My girlfriend's twin
18 My magic new world
Notas iniciais
Emma ainda fazia carinho na minha cabeça quando a porta foi aberta pela loira idêntica à ao meu lado. Melissa deu passagem para Robin e Ariel, que entraram sorrindo. O loiro estralou os dedos enquanto a ruiva apenas passava a linga nos lábios. A loira caminhou até mim e pegou pelo braço, não tive nem tempo de me segurar com tamanha força que ela pôs. Emma tentou me segurar, coisa que eu desejei com todas as forças que tivesse funcionado, mas não funcionou.
– Escutem aqui... – Melissa olhou para os dois. – Já disse, é só para prendê-la. Ninguém vai fazer nada com minha irmã. – ela mandou um olhar tão frio aos dois, que até eu assenti.
– Minha flor... – a ruiva tentou em um tom de quem tenta convencer, mas Melissa a deu um empurrão.
– Cuida dela... Peixe fora d’água. Siga minhas ordens, ou eu mesma acabo com tudo isso e você vai presa.
Melissa saiu e fechou a porta com força. Estremeci ao ouvir os gritos de Emma para que a soltassem. Olhei para trás, apenas para ver a porta fechada. Lembrei-me do que ela falara noite passada, então fiz o que ela mandou quando Melissa olhou para o lado antes de passar por uma janela.
Diferente do que imaginava, Melissa não me levou para a salinha de tortura onde Robin se divertiu me estuprando na noite passada. Não. Ela fez melhor, a Swan me puxou para o porão. Quando chegamos lá, percebi que era arrumadinho demais e que não tinha nada de tortura. A loira me sentou em uma cadeira, prendeu minhas pernas e amarrou minha cintura.
A loira andou um pouco pelo porão, pude vê-la pegar uma colher, um prato e algo dentro de um micro-ondas. Melissa pôs o prato com arroz, frango assado e batata na minha frente com a colher e um copo de Coca-Cola.
Olhei-a com uma sobrancelha arqueada. Melissa suspirou e sentou na cadeira a minha frente.
– Vai, come. Não come tem quase três dias.
– Como se você ligasse. Quer me matar com isso aqui? – olhei para a comida, ouvindo meu estomago embrulhar.
Melissa bufa.
– Não, são os restos da ceia de Natal. Guardei as coxas dos dois pirus que tinham, uma para você e as outras três para minha gêmea esfomeada.
Ri de leve.
– Ela é esfomeada mesmo.
Dei uma mordida na coxa. Senti meu corpo inteiro melhorar, então comecei a comer. Pude ouvir a risada de Melissa, ergui meu olhar para ela sem tirar a boca da coxa. O sorriso divertido dela, que passei tantos meses sofrendo por não poder vê-lo. Eu conseguia ver a diferença delas só de olha-las, melhor, só pelo sorriso. Emma tinha o canto do lábio direito sempre levantava quando ria e sempre deixava os dentes da frente de cima a mostra quando sorria, já Melissa, ela sorria com os dois lados erguidos e nenhum dentes aparecia. Eram tão diferentes e tão iguais.
Engoli um pedaço da carne.
– Por que está rindo?
– É que você chamou Emma de esfomeada e está agindo como uma. – ela riu. – Bem, termine. Tenho um ultimo presente de Natal para você.
Assenti e voltei a comer. Assim que terminei, Melissa pegou meu prato e pôs em cima do balcão. Ela caminhou até um sofá que tinha ali, se debruçou e voltou com um pacotinho no colo. Era tão pequena que eu nem tinha coragem de olhar direito. Os cabelinhos ruivinhos davam para ser vistos saindo do chapéu verde bem clarinho; o macaquinho verde maçã estava um pouco grande, mas a blusinha branca com listras amarelas fazia aquilo parecer quase inexistente; os sapatinhos eram verdes com maçãs amarelas clarinhas. Era a coisa mais fofa que eu já vira.
– Becca. – murmurei.
Melissa sorriu puxando uma cadeira e sentando com a pequena a minha frente.
