My confused life
6 Capítulo 6 - Obrigada a falar sobre a doença
Notas iniciais
– Sangrando? — Respondi.
– É... o que aconteceu?
– Eu devo ter esbarrado em alguma coisa, não sei... — Disse limpando.
– Eu não sou burro Fran, diz logo o que houve.
– Eu não sei, mas desde aquele dia que eu sai da sala, venho sentindo uma dor de cabeça, e depois meu nariz começa a sangrar.
– Você já foi ao médico?
– Já sim, eu fiz uma consulta, mas não conta nada pra ninguém não...
– Por que? — Diego perguntou.
– Porque as meninas vão ficar preocupadas e eu nem sei o resultado ainda. — Eu respondi.
– Então quer dizer que eu não fiquei preocupado? — Perguntou.
– Não foi isso que eu quis dizer, hoje eu evitei de te contar 2 vezes, mas você me deixou sem escolha quando me viu sangrando...
– Mas eles suspeitam de algo? — Diego perguntou.
– Sim, vou fazer uma angio-ressonância magnética na sexta, pra não precisar perder aula.
– Então você está com suspeita de Aneurisma Cerebral?
– Sim. — Eu disse já com os olhos lacrimejando.
– Hey... Calma — Falou enxugando meus olhos.
– Como calma? — Eu respondi já chorando de vez.
– Olha, quando eu morava na Espanha, um amigo meu teve essa doença e ele conseguiu tratar, e mais: Você ainda não têm a confirmação de nada... Meu conselho é: Conte ao Marco, ele precisa saber pelo o que a namorada dele está passando. — Quando ele me disse isso, eu lembrei que ia terminar com o Marco e desabei.
– Eu vou terminar com o Marco, ainda por cima me vêm essa suspeita de doença. — Disse tudo embolado por causa do choro e o abracei, nem sei se ele entendeu o que eu disse, eu só queria chorar.
– Fran... Vai ficar tudo bem. — Ele me disse ai o sinal tocou, eu limpei minhas lágrimas e nós saímos, encontrei as meninas conversando na porta da sala. Dei um sorriso mais falso que os peitos da Sheyla Almeida, tentando aparentar estar bem.
– Hey! Vamos entrar? — Disse.
– Vamos... — Cami falou.
Assistimos as outras aulas que restavam, e dessa vez, sim eu fui ao cinema com as meninas, escolhi um filme de comédia para descontrair, e passei o resto do dia de bobeira, tentando esquecer de que o Marco e aquela possível doença existiam.
Depois de jantar, tomei um banho e fui tocar violão...
A única coisa de proveito naquele dia foi ter passado o intervalo conversando com o Diego, ele de certa forma conseguiu me acalmar.

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