My first and only love.

2 Capítulo 2- "Stronger, Kelly Clarkson"


O sol brilhava, a tarde não podia estar melhor. Faria uma surpresa para Matt, sabendo que estaria em casa estudando para a recuperação. Levaria meu vestidinho que iria usar na festa da Jolie para mostrar para ele, e uma camiseta para ele, combinando com meu vestido. Uma camiseta vermelho escuro de abotoar.

Quando cheguei, estranhei o portão aberto. Mas, já fui entrando sabendo que não havia problema. Quando entrei na cozinha, não havia ninguém, seus pais haviam saído. Melhor ainda. De repente, escutei risadas. Uma risada que não era dele. Uma risada feminina.

Entrei na sala andando rápido, já certa do que poderia encontrar. Na verdade, eu estava jurando que era a TV, e a onda de raiva que me invadia e me consumia seriam logo aliviadas.

Mas na verdade, assim que entrei na sala, minha raiva só aumentou. Os meus sentidos se perderam, e deixei tudo cair no chão. As caixas com a nossa roupa, minha bolsa e até meu celular, fazendo um estardalhaço.

"Belle!" O Matt gritou, com o rosto vermelho. "O que está fazendo?" berrei. Foi a primeira coisa que veio à minha mente. Minha voz saíra falhada, fina e incrédula. "Estudando" Elise disse, com um sorriso frio e maligno no rosto. "Estou estudando o corpo e a boca de seu namorado, tem problema? Achei que não ia se importar" ela disse, a voz irritantemente sensual e falsa. Eu devia ter feito uma cara furiosa, pois o ódio que estava sentindo só faltava sair pelas minhas orelhas, que o Matt falou "Belle, calma", com uma expressão assustada.

"NÃO TEM PROBLEMA NENHUM! POR MIM, VOCÊ PODE PASSAR A ETERNIDADE SENDO UMA PIRGUETE, QUE NÃO É DA MINHA CONTA!" Falei, tentando realmente me acalmar, mas naquele momento eu não sabia do que era capaz. "Você pode até queimar no inferno, por mim! Eu não vou ligar!" falei, com a voz mais estável, mas ainda furiosa e descontrolada. "E você Matt, por favor, aproveite e vá junto. A sua vida já não é mais do meu interesse. Acabou, para sempre. Quero mais é que você vá para o quinto dos infernos com a Elise!" gritei. Não derrubei uma lágrima até sair daquela casa demoníaca.

"Belle! O que houve?" Olhei para frente e vi o James na calçada, olhando preocupado para mim. "Nada!" falei. Dessa vez, comecei realmente a chorar. A chorar com vontade, as lágrimas vinham violentamente e escorriam pelo meu rosto ardendo de ódio.

"Belle, pode falar para mim..." James falou. "Belle, belle, belle, belle..." já não era mais a voz de James.

Acordei em um pulo, minha mãe me chamava carinhosamente e mexia no meu cabelo. "Oi mãe" falei rindo, "sabe eu tive um sonho estranho e..." meu sorriso se desfez assim que percebi que meu sonho era real, estava sonhando com uma lembrança. "Que sonho filha?" ela perguntou. "Ah, deixa..." falei, segurando uma lágrima que estava prestes a brotar. Percebendo minha mudança de humor, minha mãe deixou passar. "Tudo bem" ela disse, "venha tomar café da manhã! Gabe está aí e disse que quer saber de tudo do seu término com o Matt" ela falou com uma expressão preocupada. "Vocês terminaram? Quando?" ela perguntou.

"Conto tudo no café" falei, já me levantado. Ela saiu do quarto com uma expressão compreensiva. Coloquei um vestidinho de alcinhas bege escuro com estampa de flores cor salmão.

"Bom dia!" falei assim que cheguei na cozinha, a voz fingindo bom humor. "Bom dia filha" minha mãe falou. "Bom dia dona Bella!" Gabe disse, "Agora, cadê a minha história prometida?" ela disse, e eu fiz uma expressão cansada. "Tudo bem!" suspirei. "Vou contar tudinho!" falei. Minha mãe colocou um prato com a minha torrada de queijo que eu fazia sempre, mas dessa vez ela resolvera fazer, e um café com leite na minha frente. "Conte!" disse ela com a voz tranquila, mas com o olhar curioso.

Então contei. Contei das minhas desconfianças que tinha de Matt, porque ele guardava muitos segredos. Contei de como peguei ele no flagra com Elise, como James me consolou. Contei sobre a nossa 'conversa' na festa. Contei tudo. E inevitavelmente, tive que lembrar. Lembrar que tudo tinha acabado. E sentir meu coração apertar, sentir ele se quebrar mais uma vez. Porque lembrar era praticamente a mesma coisa que reviver. E minha ferida continuava aberta.