My Wildest Desire

17 Capítulo 17 - A brincadeira acabou


Notas iniciais
AAAAAii aiii... como é bom sentir o prazer do dever cumprido
Mas ao mesmo tempo o sentimento de que tudo que é bom de verdade acaba rápido ;//.

Este é último capítulo de MWD e espero que gostem de verdade. Um epílogo será postado, provavelmente na segunda-feira, para que a história seja finalizada com chave de ouro.

Agradeçemos, mais uma vez, a todos que acompanharam a fic desde o começo e esperamos que tenham curtido cada capítulo, assim como curtimos escrevê-los.

Então é isso... Beeeijos e até a próxima ;*

Damon PDV

Eu não acreditava no que estava vendo. Mesmo depois de tudo que havia me feito aquela vadia tinha coragem de aparecer em minha casa, e pior, no meu quarto.

_O que você quer aqui, Katherine? – cuspi as palavras tentando despresar sua presença -.

Meu Deus, porque ela tinha que ser extamente igual à Elena fisicamente? Aquilo não era justo e só me corroía mais e mais por dentro.

_Ora, Damon, meu bem. Claro que estou aqui por você. Aproveite que Stefan saiu pra lhe fazer uma surpresa, isso não é ótimo?

Se eu não soubesse que tipo de víbora Katherine era seria muito fácil me deixar enganar, deixar que ela me conquistasse com seu sorriso infantil. Mas eu já presenciara as mais diversas atitudes de Katherine e podia dizer com toda certeza que por trás daquele rostinho lindo e angelical só havia um ser que hoje, só de ouvir o nome, me enojava.

_Que cara é essa, Dam? Eu vim aqui pra te divertir e você me olha assim?

_Você é louca, Katherine! – gritei me levantando e chegando mais perto dela – A última coisa que eu quero nesse mundo é ficar perto de você.

_Ah, Dam, eu sei, mas sabe... – ela começou a se aproximar enrolando um de seus dedos eu seus cachinhos. À medida que ela se aproximava eu dava pequenos passos para trás e ela parecia se divertir. Logo ela começou a soltar a saia de seu vestido e deixar os pequenos sapatos pelo chão perto da cama – Eu não me importo, meu bem.

Eu não queria acreditar no que Katherine estava prestes a fazer. Ela estava ficando louca, eu tinha certeza daquilo.

Não proferi palavra alguma, apenas me perdi em meus pensamentos mais uma vez. “Como duas pessoas podiam ser tão iguais mas tão diferentes?” Por mais que eu já houvesse feito tal pergunta a mim mesmo milhares de vezes não conseguia achar a resposta. Elena exalava bondade – quando ainda viva – e pureza, já Katherine só possuia maldade e ódio. “Por que a semelhança física teimava em me perturbar tanto?”

Fui tirado dos meus pensamentos pelo rangido da cama e logo, também, pelo corpo de Katherine sobre o meu.

_O que você quer de mim, Katherine?

_Damon, Damon... eu não quero nada de você. Eu quero você – sem que eu pudesse ter qualquer tipo de reação ela debrussou seu corpo sobre o meu e colou nossos lábios. Pela primeira vez ao beijar Katherine tive vontade de vomitar -.

Não sei se foi o choque ou a raiva que fez com que eu ficasse imóvel, estático. Katherine destruira vidas por qual motivo? Pelo sexo? Pelo prazer se se sentir superior? Ou pelo egoísmo, talvez? Eu nunca poderia responder.

Em toda a minha imortalidade eu havia conhecido vários tipos de vampiros, inclusive o tipo que eu costumava fazer era o mais comum: despreocupado e a procura de diversão em qualquer lugar. Mas Katherine não. Ela superava todas as expectativas de alguém que já imaginara ter visto algo de ruim na vida. Ela era destrutiva.

Suas pernas estavam uma de cada lado do meu quadril, suas mãos já haviam desabotoado minha camisa e naquele instante passava vagarosamente pelo meu peito nu. Sua boca devorava a minha.

Empurrei-a e nos separamos.

_O que foi? Vai me beijar ou vai me matar? O que vai ser? – seu tom doce e ameaçador ao mesmo tempo fez com que eu continuasse nosso beijo. Eu não tinha chance alguma contra ela -.

“Talvez se ela conseguisse o que queria iria me deixar em paz?”

Elena PDV

Acordei com uma enorme dor no pescoço. Pequenas folhas secas caiam sobre o meu rosto e por mais escura que a noite estivesse, eu conseguia enxergar cada ser que habitava aquele local. Eu estava na floresta de Mistyc Falls, com certeza. Aquele lugar era mais do que familiar para mim, o recanto que eu havia construído para meus pais quando eles se foram. O pequeno círculo completamnete limpo que eu havia montado a tanto tempo atrás era meu refúgio e agora estava me servindo de leito.

Imagens embaçadas começaram a se passar pela minha cabeça. Vultos inconstantes da noite em que eu dormira com Damon, nossas trocas de olhares no galpão.

“Mas espera aí? Porque eu me lembrava daquele galpão?E se a noite com Damon estava em minha mente era porque... ele não havia me hipnotizado”

Meus olhos se fecharam em reprovação. Eu estive sendo hostil com Damon por todo aquele tempo e tudo era minha culpa, no final das contas. Meu desejo mais selvagem desde que conhecera Damon na pensão fora que aquela pele perfeita tocasse a minha e que fossemos um só durante a eternidade. Eu soube desde o começo que nossa conexão era algo mais forte do que o Amor que eu sentia pelo seu irmão: era necessidade que ardia no corpo e sulgava todo e qualquer tipo de sentimento ruim que eu já sentira por ele.