– Robin é um péssimo pai. – ela me olhou. A menina dormia em seus braços. – Os pais dele ficaram com raiva quando Zelena foi presa, então mandaram que ele cuidasse da criança só, disseram que ela poderia ficar igual a mãe. Rebecca tem ficado uma boa parte do tempo comigo, aqui embaixo. – ela sorriu para a criança. – Zelena achava que eu podia ser a madrinha dela... – o sorriso de Melissa sumiu e o rosto dela ficou cheio de dor. – Até que eu concordei em manda-la fazer aquilo.
– Melissa... Por que?
A loira ficou em pé e pôs o bebê em meus braços. Senti meus olhos cheios de lágrimas enquanto um sorriso crescia em meus lábios.
– Eu fui fraca, Regina. Ariel soube me manipular, se eu recuar agora, poderei morrer de cadeira elétrica. Eu era a líder.
– Não. – eu a olhei. – Você se arrepende, não é? Podemos sair daqui, contratar um bom advogado e provar sua inocência. Bem... Quase inocência. Ariel era a cabeça, não você.
Melissa negou, pegou Rebecca e a pôs no sofá de novo, ligando uma babá eletrônica. Ela voltou até mim, amarrou minhas mãos e me soltou. A loira começou a me puxar escada acima.
– Ela não pode ser presa. Não tem como comprovar que ela era a cabeça por tudo, seria minha palavra contra a dela. – nós paramos no meio corredor. Ela me olhou se desculpando. – Te vejo mais tarde.
Braços me arrastaram. Debati-me para me soltar, mas provavelmente a pessoa já sabia que eu faria isso. Ouvi a risada de Robin. Nós entramos em uma sala, a porta se fechou e eu logo fui presa na mesa de metal novamente.
– Robin, me solta! Me solta! – berrei tentando me soltar.
Robin riu.
– Nunca, minha rainha! Você é minha, completamente, e hoje vamos brincar um pouco mais. – ele se aproximou de mim rindo.
Cinco minutos, 50 volts e gozo de Robin se masturbando na minha cara. Meia hora, quase 150 volts e o pênis de Robin na minha boca enquanto lágrimas rolavam pelo meu rosto. Duas horas, 200 volts e Robin me penetrando com os dedos dele. Eu berrei desesperada quando deu 3 horas e eu ainda estava ali.
Eu já tinha ligado a boneca, por que Killian não aparecia com o tal de John? E Emma? Será que Melissa tinha dado comida a ela? Eu esperava que ela não tivesse sido tão orgulhosa ao ponto de não comer.
Robin me soltou depois de tirar aquele pênis de brinquedo de dentro de mim. Ele foi até uma pia que tinha ali, limpou a mão e o membro duro dele. O loiro fechou a calça, para só então se virar para mim. Robin sorriu.
– Gostou da nossa diversão?
– Vai se foder, Robin.
Ele riu se acocorando na altura do meu rosto, ele pressionou os lábios dele contra os meus e então lambeu meus lábios. Eu fiz careta. O loiro suspirou.
– Bem que eu queria poder continuar aqui brincando com você, mas a chefinha mandou eu parar. – ele ficou ereto e me olhando de cima.
O loiro abriu a boca para falar algo, mas se calou quando ouvimos os sons de sirenes e helicópteros. Robin olhou para a janela, coisa que eu também fiz. Um sorriso cresceu em meus lábios ao ver as luzes invadindo o lugar pelas passagens de vidro. Ouvi o garoto ao meu lado grunhir e logo me puxar para encara-lo, segurando meu rosto com força entre a mão dele. Eu podia sentir a unha dele me arranhar enquanto os dedos fortes ameaçavam deixar marca no meu rosto.
– Foi você que os avisou?
Juntei o máximo de saliva que consegui e cuspi na cara dele. Robin me deu um tapa para logo em seguida ficar em pé e sair do quarto batendo a porta com força. Comecei a me debater enquanto gritava por socorro. Eu esperava que alguém me ouvisse, além dos que se encontravam na casa.
Não sei como, eu consegui soltar um dos meus braços da maca gélida de aço. Não perdi tempo, fui logo me soltando. Quando estava completamente livre, fiquei em pé. Senti minha visão ficar escura e tudo rodar por alguns instantes, então culpei o movimento brusco que fiz. Dei graças por Emma ter me dado aquela coisa para eu vestir, caso contrário, eu já teria congelado no frio que ali fazia.
