Notas iniciais
Gostei das duas reviews que eu recebi! Vocês são umas fofas e eu fiquei super surpresa pensando que ninguém ia ler o primeiro capitulo! Tá ai o próximo e se vocês prestarem bastante atenção vão perceber que vai ter muita coisa relacionada. Prestem atenção nos mínimos detalhes pra mais pra frente ajudar a desvendar um grande mistério. (Eu estilo pretty little liar).

Existe som mais prazeroso do que o som do sinal do fim das aulas? Ou melhor... Existe som mais prazeroso do que o som do sinal do fim das aulas de sexta-feira? Eu estava esperando por ele na aula de inglês, e esse prazeroso som parecia estar vindo de jegue de tão demorado. Eu esperava mais do que ansiosa para ele finalmente soar e eu me sentir aliviada por mais um dia na escola – mais um dia no inferno – acabar.

- O ano está acabando e eu espero todos vocês tirem um grande e estupendo “A” na minha matéria. Não quero ninguém no acampamento de verão por causa de minhas notas... – O professor substituto de inglês falou. Acho que ele era o meu preferido, apesar de ser substituto! Ele sabia manter a ordem mesmo sendo novo na escola e por esse motivo sendo desrespeitado. E antes que ele falasse mais alguma coisa o sinal tocou e eu pude jurar que estava quase ficando excitada com aquele som. Ok, eu exagerei um pouco ai, mas era o som mais delicioso de se ouvir quando você não vê a hora do fim de semana chegar.

- Tori... – O professor me chamou antes que eu saísse da sala após ter arrumado meus materiais. Olhei pra ele que acenou a cabeça para eu me aproximar.

- Sim, professor Reed? – Eu fiquei em frente à mesa dele esperando por suas palavras.

- Sei que você é a melhor aluna do segundo ano, suas notas são excepcionais, mas desde que comecei a trabalhar aqui há dois meses eu nunca me preocupei em saber como é sua relação social com os outros alunos de nossa escola. – Ele disse cuidadoso com as palavras e eu me surpreendi. Desde quando professores se importavam com o social dos alunos? Sim, eu era meio “nerd”, só tirava nota alta em todas as matérias sem nem ao menos, me matar de estudar. Era um dom... Ou meu cérebro era bem mais desenvolvido que o dos outros.

- Você quer saber se eu tenho amigos? – Eu perguntei e ele assentiu que sim. Poxa vida, eu tenho mesmo cara de excluída? Bom, cara de popular eu não tenho né... Sorri pra ele e respondi: — Tenho amigos sim, professor Reed, nós só não temos todos os horários de aulas compatíveis, principalmente porque eles nunca estiveram na mesma aula de inglês comigo.

- Entendo! Fico feliz por isso! – Ele disse e com essa rápida conversa eu pude analisar meu professor de uma forma que eu não analisava enquanto prestava atenção nas aulas... Seus cabelos eram castanhos bem escuros e seus olhos uma cor de mel brilhante que se destacava por sua pele branca como porcelana. Ele deveria ter uns trinta, trinta e cinco anos? Mas era bem conservado e tinha jeito de homem de vinte e poucos anos e isso só porque ele tinha um piercing transversal em sua orelha direita e possuía um físico mais que impressionante.

- TORI! VEM LOG... – Niall entrou gritando na sala achando que eu estava sozinha, mas quando viu o professor seus olhos se arregalaram e ele pediu desculpa várias vezes. Estava começando a me despedir do professor quando minha voz foi abafada por mais gritos:

- O NIALL É INCOPETENTE MESMO! EM VEZ DE IR BUSCAR A TORI RAPIDO ELE DEMORA MAIS QUE ELA... – Foi à vez de Harry entrar com raiva na sala seguida por Louis, Liam e Zayn. Os olhos dos quatro se arregalaram e assim como Niall, Harry pediu desculpas.

- Professor, meus amigos. Meus amigos, o professor de inglês. – Disse os apresentando mesmo sabendo que eles se conheciam. Eles acenaram para o professor substituto e ele retribuiu o aceno. – Bom, eu já vou indo professor. Até a próxima aula...

Eu disse e abanei a mão pra ele antes de sair empurrando os meninos pra fora da sala e fechar a porta vendo o professor Reed observar tudo com as mãos no bolso e um sorriso nos lábios.

- Vocês são impossíveis mesmo! Tinham que entrar daquela forma na sala? – Eu perguntei andando mais rápido que eles pra guardar meu material no armário.

- Se você não tivesse demorado isso não teria acontecido. – Zayn disse e eu lancei um olhar mortífero para ele enquanto jogava meu material armário adentro e o fechava com força. Eu permaneci quieta enquanto saiamos da escola ouvindo como Louis quase foi para a diretoria na aula de história. Finalmente resolvi fazer uma observação:

- Espera, o professor de história também pega no seu pé? – Eu perguntei colocando a mão no peitoril de Louis fazendo parar de andar e cerrando os olhos esperando por uma resposta.

- Achei que era só comigo... – Zayn comentou e ele olhei pra ele e então com um simples olhar ficou bem claro que o professor de história tinha algo contra todos nós. Não só contra eu, ou contra Louis. Era contra nós seis!

