Notas iniciais
Boa leitura!

Por conta da visita do pai, Regina teve um sono agitado, conversou muito enquanto dormia e acordou várias vezes durante a noite. Isso fez com que Emma também tivesse uma noite péssima.

Quando o dia já estava claro, Emma se espreguiçou passando o braço para encontrar a esposa, que também deu sinal que já estava despertando.

— Bom dia amor! Como você está? – Emma perguntou.

— Parece que fui atropelada por uma manada de elefantes, estou toda dolorida.

— É, você não dormiu nada. – Emma a beijou.

— Desculpa, você também deve estar exausta por causa disso.

— Consegui dormir um pouco, não se preocupe. – Sorriu. – Bom, vou tomar um banho e preparar algo para comermos, descanse mais um pouquinho. Eu já volto. – Jogou um beijo no ar para a esposa.

Elas se arrumaram, tomaram o café da manhã e seguiram para a empresa. Assim que chegou, Emma tratou logo de comprar as passagens para a cidade que a família morava.

O dia fora corrido, fazendo com que elas nem se encontrassem durante o trabalho. Ao final do expediente foram correndo para casa.

— Não precisamos levar muitas coisas, são só dois dias... – Emma falava enquanto tomava banho.

— Eu sei Emma, já arrumei suas coisas também. – Disse Regina caminhando para o banheiro. – Já terminou? – Perguntou ao entrar retirando suas roupas.

— Sim. – Emma respondeu fechando o chuveiro. – Me passa a toalha por favor. – Disse sorrindo sem graça olhando pela porta do box.

— Como sempre né! – Regina falou indo pegar a toalha que a esposa sempre esquecia. – Aqui... agora vai escolher sua roupa quero tomar meu banho... – Emma a abraçou beijando seu pescoço. – Emma! Para. – Riu – Sai! Vamos nos atrasar. – Disse rindo e empurrando a esposa para fora do banheiro.

Algumas horas depois já estavam chegando na cidade. David as esperava no aeroporto.

— Pai! – Emma o abraçou. – Estava com saudades! – Regina também o cumprimentou.

— Eu também estava meninas. O que aconteceu para decidirem vir assim de ultima hora?

— Parece que não gostou da visita! – Emma o questionou sarcástica.

— É claro que eu gostei, é que vocês sempre nos avisam uma semana antes de virem...

— Queria ver minha mãe tio. – Regina sorriu fraco. – Não estou muito bem esses dias. – David não questionou, porque sabia os problemas que Regina enfrentava.

— Tudo bem! Vamos então, Mary está na casa da Cora...

Assim que chegaram na mansão de Cora, as meninas foram recebidas como se não se encontrassem a muito tempo.

— Mãe! Está me sufocando! – Regina falou enquanto a mulher a apertava.

— Desculpe querida! É que ainda não me acostumei com vocês longe. – Sorriu.

Conversaram por mais um tempo e como já estava tarde a família Swan decidiu ir embora.

— Emma, se você quiser ir com seus pais não tem problema. – Regina falou.

— Mais você vai ficar sozinha...

— Coração a minha mãe e o Marco estão aqui. Eu sei que você também está com saudades dos seus pais, pode ir eu vou ficar bem.

— Tem certeza que não vai ficar chateada?

— Claro que não Emma! – Respondeu. – Amanhã vocês podem vir tomar café conosco e contamos sobre Henry.

— Ok! Quero que me ligue se não se sentir bem tá?! – Regina assentiu.

Emma se despediu de Cora e Marco, deu um beijo em Regina e foi para casa de seus pais.

— Regina. – Cora chamou batendo na porta do quarto da filha. – Posso entrar?

— Claro! – Respondeu enquanto escovava os dentes.

Cora se sentou na cama esperando a filha voltar para o quarto.

— Está tudo bem Regina?

— Sim mãe... – Respondeu se deitando ao lado da mulher.

— Você está abatida, o que está acontecendo? – Regina a olhou negando com a cabeça. – Está tomando certo seus medicamentos? – A jovem assentiu. – Sou sua mãe Regina, eu sei quando algo não está bem. Para começar vocês vieram de repente, coisa que nunca fazem, vejo na sua aparência que não está bem. Você sabe que pode conversar comigo sobre qualquer coisa não sabe? Inclusive se for algum problema com a Emma...