Caminhei com dificuldade até a porta, abri e escorei-me na parede. Meus os olhos se ergueram e eu vi, no outro quarto, Emma lutar contra um Robin armado. Ela estava fraca, cheia de cortes e parecia não estar se aguentando mais em pé, mas se mantinha firme. Ouvi a voz de Ariel e olhei para a entrada: a ruiva maluca estava com uma arma de fogo apontada para fora ameaçando nos matar caso alguém entrasse.
Ouvi um choro de bebê ecoando. Ao olhar para o lado, vi a porta do porão aberta, mas, no quarto em que Emma lutava contra Robin, Melissa estava desacordada. Rebecca provavelmente estava só.
Arrastei-me até o quarto onde os dois louros lutavam, pulei em cima de Robin, puxando-o para trás. Nós dois nos tacamos na parede, ele me esmagando, e comecei a chacoalhar a mão dele para ele soltar a faca que segurava. Emma sorriu para mim. Robin, por outro lado, conseguiu voltar a ele e me puxou com a mão livre. Eu fui arremeçada contra a Swan em pé.
– Em... ma... – murmurei.
– Está tudo bem, minha rainha. – ela ficou em pé, me pondo com cuidado encostada na parede. Agora, eu via duas dela e eu sabia que não era coisa da minha cabeça, pois a outra Emma usava roupas diferentes.
Emma e Melissa se entreolharam e me deram as costas. Pude ver pelas pernas delas Robin ficar pronto para um ataque. Emma correu até ele, jogando-se por baixo das pernas dele enquanto Melissa corria até ele. A Swan atrás do loiro deu um golpe em Robin- não consegui ver- e o grandão caiu para frente, dando espaço para que a outra Swan desse um chute na cara dele. Melissa segurou o rosto dele com o pé e logo subiu nos ombros dele, segurando a cabeça dele para o lado, Emma chutou a perna de Robin, que caiu de joelhos, e deu o ultimo golpe: um soco bem no nariz dele. As duas sorriram uma para a outra e bateram as mãos, fazendo um HIGH-5, mesmo que logo em seguida Emma tenha cruzado os braços e virado o rosto enquanto Melissa olhou para baixo.
Emma se aproximou de mim sorrindo com Melissa logo atrás. Sorri para as duas. A Swan de saltos parou ao lado da que estava toda cortada. Era tão estranhamente eufórico ver as duas juntas, lado a lado. Eu imaginava que fosse odiar Melissa quando a visse de novo, ao lado de Emma, e, antes de ser torturada, imaginava que as duas fossem totalmente o oposto uma da outra. Elas são, mas tão semelhantes ao mesmo tempo.
– Isso não acabou.
Nós olhamos para Robin, que ficou em pé com a faquinha e correu até nós. Emma se meteu na frente de Melissa, que ficou na minha frente. Logo em seguida vi Emma ser jogada para o lado e Melissa também enquanto o brutamontes se aproximava de mim. Fechei os olhos gritando e esperando o ataque- senti-me uma tremenda covarde por fazer aquilo-, mas esse não veio, tudo o que feio foram gotas de algo molhando o meu pé. Ao abrir meus olhos, não consegui fazer nada, além de prender a respiração.
A mão direita de Emma e a esquerda de Melissa estavam segurando a faca que estava a centímetros do meu pescoço. A loira de cabelos soltos segurava a cabeça de Robin para trás pelos cabelos enquanto a perna ferida dela estava no meio das pernas dele ao lado do salto da outra loira, que por sua vez segurava Robin pelo peito e se equilibrava em uma perna, assim como a irmã.
Emma chutou o corpo de Robin para longe, mas ele deixou a faca na mão delas. As duas olharam fazendo careta de dor para a mão.
– Ok... Eu vou tirar, calma.
– Não pode tirar! – bradou Melissa.
– Como não posso, não vou ficar com essa porra em mim!
– Em nós. E não pode, e se você deixar ainda pior?
– Você ficou maluca? Eu fiz curso para isso, sabia?
– Eu sei, eu estava lá e você dormia, Emma!
Bufei, usando a parede para ficar em pé enquanto as duas discutiam. Eu puxei a faca sem que elas vissem, cada uma caiu para um lado segurando a mão enquanto ficavam boquiabertas segurando o grito.
