Notas iniciais
Primeiro capitulo nada super demais! Mas já me digam o que acham da fic! É muito importante pra mim!

Lembro bem de meu primeiro dia de aula na primeira série. No momento que eu entrei na sala eu logo encarei o fato de que eu não seria amiga das figuras femininas que abusavam do rosa e entravam em estado de êxtase com uma simples boneca da Barbie. Eu sabia que eu era diferente. Primeiro, porque eu não gostava de rosa e segundo, de natal meus pais foram surpreendidos por mim quando, ao em vez de pedir uma boneca muito cara e, na minha opinião, sem graça, eu ter pedido um skate para passar horas do meu dia andando nele, caindo, machucando e levantando.

Na sala elas todas riam e exibiam umas para as outras suas mochilas rosa de rodinha, onde em seu interior havia vários cadernos e coisas relacionadas à Barbie. Retirei meus olhos delas e olhei para os meninos que estavam separados em dois grupos. Um deles era composto de dez meninos nojentos e escandalosos que tinham cards do Naruto e carrinhos da Hot Wheels em suas mãos. E o outro grupo era composto de cinco meninos que eram escandalosos, mas não eram nojentos e pareciam... Sociáveis.

Acordo de meus pensamentos quando vejo uma figura adentrar meu campo de visão me fazendo ficar vesga, mas rapidamente recuperar a visão e detectar a enorme barriga de meu professor de história quase se esfregando em meu rosto de tão próxima.

- Já que parece que está prestando bastante atenção na aula senhorita Bennet, porque você não responde para a sala... – Ele começou dizendo, mas logo foi interrompido pelo sinal estridente do final da aula que me assustou e me tirou do transe de pânico que eu antes sentia por ter que responder uma pergunta na qual eu provavelmente não saberia a resposta. Ele se virou de costa com uma carranca e eu respirei fundo recolhendo meu material e saindo da sala como se estivesse em uma prova de atletismo olímpica de tão rápida.

Agora eu estava no segundo colegial, mas nada havia mudado desde a primeira série. Mesma casa, mesma escola e mesmos amigos... E mesmos inimigos. Janice Louren era meu pesadelo em carne viva. Eu não sofria bullying, e me sinto aliviada por isso. Mas não me safo das piadas nas quais envolvem minha sexualidade. Não, eu não sou lésbica. Eu só tenho amigos homens, mas isso não me faz lésbica! Tenho cem por cento de certeza que gosto de homens e...

— Tori! – Ouço alguém gritar e fechar com tudo a porta de meu armário, no corredor, o qual eu havia acabado de abrir para guardar meu material dentro enquanto me envolvia em pensamentos sobre... No que eu estava pensando mesmo?

- Você tem que parar com isso Louis! – Eu disse gritando com um de meus melhores amigos. Seus cabelos estavam agora ajeitados com um pequeno topete. Seus olhos estavam ainda mais brilhantes devido à luz natural que vinha das enormes janelas do outro lado do corredor e sua pele naturalmente corada agora estava mais intensa não sei o motivo.

- Já entendi... Você está naqueles dias. – Ele disse se encostando nos armários e cruzando os braços. Eu arqueei as sobrancelhas, impressionada com o que ele tinha acabado de comentar.

- Não, eu não estou naqueles dias! – Eu disse quase gritando atraindo alguns olhares de quem passava pelo corredor. Soltei um longo suspiro enquanto Louis ria de mim. – O que você quer?

- Calma, só vim te chamar pra irmos almoçar. Sua estressadinha! – Ele respondeu sem se importar ou se preocupar com meu tom de voz grosso e rude. Ele sabia que eu odiava que me assustassem. – Os meninos estão nos esperando.

Mordi o lábio por incerteza. Já faz alguns dias que me questiono se não preciso de uma amiga. Sim, amiga, no feminino. Eu estou amadurecendo. A conversa dos meninos não são tão “bissexuais” quanto antes. Agora, o papo deles é algo envolvendo somente e especialmente, garotas. “Nossa, você viu a saia de tal garota hoje. Do jeito que eu gosto... Bem curta!”; “Gostosa passando em, 3, 2, 1... Ah moleque!” e mais coisas do tipo que me deixavam ou com enjôo ou desconfortável.

