My Way is You

10 A Paixão de um Assassino


Cap. 10

A Paixão de um Assassino

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Sendo bem rápida com o resumo, foi por causa do barraco todo que criaram o Korapaika e o Kenan que nós esquecemos que o aniversário da Gene era no dia e comemoramos tudo de última hora. Mesmo assim foi divertido... O Leório e a Liana até anunciaram que estavam de casamento marcado!

Deu para entender tanto mistério de ficarem trabalhando altas horas da noite se não era ficha de emprego... Duas semanas após foi o da Katrina e no dia os dois fizeram as pazes. Pode-se dizer que foi estranho o Kenan ter ficado com Neon, mas vá saber como cabe tanto ego em uma relação...!

A Katrina e ela também se entenderam quando seu primo, que é definitivamente estranho, trouxe a pessoa para apresentar para a gente sem saber que já nos conhecíamos. No final, agora todos estão felizes e é chegada a minha vez! Amanhã é meu aniversário e todos me receberão com festa.

- Killua, traz logo a minha toalha! – grito pela cortina da banheira. Ele vem correndo e me estende ela.

- Por que você precisa me chamar sempre? Não pode você mesma pegar a toalha, para variar?

- Se você é o meu capacho eu não vejo por quê.

- E aquela história de “só fingimento para os meus pais não descobrirem nada”? Se eles já sabem de tudo você não pode me liberar disso? – no mesmo instante em que saio, ele se vira – Avise quando vai sair!

- Eu estou de toalha, então não tem problema!

- Pensei que se incomodasse se eu visse...

- Não ligo mais para você. – passo por ele e entro no quarto. Ele continua do lado de fora.

- Ah, é assim? Não vai nem considerar o que eu fiz por você durante o ano todo?

- Eu considero, não quis dizer isso. É só que não ligo para o que pensa de mim.

- Quer dizer que você me arrasta por tudo que é canto, me forçando a fazer as coisas mais loucas por sua causa, e agora não liga mais para mim?

- Exatamente! – começo a pentear meus cabelos – E você pode entrar aqui? É ruim falar com a porta.

- Certo. – ele escancara a porta e em seguida fecha rápido.

- Vai devagar ou a casa não vai agüentar!

- Vou começar a agir com calma quando eu terminar de falar com você. – cruza os braços e senta na cama.

- E sobre o que quer falar? – solto a escova e me viro.

- Até o Gon e a Gene se entendem melhor do que a gente e os dois não fazem a menor idéia de como ficaram amigos!

- Mas nós nos entendemos: eu mando e você obedece!

- Não digo esse tipo de relacionamento.

- Já entendi, não precisa ficar bravo. – rio.

- Então será que não dá para agirmos como amigos?

- Não estou acostumada a ter amigos como você.

- E o Gon e os outros? Eles não são seus amigos?

- Sendo mais específica, quero dizer amigos iguais a você, que é como eu. Mas posso saber por que está se incomodando com isto agora, depois de tanto tempo?

- É porque eu fiz uma surpresa para você e não quero ter que entregar sem que nós sejamos, pelo menos, amigos.

- Tem uma surpresa para mim? – sorrio, mas logo faço uma pausa – Por que precisa que sejamos amigos?

- Digamos que é uma recompensa pelo meu esforço.

- E você não vai me dar nem uma pista?

- Não! – sorrindo, ele vai para a porta.

- Ah, não seja mal Killua! Diz o que é, vai?

- Você vai me tornar um amigo seu? – vira o rosto.

- Vai usar a chantagem comigo logo amanhã?

- O que tem de mais amanhã? – o choque das palavras me pega desprevenida e eu me afasto surpresa.

- Você não lembra logo que dia é amanhã? – ele parece confuso com o que estou falando – Eu não acredito!

- Tinha alguma coisa que eu tinha que fazer?

- Bom... Não só você, todo mundo, mas eu achei que pelo menos você fosse se lembrar, não é?

- Mas eu não me lembro de nada para amanhã.

- Ah é? – franzo o cenho. Ele só confirma com a cabeça – Pois agora mesmo é que eu não quero saber de ser sua amiga!

- Mas o que foi que eu fiz? – jogo ele para fora do quarto.

- O problema é o que você não fez! – bato a porta.

