Notas iniciais
Velhoooooooooooooooooooooooooooooo EU ESTOU UM CACO PARA POSTAR ESSE FINAL T.T.T.T Prometem que não vão me abandonar na segunda temporada? Prometem?? Estou carente esses dias, então sorry. Como se escreve um fanfic com romance se o garoto que você gosta te colocou da FRIENDZONE?! Affu, aproveitem o capítulo.

P.O.V Lisa

Nunca gostei de despedidas, elas sempre são carregadas de tristeza e um pedaço de você fica com a pessoa (Ou pessoas) que você deixou para trás. Até as pessoas mais fortes, por dentro ficam tristes em saber que estão “abandonando” outra. Eu sei que sempre foi e ainda é meu sonho viver novamente com papai e principalmente Michele, mas eu vivi praticamente uma vida com mamãe e tia Belle, não saber a próxima vez que irei vê-las é torturante. Quando me mudei para N.Y não via a hora de sair daqui, e agora não me imagino em outro lugar que não seja esse. Eu nem tive a chance de ir assistir uma peça na Broadway!

– Lisa, quer ajuda para terminar de arrumar suas coisas? – Tia Belle entrou em meu quarto.

Os enfeites que adquiri nesse tempo não estavam mais lá, meus livros já foram embalados e apenas alguns móveis estavam no cômodo.

Estava sentada em cima do colchão de minha cama tentando fechar uma de minhas malas.

– Vamos fazer assim: Eu tiro tudo que tem aqui dentro e você entra! Ninguém precisa saber disso até chegarmos a Vancouver. – Sorri para ela.

– Claro, por que eu ia muito conseguir respirar aí dentro.

– Ainda não acredito que finalmente vou ficar ao lado dos dois. –Falei, a morena se sentou ao meu lado. – Não entenda mal, mas esse é um dos melhores momentos de minha vida.

– Estou feliz em saber disso. – Assentiu sorrindo. – Você é uma garota ótima Lis, coisas boas acontecem para pessoas como você.

– Tia, como será minha vida lá? Sem você e mamãe, sem o Jake...

– Não sei, mas preciso que entenda: Uma parte de você sempre estará conosco, não é porque vai para o Canadá que iremos esquecê-la. E posso dizer com muita certeza que o seu namorado ainda irá te amar mesmo com a distância.

Com os olhos marejados, olhei para cima, tentando fazer as lágrimas não caírem.

– Nem sei por que estamos chorando com tanta frequência. – Falei fungando. – Daqui até Vancouver são o que? Umas cinco horas de avião?

– Ah Elizabeth. – Mamãe entrou em meu quarto sem eu perceber e deu uma risada triste. – Você está trocando Vancouver com Toronto. Isso explica suas notas em Geografia.

– Qual a diferença? – Bufei.

– Daqui até Vancouver são quarenta e poucas horas de Nova Iorque. – Explicou minha mãe.

Arregalei os olhos, espantada. Sério? Para mim era pertinho de onde eu estou. / Entenda criatura: Não. Durma. Na. Aula. De. Geografia!/ Cara, eu estou em um momento de despedida triste e você vem me avacalhar?! FIQUE NA SUA! / Há, baixe a bola Lisa. Eu estarei aqui até a sua morte/ Aquele momento que você não sabe se isso é uma boa ou má notícia. / Seu cu!

– Blé, cheguei perto. – Mostrei a língua e as duas riram. – Mas mesmo assim ainda é pertinho, com o amor que sinto por vocês, distância nenhuma é um obstáculo.

As duas me abraçaram e eu retribuí. Nos soltamos e olhei para meu relógio de pulso, daqui meia hora iremos para o aeroporto, lá encontraremos meu pai, minha irmã, meus amigos e os pais deles (Eles aceitaram facilmente que Cat fosse conosco).

– Melhor sairmos agora, não quer se atrasar né? – Sugeriu mamãe vendo que olhava para o pulso. Corei levemente. – Não se preocupe Elizabeth, eu sei que está ansiosa pra ir morar com eles.

– Mãe, eu...

– Nem tente pedir desculpas, eu estou feliz em saber que vai fazer algo que sempre quis. – Sorriu. – Mas não se esqueça de me ligar no mínimo três vezes por semana e me mandar e-mails sempre que possível.

...

O som da rodinha de minha mala machuca meus ouvidos, não tenho muitas roupas, mas já que peguei praticamente tudo de meu guarda-roupa, foram necessárias três malas e uma de mão. Mamãe e minha tia estão me ajudando a levar para o desembarque, procuro com os olhos as pessoas que preciso para ir embora.

– Bicho estranho! – Ouvi Michele me chamar. – Aqui!

Todos já estavam na divisória para a viagem, os pais de Cat se despediam dela ainda e Jake sorria vendo a cena de sua família. Me aproximei enquanto as duas adultas foram enviar minhas malas para dentro do avião, me deixando apenas com uma mochila em mãos.

– Olás. – Falei nervosa.

– De longe vi uma coisa rosa em seu corpo e fiquei pensando que tinha salvação, mas aí quando vi a estampa e pensei “Puta que pariu”. – Zombou a loira e eu ri de sua cara.

