My girlfriend is a Ghoul

1 Capítulo 1 - O acordar.


Notas iniciais
Não imagino como vocês vão reagir a essa história, nem eu mesmo sei como eu irei reagir a cada capítulo, porém, espero que gostem!

Era uma manhã como todas as outras, porém, essa manhã havia um cheiro diferente, era como se fosse a mistura da brisa do verão com café, café amargo, meus olhos ainda estavam meio fechados, mas, o cheiro do café me puxava aos poucos, quando me lembrei que morava sozinho e não havia maneiras ou possibilidades do café estar sendo preparado sozinho, no momento não me dei conta, mas, quando cheguei a cozinha e me deparei com uma garota de longos cabelos vermelhos como o sangue, pernas brancas e grossas, que estava nuas, bom, eu não lembrava o que ocorreu na noite anterior, então apenas disse o que qualquer cara iria dizer diante essa situação.

-Bom dia. – Disse meio indiferente.

-Bom dia, Ryouta-sensei. –Respondeu a moça de cabelos vermelhos como o sangue com uma xícara de café, que oferecia para minha mão.

-Como você sabe que sou professor? – Perguntei com uma cara de sono e angustia ao mesmo tempo.

-Você me disse ontem, enquanto estávamos bebendo, ou você esqueceu de tudo? – Afirmava a garota e perguntava em sequência.

Enquanto saboreava o amargo café feito pela garota misteriosa que estava em minha casa, fiquei pensativo, assim me lembrei da última coisa que estava em minha mente da noite passada. – Eu lembro que fiquei te observando de longe, mas, não lembro de ter ido falar com você. – Respondi com um tom de nostalgia, enquanto um pequeno flashback rodava em minha cabeça.

A garota ficou meio angustiada, porém, ela respondeu em questão de segundos. –Não importa, se não lembra da noite passada, deixe-me tentar recuperar a memória. – A garota me empurrou para as paredes, e naquele momento, nossos lábios se cruzaram, foi uma ligação perfeita, com o cheiro de verão e café amargo em sua boca.

Quando me deparei, estávamos deitados em minha longa cama de casal, deitados, conversando, em torno de algumas perguntas, descobri que ela tinha 22 anos, se chamava Satsuki Rei, trabalhava com seu irmão mais velho em uma perfumaria da família, era de virgem, gostava de ler, porém, não disse nada de comida, além de café, não que eu me importe, mas, após nossa manhã de conversa, fomos a uma cafeteria no centro, trocamos os telefones e marcamos para ir em uma livraria, em torno de três dias que não nos encontramos, trocamos cerca de duzentas mensagens de texto no celular.

-Ei, Ryo, você gosta de mim? – Perguntava Rei, colocando sua xícara de café na mesa em que estávamos sentados enquanto olhava fixamente para meus olhos.

-E então, não tenho características para definir o que eu gosto de você, mas, eu simplesmente gosto, se fosse pra definir uma coisa no momento, é a sua sinceridade e seu gosto literário. –Afirmei apontando para o livro que estava dentro da bolsa de Rei, naquele momento, Rei olhou para a janela e disse.

-Você conhece essas garotas que estão na janela? Elas estão nos observando faz alguns minutos. –Meio indiferente sobre a situação.

-Ah, são minhas alunas, algum incomodo elas sentarem com a gente um pouco? – Perguntei surpreso ao ver minhas aulas na janela.

-Não, sem problema algum. – Respondia Rei acenando para que elas entrassem na cafeteria.

-Oh, como estão as férias Hideki-sensei? – Perguntou Amaya, que tinha um porte físico normal para uma adolescente de 16 anos, cabelos loiros com algumas mexas azuis, era uma aluna exemplar e orgulhosa.

-Vou bem, e vocês? Estudando bastante? –Respondi e continue o diálogo com outra pergunta. – Sim, hoje estamos tirando uma folga, mas os estudos estão em dia! – Respondia Rinko, irmã gêmea de Amaya, a sua única diferença era a cor das mexas no cabelo, que eram verdes.

-Bom, se é assim, aceitam um suco? – Perguntava Rei, acenando para a garçonete.

-Agradecemos a gentileza, mas, temos alergia a laranja. –Afirmava Amaya.

-Então, pode ser café? –Perguntei no momento em que a garçonete chegava a mesa. – Então, dois cafés? –Perguntou a garçonete.

-Sim, e duas fatias de bolo de morango. –Complementava Rei, assim a garçonete marcava o pedido e se afastava da mesa. – É uma honra conhecer alunas do meu namorado, então espero que gostem do bolo de morango. – Dizia Rei olhando de maneira suspeita para as garotas, que não responderam, porém.

-Preciso ir ao toalete, me acompanha Rinko? –Dizia Amaya se levantando da mesa, em sua companhia Rinko também se levantava, naquele momento aparecia no noticiário sobre um assassinato Ghoul, porém não havia dado tanta atenção, pois estava focado em Rei. –Os bolos daqui são caros, não? – Perguntei.

