Notas iniciais
Primeiramente devo dizer que me envergonho mortalmente de ter demorado quatro anos para voltar a atualizar essa fanfic. Aconteceram várias coisas, mas sim, voltei e irei terminar essa bagaça kk Provavelmente devo ter perdido minhas antigas leitoras, mas desejo boas vindas às novas e espero que gostem!!! Um obrigada especial à minha irmanzinha perdida e recém encontrada Lecka-chan que teve bondade de bettar e insistir que eu voltasse a atualizar. Onee-sama quer ler seu spin off

Eu abri a porta do carro e estendi a mão para Rin que sorri para mim ao aceitar. Ela está simplesmente adorável e mais feminina que nunca. Sorrio para ela, entrelaço nossos dedos e nós começamos a andar para a cafeteria.

“Tem certeza que quer fazer isso?” – Pergunto novamente.

“Sim Yuui, eu tenho certeza assim como tinha nas outras dez vezes que você me perguntou” – Rin me respondeu com um leve sorriso.

Não me leve a mal, não é que eu não confie nela ou a ache fraca. Mas o emocional dela estava muito debilitado quando nos conhecemos. Além disso, Rin vivia cercada de gente inútil e egocêntrica. Não se importavam com nada que não fosse para beneficio próprio e eram tão narcisistas que acreditavam que não havia nada de mais importante do que eles.

Eu percebi isso desde a primeira vez que fui observá-la. A culpa não era dela. Nunca foi. Rin é doce, amável e sempre era gentil com todos. Foi apenas um grande azar de estar no lugar errado na hora errada.

Nesse ultimo mês em que estava comigo, ela havia mudado a olhos vistos. Estava mais alegre, confiante e comunicativa. Ela ficou realmente cheia de vida. Eu tinha medo que a indiferença de alguém que não importava realmente a magoasse.

Abri a porta do café para que ela entrasse e ela corando sorriu para mim. Cada gentileza automática que eu fazia para ela a fazia corar e eu achava isso simplesmente adorável.

Uma garota que eu já havia visto trabalhando no mesmo turno que ela mais de uma vez nos atendeu e não deu nenhum indicio de que reconhecia Rin. É claro que ela havia ficado ainda mais linda, mas era impossível para uma pessoa que passava horas quase todo dia com ela não a reconhecesse depois de só um mês. Eu vi a decepção nos olhos de Rin antes que ela disfarçasse. A garota anotou nossos pedidos e se afastou.

“Como está se sentindo?” – Olhei em seus olhos e vi que ela estava um pouco abatida e havia leves olheiras sob seus olhos.

“Eu estou bem.” – ela sorriu para mim – “Não é tão ruim como eu pensava” – ela sorriu para mim novamente e eu toquei sua bochecha. Rin segura a minha mão e fala “Continue como combinamos, por favor, eu preciso saber!”

Eu suspiro e olho para ela. Não posso negar isso para Rin. Talvez se fosse comigo, eu também fosse querer saber. Suspirei e me virei com um sorriso no rosto no mesmo momento em que a garota retornava com nossos pedidos, que colocou na mesa e saiu em seguida.

“Eu sei que você precisa. Não vou te negar isso” – ela olha para mim e percebo o quanto está tensa. – “Relaxe e coma sua torta, se não, não falarei nada.” – ela me faz uma careta para mim e eu sorrio. – “Se você agir como criança eu te darei um castigo”

“Que tipo de castigo?” – ela pergunta e sinto um pouco de diversão em sua voz. Adoro ouvir esse seu tom.

“Não sei. Talvez te coloque no quarto para pensar...” – eu a olho e vejo que está bem mais descontraída. Ela come sua torta de maçã e tem um sorriso no canto do rosto – “Talvez eu deva te dar umas palmadas” – eu ergo uma sobrancelha e ela engasga com o chá gelado enquanto suprime uma pequena gargalhada. Eu rio junto. Quero que ela seja sempre assim. Feliz e risonha enquanto brinca comigo. Provavelmente o que estou prestes a fazer vá magoá-la profundamente, mas não posso negar. Afinal, eu prometi. Estamos acabando de comer quando chamo a garota que nos está atendendo.

“Deseja algo mais?” – Ela pergunta com um sorriso maroto. Está flertando descaradamente com um cara obviamente acompanhado. Isso diz algo sobre a personalidade dela.

“Não, apenas a conta mesmo.” – eu retribuo o sorriso e vejo pelo canto do olho Rin fazer outra careta enquanto a garota se afasta.

“Você quer mesmo um castigo tanto assim?” – eu digo e ela sorri levemente relaxada mais uma vez. Ela fica tensa logo sem seguida, já que sabe que está quase na hora.

Quando a garota volta com a conta eu a pago e deixo uma boa gorjeta para ela. Com certeza melhor do que ela merece.

