My little green bean.
1 Baby Hood
Notas iniciais
Rápidos passos em saltos foram ouvidos pelo hospital, parando de repente.
– Não pense que vai me impedir de pegar o que me pertence – a mulher rosnou.
A morena, encostada na parede, deu um sorrisinho displicente.
– Boa sorte em tirar a criança desse hospital – disse Regina.
Farta daquele comportamento da irmã, sempre querendo bancar a superior, Zelena passou por ela, esbarrando na mesma e colocando-a de lado. Seguiu para a parede de vidro do berçário, mas estancou ao chegar lá.
– Onde está minha filha? – ela gritou em pânico, sem conseguir desviar o olhar da placa onde estava escrito Baby Hood. O pequeno berço hospitalar, ao qual a placa pertencia, encontrava-se vazio.
– Está em um lugar onde nem você pode machucá-la – Regina comentou, seguindo para o lado da irmã.
Lágrimas de raiva e desespero acumularam-se nos cantos dos olhos de Zelena. Mas ela não ia derramá-las, não na frente dela.
– Você não suporta, não é? – ela virou-se para Regina, destilando ódio. – Depois de todo esse tempo, não suporta que eu consiga algo que é somente meu.
– O bebê é do Robin... – a morena começou.
– Ela é minha! – a Wicked Witch gritou, apontando o dedo na cara de Regina. – Robin já tem o filho dele e nem ao menos dá a devida atenção ao garoto. Por que querer a minha filha?
Regina bateu a mão no dedo da irmã, baixando-o.
– Você é doente! – exclamou olhando para Zelena. – Que tipo de pessoa dá esperanças para uma criança fingindo ser a mãe dela e depois se transforma em uma bruxa? Você não serve para ser mãe.
– Eu não machucaria minha filha, Regina. – Ela jogou as mãos para o alto, mostrando impaciência. – Essa criança saiu de dentro de mim, eu sou a melhor coisa para ela. Sabe muito bem disso, porque ainda se sente ameaçada pela presença de Emma na vida de Henry – completou com um sorriso maldoso.
Regina apenas a encarou. Enquanto isso o sorriso de Zelena aumentava.
Um pequeno som no bolso da morena a fez perceber que uma mensagem tinha chegado. Pescou o celular no casaco e abriu a tela de mensagem.
“Onde vocês estão? Já era para estarem aqui.” Robin H.
Antes que pudesse desligar a tela do celular, outra mensagem apareceu.
“Ela é a mãe, Regina.” Robin H.
Parecia até que ele sabia que ela estava lendo naquele momento.
Suspirando, Regina voltou a encarar a irmã.
– Robin quer falar com você.
Zelena enrugou a testa.
– Ótimo.
– Vamos do jeito rápido. – Regina fez um gesto com a mão, antes que a outra pudesse interromper, transportando-as para a frente do apartamento dos Charmings.
– É aqui? – Zelena comentou com uma risadinha. – Por que não estou surpresa.
Levou a mão para a maçaneta da porta, mas foi impedida por Regina.
– Mas o que deu... – ela começou.
– Olhe aqui – Regina vestiu sua melhor expressão de Evil Queen. – Não tente nada ou vou fazer você pagar por isso.
– Adoraria ver você tentar, querida – ela respondeu, mas acabou dando de ombros.
Regina abriu a porta do apartamento e entrou, esperando Zelena fazer o mesmo e fechando a porta em seguida.
Robin estava lá, perto da bancada, com um pequeno embrulho rosa nos braços. Regina seguiu para perto dele, enquanto Zelena parou no meio do caminho.
– É ela? – ela praticamente sussurrou.
Robin assentiu e deu alguns passos na direção dela.
– Zelena – ele começou. – Eu e Regina estivemos conversando, sobre você, sobre o bebê, sobre você com o bebê e concordamos em algo: você é a mãe. – Seu rosto ficou sério. – Mas não poderá ficar com ela enquanto não mudar, enquanto não virar alguém decente.
– Ah, então por causa desse mínimo detalhe não vou poder ver minha filha? – ela resmungou brava.
– Não ouviu nada do que eu disse? – Robin respondeu. – Você é a mãe, tem o direito de ver sua filha. – Ele olhou bem nos olhos dela. – Mas só vai visitá-la quando eu ou Regina estivermos por perto, ou alguém de confiança. Entendeu?
Zelena fez um gesto mínimo com a cabeça.
– Posso segurá-la agora?
Regina lançou um olhar de alerta para Robin, mas ele fez um gesto conformado. Caminhou até a frente de Zelena e depositou a garotinha nos braços esticados dela.
Zelena ajeitou a criança o mais carinhosamente possível nos braços e virou-se de costas para ter o mínimo de privacidade. Ela pode, finalmente, ver o rosto da filha.
– Hello, my little green bean – ela falou emocionada. – Eu sou sua mamãe.
A criança se mexeu e Zelena sorriu feliz, deixando as lágrimas que estavam em seus olhos rolarem pela face.
– Não se preocupe – ela sussurrou, abaixando a cabeça para dar um beijo na testa da pequena. – Não vai ser obrigada a crescer sem a mamãe.
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