Notas iniciais
Konichua minna-san! Espero que gostem desse capítulo! ... Quero ver o comentário de vocês ! Opiniões também servem !

Naraku olhava todo contente a janela de seu escritório, finalmente aquele país estaria sobre seus comandos, com as mãos no bolso e uma postura de um verdadeiro lord, observava o centro de Tokyo com vigor.

– Aproveite enquanto pode InuTaisho, nada me impedirá de ser o presidente agora! — o sorriso maquiavélico esboçado em seus lábios era o mais perceptível possível, nada poderia estragar aquele momento.

Ambos olhavam para a mãe de Kagome sem reação, como explicariam? Não podiam contar que sua filha tinha chance de ser a princesa.

– Oi filha! — disse a abraçando carinhosamente — quem é esse ? — olhou para InuYasha arqueando uma das sobrancelhas.

– Aaahhh... Esse aqui é.... — olhou-o com a boca aberta tentando achar uma resposta — quem é você ? — indagou sorrindo de nervosismo.

– Eu sou namorado dela — afirmou com um sorriso gentil e estendendo uma das mais para cumprimentá-la.

primeiramente sua mãe ficou surpresa, mas depois o cumprimentou dando uma piscada para Kagome, que se sentiu mais nervosa ainda, como fora se meter nessa situação ?

– Prazer, sou InuYasha.

– Sou Hitomi Higurashi, muito prazer — Hitomi virou-se para Kagome-filha,porque não me contou que estava namorando? — a mãe se aproximou da morena — principalmente esse homem lindo.

– MAMÃE !

–Só estou falando a verdade .... — se defendeu.

– agora eu não tenho tempo, eu e o InuYasha temos que ir , não é?! — virou-se para o dono dos cabelos prateados.

– É — afirmou e ambos começaram a sair.

– E para onde os dois vão ? — Hitomi disse fazendo uma falsa postura de mãe protetora.

– É..... — Kagome virou-se para a sua mãe tentando procurar uma resposta.

– Irei levar a Kagome para a faculdade e depois irei para minha casa — era incrível como InuYasha tinha sempre as respostas na ponta da língua, devia lidar com esse tipo de situação sempre.

– Ah bom! — a mãe de Kagome disse com entonação, a morena suspirou de alívio quando viu Hitomi fechar a porta.

– Vamos! — o hanyo puxou Kagome para dentro do automóvel.

– Ei! — reclamou.

–Temos que ir rápido, já perdemos tempo demais com sua mãe! — a morena se soltou cruzando os braços.

– Não acredito que você falou aquilo pra minha mãe ... — murmurou corada.

– Era melhor isso do que descobrir a verdade.

– Porque ?

– Você prefere ficar cercada de repórteres? — a encorou sério, aquilo a fez pensar, realmente, era melhor manter segredo, confiava em sua mãe, mas era melhor previnir, ela entendia o lado dele, que apesar de não parecer, se preocupava.

Ayame estava estonteante como sempre, faltava apenas uma semana para a reinauguração de seu museu e estava indo tratar de negócios com o presidente Taisho, que a ajudou no orçamento da reforma.

Entrou no escritório de InuTaisho e sentou-se na cadeira à frente do mesmo.

– O que veio fazer aqui, Ayame?

– Vim aqui pegar o último pagamento.

– Ah, claro ! — respondeu abrindo a gaveta, iria pegar o talão de cheques, porém fora interrompido quando Houjo entrou no cômodo, a ruiva o lançou um olhar ameaçador.

– Desculpe a intromissão senhor, mas ela chegou.

–E..e ... Ela chegou ? — Houjo assentiu, enquanto que Ayame ficou curiosa, nunca vira o presidente tão excitado com qualquer coisa — peça para que venha rápido para cá!

– Sim senhor — disse Houjo se reverenciando e saindo.

– Enquanto que você, Ayame... — a Yokai loba virou-se para InuTaisho novamente — aqui está seu cheque — mexeu na gaveta e entregou-a — agora saia! — ordenou.

– Claro, senhor presidente — se levantou — mas poderia me dizer mais uma coisa? — ele virou-se para a ruiva como se deixasse uma abertura para a pergunta que ela estava querendo fazer — quem é ela? — antes que ele pudesse responder as portas voltaram a se abrir, só que dessa vez mostrando InuYasha e ao seu lado Kagome, InuTaisho ficou emocionado, ela era idêntica à Rin, Ayame percebeu e não gostou nem um pouco do modo com ele a olhava, de repente InuTaisho pediu que se retirassem.

A morena estava bem nervosa, podia-se dizer, nunca havia sequer imaginado estar de frente com o presidente, muito menos ser a princesa.

Se sentaram, ela no sofá e ele na poltrona ao lado.

