My Sweet Teacher
15 Capítulo 15 - Automutilação.
Notas iniciais
–– É isso que acontece todo dia? – Demi falou fazendo carinho nas costas de Lilly, que já tinha parado de chorar, agora.
–– Quase todo dia, as vezes pior – ela falou agarrada em Demi. Lilly pegou o seu celular dentro da mochila.
–– O que vai fazer? – Demi perguntou se afastando mais dela.
–– Ligar pro Joe – ela falou já discando o numero.
–– Nada disso – Demi tirou o telefone dela – Primeiro você vai conversar comigo, por favor.
–– Mas eu não... Consigo conversar com você – Lilly falou baixo.
–– Por quê? – Demi não conseguia entender, e ela já tava levantando o tom de voz – Será que nem pra isso eu sirvo?
–– Não é isso Demi, é que... – Lilly falou confusa, e Demi a interrompeu.
–– Isso nada, já chega pra mim. Isso é sacanagem – Demi tirou Lilly do seu colo e desceu da cama – Nem minha irmã confia em mim, você prefere confiar em uma pessoa que acabou de conhecer. Do que confiar na sua própria irmã.
–– Demi é que, olha só pra você eu só ia ligar pra ele e você já ficou histérica. Ele é paciente comigo – Lilly também subiu o tom de voz.
–– É POR QUE EU JÁ TÔ DE SACO CHEIO DE VOCÊ SÓ FALANDO AS COISAS PRA ELE – Demi gritou e Lilly abaixou a cabeça – Quer saber? Liga pra ele! Eu é que não vou mais mentir pros meus amigos, pra encobrir algo que nem te ajudando ta. Você só ta me ignorando cada vez mais.
–– Não deixa ninguém saber, por favor – Lilly se levantou.
–– Você fingiu que eu não existo nessas horas, continua... Deu certo pra muita gente – Demi saiu do quarto com raiva.
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Joe chegou se jogando no sofá, sua mãe ainda tava tagarelando sem parar do lado dele. Ele já tava caindo no sono quando se espantou com o celular tocando.
–– É a minha nora – Anne falou entregando o celular pra ele, animada.
–– Alô? – Joe falou com a voz abafada, por que ele tava com a cara enfiada na almofada.
–– Joe me ajuda! – Demi falou chorando do outro lado da linha.
–– Calma. O que aconteceu? – Ele se sentou no sofá preocupado.
–– A Lilly, eu briguei com ela e... – Demi soluçou – Quando eu fui no quarto dela pra pedir desculpa eu...
–– Você o que? – Joe perguntou assustado enquanto ouvia ela chorar.
–– Ela ta sangrando, Joe – Demi suspirou alto – E agora ela ta trancada no banheiro e não me deixa entrar.
–– To indo prai! Continua tentando abrir a porta – Joe falou já saindo da casa, ignorando sua mãe perguntando o que aconteceu.
Ele dirigiu em alta velocidade até lá, provavelmente renderia uma multa alta depois. Ele estacionou o carro de qualquer jeito e correu até o elevador, que pela sorte dele já tava aberto. Quando ele chegou lá Demi já estava na porta com a mão no olho, e assim que o viu, Demi o puxou rápido pra dentro e correu segurando o braço dele até o quarto de Lilly.
–– Emilly? – Joe falou segurando a maçaneta da porta do banheiro, onde ela tava.
–– Joe? – Lilly falou depois de um tempo e com a voz chorosa.
–– Abre essa porta, por favor. Me diz que você não se cortou... – assim que ele terminou de falar, os dois a ouviram chorar.
–– Se precisar você vai arrombar essa porta – Demi falou mais baixo.
–– Eu não acho que vá ser preciso – ele largou a maçaneta e os dois ouviram a porta se destrancar.
–– Graças a Deus – Demi abraçou Lilly assim que ela saiu.
–– Pensei que você tivesse com raiva de mim – Lilly falou chorando.
–– Eu só fiquei nervosa, me desculpa – Demi se afastou dela, e pegou o pulso de Lilly. Que tava com duas marcas bem vermelhas ali – Não faz mais isso.
–– Se você não gostar de mim, quem mais vai? – Lilly fez bico.
–– Eu te amo, ta legal? – ela segurou o rosto de Lilly entre as mãos – Não se esquece disso, nunca.
–– Também te amo, Dem – Lilly abraçou Demi de novo.
–– Se arrume – Demi limpou o rosto e se levantou.
–– Por quê? Aonde a gente vai? – Lilly perguntou franzindo a testa.
–– Psicólogo, eu já cansei dessa frescura toda. – Demi só falou isso e saiu do quarto.
–– Eu não quero ir, Joe. Tenho medo – Lilly segurou Joe pelo braço.
–– Eu vou tentar falar com ela, mas eu acho melhor você ir também – ele inverteu o braço dela, e mostrou os pulsos dela.
–– Será? – ela puxou o braço de volta.
–– Uhum – ele murmurou – Se arruma ta?
Joe saiu do quarto, e foi para o de Demi. Ela tava vestindo a blusa, ele esperou ela terminar de vestir e entrou.
–– Se você veio aqui pra tentar me convencer a não levar ela, nem começa – ela disse ainda de costas.
–– Não, eu não vim fazer isso. Ao contrario, se você não falasse isso eu ia sugerir – ele mordeu a parte de dentro da bochecha.
–– Ah ta – ela sorriu de lado, e pegou a bolsa dela – Da pra dar uma carona?
–– Aham –
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Demi POV –
Lilly tinha acabado de entrar no consultório, eu e Joe estávamos sentados num sofá na frente da porta do consultório, conversando sobre qualquer coisa sem importância. Quando eu olhei para o lado, vi Selena bebendo água a uma boa distancia da gente. Cutuquei Joe com o cotovelo.
–– Olha a Selena ali – apontei com o olhar.
–– Porra de mundo pequeno – ele revirou os olhos – ela ta vindo pra cá.
–– Que droga – fechei a mão com força.
Segurei ele pela nuca, e o beijei. Pois então, Selena tem que saber que esse ela não vai tirar de mim, mesmo sendo namoro falso, mas eu já tenho a fama de cornuda á um bom tempo. Ouvi o salto dela batendo no chão cada vez mais perto.
–– Sempre achei hospital um lugar muito broxante pra namorar – ela disse na nossa frente, e eu soltei o Joe.
–– Temos opiniões diferentes então – abracei Joe de lado.
–– O que vocês tão fazendo aqui? – ela olhou pra trás – Veio no psicólogo de novo Demi?
–– É – sorri sem vontade.
–– Ta com aquele problema de novo? – ela arqueou uma das sobrancelhas.
Notas finais
Ahh, só tem uma pessoa deixando reviews, cadê o resto?
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