My love for you
8 Trance Life
Notas iniciais
Quando o Iel disse que se dependesse dele eu iria pra todos os melhores festivais do Brasil ele não mentiu. Estávamos fazendo planos para ir para Gaia! Um festival também de 4 dias que parece ser incrível com vários djs internacionais, porem a gaia iria acontecer só depois de alguns meses, então nos programamos para Trance Life, uma rave em Itapira, com djs como Talamasca direto da frança e Audiotec de Israel. Eu estava muito ansiosa por essa festa, porém fiquei sabendo que teria umas presenças de umas pessoas nao muito agradáveis. Marcamos de conversar na tabacaria e comer batata.
— Sabe a Evilyn e a Mara, e a Angelica? Vao pra trance life. E a Mara vai no carro do Léo. Vão todos os carros juntos, o do Emerson Junto com a gente e sua Irma, e o do Léo mais a mara e uns amigos.- Ele disse.
Essas garotas nao gostavam muito de mim e nem da minha irmã, o motivo posso dizer que é porque Evilyn e Mara gostavam do Emerson meu cunhado, pleo fato dele ser muito galã, simpatico, e minha irmã odiada por ser a escolhida pra ser sua namorada. Eu Odiava essa Mara, simplesmente por ela já ter feito um inferno na vida da minha irmã, pessoa de alma vazia que vivia do passado tentando reconquistar meu cunhado que já ficou com ela. A Evilyn que iria no carro da Angelica, não gostava de nós também por motivos de inveja, e a Angelica nada mais era do que amiga da mulher do Iel.. A Daniela. Ou seja esse role tinha tudo pra ser bom, porém ia ter muitas pessoas com energia negativa, então fiquei pensativa.
— Relaxa Thai! o Role é entre eu e você esquece essas pessoas que nos julgam e vamos fazer nosso role. Ele afirmou.
Dia da Trance Life chegou, malas no portas malas, e seguimos viagem, foi mais ou menos 4hrs de viagem pra Itapira, chegamos lá de noite, havia uma fila enorme pra entrar, e o som já estava rolando do lado de dentro. Como nada bobos eu minha irmã e meu cunhado cortamos filas e ja pegamos nossas pulseiras pra entrar no evento. O Iel entrava direto pois tinha contato com a produção. Fomos direto montar nossas barracas.
— Cabecinha segura a lanterna pra mim montar nossa barraca? . Ele disse, e eu assenti.
Veio um moço bonito do meu lado pedindo pra que eu segurasse a lanterna pra ele por uns minutinhos pra ele '' bolar seu baseado'' Virei a lanterna em sua direção e vi o Iel levantar estressado.
— Thainara! É pra você iluminar aqui. — Você não esta vendo que ela ta iluminando pra mim irmão?. — Ele disse olhando pro cara com sangue nos olhos.
— Calma parça, foi rapidinho aqui, fica suave. — O moço respondeu,e foi embora.
— Mano, qual é o seu problema? pra que fazer isso? você é doido? você foi ignorante sem necessidade, ia ser coisa rápida eu só fui gentil com o cara. — Fui ao seu lado o olhando fixamente com um sinal de interrogação na testa.
— Eu sei, me desculpa, mas eu vi esse cara perto de você, e ainda atrapalhando a minha montagem da barraca porque era pra você estar me iluminando. — tive que rir. — Desculpa eu sinto muito ciumes de você, ce sabe disso cabeça.
— Então para com isso, porque não tem necessidade, e fica chato! — Disse estressada. Amava o jeito como Iel cuidava de mim, porem cuidados tem limites quando fica excessivo, falei num tom brava pra que ele sentisse que eu não gostava disso e que não retornasse a acontecer.
Fomos pra pista, e Estava passando um som noturno, dark ou hi-teck é um som mais pesado com batidas com bpm's mais frequentes e acelerados. Ele ficou me apresentando um monte de gente que ele conhecia, a cada uns 5 passos que andávamos o Iel conhecia uma pessoa. Ele frequentava Festivais e raves desde sua adolescência, e agora que começou a trabalhar nas produções tinha mais influencias diante das pessoas. Como já estava a noite fomos pra barraca pra deixar pra curtir o dia seguinte todo, estava uma noite fria, então fomos ficar a sós. Nos dois amávamos a ideia de festa, mas também amávamos ficar quietinhos na barraca, o nosso lado mais "careta do grupo" Afinal o Léo por exemplo nem se quer dormiu, pois ficou a ''fritar'' a noite inteira.
No dia seguinte acordamos cedo, era umas 7hrs da manhã, o som já estava estralando, coloquei um shortinho bege, e coloquei uma blusa preta do iel de banda e meus óculos escuros.
Fomos tomar nosso café da manha, que foi nada menos que uma pizza! E de acompanhamento catuaba.
O dia estava lindo, estávamos todos dançando curtindo o som. Minha irmã acompanhada do meu cunhado, e o Léo que estava com uma linda moça loira chamada Vitoria e muito simpática. Enquanto estávamos dançando e bebendo na pista, fiquei observando o Iel, e percebi ele estava com olhar de preocupado , que eu conhecia de longe.
— Ta tudo bem Iel? você ta com cara de preocupado. — me aproximei dele o olhando pensativa.
