My Tiger

32 Fortuna I


Notas iniciais
Oie! Digitei o capítulo e novamente empolguei. Tive que dividir em duas partes ^^ Espero que gostem, Yesubai está aprontando mais um pouco.

―Filha, o que aconteceu? – Sr. Hayes perguntou quando viu Kelsey chegando em casa e indo direto para o quarto.

―Nada – ela gritou subiu as escadas à passos duros e rápidos.

A garota entrou no quarto e olhou diretamente para a janela. Ren estava ainda na porta de sua casa em forma de tigre. Ele a observava esperando alguma reação como um aceno, entretanto Kells nada fizera. Somente respondeu com outro olhar ainda mais profundo.

Na volta à sua casa, ela ficou em silêncio. Pensou na possibilidade de Dhiren estar brincando com seus sentimentos, já que estava explicito que ela gostava dele. O fato de tê-la abraçado depois que soubera sobre o sonho que teve, deixou essa dúvida em sua cabeça.

Será que Ren não estava somente querendo retribuir de alguma forma? Pensou. Talvez, enganara sobre ela, inferindo que Kelsey somente ajudaria se recebesse algo em troca. O que era, realmente, um engano, pois ela não queria nada mais além do bem de Ren.

―Eu não quero que ele me beije porque acha que somente assim o ajudarei. E por que disse que não sabia o que estava fazendo?

Murmurou lembrando-se do momento que Ren a abraçou e disse essas palavras, mas logo se transformou em tigre quando Kelsey pronunciou que se fosse necessário ajudaria o até mesmo para curar o seu coração.

―Kelsey? – escutou a voz de sua e uma batida na porta – Posso entrar?

―Claro – ela falou quando viu Dhiren entrando em meio às árvores.

Sra. Hayes entrou no se quarto e sentou se na cadeira da escrivaninha, abriu a gaveta da pequena mesa e pegou uma caneta.

―Estava procurando isso – falou indicando o objeto e olhando para a filha.

―Estava ai o tempo todo – Kells respondeu em um tom mórbido.

―O que aconteceu? Pensei que voltaria feliz e porque voltou tão cedo. Agora que são nove horas da noite.

―Aconteceu nada. E Ren só queria me contar algo.

―Um segredo? – Sra. Hayes sorriu e fez expressão de curiosidade.

―Mais ou menos – disse abrindo o guarda roupa e pegando uma coberta.

―Qualquer coisa que precisar é só me chamar lá no escritório. Estou analisando alguns documentos.

Sra. Hayes saiu do quarto com a impressão que Kelsey estava escondendo não só um segredo e sim tudo o que aconteceu nesse passeio com Dhiren. Percebera que todas as vezes que a filha encontrara com o rapaz tinha uma reação peculiar, ficava tímida demais ou, simplesmente, paralisava e não atendia ao que acontecesse à sua volta. Porém, nesse momento, Kells estava diferente: um pouco nervosa e mais aérea do que o comum.

****

Kelsey entrou na sala imaginando o que diria a Tifany. Imaginara no que disse à Ren, antes de vim para a escola, falou que naquela manhã seu pai insistira para levá-la a escola. Entretanto, era uma mentira e percebera que Dhiren desconfiara disso.

―Oie! Kelsey! – Tifany gritou quando a viu entrar na sala.

―Oi – Kells respondeu quando chegou perto dela e deu um sorriso torto.

―Que cara é essa?

―Eu não sei, talvez de desespero. – brincou com a amiga e sentou ao lado dela.

―O que aconteceu ontem?

―Ontem? – Kells lembrou se do beijo e olhou em volta para ver se havia mais alguém na sala.

―Eu sai com Ren – sussurrou com a expressão séria.

―O que? – Fany gritou.

―Calma. Eu sai...

―Eu escutei – Tifany a interrompeu diminuindo o tom de sua voz – Só não estou acreditando. Onde vocês foram?

―Em um chalé no bosque – respondeu ainda mais baixo do que seu último sussurro.

―Vocês... O que ele fez?

Kelsey não respondeu momentaneamente, somente encarava a expressão de curiosidade de Tifany. A garota ao seu lado estava pensando que a amiga, talvez tivesse com medo de dizer. Não sabia por que, mas sentia que Kelsey estava com pavor de algo.

―Kells? – Fany perguntou e percebeu que a outra desviou o olhar para longe – Aconteceu alguma coisa, certo?

Kelsey assentiu.

―O que, por exemplo?

―Bem... A gente – pausou – se beijou.

―Vocês?! Não, para tudo! – Tifany murmurou rindo – Vocês se beijaram? Isso é fantástico! O que ele falou, para que isso acontecesse?

―Nada. Nós só, nos beijamos e depois voltamos para casa.