– Higurashi Kagome, estou certo ? — ela assentiu — inicialmente quero lhe perguntar — ele se aproximou dela — o que fez meu filho achar que você tem chance de ser a herdeira do trono ? — a morena imediatamente corou, o quase beijo tinha voltado a sua mente, rapidamente balançou a cabeça tentando esquecer aquele pensamento.

– Bom, ... Eu contei um sonho que tenho constantemente desde que eu era pequena ...

– E como é esse sonho? — a encarava sério, Kagome sentia medo, como se estivesse sendo ameaçada.

– Tem um homem — InuTaisho pegou um copo de água, que estava em cima da mesinha de centro, para beber — e ele era bem parecido com InuYasha, tinha os cabelos prateados e os olhos dourados, só que a diferença entre eles é que o homem do meu sonho não tinha as orelhas de cachorro e tinha uma marca de meia-lua em sua testa — o presidente cuspiu a água que estava bebendo e a encarou de uma forma que ela não sabia o que ele estava sentido, raiva, amor, surpresa talvez ...

– Conte-me mais... — agora ele sabia o porquê da desconfiança do filho, tinha certeza que ela era a princesa.

– E no meu sonho ele estava desesperado e deixou uma menininha em um monte entulhos, estava nevando e a garota estava morrendo de frio, e ele havia prometido voltar, só que nunca mais voltou — agora a peças se encaixavam perfeitamente, inverno foi justamente a época do ano em que Sesshoumaru havia falecido- e o InuYasha desconfiou ainda mais quando eu falei o nome da menina, Midoriku ... — de repente o ar faltou para o yokai, agora era confirmado, Kagome tentou acudi-lo, mas uma crise de tosse o atacou — alguém o ajude! — gritou e imediatamente InuYasha entrou desesperado juntamente com Houjo, que vinha trazendo um copo de água, porém a crise se cessara e InuTaisho pediu novamente para que saíssem- está bem senhor ? — o Yokai apenas assentiu com a saúde já parecendo instável.

– Kagome tem certeza que isso é um sonho?

– Para falar a verdade, ... Não, como eu perdi a minha memória quando tinha 7 anos eu não sei se pode ser uma lembrança ou apenas um sonho — InuTaisho se emocionava cada vez mais, sua neta estava à sua frente, agora era certeza.

– Com certeza é uma lembrança minha querida — disse de repente surpreendendo a morena, ela estava começando a ficar assustada — deixe-me explicá-la melhor a situação — ela assentiu hesitando um pouco, se fosse uma lembrança, porque ele a abandonara? Ele havia prometido voltar — eu tinha um filho mais velho, chamado Sesshoumaru — o presidente parou por um tempo, aquilo era muito difícil para ele, amava seus filhos como a própria vida — e você sabe como os Yokais podem viver durante séculos, não ?! — Kagome apenas assentiu — então, a mais ou menos um século atrás, quando qualquer homem fizesse 21 anos era obrigado a se alistar para as tropas reais, onde apenas 200 homens seriam escolhidos, e meu filho acabou sendo um dos escolhidos — ele suspirou fundo a morena percebeu a dificuldade que ele tinha em falar de Sesshoumaru, então ela pôs sua mão sobre a dele, o que o fez a encarar, ela apenas sorriu carinhosamente — e dentro dessas tropas as classificações eram feitas segundo o calendário lunar.... Assim que entravam recebiam os selos da rainha, os iniciantes recebiam estrelas em sua testa, assim que esse estivesse sendo considerado um junior ela se evoluía para uma lua nova, e assim por diante até ter uma lua cheia, que significava um líder — Kagome ouvia atentamente a história, ele não poderia ser seu pai biológico, se fosse, porque descumprira a sua promessa? Porque ? — passaram-se anos e ele já havia evoluído para meia lua, que era o último estágio antes do líder, de repente a rainha Rumiko morre, deixando sua herdeira Rin Takahashi com o trono, e Sesshoumaru foi promovido a segurança pessoal da rainha, porém com o tempo eles foram se envolvendo- as lágrimas começavam a se formar em ambas as faces, InuTaisho por lembrar de seu querido filho e Kagome por realmente achar que ele poderia ser seu pai e ter quebrado aquela promessa que para outros poderia ser nada, mas que para ela que desde pequena sentia a falta de uma figura paterna significava muito — algum tempo depois ela engravidou, de você e ....

– Mas espera ai ... — disse percebendo somente agora o que ele disse — você disse que isso aconteceu faz um século, então .... eu não tenho chance de ser filha deles, não é?!

– Então você não sabe?

– Não sei o o que ? — indagou confusa.

– Que é uma hanyo!

Ayame ouvia atrás da porta, aquela curiosidade a deixara inquieta, e a ruiva se surpreendia com as revelações feitas ali dentro, então InuTaisho havia achado alguma forma para que Naraku não assumisse sua posição.

– O que pensa que está fazendo, Ayame? — quando olhou para onde parecia vir a voz conseguiu ver Houjo com cara de poucos amigos e de seu lado um segurança.