– Au! – disseram elas juntas. Soltei a faca no chão e cai para o lado de Emma, que me segurou.
– Amor? – murmurou ela me olhando preocupada.
Sorri. Sentei com dificuldade e olhei para Melissa.
– Temos que terminar. Não é você, sou eu. – ela sorriu e assentiu. Olhei para Emma e a beijei, segurando o rosto dela entre meus dedos. Quando nos separamos, ela me olhava sorrindo, sabia que ela ia fazer alguma piada, então a cortei logo. – Aceita ser minha namorada?
– Aceito.
– É sério?
– Sim, idiota.
– Que bom... – olhei para Melissa me segurando para não apagar. – Rebecca...
Melissa assentiu e ficou em segurando o pulso da mão esquerda, a loira saiu do quarto, já entrando no outro quarto. Ouvimos uma barulheira e logo Killian apareceu ao lado do mesmo cara que viera com Emma da outra vez, deduzi ser John. Eles deram passagem e logo médicos chegaram, me puseram em uma maca confortável. Antes dos caras me levarem, Emma beijou minha testa.
– Te vejo logo, minha rainha.
– Te vejo logo, minha salvadora.
O que vi depois, me deixou um pouco preocupada. Eu vi Mary Margaret e David do lado de fora. Não era uma preocupação ruim, era boa. Enquanto me colocavam na ambulância, pude ver a família Swan dar um abraço antes de Melissa ser levada até uma ambulância/viatura. Becca ficou nos braços de Mary Margaret enquanto Emma fazia um curativo na mão.
As portas da ambulância se fecharam. Sorria ao ver o olhar de Emma cair em mim, aliás, foi a ultima coisa que vi antes de tudo ficar escuro e eu apagar.
MESES DEPOIS...
– Você está linda. – repeti de novo me olhando no espelho com a roupa da formatura.
– Isso ninguém discorda. – sorri para Belle saindo do banheiro. – Você está mesmo linda.
– Todas nós estamos. – sorri para as meninas que se formariam conosco.
Nós saímos do meu quarto, as meninas andando um pouco mais a frente. Encarei minhas mãos, mordendo o lábio inferior. Uma mão pequena segurou uma de minhas mãos.
– Ela vai vir, fica tranquila.
– E se não vier? Ela disse que tentaria vir. – confessei meu medo para Aurora, que sorriu.
– Fica tranquila, Emma estará aqui. – ela suspirou. – Tem noticias de Melissa?
– Sim. Ela vai cumprir pena de oito anos junto de Zelena, mas minha irmã sai daqui três anos, por terem sido coagidas e se arrependerem, além de confessar. Como ficou o lado de Ariel?
Aurora suspirou e fez com a mão dez 3 vezes. Olhei-a surpresa.
– Digamos que ela não tinha um histórico muito bom. – ela balançou a cabeça e sorriu. – Vamos curtir esse dia, ok? Nada de tristeza.
Minutos depois, eu estava sentada em uma das cadeiras que tinha ali para os formandos. Minha mãe ia chamando um a um pelo nome completo. Nunca fiquei tão feliz por ter um nome no fim da lista da chamada.
Não parei de olhar ao redor um minuto sequer. Tinha muito gente, familiares de formando, amigos, conhecidos. Eu consegui ver Neal, Mary Margaret e David um pouco afastados com Becca no colo de Mary, que me olhava orgulhosa. Mas a pessoa que eu mais queria ver, não apareceu.
– Regina Mills.
Fiquei em pé e caminhei até minha mãe, ao subir no palco, dei mais uma olhada. Nada. Segurei o meu caninho, ergui-o e sorri, fazendo meus amigos gritarem animados. Desci do palco, logo fui recebida por meu pai e a família Swan.
Ao fim da cerimonia, tirei aquela roupa e entreguei para as tias que estavam juntando todas elas. Não tinha mais quase ninguém lá, apenas eu e algumas tias. A família Swan foi com meus pais para a mansão Mills, pelo que entendi, iam estar me esperando para comemorar a minha formatura.
Sentei em uma arquibancada no estádio e olhei para baixo, suspirando.
– Ela não veio. – murmurei.
