My japonese princess
4 Capítulo 4
–Senhor ! — gritava correndo — é inútil correr atrás dela ... InuYasha já a levou ... — Houjo parou de correr quando percebeu que InuTaisho tinha parado, colocou as mãos no joelho e tentava recuperar o fôlego.
– Sério? –Sim... — disse caminhando até seu chefe — Agora vamos voltar senhor Taisho, você sabe de seu estado de saúde e sair nesse frio lhe faz muito mal — InuTaisho mais aliviado em saber que pelo menos seu filho a havia acompanhado assentiu e ambos voltaram para a mansão. Naraku riu diante do que Ayame havia acabado de lhe dizer, voltou a observar a vista de Tokyo pela janela, ainda em meio a gargalhadas, enquanto que a ruiva o encarava séria.– Estou falando sério pai!– Já disse para não me chamar de pai fora de casa! — olhou-a mudando subitamente de humor — não quero que ninguém saiba que é minha filha! –Tá ! Tanto faz — disse revirando os olhos — mas pa... Naraku ! É sério o que estou falando ! Eu estava ouvindo uma conversa quando fui pedir o último pagamento para o museu! — ele sentou-se na cadeira a inclinou-a um pouco para trás e em seguida cruzou as pernas, se ela havia ouvido então o assunto era mesmo sério.– Mas como ele vai fazer isso? .... Eu não vejo possibilidades plausíveis, afinal ele é bonzinho demais para fazer algum mal a alguém, como... Sequestro ameaça ou morte — disse pondo a mão no queixo a encarando.– Exatamente! — falou pondo as mãos na mesa de uma forma bruta.– Então como? .... Diga logo! — cruzou os braços se reconfortando mais em sua cadeira fitando Ayame constantemente.– Restauração da família real! — ficaram um tempo em silêncio, porém Naraku iniciou uma série de gargalhadas que fizeram a ruiva ficar com raiva.– Ai, ai, ai.... Essa foi boa Ayame ... "Restauração da família real " — disse imitando a voz dela ainda em meio a risadas, porém se cessaram ao ver o semblante convicto de sua filha — você tá falando sério? — ela assentiu sem mudar de expressão — mas como? Não há mais ninguém da dinastia Takahashi! — ele se levantou e começou a andar de um lado para o outro com uma mão nas costas e outra no queixo encarando o chão.– Isso era o que todos pensavam .... Parece que o nosso "querido" presidente achou a princesa perdida — repentinamente Naraku parou e a encarou com os olhos arregalados.– A filha de Sesshoumaru? .... Ela está viva ? — Ayame afirmou com a cabeça — precisamos bolar um plano ! – Calma.... Eu já bolei um plano — sorriu com vigor, tinha pego esse gênio de seu pai.–Ótimo! ... Diga! –Aqui não!..... Em casa eu te conto — disse se virando para ir embora, abriu a porta, mas antes de sair virou-se para ele que já estava sentado novamente — mas já vou lhe adiantando, ... Tem que ser depois da reinauguração do meu museu!– Porque? – Porque se não eles vão dar mais importância para ela do que para mim — Ayame voltou-se para frente e saiu, deixando Naraku com um sorriso orgulhoso na face.– Essa é minha filha... — sussurrou para si mesmo. InuYasha observava Kagome dormindo no leito, mais uma vez se encontravam naquela situação, pôs sua mão sobre a testa da morena de leve para não acordá-la.– Continua com a febre alta ... — murmurou para si mesmo se lamentando. Se levantou da cadeira e foi até a janela, suspirou, o sol estava se pondo, uma visão simplesmente magnífica, era raro ver uma cena dessas no inverno, já que o tempo nessa época do ano era nublado impedindo qualquer raio ultra violeta entrasse. Ouviu uns pequenos ruídos vindo de trás, virou-se e viu que Kagome se contorcia na maca enquanto dormia, o hanyo deu um sorriso de canto apenas com os lábios, não sabia o porque, mas ela lhe fazia bem, com ela não precisava fingir ser alguém mais refinado como quando saía com Ayame ou quando conversava com alguém importante, InuYasha sentia que podia ser ele mesmo. Voltou a sentar-se e tirou a mecha da face da morena, não se cansava de olhar para aquele belo rosto que o encantara desde o primeiro momento, aconchegou sua cabeça no colchão bem perto do rosto da dela, e, acariciando os cabelos negros e sedosos de Kagome, ele acabou caindo no sono. Ainda de olhos fechados, percebeu que seus dedos não estavam mais no embaraço dos cabelos foi pondo a mão em diferentes pontos da cama e percebeu que estava diferente, por impulso levantou sua cabeça abrindo os olhos e viu que não tinha nada.