— Nossa cabecinha, você nem faz ideia, eu to puto aqui pensando. A Angelica (vaca) foi falar pra Daniela que estávamos juntos, e ate mandou fotos nossas.
— Você ta zoando? essa garota simplesmente não tem oque fazer, isso porque se dizia ser sua amiga!. Saímos da pista pra conversar.
A Angelica era uma amiga do Iel de uns 3 anos, ela já tinha ficado com o Léo, e queria chamar a atenção dele de alguma forma afetando o Iel! O Léo ficou muito bravo quando ficou sabendo, por raiva pelo Iel, e pela tamanha infantilidade. Ela fez questão de mandar fotos nossas para a Daniela, todos nós sabíamos que era errado, porem ela não precisava fazer isso só pra causar discórdia. Eu fiquei com muita raiva, achei a atitude dela completamente desnecessária, mas que bela "amiga"! Eu não queria ver essa garota.
Voltamos pra pista e me dou de cara com duas ''cobras''
Angelica, e Evilyn invejosa estavam dançando na nossa frente. Angelica se virou e deu um abraço falso no Iel, perguntando se ele estava bem, ele ficou sem reação com tamanha falsidade,e eu a fuzilei com os olhos, ela saiu como se não tivesse acontecido nada, cobra!
Eu simplesmente perdi minha vibe na hora, parece que todas as energias negativas e maldades daquela garota veio ate mim, eu tentava me mexer pra dançar e não conseguia, senti isso no Iel também, ele disse pra eu ficar em paz, e fomos pra um lugar bem distante daquela garota.
Fomos comprar umas caipirinha porque aquele dia tinha começado com muita dor de cabeça e precisávamos nos animar. Porem, dois copos de caipirinha pra mim era muito. Iel disse que precisava colocar uma bermuda pois ele estava de calça, e estava muito quente, fomos pra perto da barraca e ele dizia:
— Thai, entra aqui enquanto eu me troco nao fica ai sozinha!
Eu não parava de dançar! Estava passando um trance muito bom, acredito que seja Remember Trance, que eu amo . — Nao iel, me deixa! eu quero ficar aqui anda logo quero voltar pra pista.
— Toma cuidado, fica ai, não sai dai.
Continuei dançando descontroladamente ao som que estava passando a fim de esquecer meus problemas, estava com sentimento de euforia e alegria, ate que dei um paço em falso, e cai na grama toda molhada.
BUUF!
— MEU DEUS, OQUE ACONTECEU sua doida!. Ele colocou o rosto pra fora da barraca preocupado, e ao analisar meu estado começou a rir.
— Acho que estou um pouco tonta. — Eu estava rindo descontroladamente. Me virei e certifiquei que meu short estava todo molhado. — Droga!, me molhei Ielllll.
— Eu disse pra você entrar, ce não sabe ficar sozinha. Ele ria da minha cara. — Vem levanta!. Me puxou pelos braços me levantando.
A brisa da caipirinha fez esse leve estrago e de brinde sai com um arranhão nas pernas, porém nem senti, estávamos dispostos a curtir mais aquele dia. Afinal ja era o ultimo dia de festa.
Ele me deu um copo de catuaba pra segurar e colocou um pózinho dentro.
— OQUE É ISSO?. Olhei espantada.
— É um pouco de bala, ta esfarelada, você confia em mim ou não?
A gente já havia conversado outras vezes sobre eu usar essas substancias, ele falava que se eu usasse isso do lado de pessoas erradas eu iria ficar mal, porem eu precisava confiar nele pra saber como seria a sensação boa e não a badtrip que eu tive na e-fuse. Eu estava tao feliz, com ele ali, aquele dia lindo, que aceitei, não podia dar errado, peguei o copo, e senti a euforia e prazer, aquela vontade enorme de pular, sentimento de liberdade, querendo sentir cada batida da musica mais e mais.
— Vamos pro front, ta passando BLAZE!. — Sai correndo pra parte principal da pista dançando loucamente ao som.
Ele me seguiu ate a pista, que subia a poeira das pessoas dançando eletricamente e felizes, todo mundo se olhava e sorria, ninguém se julgava, no momento o ambiente estava de paz, longe de pessoas como Angelica, que fechava o tempo.
Dançamos muito ate ficarmos suados, e eu senti a brisa boa da bala, que durou pouco. Mas diante das musicas não dava pra ficar parado. Depois daquela tarde maravilhosa, ao lado do Iel, ao som de boa musica, e do cenário psycodelico incrível que estava aquela tenda, Trance life já estava acabando. Fomos pra nossa barraca na tentativa de fazer amor, porém dizem que o efeito da bala faz com que o homem não consiga ejacular, eu ria muito por ele na tentativa frustrada de horas tentando e não conseguindo.
— Droga essa bala foi muito forte. Ele disse rindo, ou tanto decepcionado e suado.
— Acho melhor dormimos um pouco. Disse satisfeita.
Trance Life, valeu a pena, assim como todos os nossos roles, foi maravilhoso, mais uma de nossas experiencias.
Você sempre foi essa vibe louca e eu sempre amei me entorpecer de você. É que você da um tom diferente e bem melhor pra minha vida que foi sempre tao mais ou menos ...
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