(Lisa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=125945839&.locale=pt-br)

Michele pode parecer um pouco patricinha, mas não é do tipo metida e essas coisas. É uma leitora voraz, muito inteligente e super engraçada. Somos diferentes, mas ao mesmo tempo iguais.

– Tudo pronto filha? – Papai beijou minha testa e sorriu para mim.

– Acho que sim, só falta meu nervosismo desaparecer na maré. – Respondi rindo.

Senti alguém me puxando delicadamente pelo pulso, olhei e era Jake, o deixei me levar para seja lá onde.

– Sentirei sua falta. – Disse sorrindo. – Não sei como irei sobreviver sem o seu sorriso, suas piadas, suas atrapalhadas, idiotices, carinhos, palavras... Tudo em você me fará falta Lisa.

– Acha que eu não estou sofrendo com isso? Por mim você ia embrulhadinho comigo para Vancouver. – Beijei sua bochecha. – Promete que não me esquecerá?

– Prometo.

– E que vai me ligar sempre que puder? E que não arranjará outra namorada? – Apertei sua mão mais forte.

Concordamos em continuar com nosso namoro, mesmo em longa distância. Será difícil, mas ambos não conseguimos nos separar dessa forma.

– Parece até que você vai para o exército. – Brincou e eu ri. – Relaxe, prometo que algum dia ainda iremos nos ver novamente.

– Bom mesmo, ou eu volto para N.Y só para te bater Jakenson!

– Estou morrendo de medo, Elizabeth.

O moreno segurou minha cintura e me puxou para um beijo, entrelacei meus braços em seu pescoço e retribuí o beijo. Nossos lábios estavam em sincronia. Esse beijo não foi como os outros, pois sabíamos que provavelmente seria o nosso “último” nesse tempo. Quando nos separamos olhamos fundo nos olhos um do outro.

– Eu tinha um presente para você, para que nós dois continuássemos ligados de alguma forma. – Disse soltando minha mão e enfiando a sua no bolso. – É um conjunto, uma parte fica comigo e outra com você.

Jake tirou um anel prata, com uma pedra azul única no meio e colocou em meu dedo.

– J-Jake. – Gaguejei olhando para o presente. – Por acaso isso é uma...

– Safira? – Completou. – Sim, e o meu é uma esmeralda.

Mostrou um anel masculino com uma pedra verde nele.

– É lindo e eu amei, mas isso é muito caro! – Arregalei meus olhos.

– Não se preocupe com isso, mamãe trabalho em uma loja hippie de jóias. Foi meio que um presente dela para mim.

O beijei novamente, só que mais rápido.

– Muito obrigada, só deixe ver se eu entendi: A safira que ficou comigo são seus olhos e a esmeralda que ficou com você são os meus?

– Como você é inteligente! – Brincou. – Agora é melhor voltarmos, ou irá perder seu vôo.

Fomos de mãos dadas até onde todos estavam. Assim que me aproximei uma voz avisou que nosso vôo era o próximo ou algo assim.

– Bem, é hora de irmos. – Cat disse fazendo seu braço se entrelaçar ao meu. – Uma nova era Lis.

– Uma nova era. – Concordei sorrindo.

Pela décima vez só hoje me despedi de minha mãe e tia Belle, as duas choravam e se auto-consolavam. Dei um beijo na bochecha de cada uma e depois segui meu pai para o embarque.

– Vocês vão gostar de Vancouver, graças a Deus não é tão frio quanto os outros lugares do Canadá. – Comentou papai. – Tem até uma praia.

– E mais... Tem bibliotecas enormes na cidade. – Michele riu. – Tem uma com mais de dois andares de livros meninas, um sonho!

Me soltei um pouco de minha amiga e abracei minha irmã com força.

– Senti sua falta Mich, a partir de hoje seremos irmãs de verdade. – Disse a apertando. – Vai ter que exercer o trabalho de mais velha.

– Eu sei baixinha. – Zombou, pois mesmo não querendo admitir sabe que sou mais alta. – O horário de dormir são seis da tarde e se eu souber que está saindo sem minha permissão ficará sem chocolate durante três meses.

Ri e a soltei, para agora abraçar meu pai.

– Eu te amo muito pai, já disse isso, mas senti muito sua falta. – Falei sorrindo.

– Também te amo filhinha, a partir de hoje seremos tão unidos quanto éramos antigamente. – Afirmou. – E Catherine, a partir de hoje seu nome é Cat Anice ok? Faz parte da família.

A loira sorriu abertamente.

– Obrigada Senhor Anice. – Agradeceu enquanto eu voltava para seu lado.

– Pode me chamar de Caleb, não gosto de formalidades. – Piscou para nós duas.

Abracei a cintura de minha amiga.

– Cat, obrigada por estar comigo nesse momento. Sua amizade é uma das melhores coisas de minha vida.

– Penso o mesmo, Elizabeth. – Brincou. – Estou com pena dos nossos novos coleguinhas de faculdade. Terem que aguentar nós duas durante não sei quanto tempo.

– Muahaha, tenho várias idéias para esse ano, Laranjinha. – A soltei.

Entramos o avião, sentei-me ao lado de minha amiga. Fechei meus olhos, agora era esperar chegarmos ao nosso novo e querido lar!

Notas finais
O próximo é o último capítulo peoples, espero que não entrem em uma depression igual a minha. Byebye T.T O//