– Sabe é uma situação engraçada, sabe ..?! — tentou se explicar em meio a uma risada colocando sua mão em sua nuca.

– Sei — deu uma gargalhada que fez a Yokai loba acreditar que ele havia caído, porém o semblante do homem ficou sério — leve-a!

– Ma...ma...mas porque ? — disse já sendo arrastada para fora.

– Conversa confidencial do senhor InuTaisho! — Antes que a ruiva pudesse responder o segurança a jogará porta afora fechando a porta.

– Humf! — ela apenas empinou o nariz e ajeitou seu vestido como se nada tivesse acontecido e saiu andando, teria sua vingança, mal sabiam que estavam mexendo em campo inimigo.

Assim que o Yokai havia terminado de contar-lhe a história inteira Kagome tentava se acalmar.

– Deixa eu ver se entendi .... Eu sou filha de Sesshounaru com a rainha Rin, uma junção de uma humana com um Yokai, então eu sou uma meio-yokai...

– Sim!

– E esse sonho que tenho constantemente não é um sonho é uma lembrança da noite em que meu pai morreu?

– Sim .... — ele se lamentou.

– Não, ... Não pode ser .... — a morena pôs um cotovelo em cada joelho e começou a sustentar sua cabeça com as mãos, o choro era inevitável — ele prometeu! — sussurrou.

– O que foi minha querida ?

– Ele me prometeu! — essa se levantou repentinamente, deixando-o assustado — sinto, mas .... — começou a pegar suas coisas — acho que não sou quem procura... — Kagome começou a andar em direção à porta.

– Mas, ... Princesa !

– Não me chame assim! — ela havia parado no meio do caminho e o olhado, mas assim que teve a chance correu sem rumo, quando viu estava andando pela estrada coberta pela neve sussurrando para si mesma que ele havia prometido e que seu pai biológico ainda estava vivo, ela nem percebe quando a BMW preta de InuYasha começa a andar rente à ela.

– Entre! Se não irá pegar um resfriado — disse o hanyo a tirando de seus devaneios.

– Não ! — respondeu sem olhá-lo

– Venha, Kagome... — como o pavio de InuYasha era curto, se ela insistisse mais uma vez em negar ele seria obrigado a parar o carro e a colocá-la a força dentro do automóvel, o que acabou realmente aconteceu por insistência da morena.

– Ei ! Você gosta de me irritar e me empurrar para dentro de carros! — ela estava irritada.

– Como se eu gostasse — murmurou para si mesmo revirando os olhos, enquanto fechava a porta do banco passageiro onde a tinha deixado e voltando ao volante.

Ó trânsito era demais, o que estranharam, afinal era segunda e já eram quase 15:00 horas, geralmente as pessoas estariam no trabalho ou coisa semelhante.

O único som que se ouvia dentro do carro de InuYasha eram as buzinas que vinham do lado de fora, pelo menos era isso até que se ouve um espirro vindo de Kagome.

– Eu avisei... — alertou o hanyo.

– Eu estou bem ! — sua afirmação havia sido falha, pois em seguida surgiu outro espirro.

– Tem uma caixa de lencinhos dentro do porta-luvas, é só pegar — a morena o obedeceu e pegou um dos lencinhos assoando o nariz, odeio Yokai a olhou por uma fração de segundos e pode ver pela expressão dela que ela não estava bem, a marca das lágrimas ainda estava perceptível em sua face, a cara de mal estar também não se deixava esconder e via seu rosto tomado pelo vermelho, mas pelo jeito não era vergonha, e, aproveitando que a estrada não andava, repentinamente pôs a mão na testa de Kagome, ato que a fez encará-lo.

– O que está fazendo?

– Está com febre, vamos para o hospital mais próximo! — Disse ignorando a pergunta, Kagome não queria debater com ele, para falar a verdade não estava afim de fazer nada, se sentia cansada e sonolenta.

De repente o hanyo desviou-se do engarrafamento mudando para a direção contrária, não poderia perder tempo preso lá, deu uma última olhada para Kagome que observava o janela com o olhar longe, se perguntava o que ela estaria pensando, geralmente quando ele tentava ajudá-la ela e seu gênio forte sempre o tentavam ampará-lo, porém dessa vez não, a morena poderia estar realmente mal,então acelerou a velocidade, tinha que chegar o mais rápido possível ao hospital.

Ayame caminhava pelo centro de Tokyo, apesar de parecer sem rumo, sabia muito bem onde estava indo, entrou em um grande centro empresarial, em um prédio totalmente revestido de vidro.

Pegou um elevador e subiu até o último andar, assim que abriu a porta da única sala que tinha, Naraku virou-se para ela.

– Papai estamos com problemas...

Notas finais
Eai ? O que acham que vai acontecer no hospital ? O que vai acontecer com a Kah ? E o que Ayame vai tramar contra a nossa querida princesa?