-Não tem problema, são suas alunas, são quase filhas, não é isso que os pedagogos dizem? Vou ao Toalete – Respondia Rei levantando da mesa.

Neste instante fiquei apenas assistindo o noticiário e quando eu menos percebi as três haviam voltado para a mesa, no mesmo instante o café e o bolo chegaram na mesa, quando a garçonete serviu, ela saiu saltitando com a bandeja vazia, as gêmeas demoraram um pouco para comer o bolo, até o momento.

-Não me diga que duas modelos estão de dieta, sirvam-se é o melhor bolo da região! –Dizia Rei tomando mais um pouco da sua enorme xícara de café, quando as gêmeas em sincronia começaram a comer o bolo lentamente, como dois passarinhos comendo pistache.

-Está muito bom! – Dizia Rinko que parava de digerir o bolo e bebeu alguns goles de café.

Após as gêmeas comerem o bolo, conversamos um pouco e elas se retiraram da cafeteria.

-Ryou, vai pegar o carro, eu pago aqui. – Dizia Rei, levantando e indo em direção ao caixa.

Não insisti em pagar a conta, não pelo fato de eu estar quase duro por não recebido ainda, ou pelo fato que os bolos eram caros, mas, pelo fato que quando ela olhou para mim, não insisti em pagar a conta, fui em direção ao carro, quando me deparei, não entendi o fato de eu ter estacionado próximo a um beco, não é de meu costume, mas, a vaga era perto e Rei havia insistido em parar ali, bom, quando eu havia desligado o alarme do carro e aberto a porta do motorista, um tipo de cauda, ou melhor, tentáculo veio em minha direção, porém consegui desvia a tempo, mas, esse tentáculo quebrou o vidro do carro que estava atrás, disparando um alarme, quando eu mal havia conseguido abrir os olhos, outro tentáculo vem em minha direção, porém, desviou e acertou a lâmpada traseira do carro que estava atrás, bom, eu estava realmente muito mal pelo dono do carro que estava atrás do meu, mas, naquele momento estava em pânico, principalmente quando eu ouvi.

-Hideki-sensei! Você sabe o que é a sua namorada!? – Dizia uma voz familiar com a de Amaya, porém com menos sutileza, no momento fiquei sem reação, para responder, quando, outra voz veio em ação.

-Amaya, ele não sabe, mas, acho que podemos mata-lo sem ele saber a verdadeira face da namorada. – A voz que pronunciava as palavras era muito familiar com a de Rinko, naquele momento pensei, mas o que diabos elas estão falando, quando consegui me levantar, os dois tentáculos, um azul, outro verde, vierem em minha direção, porém, fui salvo por uma sombra, essa sombra, era a sombra de Rei.

-Mas, o que é isso!? –Perguntei em pânico, quando vi Amaya e Rei com seus respectivos tentáculos como a cor das mexas de seus cabelos, parados por ninguém menos que, Rei.

-Eu sabia, vocês eram Ghoul’s, não eram!? –Perguntava Rei, que estava segurando com força os ambos tentáculos.

-Ah, qual o problema disso!? Você também é! – Dizia Rinko, liberando outro tentáculo de suas costas, porém, Rei também liberava um tentáculo e parava Rinko, quando Amaya também envia outro, porém, Rei repetia o processo. –Não seja mal-educada minha irmã. – Amaya dizia para Rinko.

-Não toquem nele! – Exclamava Rei.

- “Não toquem nele!” Como é namorar com comida? –Perguntou Amaya, vomitando o bolo de morango.

-Ele não é comida, ele é meu namorado! – Rei exclamava novamente, porém, com mais raiva, naquele instante em suas costas, que havia uma camiseta com um longo furo atrás, liberou cerca de uns vinte ou mais tentáculos em direção a Amaya, jogando-a na parede.

-Irmã! Não vai ficar assim! – Gritava Rinko revoltada, indo em direção a Rei, porém, os tentáculos deram apenas uma volta e derrubou a garota no beco, após a queda das duas garotas, Rei as puxou e prendeu entre os tentáculos, deixando-as em sua frente.

-Terei piedade de vocês dessa vez, mas, se tentarem comer meu namorado outra vez, você ganharam uma passagem direta para o inferno. – Dizia Rei abrindo um sorriso cruel, quando soltou as garotas e elas fugiram sem pensar duas vezes.

Após ter soltado as duas garotas, ela guardou os tentáculos novamente, não havia parecido nenhuma cicatriz ou risco em suas costas, quando. –Ryouta, vamos embora? – Perguntava Rei, porém, eu não consegui responder, por que eu havia desmaiado...

Notas finais
Espero que tenham gostado! Deixe seu comentário! É muito importante a sua opinião!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.