―Sério, que ele não falou nem uma palavra?

Kelsey pensava no que diria para Tifany, pois não podia falar mais do que aquilo. Era impossível contar que Dhiren tinha em média 300 anos de idade, ou que se transformou em um tigre e por esse motivo não ouve mais diálogo, afinal tigres não conversam. Portanto, deixaria a história no “ar”, com se acabasse ali.

―Não, ele só queria me mostrar o chalé e, bem, depois a gente se beijou.

―Estranho. — ouviram o barulho na porta e as duas olharam na direção.

Era Ambre, entrando com mais duas garotas, as mesmas que ficaram ao seu lado quando Kelsey levara um tapa. Tifany observou as ações de Ambre, a garota loira jogou a plaquinha com o nome de Kells, no chão e sentou na carteira rindo, naturalmente como se não tivesse feito absolutamente nada de errado. Logo, as suas duas amigas sentaram ao seu lado, não deixando qualquer carteira vaga ao lado de Ren.

―O que foi isso? – Fany comentou com Kells e viu que a mesma estava espantada.

―E-eu vou sentar aqui hoje, porque falei para ela que podia sentar lá – respondeu gaguejando.

―Tem certeza que falou isso? – Fany perguntou desconfiada, pois, como ela Kelsey, não gostava de Ambre.

―Sim – sorriu forçadamente.

Os alunos entraram na sala quando batera sinal. O professor entrou conversando com Dhiren e mais duas alunas que procuravam saber sobre a feira que aconteceria na escola. Quando Ren olhara para dentro da sala, estranhou o fato de Kells não estar mais sentada ao seu lado. Então, antes de ir para seu lugar foi em direção a jovem para perguntar o motivo.

Kelsey paralisou quando viu que Ren a encarava e vinha em sua direção. Tifany que estava sentando atrás dela cutucou no ombro da amiga para que a mesma reagisse à realidade, mas não obtivera sucesso.

―Kelsey – Ren pronunciou de forma serena -, por que está sentada aqui?

―Eu dei meu lugar para Ambre.

―Não acho que tenha sido isso – ele disse um pouco mais alto. – Vou conversar com ela, não quero que fique longe de mim.

Os dois ficaram em silêncio, somente analisando um ao outro. Kells se perdera nos olhos azuis e Dhiren pensava no que Durga falara para ela: “Ambre seria somente o primeiro obstáculo.” Ele entendera, por essa frase, que a melhor coisa a se fazer era tirar Ambre do seu caminho e se não fosse pela burocracia a tiraria do colégio naquele momento.

―Na-não precisa – Kelsey falou engasgando com as palavras – Não precisa, vou ficar perto de Tifany.

―Mas...

―Por favor, não precisa falar com ela – falou e abaixou a cabeça o ignorando.

Ren andara até o seu lugar e se sentou ainda olhando para Kells, não entendera aquela reação. Desde ontem somente pensara no beijo que ocorrera entre os dois. Queria sentir o toque suave de sua pele e o cheiro tão intenso de seus cabelos, que conseguira ludibriá-lo.

Os primeiros horários passaram rápido. Kells e Ren, por duas vezes, entreolharam se e sorriram um para o outro. Quando o sinal do recreio batera, Tifany chamara Kelsey para comer e as duas seguiram para o refeitório.

Pediram sanduíches naturais com suco de laranja e sentaram em uma mesa em canto, praticamente, escondido de todos. Conversaram sobre como Ren a olhou e Kelsey, por incrível que parecesse, concordara com Tifany em alguns momentos.

―Kelsey! – escutaram uma voz comum – Conversei com Ambre.

*****

―Senhora. – uma moça com cabelos anelados bateu na porta do quarto de Yesubai – Serviço de quarto!

―Pode entrar – Yesubai gritou de dentro, já preparada para atacar sua primeira vítima.

Quando a porta se abriu, uma sombra surgira atrás da camareira e tomou conta do ambiente. A visão da jovem ficou turva e por fim apagara por completo, a fazendo cair no chão. Em um reflexo natural, Yesubai arrastara o corpo rapidamente e com agilidade, para dentro da suíte.

Saíra do quarto em direção a área de trabalho do hotel. Desceu as escadas até o primeiro andar e , logo seguiu para o local que o funcionários dormiam. Abriu a porta de um cômodo que tinha uma placa escrita “Loisi Floris” e entrou. Pegou uma bolsa que estava em cima da cama e tirou os documentos de lá, os guardando no bolso.

Pronto. Agora era somente ir para o shopping esperar até que seu peãozinho a encontrasse.

Notas finais
Eai? O que achou? Próximo capítulo somente sairá sábado (14/09), tenho muita coisa para fazer quinta feira então fica um pouco difícil