– Ai não! .... Kagome! — como se tivesse tomado três doses de café se levantou e começou a correr. Kagome andava pelo hospital ainda meio sonolenta, não estava querendo fugir, apenas pensar, tudo que InuTaisho tinha dito para ela tinha a deixado meio atordoada.Tudo que nesses anos imaginou ser um sonho eram lembranças e agora tentava colocar em ordem os acontecimentos, e ainda por cima tinha descoberto que era uma hanyo, o que era estranho já que nunca nada havia lhe dado indícios disso. Seus olhos começavam a se marejar, não sabia, mas parecia que a promessa de Sesshoumaru voltar a deixava aflita, talvez por causa do jeito que foi criada, promessa era dívida então tinha que cumprir e ele lhe havia prometido.
De repente sentiu um cheiro de água, mas não era uma água comum ela vinha acompanhada a um cheiro salgado e uma sensação de angústia e tristeza. Começou a andar ate onde seus extintos lhe mandavam, parecia que sabia exatamente onde ir.– Kagome! — ela parou e começou a olhar para os lados.– InuYasha? — se perguntou arqueando as sobrancelhas, como conseguia ouvir o som da voz dele sendo que ele não estava por perto, de repente a morena sentiu uma mão em seu ombro e por impulso virou-se assustada, porém ao ver quem era sentiu-se aliviada.– finalmente te achei! — disse o hanyo-vamos voltar para o quarto ! — ordenou pegando-a pelo braço e a puxando.– Peraí, InuYasha! — ele parou e a encarou arqueando uma das sobrancelhas — ... Tenho que fazer uma coisa antes — antes que ele pudesse ter alguma reação Kagome virou-se de costas e começou a andar a única coisa que viu que podia fazer era segui-la. Assim que chegou onde os extintos da morena a levavam viram uma mulher com uma menina no colo aos prantos, a garotinha aparentava ter quatro anos, a mulher conversava com a atendente do hospital.– Por favor! Minha filha está muito doente ! – Sinto muito senhora, mas não temos espaço nesse hospital! – Mas ....o próximo centro médico é na outra cidade e minha filha está tendo uma crise de asma, ela pode morrer! — a mulher chorava e Kagome e InuYasha olhavam indignados a cena, como alguém podia negar assistência médica para alguém que estava a ponto de morrer ? – Com licença .. — se intrometeu Kagome fazendo a mulher e a atendente a olharem — mas o médico me liberou, já estou bem melhor, por isso tem um lugar vago — mentiu, de repente um sorriso de gratidão surgiu nos lábios da mãe da menina. Depois de terem cuidado da garotinha e do médico afirmar que o estado de saúde dela era estável todos estavam aliviados, a mulher estava dentro do quarto, enquanto que InuYasha e Kagome estavam sentados do lado de fora preocupados. De repente a mãe saiu do quarto, assim que a viram se levantaram.– Como ela está — perguntou a morena preocupada, a mulher a abraçou a pegando de surpresa, e novamente sentia o cheiro das águas com um leve aroma de sal.– Muito obrigada, não sei o que aconteceria com Kirara se não fosse você — disse tirando os braços dela e limpando as lágrimas.– Não foi nada — falou disfarçando a expressão doente com um sorriso — prazer, meu nome é Higurashi Kagome — disse estendendo a mão.– Mas que má educação a minha... — se repreendeu a mulher — sou Houshi Sango — disse respondendo dando um apertos mão nela, de repente um homem chegou ao lado de Sango.