Passo quase toda noite em claro, deitada na cama e com a porta trancada. Aquele cabeça-de-vento deve ter dormido no sofá, mas como eu realmente não me importo trato de fechar os olhos, virar de um lado e pegar no sono. A questão é que não consigo, por mais que eu queira dormir!

Sem que eu perceba, continuo pensando na festa por um bom tempo e o presente-surpresa dele vem na minha cabeça. Se ele não se lembra do meu aniversário, o fato de ter feito um presente para mim nem deveria existir. A não ser que ele seja por outro motivo. E se eu tiver esquecido uma data?

Impossível, já que eu sou a que sempre está assinando no calendário as datas mais importantes do ano e desde que os meus pais lembravam tudo o que eu me esquecia de anotar eu jamais deixo de circular meu aniversário nele! Ainda sim, na dúvida, resolvo levantar para revistar o quarto na parte dele.

Não consigo achar nada mais além de barras de chocolate e revistas de anúncios espalhadas pela gaveta, até que um papel marcando uma página de uma delas acaba por chamar a minha atenção. Quando abro vejo um círculo na notícia de esportes e a matéria diz algo sobre a talentosa atleta Kate.

- Então é isso? Aquele safado estava planejando me levar junto com ele para chamar a atenção da Kate? – espremo a revista entre as mãos – Com certeza ele lembrou que ela é fã de patins e deve ter imaginado que eu poderia apresentá-lo em um comentário sobre eu também adorar patinar! Mas do meu aniversário ele não lembra? – soco a revista de volta na gaveta – Deixe estar... Amanhã ele vai ver uma coisa.

Na manhã seguinte eu sou a primeira a acordar e saio abrindo as cortinas da casa inteira, função de quem levantar antes todos os dias. Como imaginei, Killua está dormindo no sofá e quando escuta o som da chaleira apitando e o cheiro do pão quente ele trata de abrir os olhos num instante.

- Kelly? Por que você levantou tão cedo?

- Ah, sabe que eu não sei? Senti vontade!

- Está fazendo torradas? – tenta pegar uma do cesto sobre a mesa. Bato na mão dele na mesma hora.

- Você vai esperar todo mundo vir para a mesa.

- Não acha que está sendo muito mandona?

- Hoje eu tenho direito, mas já que você não sabe por que vamos só aproveitar o dia, certo? – aos poucos ele vai ficando cada vez mais confuso, mas a minha irritação não diminuiu só por um simples remorso. Quando todo mundo está pronto para comer eu tiro ele da mesa com um puxão – Vamos sair.

- O quê? Mas eu ainda nem tomei o café!

- Você toma comigo no shopping. Quero fazer compras!

- Você parece empolgada Kelly. Tem um motivo?

- Talvez Gene, você vai descobrir mais tarde. Vamos!

Forçadamente eu arrasto o Killua por mais uma vez por todas as lojas que encontro pela frente. Fazemos um pequeno lanche e quando dá o momento da “grande estrela” surgir vamos à loja esportiva. Tudo que é tipo de fã está pedindo autógrafos dela, que é uma das artistas que eu mais gosto.

Usando de “argumentos convincentes”, os seguranças nos deixam passar e logo que o Killua toma um autógrafo nós saímos sem demora. Quando chegamos logo em casa está tudo escuro, mas quando entramos sou recebida com confetes na cabeça e um bolo.

- O que é tudo isso? – entregam-me um buquê variado.

- Sua festa-surpresa, não gostou? – Killua sorri e põe o braço no ombro do Gon – Eu tinha que te manter distraída pela tarde, então soube que a Kate ia estar lá no shopping e resolvi te levar, mas eu acho que você foi mais rápida!

- Então aquela era a surpresa que tinha para mim? – começo a rir e me aproximo dele – Posso te perguntar algo?

- Até já sei: quer que te perdoe e quer ser minha amiga?

- Na verdade, eu ia perguntar se quer ser meu namorado!

Fim

Notas finais
Caraca, pessoal, eu nem planejava fazer uma continuação tão longa! ** Mas espero que tenham gostado, pq eu amei fazer. Eu sei que o final deve ter ficado meio que sem pé nem cabeça, mas eu pretendo fazer uma nova fic contando a história original de como Gon e companhia conheceram Gene e as outras (já que essa fic aqui eu fiz mais como U. A.), então vcs vão poder compreender os bastidores dessa fanfic aqui, ok?! Bye bye
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!