- Eu pensei em sentar com algumas meninas hoje. – Eu disse sem receio para Louis como se aquilo fosse algo natural pra se dizer ao seu melhor amigo que sentava com você durante o almoço todos os anos. Abri o armário de novo e tampei o rosto dele com a pequena portinha. Não estava preparada para ver sua reação. Peguei o meu dinheiro, – acredite, eu pago por um bom almoço! Nem pensar que eu um dia vou ingerir a comida que eles oferecem na cantina de graça! Sem chance! – fechei a porta e dei de cara com um Louis perplexo e com olhar de reprovação.

- Você esta de brincadeira não é? – Ele perguntou quase engasgando nas palavras. Pra mim aquilo não era nada demais, mas para ele parecia o fim do mundo.

- Não, não estou. – Eu respondi suspirando e começando a andar sendo seguida por ele. – Vocês conversam sobre coisas de garotos. Eu tenho que procurar garotas para conversar coisas de garotas. Não temos mais 12 anos, não temos um papo comum entre os sexos, principalmente quando o lado feminino está em desvantagem.

- O que? – Ele gritou com uma expressão confusa. Quando eu iria empurrar a porta do refeitório para entrar ele me bloqueou e me segurou pelos braços. – Senta com a gente, por favor. Nós iremos conversar sobre o que você quiser pra sempre. Por favor.

Ele disse aquelas palavras delicadamente segurando meu rosto com as mãos e me fazendo olhar em seus olhos. Mordi os dentes pressionando o maxilar e pensei por um minuto. “Eu nem tenho amigas. Com quem eu iria sentar? Janice? Urgh, não! Eu só tenho meus cinco idiotas e é com eles que vou permanecer”.

- Ok! Ok! – Eu disse pra Louis e ele sorriu daquele jeito bobo e malandro que eu adorava e sorri de lado antes de empurrá-lo com uma certa força e ser seguida por ele dizendo que eu iria pagar caro por tê-lo empurrado. Estávamos nos aproximando da mesa com meus outros quatro idiotas e eles estavam bastante agitados hoje.

- Ei gente... – Louis tentou falar, mas nenhum deles prestava atenção. Eles continuavam discutindo entre si. Eu revirei os olhos. Pois é, todo dia era aquilo! Eles sempre brigavam por alguma coisa, ficavam de mal por cinco segundos e depois voltavam a se falar.

- CALA A BOCA PORRA! – Louis gritou muito alto e até as outras duas mesas ao lado da nossa, pararam suas animadas conversas para encarar Louis que nem se importou com os olhares.

- Tori! Vem com o papai. – Niall disse abrindo os braços e eu me dirigi a ele e eu dei um bom e merecido tapa em cheio em sua nuca. Isso era jeito de me cumprimentar? Acho que não né! Ele esfregando a nuca, onde eu havia acertado-lhe um tapa certeiro, perguntou: – Você esta naqueles dias né?

- Eu não estou naqueles dias! Porque todo mundo acha que eu estou naqueles dias? – Eu perguntei indignada me sentando ao lado de Harry e Liam que automaticamente deram dois beijos em minhas bochechas. Liam deu um beijo estalado e carinhoso e Harry quase lambeu todo o meu rosto com seu beijo melado e forte.

- Você quer beijar minha bochecha ou grudar seu rosto no meu Harry? – Eu perguntei e todos riram, mas eu estava falando bem sério e não estava achando graça e olhei pra todos com cara de brava e eles pararam automaticamente de rir

- Tori... – Zayn começou dizendo segurando minha mão do outro lado da mesa. Ele me olhava compreensivo por trás de seus óculos de grau Ray-ban que o deixavam com cara de nerd. – Minha irmã tem remédio pra cólica se você qui...

Ele não terminou nem de falar, pois eu apertei sua mão com a maior força o fazendo recuar soltando um gemido de dor seguido pela risada de todos os outros.

- Vocês não conseguem calar a boca nem um segundo? – Louis perguntou se sentando ao lado de Zayn. Todos ficamos em silencio e olhamos pra ele que pareceu aliviado.