- Filho da put... – Harry começou dizendo.

- Harry! – Liam o advertiu. Liam é bem certinho, mas isso era o que eu mais gostava nele.

- Velhoviado! – Harry disse a frase super rápido e Liam olhou pra ele espantado e depois olhou pros lados como se aquilo fosse um crime muito grave que nos colocaria na prisão em menos de cinco segundos. Resolvemos conversar sobre isso em outro lugar sem ser a escola antes que o Liam tivesse um colapso nervoso.

Recomeçamos a andar e fomos pegar nossos skates. Era proibida a entrada com skates na escola e por isso nós sempre mantínhamos eles escondidos atrás de enormes caçambas de lixo situada em uma travessa perto da escola. Não podíamos deixar perto da bicicleta porque era bem provável que sem nenhuma corrente nem nada pra prende-los em algo os skates seriam provavelmente roubados.

- Louis você pegou o meu... – Eu disse quando vi que Louis estava com um skate que dizia “Good girls go bad!” e eu com um skate escrito “Forever Young”.

- Desculpe. – Ele trocou de skate comigo e quando estávamos preparados saímos em alta velocidade até minha "casa" onde eles passavam praticamente o final de semana inteiro que por sinal começava amanhã...

Eu não morava com meus pais por que... Bem... Eu não tenho pais, mas isso não importa agora. Moro com minha avó. Não necessariamente com a minha avó. Eu, na verdade, moro na casa da arvore do quintal dela. O quintal da minha vó parecia mais uma floresta e eu decidi me mudar pra casa da arvore porque na casa da vovó só tinha um quarto e já estava ficando pequeno pra nós duas. Como ela sempre cuidou muito bem de mim e me mimava pra caramba, ela contratou um engenheiro e um arquiteto que deram um jeito de tornar uma pequena casinha numa verdadeira e grande casa da arvore. Na parte de baixo era uma salinha cheia de almofadas e puffs com uma TV péssima pra sinal que só dava pra jogar vídeo game e em cima era meu quarto. Você tinha que subir as escadas e se curvar se não batia a cabeça no teto. Mas não importava, era só pra dormir mesmo, mas a minha parte favorita da casa da arvore era a sala onde eu tinha passado vários momentos com os meninos.

Quando chegamos na minha casa que não era muito longe entramos pelo quintal. Eles foram pra casa da arvore e eu fui pra casa da minha vó estourar pipoca. Toda vez que eu queria algo pra comer eu ia na casa da minha vó. Lá na casa da arvore eu só tinha alguns pacotes de salgadinho e barras pequenas de chocolate.

- Vó? – Perguntei adentrado a casa pelos fundos. A casa da minha vó era pequena. Perfeita pra uma pessoa. Mas ela não contava com a chegada de uma neta, mas a casa dela era aconchegante como toda casa de vó. Ela não respondeu então sai a procura dela.

- Tori? Como foi a escola? – Ela perguntou quando eu entrei na sala onde ela estava sentada na mesa de jantar lendo algo que ela logo fez questão de esconder. Minha avó era uma senhora bonita. Ela ainda tinha o cabelo ruivo, um pouco menos claro, e os olhos verdes continuavam brilhantes como nas antigas fotos dela. Ela é bonita e nova pra uma vó!

- O que é isso vó? – Eu perguntei sobre o papel que ela escondeu de mim. Eu estava curiosa. Ela nunca escondia nada de mim.

- Nada com que você deva se preocupar. – Ela disse guardando a carta entre os seios e rindo quando fiz uma careta com seu ato. Ela se levantou da mesa e me deu um beijo na bochecha e alisou meus cabelos. De perto eu pude perceber como seus olhos estavam inchados e vermelhos. Tudo indicava que ela havia chorado, mas eu evitava perguntar se ela tinha chorado porque ela sempre brigava comigo quando fazia esse tipo de pergunta.

- Os meninos estão aqui. Vou estar na casa da arvore se precisar... – Eu disse e sai da sala até a cozinha acompanhada por ela. Peguei a pipoca de microondas, programei e fui até a geladeira pegar umas latas de refrigerante.

- Você não está se achando meio grandinha pra ficar sozinha com cinco meninos na casa da arvore no meio do mato? – Ela perguntou e eu deixei uma latinha de refrigerante cair ao mesmo tempo que a porta de fora se abriu revelando Louis e mais alguma coisa que não identifiquei mas que, quando percebi quem era, um sorriso logo se formou em meu rosto.

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Se os links não fncionarem:

Professor: http://data.whicdn.com/images/13799392/4a6053cd66d11_large.jpg

Casa da arvore: http://www.evergreenleisurebuildings.co.uk/wp-content/uploads/2010/12/tree-house-style-1.jpg

Vovó: http://www.howmuchdotheyweigh.com/wp-content/uploads/2011/06/Sissy-Spacek.gif

Notas finais
Não revisei então MIL DESCULPAS por qualquer erro! Estou feliz por alguém ter lido, estou feliz pelas 2 reviews! Estou muito feliz mesmo! Obrigada por lerem! Xx
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.