Notas iniciais
Hey! Você que esta lendo! Se estiver gostando comente ou favorite, me deixará feliz... E uma autora feliz é uma fanfiction boa! Roupa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=110810006&.locale=pt-br

P.O.V Lisa

Ai meu santo Deus que esta aí no céu me olhando! Por que me obriga a ir a escola?! É tanta sacanagem... Bom, estou em um de meus vários lamentos sobre o assunto “escola”, simplesmente odeio o fato de ser obrigada a acordar cedo, me arrumar e depois rumar para o inferno dos jovens nova yorquinos. Também conhecido como: Colégio Grande Futuro. Putz que pariu! Não tinha nome pior para colocar não? E para piorar descobri em uma de minhas pesquisas que essa escola só aceita pessoas riquinhas, então provavelmente não encontrarei ninguém como eu, apenas mimadinhas e filhinhos de papai. Aff, eu não mereço isso.

– Tia, vamos dar meia volta e ir para a minha casa? Não quero ir a escola. – Sim, eu fiz birrinha.

– Nem a vem Lis, você me fez faltar ao trabalho só para participar do seu teatrinho. Agora aguenta sua filha da mãe abusada! – Isso que é amor com o próximo.

– Eu sei que lá no fundo você me ama!

– Aha, senta lá Cláudia!

Fiquei emburrada o caminho todo, até que chegamos à frente do colégio. Ele era realmente enorme! Será que tem biblioteca...? Quando abri a porta olhei ao redor para ver como as pessoas se vestiam. É, minha tese estava certa: Uma parte vestida como pati, outra como puta e outra como puti (Uma pati puta.). Assim que desci do carro alguns olhares caíram sobre mim, será por que sou uma novata no meio do ano ou por que minha roupa é, como digo, diferente?

Ah, vamos à terapia do foda-se. Entramos na escola e alguns olhares nos miraram, além de eu usar essa roupa esqueci-me de dizer que Tia Belle é, hum, linda?! Poderia ser modelo e não decoradora se quisesse. Chegamos a secretaria.

– Bom dia, confirmar a matricula de minha sobrinha aqui. – Disse Tia Belle com um sorrisão, ai, é tão brilhante que queima os olhos.

– Por que a mãe não veio? – Perguntou a moça grossa.

– M-minha irmã está internada no hospital. –Falou em tom choroso perto da mulher. – Gostaria que não tocasse nesse assunto, deixa minha sobrinha muito abatida.

Chutou meu tornozelo, acho que era para eu fingir estar triste. Sorte que já fiz aula de teatro, fiz a melhor cara triste que conhecia.

– Oh, minhas desculpas. Aqui está a papelada. – Entregou uns papeis para minha tia, a mulher nos olhava agora com caridade e sua voz estava cheia de doçura.

Ela assinou as coisas e entregou para a mulher.

– Muito obrigada minha senhora. Agora tenho que ir, fique com Deus e que Ele a abençoe. – Falou saindo com cara de santinha, uau, nem eu sabia que ela atuava tão bem.

– Amém. – Disse a moça do balcão. Ela me olhou. – Aqui estão seus horários, se precisar de qualquer coisa pode me pedir.

– Lhe agradeço muito. Melhor eu ir, obrigada novamente. – Disse saindo e acenando com a mão livre. Quando passou por mim sussurrou: – Me liga quando tiver que te buscar.

Isso! Primeira fase do plano concluída com êxito, agora preciso fazer uma amiga ou um amigo e mostrar para essa escola quem é Lisa Marie. O sinal tocou, todo mundo foi para sua devida sala, olhei meu horário, o primeiro era Matemática. Merda! Pelo menos vou poder dormir mais um pouco! Fui até a sala número 24 e entrei, novamente todos os olhares foram em mim, mas nem me importei, sentei-me na segunda carteira da esquerda e fiquei esperando o professor chegar. Logo um loiro de olhos castanhos entrou na sala, deve ser o professor, já que todo mundo se sentou.

– Olá pessoas! Hoje iremos aprender sobre... – Ele parou de falar quando seu olhar se cruzou com o meu. – Ora, ora, uma aluna nova.

Porcaria, espero que ele não seja aquele tipo de professor que te manda ir para frente e se apresentar.

– A senhorita poderia vir aqui na frente se apresentar? – Fudeu, as pessoas vão escutar o meu querido sotaque francês de que Belle me alertou e talvez façam perguntas inconvenientes. – Venha logo, ou vou ai te buscar.

Levante-me e fui com má vontade. Fiquei encarando os alunos, tentando me acalmar, não gosto de falar com muitas pessoas me olhando.

– Pode começar dizendo o seu nome.

– Sou Lisa. – Falei, pelo menos não tem ‘r’ nessa frase.

– Já que é uma menina de poucas palavras terei que fazer o que faço com alguns casos especiais. – A sala toda começou a rir e a levantar as mãos, ok, boiei legal. – Alguns alunos farão perguntas e você irá responder.

Mesmo nervosa assenti com a cabeça.

– Por que entrou no meio do ano? – Perguntou um garoto loiro, putz, ele é muuuito feio coitado.

– Mudei-me. – Respondi, por enquanto esta tudo bem.