Levantei-me devagar analisando tudo a minha volta. Pequenos flashs de Katherine e Stefan discutindo vieram a tona e, enfim, eu conseguia me lembrar de tudo que ocorreu. Stefan estava me traindo com Katherine e Damon tomava conta de mim – até mais do que podia -. Katherine havia erguido meu corpo do chão naquele maldito galpão e a dor excruciante martelava minha cabeça. Mas o mais estranho de tudo: o que eu estava fazendo de pé, viva?

Olhei ao meu redor mais uma vez, comecei com passos leves e eu me sentia extremamente estranha. Minha mandíbula doía, era como se pequenas agulhas tivessem sido fincadas sob meus dentes.

_Espera um minuto – eu disse a mim mesma – Não pode ser, isso não é possível, eu... – perdi minha voz assim que avistei três corpos empilhados perto de uma grande árvore. Eu podia sentir o cheiro deles de longe. Os três estavam quase secos. Eu disse quase.

Aproximei-me rapidamente e toquei o rosto do homem mais velho. Ele aparentava por meio de 40 anos, mas não era aquilo que prendia minha atenção naquele momento. Um pequeno filete de sangue seco permanecera empregnado em seu rosto. À medida que eu pensava em parar de me aproximar, minha garganta dizia que eu não devia, meu corpo pedia por aquilo. Estiquei meu pescoço e toquei o rosto do homem com os lábios. Aquele gosto... aquilo era como uma droga.

Quando me dei conta já havia vasculhado cada gota de sangue que restava no corpo daquelas três pessoas mortas cujas identidades não me interessavam no momento. E minha garganta ainda dóia.

Minhas presas estavam a mostra e aquela sensação era de pura liberdade. Eu não conseguia parar de pensar no motivo pelo qual Stefan se martirizava tanto. Ser um vampiro não parecia a coisa mais inexcrupulosa do mundo.

Comecei a rodear a floresta a procura de algum cheiro familiar. Meu olfato estava extremamente aguçado. De repente percebi algo diferente, uma essência que eu conhecia. Aquele lugar...o cheiro daquele local era bem familiar

Olhei mais uma vez para checar onde eu estava e avistei a pensão dos Salvatore, enfim. Levantei a cabeça e tomei a coragem para chegar mais perto. Rodeei a casa até encontrar a janela o quarto do Damon. Ao chegar lá pude ouvir o som de duas respirações. Duas?

Espiei pela janela aberta aquela cena e meu corpo de repente tomou vontade própria. Subi pelos pequenos tijolos fixados na parede e entrei pela janela do quarto sem fazer um barulho se quer, e sem ao menos respirar. Damon avistou-me. Ele estava completamente atônito sob o corpo de Katherine.

Katherine. Katherine. Katherine.

Cada partícula do meu corpo reagia ao puro ódio que só aquele nome me causava. Ela estava literalmente de quatro apoios, vestindo uma calcinha e um espartilho à moda antiga, postada sobre o corpo de Damon – o mesmo que estava atônito olhando para mim -. Era claro que ela era a “ativa” ali. Damon nem sequer se movia, mas Katherine não parecia se importar.

Com um sorriso nos lábios fui me aproximando lentamente da cama. Katherine, ainda de costas para mim, pareceu acordar de seu êxtase momentâneo. Ela levantou sua cabeça sem se virar, havia sentido minha presença. Mas já era tarde demais.

Com os joelhos apoiados na cama levei minha mão a sua cintura, subindo-a vagarosamente até seus escuros cabelos cacheados. Nossa única diferença.

Puxei-lhe os cabelos fazendo com que ela se soltasse de Damon e ficasse com o corpo encostado ao meu. Minha respiração fazia com que seus cabelos se movimentassem.

_Olá, Katherine – sussurei com minha voz ainda um pouco rouca em seu ouvido -.

Ela riu.

_Parece que não consegui me livrar de você irmã – disse ela debochadamente -.

Dessa vez foi eu quem abriu um sorriso.

_Mas... não vou me preocupar com isso agora, estou meio ocupada como pode ver – apontou para Damon em completo choque na cama – aproveitando que você está aqui, porque não vem brincar conosco, Elena?

Apesar de não estar vendo seu maldito rosto, eu podia imaginar o largo sorriso se formando em seus lábios de forma maliciosa.

_Não, Katherine – neguei – Eu quero brincar só com você.

Com a ajuda da minha mão livre, virei seu rosto para mim e tomei seus lábios com os meus. Desci a mão até sua cintura e com a outra segurei a parte amadeirada da cama.

Desgrudei seu corpo do meu apenas para ficarmos frente a frente, mais uma vez. Ela não parecia preocupada com o que eu poderia fazer, talvez achasse graça em se sentir ameaçada de alguma maneira. Ela tomou meus lábios mais uma vez e num só movimento puxei um pedaço da madeira do suporte da cama e cravei em seu peito.

Seus olhos e pele começaram a ficar negros enquanto eu ouvia seu último suspiro abafado.

_Só que agora, querida, a brincadeira acabou.

E o corpo de Katherine se estendeu sobre o chão frio.

Notas finais
THE END ! ' NÃO SE ESQUEÇAM QUE UM EPÍLOGO SERÁ POSTADO! NADA DE DESCABELAMENTO