My World With You
6 Capítulo 6
Desliguei o telémovel e pus-me a pensar. '' Que lindo nome, combina contigo '' Que queria ele dizer com aquilo? Bem, eu nunca fui de me apaixonar, lembro-me que o meu último amor foi aos 14 com um miúdo de 16. Depois acabámos e eu deixei de me preocupar com isso. Mas agora... Sei lá. Parece que gosto minimamente dele, apesar de não o querer mostrar. Não queria contar a ninguém, nem mesmo á Ana. Ela pensa que o meu coração só tem espaço para Ramones, Nirvana, enfim. Que pena. Talvez variar um bocado não seja mau. Nunca ouvi as músicas daqueles 5, também não me apetece ouvir, mas ao mesmo tempo tenho curiosidade em saber se cantam bem ou não. Será?
Dirigi-me para o quarto sem chamar muito a atenção das minhas irmãs, que estavam sentadas no sofá a conversar. Entrei e fui para o espaço da Mariana. Apesar de não gostar de fazer isso, remexi nas coisas delas e vi o Ipod. Liguei-o e pus os fones no ouvido. Pús a música '' Moments '' e fechei os olhos.
Que linda que era! Sentei-me na cama da Mariana mas... Ela entrou nesse preciso momento.
– O QUE É QUE ESTÁS A FAZER?
Tirou-me o Ipod das mãos, mas felizmente não reparou no nome da música.
– SE EU TE VOLTAR A APANHAR AQUI, VOU VER O TEU DIÁRIO!
– Atreve-te!.- Respondi, irritada.
– Ei, o que vem a ser isto?
A Ana entrou no quarto, intrigada.
– ELA ESTEVE NO MEU ESPAÇO, SENTADA NA MINHA CAMA COM O MEU I...
– Acabou-se, Mariana! Deves pensar que nunca te vi a mexer no portátil dela só porque o teu não tinha bateria!
– Isso é verdade? Que parva!.- Exclamei.
Ela ficou pálida e murmurou:
– Saiam daqui!
Eu e a Ana entreolhamo-nos e fizemos-lhe a vontade. Também não estava disposta a ficar ali por muito mais tempo.
Fui para a varanda e deitei-me na espreguiçadeira. A Ana veio atrás de mim.
– Qual o motivo de queres ouvir as músicas no IPod dela? Sabes que ela só tem música daqueles 5 cromos...
– Eles não são cromos!
Ela ergueu as sobrancelhas e abanou a cabeça lentamente.
– Eu acho que gosto de um deles, Ana.- Disse eu antes de ela entrar na sala.
– A sério? Mas é uma paixão platónica ou conheceste-o mesmo?
Então contei-lhe tudo o que se tinha passado até ali.
– Ok, compreendo. Ele parece ser porreiro, sabes?
– Sim.
– Faz o que o teu coração te mandar, Daniela.
Sorri e abracei-a.
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