– De onde você era? – Perguntou uma menina morena.

– Washington. – Respondi o primeiro nome que veio a minha cabeça.

– Seus pais trabalham com o que? – Nem sei quem disse isso.

– Minha mãe é babá.

Alguns risinhos dos ricos idiotas.

– Como paga essa escola Senhorita Filha da Babá? – Zoou alguém, mais risos ainda.

– Sou bolsista. – Falei naturalmente, mas pelo visto nessa escola ser bolsista não é uma coisa boa, pois todos racharam a taquara. Só pararam quando uma garota levantou a mão.

– Por que se veste desse jeito? – Perguntou uma loira de olhos castanhos fazendo algumas pessoas rirem, olhei direito, era uma puti, então resolvi responder direito.

– E por que você tem essa cara? – Merda, o sotaque.

A sala inteira riu do meu jeito de falar, me enfezei. Apenas sorri e me sentei novamente.

Ignorei o resto da aula inteiro, na troca de professores ouvi algumas piadinhas sobre o meu jeito de falar, mas fingi não ouvir. É como dizem: vingança é um prato que se come frio.

Os dois outros horários foram Geografia (Eca) e Ciências (Duplo eca), depois chegou a hora do intervalo. Peguei o meu lanche na cantina e fui me sentar no pátio como as outras pessoas, o problema? Não tenho onde sentar, então me encostei à parede da escola. Estava comendo de boa o meu lanche, olhando os garotos fazendo idiotices de garotos, as meninas fofocando, mas todo mundo parou o que estava fazendo quando umas putis estavam discutindo com uma garota. Forcei meus olhos e vi que a líder era a loira da minha sala. Me aproximei da cena.

– Não acredito que você sujou a minha blusa nova! – Exclamava a nojenta, sua roupa estava com uma pequena mancha vermelha. Há!

– E eu com isso Clare? Não foi minha intenção, se eu quisesse mesmo te sujar o estrago teria sido maior. – Disse... Gostei dessa garota. Seus cabelos loiros escuros estavam presos em um rabo de cavalo, usava um short, não muito curto, e uma camisa roxa escura.

– Como ousa falar assim comigo? Sua bolsista nojenta, aqui deveria ser proibida a entrada de pessoas da sua laia. Seu lugar é em casas trabalhando como empregada para pagar o ar que respira. – Algumas pessoas riram, pensei em entrar, mas a menina tinha tudo sobre controle.

– Prefiro trabalhar como empregada a como prostituta como certa menina que está na minha frente.

Uuuuh! Chupa otária! Ela deu um tapa forte na cara da morena. Fiquei esperando que revidasse, mas ficou apenas a olhando. Para completar jogou refrigerante na cabeça dela.

PRONTO! AGORA EU VOU TER O BARRACO QUE TANTO QUERIA! Cheguei por trás da ‘Clare’ e puxei seus longos cabelos loiros, pela textura consegui ver que eram tingidos.

– Escuta aqui sua puta de esquina! Não ouse chegar perto dela mais! – Exclamei largando o cabelo.

Ela se virou e deu um riso debochado quando me reconheceu.

– Se não é a língua presa! O que faz aqui Lis?

– Não me chama de Lis! Ou quebro a sua cara, vadia!

Clare levantou a mão para bater em meu rosto, quando estava a centímetros a segurei. Todos olhavam a cena espantada. Comecei a apertar seu pulso.

– Você não devia ter feito isso Clare querida. – Dizia apertando mais, quando soltou um gemido de dor alto soltei. – Agora me escute: Se você se aproximar de uma de nós novamente, juro por Deus que não deixarei essa sua cara cheia de maquiagem intacta.

Sai dali puxando a garota que tinha sido humilhada. Fomos até o banheiro mais próximo (Segui minha intuição para saber onde ficava.) e só depois de tentar lavar seu cabelo com a água da pia que ela levantou o rosto. Tinha olhos castanhos claros, seu rosto era lindo. ~Le eu ficando com recalque em 3,2,1...

– Valeu. – Falou olhando para mim. Ela é tão kawaii (Fofa/fofo em japonês)! Que vontade de apertá-la e depois abraçar.

– Sem problemas, adoro mostrar para as putinhas que elas não são tudo aquilo que pensam. – Dei uma piscadinha.

– Duas então minha querida. Mas por que me ajudou? Nem te conheço.

– Primeiro: Não sou como as outras pessoas nojentas dessa escola. / Segundo: Aquela Clare estava pedindo para levar umas./ E terceiro: – Fiquei em silêncio pensando. – É, não tem um terceiro, mas dá um charme quando o tem.

Ela riu.

–A propósito, sou Lisa. – Estiquei a mão para que ela apertasse. Apertou minha mão e deu um sorrisinho tímido.

– Sou Catherine.

– OMG! Sempre quis ter uma amiga chamada Catherine, agora só vou te chamar de Cat! – Comecei a dar pulinhos alegres com um sorriso enorme no rosto.

– Amiga? – Perguntou confusa.

– É, sabe, se você quiser podemos ser.

– Claro, eu adoraria.

O sinal bateu, mas marcamos de nos encontrarmos na saída. Oba! Fiz uma amiga e do jeito mais legal do mundo: A defendendo de uma puti.