esta afinal?
– Fiz pequena no meu calcanhar, assim minha mãe não veria. É bem simples, mas gosto do significado. – Ele me olhou não entendendo. – Liberdade, quero algum dia ser livre como um pássaro, poder ir para onde quiser!
Ele sorriu abertamente e voltamos a fazer a atividade.
...
– Então quer dizer que você tem uma tatuagem o tornozelo Lisa?! – Perguntou Cat animada.
Estamos no meu lindo intervalo, sentados em uma mesa qualquer conversando um pouco.
– Sim, mas não é grande coisa. – Disse, é a verdade!
– Mostra! Antes que morra de curiosidade, quero ver como é.
– Também quero ver, você não mostrou lá na sala. – Falou Jake.
– Eu não ia tirar o meu tênis no meio da aula, a professora de Ciências ia tentar me matar!
Tirei o tênis e abaixei a meia, revelando minha tatuagem. Eram alguns passarinhos negros voando, com a frase “Let it be”. Se doeu? Muito, nunca mais faço outra tatuagem!
– Legal! – Exclamou Cat. – Jake, será que a mamãe me deixa fazer uma tatuagem?
– Quando Jesus descer a Terra e pedir ela deixa Cat. – Caçoou, ela fez bico.
Calcei meu tênis novamente e voltamos a conversar, mas fomos interrompidos pela Clare! Ah, como eu adoro essa garota, acho que o sentimento é recíproco!
– Olá rejeitados! – Disse como se essa fosse a melhor piada do mundo.
– Olá puta! – Respondeu Cat no mesmo tom de brincadeira.
– Escuta aqui sua...
– Clare querida. – Me intrometi, levante-me e fiquei frente a frente dela. – Você realmente não vai querer mexer com a Cat, pois se tocar um dedo nela eu juro por todos os santos que existem que vou acabar com esse rostinho que você chama de bonito que tem!
Clare deu um passo para trás involuntariamente, mas não perdeu a cara de “sou melhor que você”.
– Não tenho medo de você Língua-Presa, eu sou a rainha dessa escola e faço o que quiser. – Disse.
– Você me chamou de que?
– Quer que eu soletre? L-i-n-g-u-a P-r-e-s-a!
Levantei a mão para dar na cara dela, mas Cat foi mais rápida. Pegou o suco que estava tomando e jogou na cara de Clare.
– Um recado: Mexeu com ela, mexeu comigo! – Falou sorrido vitoriosa, Jake segurava o riso ao máximo. – Jake, Lisa, vamos para outro lugar? A presença desse troço me incomoda.
E saímos deixando uma Clare e suas cadelinhas bem irritadas. Muahahaha!
Assim que fomos para um lugar mais longe caímos na risada.
– Não estou acreditando que você jogou suco nela! – Jake falou entre as risadas. – Isso foi impagável!
– Você não deveria estar brigando comigo?
– Que brigar o que! Se você não fizesse isso eu iria fazer. Ela não tem o direito de insultar minha irmãzinha e minha amiga!
Morri! Sei que é tempestade em copo d’água, mas ele me chamou de “amiga”! AMIGA! Vou fingir que nem notei isso.
– Verdade! – Falei. – Mas por que fez isso? Eu ia dar um tapa bem dado nela!
– Por isso mesmo, não quero que seja expulsa por minha causa.
– Abraço em grupo! – Disse animada.
Nós três nos abraçamos, só nos separamos quando o sinal tocou e tivemos que voltar para nossas salas. Assim que entrei na sala meus olhos foram em direção a Clare, pensei que ela ia me fuzilar, mas apenas deu um sorrisinho, isso me assustou um pouco, o que essa bitch (N/A: Vadia em inglês.) está aprontando? Infelizmente não poderei boiar nessa aula, afinal de contas, é Literatura!
...
Acabou a aula! Minha segunda já está melhorando... Jake e eu estamos esperando Cat na saída, como sempre. Mas ela esta demorando mais do que o necessário, resolvi ir a sua procura para ver o que aconteceu.
– Já volto. – Disse para Jake.
– Aonde vai?
– Procurar sua irmã, ela não devia demorar tanto.
Saí antes que ele respondesse ou comentasse qualquer coisa. O primeiro lugar que fui foi sua sala, mas não tinha ninguém lá, já tinha saído então.
– Merda, onde você se meteu Cat? – Praguejei para mim mesma.
Fiquei um pouco preocupada, sei que ela sabe se defender, mas sou super protetora com pessoas que gosto. Apressei o passo pelos corredores, mas nem sinal dela, apenas alguns alunos que ficariam até mais tarde ou que estavam vadiando.
