My Sweet Lucy
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Eram seis horas da manhã e um filho do capeta estava me ligando a essa hora, dá pra acreditar? Logo no primeiro dia de férias!
–Deixa eu ver quem é esse maldito... OMG!..OMG!... ALÔ? NII-SAN!!?
–Oe Lucy, quer estourar meus ouvidos pirralha? — resmungou do outro lado da linha. Tsc...tsc... continua o mesmo!
–Gomen, gomen.. esqueci que você é um vampiro e tem a audição apurada.
–Esqueceu de lindo e gostosão.- Se gabou.
–Sério Gildarts-nii, me ligou só pra dizer que você é um vampiro super gostosão?
–Não! Eu só queria saber se você vai vim passar as férias aqui em casa!
–Gildarts, quantas vezes eu tenho que te dizer que eu não vou voltar? Meu tempo nessa casa já era. — Respondi séria. Mas as lágrimas já se formando em meus olhos.
–Eu sei que você ainda está brava com o que Natsu fez, mas você não pode vir aqui só pra me ver pelo menos?- Ele perguntou em um tom triste, ao qual eu quase cedi.
–Se você quer me ver, por que não marcamos de nos encontrar hoje? Pode ser naquela lanchonete de sempre, ah, eu que vou pagar dessa vez!
–Já que insiste... — riu. — Que horas?
–Pode ser umas 15:30?
–Claro.
–Fechado então! Agente se encontra lá.
–Ok, até mais pirralha.
–Até "vampiro lindo" !- Rimos antes de desligarmos.
Lucy Heartfilia não era a mesma, disso eu tinha certeza. Já estava com os meus 17 anos de idade, e a minha vida até que estava boa. Levy ainda continuava do meu lado, e Sayuri ainda saia a escondidas toda noite. Já perguntei várias vezes o porquê dela não contar pra mim o que tanto procura, eu até me ofereci para ajuda-la, mais ela sempre me diz que aquilo é assunto dela e que uma humana não devia se meter.
Humana... hum..
Sabe o Natsu? Eu nunca mais o vi, nunca mesmo.
Depois daquelas palavras, eu nunca mais voltei pra mansão dos Dragneel's, apesar de eu ainda manter contado com o meu Nii-chan, e ele sempre insistir no mesmo assunto de eu voltar pra casa nas férias. Eu simplesmente não conseguia voltar, ver o meu amado agarrado com outra era o pior dos castigo.
Meu coração ainda dele, e isso acabava comigo a cada segundo que me pegava pensando nele!
....
–Já acordou?- Sayuri perguntou.
–É que Gildarts me ligou hoje cedo. — respondi. — Aonde você foi?
–Isso não te interessa, Lucy! — Franzi a testa e cruzei os braços emburrada.
–Você poderia ser mais gentil, Sayuri! — Ela riu.
–Ser gentil não é muito o meu forte. — Pegou sua toalha, indo em direção ao banheiro do dormitório.
–Conseguiu encontra-lo?
–Não. — Pude ver a tristeza em seus olhos.
–Oe, oe, nada de ficar triste! — Levantei da cama e corri em sua direção. — Você faz parte da Fairy Tail, não pode desanimar, ouviu? — Por um instante ela me olhou surpresa antes de gargalhar.
–A mesma pirralha de sempre! — bagunçou meus cabelos, antes de entrar no banheiro.
–Hunf, por que todos insistem em me chamar de pirralha? — eu realmente não entendo.
....
As 15:30 eu e Gildarts nos encontramos. Ele estava lindo exatamente como eu me lembrava. E quando estávamos perto o suficiente ele me abraçou. Foi bom, como se ele realmente fosse meu irmão mais velho.
–Senti sua falta. — Ele tinha a mesma aparência jovem. E nossa! Como ele era bonito. Nunca tinha pensado em como ele era bonito antes. Bom, com onze anos eu não pensava nisso.
Não que eu seja uma pervertida agora, mas... vocês sabem, os hormônios!
–Também senti a sua pirralha. — Passamos horas conversando na "nossa" lanchonete, pra ser franca a gente se encontrava ali quando íamos nos ver, e como sempre aquelas mulheres oferecidas ficavam olhando para ele. Hunf...
Então com o passar do tempo, eu disse que estava me formando e que pretendia fazer faculdade em outro país. Ele me olhou indignado, como eu previ.
–Como assim? Pensei que fosse voltar pra casa quando terminasse a escola. Natsu não vai permitir que você vá para outro país.
–Natsu? Foi ele mesmo que me mandou pra essa escola, e depois disso nunca mais nos falamos ou nos vimos. Se ele quisesse poderia ter continuado sendo meu amigo, como você, mais ele não quis. Nii-san, Sou grata aos Dragneel's por terem cuidado de mim e ter pago meus estudos numa ótima escola, mais agora vou seguir meu próprio caminho.
–Não fale assim. Há muitas coisas que você não sabe. E não cabe a mim te dizer.