— Não é nada com a Emma mãe, nós estamos ótimas. Ela foi dormir na casa dos pais porque também está com saudade deles, é só uma noite...

— Tem algo errado na empresa?

— Também não... estou bem não se preocupe. Podemos descansar e amanhã conversamos melhor?

— Claro! Descanse então e amanhã você me conta o que está acontecendo. – Cora beijou o rosto da filha. – Boa noite.

— Mãe... pode ficar aqui um pouco até eu dormir? – Pediu sem graça fazendo a mulher rir.

— Claro meu bebê! – A mulher voltou se deitando com a filha.

Cora ficou conversando assuntos aleatórios com Regina por quase uma hora, quando esta pegou no sono. Ela sabia que a filha não estava bem emocionalmente, percebeu assim que notou a aparência cansada da jovem e temia que ela estava tendo uma recaída.

[...]

Na manhã seguinte Emma junto com os pais foram até a mansão de Cora como as jovens tinham combinado. Após terminarem de tomar o café da manhã, a família continuou reunida à mesa conversando.

— Regina está tudo bem? – Mary perguntou. – Estou te achando um pouco preocupada.

Depois da pergunta, a jovem decidiu que era o momento para contar sobre a visita de Henry.

— Na verdade eu estou preocupada sim tia. – Os demais a olharam. – Na quinta-feira quando cheguei na minha sala para trabalhar pela manhã, meu pai estava me esperando.

— Como assim Regina?! – Cora se exaltou. – Quem deixou ele entrar lá? Porque não me ligou, o que aquele cretino te fez?

— Calma mãe! A secretária é nova e não o conhecia... ele não fez nada, só gritou comigo, disse que ficou sabendo do meu casamento... – Pensou por alguns segundos. — ... disse que isso não ficaria assim e que qualquer dia te faria... uma visita. Eu acabei gritando com ele. – Regina já segurava as lágrimas. – Estou com medo!

— Não fique com medo, nós iremos até a polícia Regina. – David disse. – Vamos contar que ele está te ameaçando. O Henry não pode fazer isso, ele já foi preso uma vez e não vai ser difícil voltar para lá!

— A Regina preferiu conversar com vocês primeiro pai, por isso não fomos até a delegacia.

— Vamos até a delegacia agora. – Cora disse se levantando. – E vocês não vão voltar para casa até eu me certificar que aquele homem está longe.

David as levou até a delegacia. Assim que fizeram a denúncia e Regina contar sobre a ameça que o pai lhe fizera voltaram para casa um pouco mais tranquilas, o detetive que as atenderam disse que entraria em contato com Henry para que ele prestasse um depoimento.

Regina e Emma passaram o fim de semana ao lado da família, conversaram bastante com os irmãos, puderam rever a sobrinha Anna, que já estava grande e sempre tentava copiar Regina, a menina admirava a tia.

— Vou informar as jovens senhoras... – Disse Cora apontando para a filha e Emma. – ... que este mês vocês irão trabalhar aqui na cidade, nada de voltar para o Canadá.

— Mais mãe, temos várias coisas para terminar e só trouxemos roupas suficientes para passar esse fim de semana!

— Sem desculpas, o trabalho que vocês fazem lá podem fazer da mesma forma aqui Regina, já que fazem praticamente tudo pelo computador, se precisar visitar alguma construção ou hotel temos os outros funcionários que sempre acompanham vocês e a questão das roupas também não é problema, o guarda-roupa está cheio com suas roupas e da Emma.

— Eu não vou discutir depois dessa tia. – Emma riu. – Para mim você ganhou – Falou erguendo as mãos em sinal de rendição.

— Emma! E a nossa casa...

— Amor é só um mês, até tudo ficar resolvido ok! – Emma disse passando as mãos no cabelo da esposa. – Sua mãe tem razão, vamos ficar mais tranquilas ficando por aqui, perto de todos.

— Tudo bem! Vou para o quarto, estou cansada. – Falou subindo as escadas deixando as mulheres para trás.

— Ela está adorando ficar aqui tia. – Emma riu. – Sabe como ela é, só não quer dar o braço a torcer! – Cora riu da garota. – É melhor eu subir também senão vai sobrar para mim... boa noite.

— Boa noite querida!

Notas finais
bjoss