- Ok, já se passou um segundo... – Niall começou dizendo todo alegre na mesma hora que Louis começou a falar algo também. Mordi meu lábio interior tentando reprimir a risada e vi que todos faziam o mesmo. Louis estava a beira de um colapso nervoso então decidimos parar com as brincadeirinhas.

- Pode prosseguir Louis... – Liam disse sério e todos nos prestávamos atenção agora.

- Muito bem... Nossa reunião irá começar. Primeiramente teremos que jurar solenemente que todas as condições impostas nessa reunião serão cumpridas e... – Louis começou dizendo como se estivesse em uma audiência e ele fosse o juiz. Ele estava falando da mesma forma que falávamos quando éramos menores.

- Lou, a gente não tem mais nove anos. – Harry disse se lembrando que todas as vezes que iríamos conversar na mesa do refeitório, algum de nós dizia aquelas palavras e jurávamos que iríamos cumprir tudo que fosse proposto. Coisa de criança bem desenvolvida, que aprendia palavras difíceis como “solenemente” e que não tem nada melhor pra fazer...

- Ok, então vou contar o que aconteceu. – Ele recomeçou depois de fazer um biquinho triste com a observação de Harry, mas logo continuou: – Hoje nossa amiga Tori, disse em alto e bom som que não queria almoçar com a gente!

Todos fizeram barulho de espanto e me olharam em pânico. Eu respirei fundo e fechei os olhos me perguntando o que eu tinha na cabeça quando me tornei amiga deles. Eles faziam mais drama que eu! E olha que eu era a “fêmea do bando”.

- Eu sei caros amigos, situação alarmante, eu sei! – Louis disse. Me arrependo de tê-lo incentivado a fazer testes para o teatro. O vocabulário dele às vezes era completamente arcaico. Continuou: – Por isso vamos impor algumas regras...

- Eu não sigo regras. – Harry disse automaticamente.

- Sempre tem uma primeira vez, Harry querido. – Louis disse com uma voz dócil, mas com um olhar aterrorizante que assustou tanto Harry quanto a mim.

- Medo... – Liam sussurrou em meu ouvido e eu assenti positivamente para ele enquanto tentava não rir de seu comentário.

- A partir de hoje, nosso dever será satisfazer todas as necessidades da “fêmea do bando” – Louis disse. Depois que ele pronunciou as palavras “fêmea do bando” foi que eu notei o quão estúpido e ridículo aquilo soava.

- Que tal vocês começarem não me chamando mais de “fêmea do bando”? – Eu perguntei com esperança que eles concordassem, mas eles não falaram nada então eu deduzi que eu continuaria a ser chamada assim. Ser chamada da mesma forma que era chamada quando eu tinha treze anos.

- E então, estamos combinados? – Louis perguntou e todos afirmaram que sim. – Ótimo, agora todos cuspam nas mãos e toquem aqui...

- Tô fora! – Eu gritei me levantando do banco e me preparando pra ir até a cantina comprar meu almoço antes que não sobrasse tempo para comer.

- Eu tenho que pegar alguma coisa no meu armário. – Niall disse e saiu bem atrás de mim.

- Minha mãe esta me ligando no celular, licença. – Liam disse e saiu da mesa. Detalhe: Ele havia perdido o celular há dois dias.

- Eu tenho que ir ao banheiro. – Zayn disse se levantando.

- Eu tenho que... Ir. – Harry disse e ao mesmo tempo, só que com desculpas diferentes, nós nos livramos de Louis e seu aperto de mão nada agradável.

- Galera? Voltem aqui! Me espera Harry. – Louis disse e saiu correndo atrás de Harry depois que percebeu que tinha ficado sozinho na mesa. E essa foi a ultima visão de meus cinco idiotas antes de eu ir comprar meu lanche na cantina, comer e me preparar para mais um período de aula antes de ir embora para minha casa.

(...)

Notas finais
Vocês percebem que vai ser uma fic bem imprevisível! É um tipo de fic que eu posso moldar de várias formas. Vou tentar manter ela recheada de surpresas! Se vocês leram, deixem reviews, é na verdade mais do que importante pra mim! Obrigada por lerem! Beijos