Passei por todos os lugares fui até o banheiro para ver se tinha ido lá ou coisa do tipo, mas nada! Corria pelos corredores chamando seu nome até que ouvi um barulho saindo de dentro da sala do zelador, não pode ser ela, mas preciso precaver. Tentei abrir a porta, mas estava trancada, isso me deixou mais nervosa ainda, por sorte sempre carrego na minha bolsa o meu canivete e aprendi com umas amigas de Paris como arrombar uma porta! Demorou uns dois minutos (Estou perdendo a manha), mas consegui arrombar a maldita porta do quartinho.
Quando abri a porta senti uma raiva enorme, tão grande a quando minha mãe disse que tinha um namorado.
Cat estava amarrada a uma cadeira e amordaçada, seu rosto estava coberto pelas lágrimas que escorriam de seus olhos.
– Cat! – Peguei a faca que tinha em meu canivete e cortei a fita adesiva que segurava seus pulsos e depois a que a amarrava na cadeira. Por fim arranquei com delicadeza a fita de sua boca.
– L-Lisa. – Ela pulou em meus braços e chorou.
Não consegui retribuir o abraço, minha raiva era muita.
– Quem fez isso com você? – Perguntei ríspida.
– N-não é impor...
– Eu perguntei QUEM FEZ ISSO COM VOCÊ!
– A C-Clare. – Disse por fim. – Mas não faça nada que...
Não permiti que terminasse a frase, sai da sala do zelador com uma aura negra ao meu redor, Cat me seguiu, tentou me segurar, mas eu ia cada vez mais rápido. Cheguei a saída e Jake estava lá, ia falar comigo, mas avistei Clare do outro lado rindo com suas amigas e fui a sua direção.
– O que deu nela? – Perguntou Jake.
– A segure, vai tentar bater em Clare!
Tarde de mais Cat! Assim que cheguei perto de Clare ela se virou com um sorriso debochado, dei um soco direto em seus lábios cheios de maquiagem. Coloquei muita força nesse soco, então ela caiu no chão.
– O que pensa que esta fazendo sua vadia?! – Perguntou limpando o sangue do corte que fiz em sua boca.
Ela tentou se levantar, mas pulei em cima dela.
– Vou te mostrar quem é a vadia aqui! – E deferi um tapa bem forte em seu rosto.
Clare tentava se desvencilhar de meus braços, mas eu não iria permitir que saísse em pune do que fez. Dava socos e tapas em sua cara, depois a virei de costas e comecei a dar uma chave de braços nela, puxava cada vez mais. Ela gritava pedindo ajuda, mas ninguém tinha coragem de se aproximar.
– Lisa, por favor, a solte! Por favor. – Cat chorava de desespero.
Assim que a ouvi soltei o braço de Clare, todos estavam olhando com medo de mim. Ia sair, mas antes me aproximei da cabeça da patricinha e falei.
– Nunca mais pense em ferir uma de nós, o que eu fiz com você foi um petisco, o prato principal é bem melhor! – E sai.
Segui até o metrô, Cat e Jake estavam atrás de mim, nenhuns dos dois se pronunciaram, acho que estavam esperando que eu me acalmasse um pouco. Assim que relaxei Jake se pronunciou.
– O que você fez foi incrível! Mas quero saber o motivo de tanta violência, afinal de contas, isso aqui não é um anime ruim para lutarmos sem motivo nenhum.
Soltei uma risada gostosa, consegui me acalmar mais.
– Claranha prendeu sua irmã no armário do zelador. A amarrou em uma cadeira e a amordaçou. – Falei, pude prever que fez uma cara surpresa. – Eu a avisei que se mexesse com uma de nós eu ia acabar com ela, teve sorte que Cat pediu que eu parasse se não o estrago seria maior.
– Não acredito que fez aquilo por mim Lisa. – Disse Cat, mas senti irritação em sua voz. – Mas você pode, ou melhor, vai ser expulsa por isso! Perderá sua bolsa!
Ri baixinho.
– Não notaram nada na luta? – Perguntei e os dois negaram. – Como são inocentes, nunca entrou em uma luta de escola não? Deixe-me explicar: Sabe quando a empurrei com um soco? Ela caiu na calçada, e a calçada não faz parte da escola, o máximo que ela pode fazer é chamar a polícia para mim e...
– O que?! – Os dois exclamaram.
– Calma, ela vai ficar com medo de fazer qualquer coisa depois da surra que levou hoje!
Comecei a rir novamente.
– Como pode ter o sangue frio de fazer uma coisa dessa? – Perguntou Cat com medo.
– Fique calma! Não sou assim sempre, não gosto de bater nas pessoas, mas tenho muito carinho pelas minhas amigas e as protejo como se fossem uma parte de mim que não posso viver sem. Você me conquistou na primeira vez que conversamos, a culpa é sua se despertei meu lado assassino.
Só senti os braços dela na minha cintura.
– Obrigada por tudo Lisa. – Disse.
– Eu sei que sou foda Cat.
– Quero um abraço também! – E Jake entrou no meio.
Ficamos um tempo abraçados, isso foi meio boiolagem, mas tudo bem!
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