–A única coisa que sei é que eu vou! Consegui uma bolsa de estudos e vocês não terão mais que se preocuparem comigo.
–Me preocupo com você porque gosto de ti menina. Desde o momento que chegou naquela casa trazida pelo Natsu.
–Obrigada. Mais ainda assim eu vou.
–O meu irmão idiota te arrasta de volta. Afinal ele tem sua guarda. — eu não fazia ideia de como Natsu poderia ter conseguido a guarda de uma garota de sete anos tendo ele uma aparência tão jovem, não aparentava ter mais que vinte, vinte e cinco no máximo. Mais nesse mundo quem tem dinheiro pode tudo, e dinheiro os Dragneel's tinham. — Ele te acha, ele se preocupa com você criança!
–Porque está dizendo coisas absurdas? Natsu apenas teve pena de mim e me levou para casa, ele era gentil comigo e só. Não é meu pai, nem meu irmão para decidir algo por mim! E quer saber... Ele que vá pro inferno!
–Ei! Cadê aquela garota meiga e amável que eu deixei na escola? Quero devolução do meu dinheiro. Te trouxe um amor de menina e você volta desse jeito.
Nos olhamos e começamos a rir.
–Eu apenas cresci Nii-san. Mas e você, me diga, o que anda fazendo da vida? O que fez todo esse tempo? — Queria mudar de assunto.
–O mesmo de sempre, reuniões do conselho e trabalho nas empresas Dragneel's...
–E namorada, tem alguma? Pois se a resposta for não, a moça que está no balcão se candidata, ela está te olhando desde que chegamos aqui.
–É o meu charme irresistível. — Rimos mais uma vez — Não menina, não tenho namorada e você?
–Estou saindo com um carinha da escola, mais ainda não ficamos.
–Você é uma criança! Não deveria nem sonhar com esse tipo de coisa. Quem é esse pedófilo?
–Nii-san, eu já tenho 17 anos, sou adulta e posso muito bem namorar!
–Isso não vai prestar. — Disse tão baixo mais eu pude ouvir. — Lucy, tenho que ir, tenho negócios a resolver mais espero te ver sempre, falar no telefone somente não dá. Mas assim que terminar a escola vou te arrastar pra casa. — Eu apenas sorri pra ele e nos despedimos. Voltei para escola, mais tarde sairia com Levy e Sayuri, tínhamos combinamos de sair escondido pois não tínhamos permissão para sair depois das 22:00 da noite.
....
As 22:30 estávamos pulando o muro da escola. Eu, Levy e Sayuri.
Eu estava bastante animada e nervosa também, afinal era a primeira vez que fazíamos isso... digo, eu e Levy já que Sayuri fazia isso direto.
Ei, seria estranho eu falar que senti que alguém nos observava?
Ai, ai... Será que alguém nos viu? Ai mamãe !
–Lucy, venha logo!! — Sayuri me chamou.
–Ah, ok.
Após descermos os muros, optamos por ir a uma boate. Chegando lá o local estava lotado, uma zona...
Bebemos e dançamos muito. Até Levy que era a mais tímida se soltou.
Depois de um tempo dançando e bebendo, decidi ir ao banheiro. Mas senti que alguém me olhava atentamente, então decidi me virar pra ver quem era quando um cara veio até mim, nunca o havia visto, ele começou a me cheirar.
–Seu cheiro é bom. — dizendo isso começou a me arrastar pelo braço pra fora da boate, a rua estava deserta. Essa não...!
–Ei, me solta! — Tentei puxar meu braço, mas quem disse que se moveu! Então ele virou seu olhar pra mim. Então eu vi, ele tinha presas.
Eu tentei fugir, mais ele era forte me jogou contra uma parede e eu cai no chão, acabei cortando minha mão em alguma coisa que não identifiquei o que era. Tinha coisas mais importantes para pensar no momento, tipo um vampiro louco querendo me matar!
Ele se agachou para ficar frente a frente comigo. Segurou a minha mão machucada e apertou com muita força. O sangue jorrou pelo corte e escorreu pelo meu braço, o vampiro sorriu com isso. Puxou-me para mais perto para morder-me mas foi arremessado para longe de mim.
Arregalei os olhos ao ver aquele vulto alto e forte aparecer atrás do outro vampiro.
–Ela é minha! — Foi só o que eu ouvir dizer antes do vampiro ser morto. Então eu o vi. Natsu. Seus olhos estavam vermelhos, ele estava com muita raiva.
–O que você esta fazendo aqui?- Sussurrei. Mas aquele sussurro era algo mais para mim mesma.
Meu pelos se arrepiaram quando ele acariciou meu rosto, e senti algo se remexer dentro de mim, como se ele tivesse controle sobre meu corpo.
–Vim pegar o que é meu. Já esperei tempo demais! — não entendi nada do que ele dizia. Só senti quando ele me pegou no colo e me levou pra algum lugar, então tudo ficou escuro...
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