Mãos passaram ao redor dos meus olhos, tampando minha visão. Ri segurando as mãos. Senti a cicatriz de 15 centímetros na mão direita, senti meu coração bater mais forte e meu sorriso ficar maior. Ouvi alguém sentar atrás de mim, para logo em seguida um queixo se apoiar no meu ombro.
– Parabéns, Gina.
Vire-me para Emma, que sorria travessa. Ela estava com uma blusa branca regata, o moletom do FBI e os malditos óculos escuros, mas eu sabia que os olhos verdes estavam brilhando tanto quanto os meus. Mas eu fiquei em pé na frente dela, cruzando os braços e fazendo bico.
– Onde estava? Perdeu minha graduação.
– Desculpa.
– Emma, você disse que viria a tempo.
– Eu sei, desculpa. E desculpa também por você não ter virado aquela coisa do chapéu engraçado na hora que sua mãe lhe deu aquele troço. Eu ri muito, mas consegui tirar as fotos.
– Eu não virei? Espera... – sorri e me joguei nela, fazendo-a rir. – Você estava aqui!
– Claro que sim, minha rainha, achou que perderia isso? Mas tive de ficar em um lugar bom para tirar as fotos. – ela me olhou sorrindo marota. – E, claro, eu tinha de ver se nenhum engraçadinho ia dar em cima da minha namorada.
Apenas ri, lhe roubando um selinho.
– Seus pais estão na minha casa com seu irmão e meus pais. – anunciei.
Emma bufou.
– Ainda tem a chave do nosso quarto no campus? – assenti enquanto ela sorria maliciosa. – Perfeito, vamos para lá. Tenho que te entregar meu presente.
– Ui.
Nós ficamos em pé, ela passou um dos braços ao redor do meu pescoço enquanto segurava minha mão.
A noite já caía quando eu e Emma enfim vestimos algo que não fosse as roupas intimas. Eu a olhei e sorri. Ela tinha ainda algumas marcas do nosso pequeno desafio, mas nada demais, nada como a mão dela e meus pesadelos- e fobia- com eletricidade.
Nós duas sentamos na cama que era minha, já vazia, e ela pegou algo dentro do bolso do moletom, pondo em minhas mãos. Sorri a olhando confusa.
– Pensei que o presente fosse o que rolou a tarde inteira.
– Ah, aquilo foi brinde. – ela sorriu me olhando. – Abre.
Quando abri, senti meus olhos se encherem de lágrimas ao ver o belíssimo colar com um S e um M com pedrinhas. Emma o pegou e pôs em mim, ela beijou meu pescoço e apontou para a caixinha.
– Tem um fundo falso.
Ri.
– Brincos também?
Ela riu nervosamente.
– Qua-quase.
Abri o fundo falso com cuidado. Em segundos, meu queixo tinha caído, meu coração acelerou e minha respiração nem existia mais. A loira pôs os lábios na minha orelha.
– Aceita ser minha rainha?
Olhei-a.
– Está... Falando sério? – a Swan sorriu assentindo. Uma lágrima rolou do meu rosto e eu a beijei, não escondendo meu sorriso. Ao nos separarmos, comecei a balançar minha cabeça para cima e para baixo. – Aceito.
A loira abriu um sorriso tão grande, que eu tive certeza de que ela ia rasgar o rosto do lado direito de tanto sorria. Ela pegou a aliança de pedrinha com dois fios, um vermelho e um dourado, dentro e pôs no meu dedo enquanto eu fiz o mesmo com a outra.
– Amor?
– Oi? – ela sorriu enquanto brincava com uma mecha do meu cabelo.
Segurei a mão dela.
– Por que dourado e vermelho?
Ela me deu um beijo rápido
– Disseram que são as cores do amor verdadeiro. – eu a olhei um tanto quanto emocionada. – E você é meu amor verdadeiro.
Assenti.
– E você o meu. Você é meu happy ending. – meu olhar caiu na janela e ri. – Acho melhor irmos, sua mãe ficou cuidando de Becca.
– Mamãe adora crianças, fica tranquila.
– Vamos, Emma. – fiquei em pé e a puxei, roubando-lhe um beijo. – Vamos contar a novidade para eles.
Ela riu.
– Isso eu quero.
E nós saímos do campus, de mãos entrelaçadas e sorrindo e conversando uma com a outra. Era tão mágico.
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