Notas iniciais
Sejam amigáveis, pls

Os últimos anos tem sido difíceis demais para alguém que vê um cachorrinho na rua e sente vontade de chorar. Alguém como Valentina, Tina. Menina mulher que foi criada pra viver fora da caverna, vendo o mundo pelo que ele é, coisa que nem sempre é bom de se ver. O efeito colateral de ter tal mente é a constante crise existencial, coisa que te afoga no seco, aperta seu coração como uma mãe segura o filho com medo dele se machucar.

Só o que a refugia é a bebida, às vezes descontando também em garotos. 20 anos de uma vida alegre, com pais separados e brigados desde os 12, com teoricamente muitos amigos. Um término recente de um relacionamento de 3 anos que se arrastava como uma criança indo fazer exame de sangue.

Cabelos azuis na metade da cintura, altura para pode entrar numa montanha russa, olhos ruivos e falsa segurança na postura. Com isso podemos descrever a primeira de nossa história.

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6:00, sexta feira – Rio de Janeiro

Um dia chuvoso se passava na cidade do Rio, lugar onde a temperatura é quase a única coisa mais inconstante do que o humor de Valentina.

~celular toca~

—Hmm, bom dia... – disse Tina acordando

—TU VAI NA FACUL HOJE NÉ?!

—Puta merda, quem é?

—Sou eu garota, Duda, acabei de voltar da resenha com o pessoal. Você PERDEU!

—Que horas são? Vai dormir hoje ainda?

—Pra que dormir quando tem festa pra ir, você que é loca. ADVINHA quem tava lá!!! Isso, mesmo, o Thiago, ficou reclamando da vida com o bar man a noite toda, aposto que tava falando de você.

—Duda, não creio que você me acordou a essa hora pra fofocar sobre ex, fala sério. Tchau.

Engenharia química não era exatamente o que Valentina queria fazer, mas era uma de suas opções, e já que dava dinheiro, escolheu essa mesmo, mas tinha como hobbie estudar psicologia e filosofia.

Levantou lentamente e foi ao banheiro fazer a higiene matinal, olhou para o espelho e se encarou com profundas olheiras e cabelo desgrenhado e disse:

—Preciso de dinheiro pra tatuagem.

O celular então vibrou, mensagem do Gabriel, garoto com quem ela vinha ficando. Ao primeiro sinal de sentimento a mais Valentina tentou se afastar, mas não conseguiram ficar por muito tempo ignorando o que sentiam sendo que ele vivia ao lado de seu apartamento.

“Buon diorno” – em italiano, pois ambos tinham vontade de aprender o idioma

“Amor, acho que hoje não vai dar pra te ver, tem chopada com o pessoal de eng civil”

“Tudo bem, vou na casa da minha mãe um pouco então”

Curta e grossa. Era o tipo de pessoa que tem dificuldade de esconder o que sente, e no momento, o que ela menos queria era outro relacionamento, mesmo gostando do cara.

Gabriel sabia disso.

Notas finais
Olá, primeira fiction que eu escrevo. Seja lá quem está lendo (se alguém estiver lendo), eu sei que é pouco, mas calma que não é só isso.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.