My Wonderland

6 Capítulo 6


Na casa do Sasuke-neko...

— E então, o que achou? — Perguntou ele animado.

— Errrr... — Tentei responder alguma coisa, mas realmente estava dificil.

O lugar era todo bagunçado, com roupas jogadas até em cima do fogão, comida jogada no chão, mal dava para andar alí.

— O que foi? Não gostou?

— N-não é que não gostei...

— Então...?

— Mal dá pra saber onde está sua casa, de tanta bagunça que tem por cima! — Expliquei.

— Ah... Você acha que está bagunçada?

— E você não acha? — Perguntei surpresa.

— Sinceramente não.

— Er...

— Mas não se preocupe, você é a minha hóspede, eu vou deixar tudo do seu agrado. — Falou sorrindo.

— Não quero atrapalhar!

— Você não está atrapalhando Sakura-chan. Gosto de ter companhia.

Ele realmente não me aparenta ser uma pessoa má! Realmente, não sei qual foi o motivo do Sasori-san falar aquilo!

— Já sei! — Exclamou ele. — Por que não vai tomar um banho, enquanto eu arrumo tudo isso?

— Er, tem certeza? — Perguntei hesitante.

— Claro que sim, você precisa descansar. E prometo que quando você voltar, já vai estar tudo limpo.

— Tudo bem. — Respondi sorrindo.

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Fui até o banheiro, liguei a torneira e esperei a banheira encher. Sasuke-neko tinha razão, eu realmente precisava de um banho, estava exausta e precisava de um tempo para relaxar.

Depois que a banheira já estava cheia, me despi e entrei na água quente e delíciosa, me ajeitei um pouco melhor na banheira, fechei os meus olhos e comecei a colocar os pensamentos no lugar. Foi aí que caiu a ficha! Me lembrei que não estava mais em casa, e que não havia como voltar, muito menos como avisar minha querida mãe e minha irmã, que eu estava bem. Foi aí que eu comecei a pensar, será que eu conseguiria voltar pra casa? Será que eu ficaria presa nesse mundo para sempre? Mas e se tudo isso for mais um dos meus sonhos absurdos? Argh isso é tudo tão confuso! Estou com dor de cabeça, acho melhor sair da banheira e ver se o Sasuke-neko já terminou a limpeza.

Assim que sai da banheira, vesti um roupão que estava pendurado na parede, e depois saí devagar para a sala.

— Sasuke-neko? Precisa de ajuda? Já terminou? — Chamei por ele, mas ele não estava alí, porém, a casa já estava limpa e eu pude ver como era a casa em que o Sasuke-neko morava. O piso era um carpete de madeira, nas paredes em tom de bege claro, haviam algumas fotos de gatos e gatas, e bem em cima da cama, havia um desenho de um coração vermelho grande e duas espadas fazendo um "X" na frente do coração, também em vermelho. Fiquei um tempo tentando entender aquele desenho, mas fui tirada de meus devaneios, quando senti alguem colocar a mão em meu ombro esquero.

— Se interessou pela pintura? — Ouvi Sasuke-neko me perguntar, mas não me virei para ele.

— Sim. O que é? — Estava morrendo de curiosidade.

— É o simbolo da rainha de corações. Todas as casas devem ter essa pintura em pelo menos um lugar da casa. É uma lei que ela fez não muito tempo, quem desobedecer, é decapitado.

— Nossa! Que cruel!

— Não tivemos muita liberdade de expressão depois que ela herdou o trono, mas nem sempre Wonderland foi assim. — Suspirou.

— Ah, acabei de me lembrar, fiz o jantar pra você. — Falou ele mudando de assunto rapidamente.

— Obrigada. — Finalmente me virei para olhá-lo, mas me arrependi um pouco por ter feito isso. Ele estava apenas vestindo uma calça de moletom preta e nada mais. Pude ver o seu peitoral definido subindo e descendo de acordo com sua respiração, e ver aquela cena assim tão de repente, fez meu rosto queimar. Talvez para ele isso era a coisa mais normal do mundo, mas cá entre nós, eu sou uma garota!

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Já na cozinha...

— Er... Sasuke-neko. — Chamei-o hesitante.

— Sim?

— Posso te fazer uma pergunta?

— Claro! — Devorando mais uma fatia de salmão.

— Onde eu vou dormir? Já que você só tem uma cama... — Ainda estava um pouco constrangida.

— Na minha cama. — Respondeu obviamente.

— E onde você vai dormir?

— Na minha cama. — Ainda obvil.

— Não posso dormir com você! — Respondi eufórica.

— Por que não? — Estava visivelmente confuso.

— Porque eu sou uma garota! — Agora foi minha vez de ser obvia.

— Não se preocupe, você se acostuma. — Disse ele com toda a simplicidade do mundo, e mais uma vez senti meu rosto queimar.