“Me diga, aquela garota de cabelos compridos está de folga? A das tranças?” – eu pergunto como quem não quer nada. Ao trabalhar, Rin sempre prendia os cabelos em duas tranças frouxas. É claro que era adorável, mas talvez aquela garota não conseguia reconhecer Rin na garota sentada a minha frente, lindamente vestida com seus lindos cabelos lisos soltos até seu quadril.

“Ah, a Minami. Na verdade não.” – ela responde e se aproxima falando baixo no tom de quem contaria uma fofoca. – “Na verdade ela sumiu faz mais de um mês. Ela trabalhou um dia e simplesmente saiu e nunca mais voltou.” – ela abaixa ainda mais sua voz. – “Na verdade a gente sempre achou ela meio estranha, nunca falava com ninguém. O chefe acha que vão encontrar o corpo apodrecido dela no quarto onde ela morava e vamos descobrir pelo jornal”.

“Ah, isso é uma pena. Tomara que vocês estejam errados”. – pelo canto do olho vejo Rin cerrar os punhos e começar a se levantar. – “Bem, nós já vamos indo”. – Ela parece surpresa com minha pressa repentina, mas tenta esconder.

“Ah, tudo bem, voltem sempre” – ela acena para mim quando eu saio logo depois de Rin.

Ela sai do café com passos largos. Eu ando atrás dela um pouco preocupado. Rin ainda não havia se acostumado com sua força. No ultimo mês ela só havia convivido comigo e os empregados, ou seja, todos vampiros. Ela poderia machucar um humano ao esbarrar nele sem nem perceber.

De repente ela parou e ao olhar em volta me dou em conta de onde estamos: o beco em que ela foi atacada. Ela se abaixa quase no local exato em que estava caída quando a achei e abraça seus joelhos.

“Rin...” – Me aproximo dela e de repente ela se levanta. Está furiosa.

“Então é isso? Eu não passo de uma patética e pobre suicida” – ela olha nos meus olhos e vejo as lagrimas escorrendo de suas bochechas. – “É claro que eu passo nove horas naquela porcaria de lugar para a única lembrança que tem de mim é de uma pessoa sombria com tendências suicidas! Talvez essa seja a resposta não é? Não tem lugar nesse mundo pra mim!”

Eu a puxo pra perto e abraço com força. A seguro pela cintura e a ergo do chão. Rin abraça meu pescoço com seus braços e envolve suas pernas na minha cintura como se fosse uma criança. Eu a abraço ainda mais forte e beijo seu rosto.

“Não seja boba. No meu mundo só tem lugar pra você.” Sussurro em seu ouvido e ela me abraça ainda mais forte com os braços e as pernas.

“Por favor Yuui, não vai embora! Por favor não me deixa sozinha. Eu não vou aguentar mais. Eu não vou mais conseguir ficar sozinha de novo!” – Rin praticamente suplica em meu ouvido com a voz bem baixa, quase com medo dessas palavras serem ouvidas.

“É claro que você não vai mais ficar sozinha, meu amor. Eu também não quero mais ficar sozinho. Nós dois vamos ficar juntos para a eternidade. Eu te amo.”

Rin continuou agarrada em mim e chorou quase como se colocasse sua alma para fora.

“Eu quero ir para casa.” – ela sussurra para mim quando se acalma um pouco e eu faço o que ela quer, chamo o carro que nos levará para o nosso lar.

“Eu estou bem agora, só preciso de um banho” – ela disse para mim com a voz fraca.

“Tem certeza?” – ela assente – “Você sabe onde me encontrar se precisar.”

Entro em meu próprio quarto depois que ela entra no dela e vou seguir o exemplo também seguindo para o banho. Após um banho rápido saio do banheiro usando apenas uma calça de pijama. Estou me preparando para ir atrás de Rin quando sinto sua presença na minha porta. Quando eu abro a porta fica claro que ela não está bem. Ela saiu do banheiro quase sem se vestir, assim como eu, está parada na entrada do meu quarto não usando nada além de uma regata e sua roupa intima. Eu olho para ela e vejo seu lábio tremer e seus olhos se encherem de lagrimas novamente. A puxo para dentro, fecho a porta do quarto e a abraço. Ela se agarra em mim como antes.

“Você não precisa se fingir de forte se você não está bem.” – A pego no colo e ela chora ainda mais. – “Eu sei que é difícil e sei que não posso apagar seu passado. Mas vou fazer de tudo para criar ótimas memorias para o futuro. Eu amo você, Rin”

Ela se agarra mais ainda a mim e chora copiosamente. De repente ela para e leva seus lábios para perto de meu ouvido e sussurra com um fio de voz:

“Eu acho que te amo, Yuui.”

Aquelas palavras sussurradas aquecem meu coração de uma forma que eu nunca imaginei que fosse possível. Eu a faço olhar para mim e beijo seus lábios delicadamente.

“Então acho que preciso fazer você ter certeza, não é?”

Notas finais
Espero que tenham gostado!! Amo vocês