– Como ela está amor? Onde ela está ? Ela está bem ? – Se acalma — o repreendeu — ela está bem, o médico deu uns remédios para ela que estabilizaram a respiração — o homem suspirou aliviado — tudo graças a ela! — apontou para Kagome que ficou com vergonha, Sango falava nela como se fosse algum tipo de salvadora.– Lhe agradeço muito! Só Deus sabe o que eu faria se acontecesse algo com a minha princesa, sou Houshi Miroku — estendeu a mão e Kagome apertou a mão dele.– Higurashi Kagome . Depois de mais uma séria de papo sendo jogado fora o casal acaba indo ficar com a filha e InuYasha e Kagome indo embora.– Estou muito orgulhoso do que fez ! — murmurou InuYasha enquanto os dois andavam em direção ao carro.– Sério ? — indagou envergonhada.– Sim, demonstrou ser uma verdadeira princesa, se preocupar com uma pessoa pode significar pouco para um país, mas muito para quem a pratica, você salvou uma vida.... Uma das primeiras lições de uma princesa é amar e respeitar ao próximo, mesmo que não consiga salvar a todos, mas se for com calma e ajudar um por um alcançará seu objetivo — ela odiava quando a chamavam de princesa, mas já estava tarde e não estava bem, já que tinha omitido o fato de ter mentido que estava liberada, Eles foram cada um para um lado do carro — mas eu achei incrível o que você fez realmente me impressionou, e o que você sentiu quando salvou a vida da Kirara? — ele olhou para o outro lado por cima do carro e não viu nenhum sinal dela — Kagome? — observou dentro da carro e ela ainda não havia entrado, começou a sentir um cheiro forte de sangue, inicialmente estranhou, mas assim que se tocou foi para o outro lado do automóvel e viu a morena desmaiada e com a cabeça sangrando, desesperado a pegou no colo e colocou-a no banco de trás, antes de voltar para o banco do motorista colocou a mão na testa dela.– Você mentiu, não foi? — murmurou decepcionado — você não tem jeito... — suspirou e saiu fechando a porta de trás e voltando ao volante. Ayame estava sentada no escritório de seu pai, rodopiava naquela cadeira giratória só o aguardando chegar, e interrompe os rodopios quando uma figura entra pela porta. – Olá, filha ! E então ... Me diz qual é o plano ? – Se acalma ... Eu vou lhe contar ...– Então fale que não tenho mais tempo a perder! – Muito menos eu ! Agora escute, primeiramente irei arrancar mais informações daquele filhinho dele.– Fala de InuYasha? – Exatamente ! Peço para ele ir a reinauguração do museu e finjo interesse nele e arranco informações, ai iniciamos o nosso maior plano! — disse enquanto andava em direção a Naraku.– Essa é minha filha! — disse com orgulho.– Pelo jeito já entendeu meu plano sem eu ter explicado... — disse o abraçando.– Já foi captado! — ambos começaram a rir, a ruiva se sentia feliz, era um dos únicos momentos em que teve a chance de vê-lo orgulhoso dela ou perceber que ele a olhava com mais atenção e estava gostando daquilo — agora vá dormir que esta tarde...– Sim, pai! InuYasha sentia como se estivesse indo para uma lua de mel, afinal carregava Kagome feito uma noiva, depois de passarem por três hospitais onde todos estavam com vagas esgotadas, ele mesmo resolveu cuidar dela. Levou a morena até o quarto de hóspedes de seu apartamento, e a pôs na cama, pegou um termômetro que tinha no banheiro e enquanto média sua temperatura foi pegar uma toalha para molhar na água morna. Chegou no quarto novamente colocado uma bacia de água morna no chão pegou o termômetro que apurava e viu que a febre continuava no mesmonível de 39 graus, imediatamente molhou a toalha na bacia e tirou o excesso de água e foi passando por toda extensão do rosto de Kagome, ato que tinha que ser repetido toda vez que a toalha esfriava, fazendo com que ele ficasse acordado a noite inteira.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor